Os Opostos Se Atraem
43 42º capítulo – Seja muito feliz, mãe.
Notas iniciais
Primeiramente eu queria me desculpar com vocês pela falta que eu tive.
Eu fiquei chateada com o fim da fic, e enrolei o máximo que aguentei.
Depois dessa fic vem a do John, se vocês quiserem (falem nos reviews) e outros projetos. Espero ver vocês em todos eles.
Segundo: Quero fazer um agradecimento mais que especial a minha beta, Halls de Pimenta, que está fazendo aniversário hoje.
Amiga, eu não sei o que seria sem você, obrigada por corrigir meus errinhos, não colocar pressão e continuar do meu lado. Se eu pudesse, passaria esse dia aí do seu ladinho. Que tudo de bom ocorra na sua vida, que todos os seus sonhos se realizem, e que continuemos unidas por muitos e muitos anos, e muitas e muitas fics. Amo você, menina. *-*
Dedico esse capítulo a você.
Enjoy.
42º capítulo – Seja muito feliz, mãe.
Falsidade.
Se havia uma coisa que Jasmine Salmerón odiava, era falsidade.
Assim que sua escola tornou-se campeã no futebol americano, as líderes começaram a animar toda a torcida, com mais alegria e mais entusiasmo.
Jasmine permitiu-se esquecer por um breve momento a raiva que sentia do nerd ao vê-lo sorrindo de uma forma que nunca vira antes. Ele finalmente estava completo. E ela ficou olhando de longe, admirando seu amado correndo em sua direção de braços abertos, os olhos iluminados e o sorriso aberto. Aquele era ele, Jasmine finalmente entendera.
O melhor jogador de futebol, o mais idiota, o mais burro, o mais inteligente, o mais provocador, o mais chato, o mais brincalhão, o seu porto seguro.
Ignorando o que as pessoas poderiam pensar e tendo em mente apenas a felicidade do ser que odiou à alguns minutos atrás, ela correu pros braços fortes e suados de John, rendendo-se ao amor dos dois.
Ele a girou no ar durante o que pareceram horas. Num segundo tudo era um borrão e nada nem ninguém existia mais. Suas orbes verdes se conectaram e o sorriso estava estampado na face dos dois.
Ele foi lentamente parando o giro até pousá-la no chão sem jamais soltá-la, sem jamais desconectar o transe hipnótico em que se encontravam.
— Eu consegui. Graças à você. — Então, ele a beijou. Um beijo suado e apressado, mas gostoso, como todos os outros.
Ela retribuiu, sentindo um comichão nervoso e gostoso na boca do estômago. Como era bom estar naqueles braços fortes e saudáveis.
De repente não estavam mais no chão. Foram levantados pelos jogadores de futebol, sendo jogados para o alto enquanto o humor de Jasmine foi jogado abaixo.
— Me soltem, porra! — Berrou, mas era inútil. A euforia era tanta que ninguém a ouvia. Só John.
Ao olhar para o lado, onde ele estava, viu que ele gargalhava. Seu rosto passou de um vermelho de raiva para roxo e lembrou-se que ela estava com muito ódio dele por ter posto-a naquela situação.
Então, depois daquilo tudo, veio a questão da falsidade. Assim que a euforia foi um pouco domada, cada qual fora para seus vestiários predestinados: jogadores para o vestiário masculino e líderes para o vestiário feminino.
Dentro de cada um ainda era festa.
No feminino, as líderes começaram a abraçar Jasmine como se fossem melhores amigas para sempre, desde... Sempre.
A rockeira controlou-se. Se fizesse algo, poderia magoar os sentimentos delas e… QUE SE FODAM OS SENTIMENTOS DELAS!
— Mas que porra! Me soltem, inferno. Está um calor desgraçado, vão ficar com essa merda de agarramento num motel!
As líderes a ignoraram. Nada ia estragar a comemoração delas, então ficaram ali festejando uma com as outras.
Limpando o suor da testa com uma pequena toalha rosa, feita especialmente para a ocasião, Jassy matutava em sua cabeça sobre o que faria para o ex-nerd pagar.
Ficou tanto tempo perdida em sua mente que não percebeu que o tempo havia passado e ficara sozinha no banheiro.
Suspirou. Uma hora teria que sair dali. Então, tirou toda aquela roupa ridícula e tomou um banho gelado pra tirar toda aquele rosa de sua alma.
Ela estava tão absorta em pensamentos que não ouviu a porta do banheiro bater, não ouvir um zíper se abrindo, não ouviu o leve farfalhar de roupas caindo ao chão e não ouviu a porta de seu boxe ser aberta, então assim que sentiu as mãos grossas e quentes contra seu corpo frio, causando arrepios em cada um de seus poros, ela gritou.
Tentou virar, mas foi em vão. Os braços prenderam-na naquela posição e ela sentiu uma ereção apontar em sua coxa.
— Sou eu. — John sussurrara sensualmente em sua orelha, dando uma pequena mordida no lóbulo.
Ela sabia que era. O cheiro dele era inconfundível, assim como seu toque. Mas mesmo assim, fora pega desprevenida.
As mãos passearam de sua cintura até seus fartos seios. Ela envergou a cabeça pra trás e gemeu.
John virou-a e a beijou por longos minutos. Suas mãos estavam em todas as partes do corpo da garota, enquanto as mãos de Jassy arranhavam suas costas e puxava o cabelo da nuca dele.
Ele a suspendeu no colo e a penetrou, arrancando gemidos altos de ambos.
Enquanto os outros, as líderes e os jogadores, estavam festejando com festas e bebidas, eles estavam tendo a própria festinha particular. A própria comemoração.
Novamente se amando, com tanto prazer e loucura, eles se entregaram um ao outro. Jassy com raiva e amor, e John com malícia e... Amor.
(...)
Alguns dias depois...
Finalmente o dia do casamento de sua mãe havia chegado.
A cerimônia seria celebrada num jardim enorme, mas como era outono e folhas amareladas ornamentavam os galhos e o chão, foram colocadas flores de todos os tipos pelo local, fazendo a mistura da primavera e do outono de um jeito lindo e criativo.
As flores principais eram rosas vermelhas. O casamento teria cerca de 200 convidados, apenas os amigos mais íntimos e a família de ambos.
No altar havia um arco revestido com flores brancas e vermelhas. O tapete vermelho guiaria a noiva até o belo arco.
De ambos os lados do tapete havia mesas bem arrumadas com cadeiras igualmente decoradas e dispostas para os convidados.
Havia uma longa mesa de buffet e uma outra longa mesa de quitutes, um mais delicioso e diferente que o outro. Mais atrás havia uma mesa com um enorme bolo de quatro andares, vermelho e branco, com dois noivos no topo.
Um telão estava estrategicamente instalado, para que todos os convidados pudessem ver a celebração tranquilamente em seus lugares.
Todos os convidados foram conduzidos aos seus lugares por mestres de cerimônia corteses e educados. O noivo já estava a espera da noiva, Jasmine e Daphine estavam do lado oposto ao noivo e John e Brian um pouco mais atrás. E haviam os padrinhos e madrinhas, que estavam atrás deles.
A marcha nupcial começou a tocar e todos os convidados se levantaram ansiosos.
Arthur estava nervoso e quando viu sua filha entrar no colo de sua futura cunhada, mãe de Daphine, que estava grávida, ele sorriu. Ela era o presente mais lindo que poderia ter ganho.
A pequena Valentina estava com um vestidinho branco que na cintura tinha uma faixa de seda rosa pink. Abaixo da cintura, a seda era branca com florzinhas da cor da faixa. Sapatinhos de boneca brancos com brilhantes e dois lacinhos pink no cabelo castanho claro deixavam a bebê mais perfeita. (https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc6/v/166757_422410581186806_254914426_n.jpg?oh=c18ae166aca8f4d4a2a7a38f28884fe1&oe=5141F428&__gda__=1363289651_c0cb5fd85f601785b8d5215005ca240b)
Atrás vinha sua futura mulher, de braços dados com o pai.
Ela estava linda, num vestido branco com mangas de renda até os pulsos e um decote em V. O véu era um lindo manto transparente até o chão. Brincos e um colar delicado a enfeitavam. Sua maquiagem era neutra, destacando os olhos verdes que a família tinha. Seu cabelo estava num penteado ornamentado. (https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/v/578135_422410601186804_1421861304_n.jpg?oh=d87836ded59c8d2615ec1ec0c366e987&oe=51422486&__gda__=1363324072_38668401c64cb4e1f83f04c53aa5cbe6)
Assim que chegou ao altar, abriu um belo sorriso ao futuro esposo. Ele estava lindo no seu terno branco.
Ela deu uma olhada em sua filha mais velha. Estava com um vestido na altura das coxas, azul com detalhes de renda num tom de azul mais escuro. Nos longos fios louros, usava uma trança embutida e portava delicadas joias com detalhes azuis. Um sapato peep toe preto finalizava o visual. (https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/v/601156_422410574520140_158637776_n.jpg?oh=199c4fe2ca9cbe3a88dc30ac0790a233&oe=5142427E&__gda__=1363324107_05a9a9815b68732f64791163a747d415)
Na frente de Jasmine estava o pequeno John, encantador de terninho. Daphine, que usava um modelo frente única na cor rosa salmão com detalhes em cobre, uma maquiagem leve e sapatos e joias combinando, agora segurava a priminha Valentina no colo. (https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc7/v/598807_422410564520141_845796580_n.jpg?oh=d43f960a5a29b763567b5b729b9478f9&oe=51424515&__gda__=1363292000_c4afe0fcdb57408de070c642b24925b3)
(...)
A cerimônia ocorreu de forma simples e rápida.
Quando disseram sim, taças de champanhe foram tintiladas e fogos de artifícios enfeitaram o céu que estava começando a escurecer.
Jamily estava feliz. Finalmente havia conseguido se aproximar de sua filha e, de presente, ganhara mais dois filhos lindos.
Num momento sozinha, olhando as estrelas, sentindo a presença de seu falecido marido, Jasmine chega.
— Aposto que ele está feliz por você estar feliz.
Sua mãe olhou em sua direção, surpresa por um momento, depois suspirou e voltou seus olhos às estrelas.
— Sim. Você tem razão. — ela se virou para a filha. — Eu te amo, minha pequena, e me arrependo muito de ter me afastado tanto de você. Me perdoe?
Jasmine fechou os olhos, prendeu a respiração e soltou-a lentamente. Virou-se para a mãe, encarando-a.
Ela estava deslumbrante vestida daquela maneira, com aquele olhar feliz.
— Perdoo. Espero que não faça de novo.
Sua mãe sorriu e lhe abraçou apertado. Sem jeito, Jassy retribuiu o abraço.
— Seja muito feliz, mãe.
Escondida atrás de um arbusto médio, Adelaide deixou escapar uma lágrima de felicidade.
Finalmente podia morrer em paz e feliz. Sua família estava feliz. Ela estava feliz.
Virou-se, deixando elas naquele momento especial e foi falar com alguns garçons como ela havia visto um duende azul bebendo do seu champanhe.
(…)
Chegara a hora de jogar o buquê. As mulheres, inclusive Daphine e Jasmine — que fora obrigada —, estavam a três metros atrás se espremendo e empurrando umas as outras. Jassy achava aquilo o cúmulo e até hilário.
Mas estava frustrada. Por que John queria que ela ficasse ali afinal? Era cada uma que inventavam!
— Jassy, se eu pegar, divido com você e você fará o mesmo. — Disse Daphine, olhando de soslaio para Brian e John que riam delas com as mãos nos bolsos.
Eles estavam terrivelmente sexy naqueles ternos.
— Assim não vale.
— Cale a boca, vale sim.
Jasmine deu de ombros. Sabia que nenhuma das duas pegaria mesmo.
Sua mãe começou a contagem e logo as mulheres estavam como loucas correndo para lá e para cá.
Jassy arrastou Daphine para longe do tumulto quando o buquê caiu nas mãos das duas que estavam a discutir por ela ter tirado-a de lá.
Elas arregalaram os olhos e se olharam. Lentamente elas viraram o rosto em direção aos meninos que estavam boquiabertos e de olhos arregalados.
Agora, querendo ou não, eles teriam que encarar.
Notas finais
Quem gostou deixa um revieeeeeeeew!
Até o próximo, galera.
Beijooos;
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