Os Opostos Se Atraem
5 5º capitulo – p****! Nesse nerd, só quem bate sou
Notas iniciais
mais um cápitulo.
Muitoos acontecimentos...
enjoy
— Jasmine, querida, tem alguém aí?
Jasmine fechou os olhos com força, respirou fundo e os reabriu. Porra.
— TEEEM MÃÃE. — gritou para que sua mãe pudesse ouvir. — Estou aqui dando uma trepada com o vizinho novo.
Jonh arregalou os olhos de tal maneira que Jassy achou possível eles saírem das órbitas e rolarem por seu chão.
Poxa, ia ser um desperdício de olhos...
— Que engraçado Jasmine. — Sua mãe já estava completamente acostumada com aquilo.
Jassy saiu do quarto e foi falar com a mãe.
O garoto a seguiu, totalmente envergonhado por ser pego dentro de um quarto de uma garota, e a mãe desta praticamente os flagrar. Tá, se bem que eles não estavam fazendo nada demais... ele apenas foi até lá por que ficou com medo dela cair das escadas... Mas mesmo assim... O que ela falou...
— Mãe, lembra do Jonh, né!? Ele veio fazer um trabalho comigo.
— Ah... – sua mãe franziu o cenho. – Você nunca trouxe nenhum amigo aqui em casa, Jasmine.
— Eu não tenho amigos. E ele só veio aqui fazer um trabalho. E depois fomos ver filme e comer.
— Ah... Bom querido, fique à vontade. — disse sorrindo para Jonh.
Jonh forçou um sorriso.
— Obrigado senhora.
— Nada de senhora, por favor.
Jonh acenou com a cabeça.
A rockeira olhou para sua mãe e notou, pela primeira vez, que desde que havia voltado da escola ontem, sua mãe havia mudado o modo de tratá-la. Estava notando, comentando... Até falou com o Jonh. No seu modo normal ela nem olharia para os dois, e seria indiferente e fria como sempre.
— Mãe... — hesitou. — Está tudo bem?
O nerd, em todo momento a observava.
A mulher a olhou nos olhos e respondeu que sim, estava tudo bem. Parecia fazer um grande esforço para olhar os olhos da filha.
Fazia anos que não fazia tal ato. Havia se esquecido do brilho dos belos olhos verdes, cor das folhas de primavera, que tinha. Porém, aquele brilho, não era mais do mesmo jeito.
Ela havia perdido muito tempo. Esteve longe da filha por muito tempo. Jackeline havia alertado-a... dizendo para se reaproximar...
Jassy surpreendeu-se por aquele ato e firmou os olhos nos da mãe. Eles carregavam... pena. Jassy teve nojo dela. Encarou-a mais firmemente, não conseguindo controlar as emoções dentro de si.
Jamily viu nos olhos da filha surpresa, raiva, dor. Sentiu pena dela. Ela também havia sofrido e era apenas uma garotinha de 6 anos quando seu marido morreu. Aqueles 10 anos passados ela não esteve presente na vida da menina, nem pra olhá-la nos olhos, nem para ampará-la quando precisasse.
Agora, a garota não havia amigos, por ter se fechado para o mundo. Por causa da dor que sentiu. Tanto pelo pai, tanto pelo abandono.
Ao perceber este sentimento, nos olhos de Jasmine brilharam faíscas de nojo. Desprezo. Sua mãe virou o rosto para o lado, não conseguindo encará-la. Sabia que não seria fácil. Nem podia se quer pedir pra ser fácil.
Ficaram num silêncio incômodo e Jonh viu um brilho de lágrimas aparecerem nos olhos de Jassy. Mas tão rápido quanto surgiram, o brilho daquelas lágrimas desapareceu... E nenhuma lágrima desceu.
Ele pigarreou. A garota o olhou, lembrando-se que ele estava ali.
— É... Acho que vou embora.
— Não. — A voz de Jasmine soou incrivelmente forte e era um tom de ordem. Impossível de contestar. — Você fica.
A garota pegou as pizzas e os refrigerantes e subiu de volta ao quarto. Jonh a seguiu deixando a mãe dela, sozinha ali na sala.
Jassy deixou as coisas no chão e foi em direção ao saco de pancada preto que tinha num canto do quarto e começou a socar com força, colocando sua raiva para fora.
— Ela nunca me olhou nos olhos nesses dez anos. — disse, enquanto socava forte o saco. — E quando olha, sente pena. — Sua voz carregada de raiva e nojo. — Pena de que, porra? Por ter me abandonado, quando eu mais precisava dela? Eu não preciso da pena dela. Eu não preciso da pena de NINGUÉM — batia mais forte no saco sem proteção nas mãos.
Jonh ouvia, e foi segurar o saco enquanto ela batia mais forte.
— Ninguém olha na porra dos meus olhos. Ninguém... – cortou sua frase ao meio e olhou para Jonh. — Ninguém, menos você. — disse baixo, mas firme.
E para confirmar suas palavras, Jonh a encarou firmemente sem nada dizer.
— Por quê?
Ele nada respondeu.
—Por quê? — perguntou mais alto enquanto batia mais forte. Então parou e abraçou o saco, arfando.
Quando pensou que ele não ia responder, ouve sua voz:
— Porque eu não tenho nada a temer. Mesmo que você me bata, me chute, me deixe no hospital, eu não tenho medo. — Mas aquela não era a verdade. E Jassy sabia disso.
Olho-o até se seguir para um dos puffs e sentar-se nele, Jonh fez o mesmo, e reparou que as mãos de Jassy haviam queimado, por ela não proteger suas mãos do saco.
— Você as machucou.
Jassy olhou para Jonh sem entender e ele apontou suas mãos.
— Droga. Não me importo.
— Pois deveria. Onde tem a maleta de primeiro socorros?
— No banheiro, por quê? – perguntou Jassy de olhos fechados, alheia a tudo.
Jonh foi até o banheiro do quarto da garota, e depois de procurar um pouco, achou e levou-o até onde Jassy ainda se encontrava, esparramada no puff.
Ele pegou delicadamente suas mãos, as limpou, e fez um curativo. Enfaixando-as. Jasmine o observou em silencio e quando ele acabou, a olhou.
Olhando nos olhos escondidos pelos óculos, Jassy disse:
— Não mandei você não encostar em mim?
Jonh deu um sorriso de lado.
...
Do outro lado da porta, Jamily ouvia desde que Jonh havia subido.
— Tome conta dela Jonh. – sussurrou e foi para seu quarto.
...
Depois de ficarem horas conversando sobre tudo e nada ao mesmo tempo, Jonh se levanta, esticando-se.
— Acho que já vou. Já passam das oito.
— Hum... é... obrigada. – disse Jassy, totalmente de má vontade.
— Pelo que?
Jassy bufou, irritada. Não agradecia assim, por simples e espontânea vontade. Ainda tinha que explicar?
— Por ficar aqui comigo. Por não falar nada ou perguntar. Por ter comido toda a pizza. E por ter feito os curativos.
Jonh sorriu.
— Sempre que me quiser contigo, querida, eu moro daqui a duas casas. E se quiser outro curativo também... — Jassy bufou. — E quanto à pizza, acho que não como mais por dois dias.
Jassy riu, e ele a admirou.
— Seu sorriso é lindo.
Jassy ficou desconcertada.
—Sabe... Tem que parar com esses elogios. Você pode perder um membro. — disse, estreitando os olhos.
— Há há. Vou nessa, rockeirinha. — E bagunçando o cabelo dela, saiu correndo antes que ela arrancasse realmente um membro dele.
Depois de Jonh sair correndo de seu quarto, Jassy foi atrás, mas quando chegou à porta, ele já estava longe. Quando se virou para voltar ao quarto, deparou-se com sua mãe a encarando.
— Acho que precisamos conversar.
— Não tenho nada pra conversar com você. – disse dura.
Sem dar chances à mãe, voltou correndo para o quarto, onde havia passado a tarde toda com a única pessoa que não tinha medo de ficar perto dela e que ela realmente detestava.
…
No dia seguinte, Jassy, assim que saiu de casa, deu de cara com o nerd no ponto. Ela seguiu em frente e prontamente o ignorou.
Vendo que ela não falou nada, Jonh a chamou.
— Bom dia, rockeirinha.
Jassy não respondeu.
— Vejo que fez outro curativo.
Nenhuma palavra da garota.
— Vai mesmo me ignorar?
A menina continuou o ignorando. Não queria falar com ele. Não queria falar com ninguém. Sempre fora assim, e não seria agora que iria mudar. E ele a fazia agir de modo diferente, e sentir umas porras loucas. Queria mais é ficar longe.
— Ah então, se eu fizer isso, você não vai dizer nada. — Sua voz soou incrivelmente perto e, de repente, Jassy sentiu duas mãos apertando sua bunda. Rosnou.
As mãos de Jonh depois de uma apertada generosa na bunda empinada de Jassy subiram pelo quadril, cintura, foram pra frente, passeando pela barriga, e subiram até os fartos seios, onde ele os pegou em cheio e os apertou. Ainda com as mãos nos seios da garota, Jonh a puxou pra trás, e Jassy sentiu o membro dele roçar em seu traseiro. Rosnou novamente e virou-se pra ele.
— Eu disse pra você não encostar em mim! – Bradou
Quando ia acertar uma forte joelhada no membro de Jonh, este, prevendo o movimento segurou a região de trás do joelho de Jassy, antes que o atingisse.
— Filho da…
Jonh tapou sua boca com as mãos e a soltou rapidamente. Jassy olhou e viu sua mãe vindo em sua direção.
— Aqui sua chave e sua carteira de motorista. O castigo de ficar sem carro acabou ontem.
Jassy havia esquecido. Ficara dois meses sem o carro por ter deixado uma líder de torcida no hospital por esta ter feito uma montagem mal feita dela nua e espalhado pela escola. A garota não sofreu nada grave, mas foi levada ao hospital se fazendo o tempo todo de vítima.
A rockeira ganhou uma semana de suspensão e sua mãe tirou o carro. Os pais da garota, sabendo o que a menina havia feito, já estavam fartos de avisar que um dia ia se ferrar pelo modo de como estava agindo, e não fizeram nada à Jassy.
A garota pegou a chave e arrastou Jonh até a garagem com ela. Havia duas BMW, e a BMW M6 preta era a dela. Ela praticamente jogou Jonh dentro do carro e entrou.
Saiu em disparada em direção ao colégio, mas quando não dava mais pra ver sua casa ou a de Jonh, ela parou o carro no acostamento.
— O que…?— Antes de Jonh terminar, ela desferiu um forte soco no braço de Jonh e um outro no peito sem se importar com as mãos machucadas.
— Ai... – ele tentava se proteger.
— A próxima vez que encostar em mim, vai para no hospital com esse rostinho bonito desfigurado.
Jonh parou e sorriu, olhando a garota.
— O que? — perguntou a garota, estreitando os olhos.
— Você me acha bonito?
Jasmine corou um pouco.
— Seria cega se não achasse. Não sou hipócrita.
Jonh acomodou-se no banco e sorriu convencido, e então recebeu um outro soco, só que mais forte.
— Porra, o que eu fiz agora? — perguntou, esfregando o lugar do soco.
— Tira esse sorriso convencido da boca. Se não usasse essas roupas, esses óculos e esse cabelo tosco ainda ia, mas com isso você não pode se convencer muito.
Então a garota voltou a dirigir e correu pra escola.
— Que pressa é essa de chegar à escola?
Jassy o ignorou e estacionou o carro na melhor vaga.
Saíram do carro e seguiram-se para escola. Nos corredores havia poucas pessoas por ainda ser muito cedo. Jassy foi até seu armário e jogou sua mochila lá dentro. Olhou seus horários. Foi até Jonh que também estava olhando os mesmos e comparou com os dela.
— Merda, moleque. Você tem todas as aulas comigo.
— Menos Educação Física.
— Pelo menos uma tinha que passar longe dessa sua carinha grotesca.
— Agora a pouco você disse que eu era bonito, rockeirinha.
— Retiro o que disse.
Ela virou-se, voltou ao seu armário e virou-se para mais uma olhada para Jonh, quando vê um dos jogadores de futebol americano gigante, maior que Jonh, que também era grande, o nocautear, e este bater a cabeça no armário e desmaiar.
Jassy ferveu. Sentiu seu sangue borbulhar dentro de si e quando se deu conta, estava socando a cara do infeliz com tanta força, que este também bateu a cabeça no armário e desmaiou.
Porém ela ainda continuou o socando, só quando uma nerd – fortinha e corajosa o suficiente pra encostar em Jassy num estado desses — a pegou que ela parou. Ia se virando pra machucar a garota, mas esta apontou para Jonh caído no chão e saiu correndo.
Pegou Jonh no colo, com certa dificuldade, afinal ele era bem maior que ela, e se virou pra toda a escola que de repente estava no corredor.
— NESSE NERD SÓ QUEM BATE SOU EU!
Assim, levo-o até a enfermaria.
Notas finais
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