Os Opostos Se Atraem
28 27º capítulo – Mudanças.
Notas iniciais
Mais um capítulo, espero que gostem.
Enjoy
Leiam as notas finais.
Ainda olhando pela janela, vendo a prima desaparecer no horizonte, Jasmine ouve a porta de seu quarto ser aberta para logo depois ser fechada, dando lugar aos sons dos passos calmos e firmes em sua direção. Jassy não precisava se virar para saber que aqueles passos lentos, quase arrastados, eram de sua bisavó Adelaide, — a única que continuava na casa. O resto da família, havia ido assim que souberam que Brian estava bem, deixando melhoras à ele e um abraço a garota.
Assim que a velha senhora chegou ao seu lado, tomou a garota nos braços num abraço apertado e aconchegante. A rockeira foi tomada pelo cheiro amadeirado que a avó tinha. Relaxou em seus braços, abraçando-a da mesma maneira.
- Ouviu tudo, né vó? – disse num tom acusatório, mas não sério. Suspirou teatralmente. – O que faço com você?
Segurando um risinho, a senhora nada disse e a arrastou para a cama. Deitou-a em seu colo e acariciou seus cabelos.
- Foi melhor assim, Jamy, acredite.
- Vó – rolou os olhos – Sou Jassy, e não minha mãe.
- Oh! Eu sei, Daphine. Acha que sou caduca, Jasmine? – olhou-a como se estivesse ofendida.
A garota suspirou. Adelaide tinha seus 92 anos. Tinha a energia do pequeno John, e entendia da vida mais que qualquer um. Talvez por anos de experiência, ou por apenas não ser cega ao mundo como as pessoas costumavam ser. Apesar de realmente parecer caduca, louca e etc, Jassy sabia que não era bem assim. Fechou os olhos enquanto recebia o carinho da bisa.
Jasmine sofrera por toda a vida. Perdeu quem amava um atrás do outro. Seu pai. Sua vó, mãe de sua mãe, filha de Adelaide que morrera de infarto depois de um tempo que passara na casa dela depois da morte de seu pai. Sua mãe. Sua mãe era viva, mas era como se não... tivesse. Adelaide agia como se a vida fosse bela, alegrando as pessoas por quem passasse, principalmente a bisneta mais velha.
A garota afastava a todos de si, com medo de gostar delas e elas irem embora. Com medo de se magoar. A senhora sentia que seu tempo estava se esgotando e seu ultimo desejo era ver toda a sua família feliz e restaurada.
Jasmine era a primeira de sua lista. Ela queria ver a neta crescer, virar uma linda mulher, ser feliz. Talvez nem tanto. Bastava ver a garota feliz, sorrir verdadeiramente que ela morria em paz.
Outra coisa que desejava ardentemente era que ela se resolvesse com a mãe. Esquecesse tudo e a perdoasse. Ainda mais agora que Jamily estava grávida. Precisava mais que tudo de sua filha.
Adelaide sabia que Jasmine não recusaria ajuda à mãe. A garota obtinha um coração maior até mesmo que o dela. Mas Adelaide sabia que Jamily precisava da filha não apenas para ajudar com alguma coisa que caíra no chão, ou algum esforço físico. Jamily precisava do apoio, do carinho, do amor, e da presença da filha. Exatamente tudo que Jasmine não obtivera da mãe.
Ia ser uma das coisas mais difíceis. Jasmine, sabia, era teimosa feito um cão. Quando mostramos um osso a um cachorro forte e deixamos ele o pegar com a boca sem deixá-lo ir para degustar o aperitivo, o cachorro luta com a mão que o impede de ser feliz, rosnando, não desistindo enquanto a pessoa não solte do osso. Com Jasmine era a mesma coisa. Ela não desistia do que colocava na cabeça. Não desistia enquanto a outra pessoa desistisse.
Tudo que Adelaide queria era ver a família que começara a partir dela – já que ela era a mais velha ali – fossem felizes e unidos. Queria ver aquilo e morrer com um sorriso na face. Uma face em paz.
Jasmine tinha medo de perdê-la. Mas sabia que um dia isso aconteceria e ela tinha que estar preparada. A senhora sempre esteve com ela. E ela queria que assim continuasse por mais anos.
- Não vó, não acho que a senhora seja caduca. Eu tenho a absoluta certeza.
A senhora riu acompanhada da neta, e se deslumbrou com o sorriso verdadeiro da garota, que não via há anos.
Seus olhos encheram-se d’água, mas tão rápido quanto vieram, foram-se. Seus desejos estavam se realizando.
- Jassy... – sussurrou para a garota, não querendo que aquela bela visão se fosse. – seu sorriso, minha querida, é mais belo que o pôr do sol visto de um alto penhasco por sobre o oceano.
A garota piscou aturdida e seu sorriso se desvaneceu lentamente. Levantou-se, e foi em direção ao notebook. Adelaide viu a neta mexendo na tecnologia avançada e voltar com uma foto nas mãos.
Ela ainda se surpreendia em como o mundo avançara naquele quesito. As pessoas continuavam burras e ignorantes em aspectos como o coração, mas ali estava, dentro de alguns segundos, uma foto em ótima qualidade com cores vivas dela e John, ambos sorrindo. Ele vestido de mulher.
- Esse sorriso, vó, são raros. Mas tudo que eu posso ter dar é isso. – apontou a foto. A mulher sorriu olhando cada detalhe, gravando tudo em sua memória daquela foto.
- Um dia, Jass, verei esses sorrisos frequentemente.
A rockeira a olhou, achando aquilo um pouco impossível, e então ambas ouviram um toc toc na porta e ela abrindo-se lentamente. Por ela a cabeça do nerd entrou.
- Oh, vó Adelaide, não sabia que estava aqui. Desculpe já estou...
- não. – ela levantou-se rapidamente. – tenho que ir alimentar as fadas do jardim. Fique com a Jassy. Tchau. – A mulher deu um beijo rápido na neta e passando por John, olhou-o nos olhos com tal intensidade que o garoto ficara confuso por breves segundos.
Entrando no quarto depois de abanar a cabeça, apontou por onde a mulher acabara de passar. – Fadas, hã? Que ir vê-las?
A garota bufou.
- Qual foi, nerd?
Ele sentou-se na cama de frente à ela, com uma das pernas cruzadas.
- Vim ver como estava e me despedir.
- Já?! – suspirou. – estou bem.
Então ela levantou os olhos para o namorado e viu um grande vermelho em formato de mão no seu rosto. Ela sabia exatamente o que significava. Seu sangue borbulhou e seu rosto ficou vermelho. John, percebendo, se afastou.
- NÃO SE AFASTE.
Ele parou num átomo. – ISSO É PRA VOCÊ APRENDER, SEU BABACA. – a garota levantou a mão, pronta pra dar outro tapa, mas ele pegou seu pulso e a trouxe pra perto com violência, fazendo o peito da garota se esmagarem contra seu peitoral.
Jassy arfou, surpresa e olhou nos olhos do nerd, antes de sentir os lábios dele furiosos nos seu.
E lá estava. O sabor, a explosão de sentimentos, a confusão, o prazer, o ódio, a raiva e o desejo de nunca separar seus lábios do dele.
Suas bocas dançavam uma dança violenta. Perfeita para o tango. Clássico mas intenso. Suas línguas travavam uma batalha. Os dois queriam vencer. Ambos lutavam por território.
Então, a mão de Jasmine voou para a nuca do garoto, agarrando o cabelo dali, puxando com força e aprofundando o beijo. O garoto gemeu, tanto de dor quanto de prazer e mordeu com força o lábio de Jassy, sentindo o gosto de sangue.
Aquele beijo era ótimo pra descarregar tensões e raivas. John a abraçou, trazendo-a pra seu colo. A cintura perfeita da garota fez com que ele somente desejasse abraçá-la cada vez mais apertado.
Quando o ar foi necessário, separaram-se relutantemente. Abrindo os olhos devagar, Jasmine encontra os olhos verdes escuros do garoto. Mais escuros que o normal, por tanto desejo ali acumulado. Ele a desejava. Suas bocas estavam entreabertas e seus rostos separados por apenas centímetros. Seus peitos batiam um no outro devido a respiração arfante dos opostos.
Jassy novamente se perdeu nos olhos do nerd. Ali ela encontrava-se estranhamente aconchegada, e nos braços dele, estranhamente segura. Tentou enxergar ali os segredos que o garoto escondia, mas nada encontrou. Só o mais forte dos desejos.
Contrastando totalmente com o que ia fazer a pouco, Jassy acaricia o lugar marcado com a mão de Daphine. Seu olhar acompanha sua mão, vendo a forma dos dedos da prima com atenção, fazendo seu rosto se aproximar mais.
O nerd fecha os olhos e segura a mão da garota no lugar com a sua. Seu toque era mágico. As mãos macias e delicadas traziam sensações incríveis em seu corpo.
Abriu os olhos novamente e virou lentamente seu rosto na direção de Jasmine. Seu coração acelerou-se, seus peitos ainda acelerados pela respiração. Então, ele encostou levemente seus lábios no dela novamente. Apenas um selinho. Doce, calmo, macio, demorado.
…
Mudanças. Era começo de Janeiro e tinha homens carregando moveis e roupas, e sabe-se mais lá o que for. Arthur viera morar ali, por conta da gravidez. Queria acompanhar tudo, estar presente. Depois da lua de mel, não sabia se iriam continuar ali ou se iriam para outro lugar.
Jasmine não achava necessário. A casa era enorme, praticamente uma mansão e dava pra criar um time de futebol. Mas o casal cismara em querer comprar outra casa, querer um novo começo, esquecer tudo que ali acontecera, deixar ali todo o passado.
Sentando-se pesadamente ao lado do irmão, Jassy suspira. Não tinha notícias nem de Daphine nem de Brian. A prima não via desde que contara tudo a ela. O amigo desde que fora até a casa dele há alguns dias.
Admitia para si mesmo, e pra quem quisesse perguntar que, sentia falta dele. E assim que o vira, uma dor apontou no seu coração. Abraçara-o apertado e passaram a tarde juntos, tocando.
Ele nada comentou sobre os dois. Nada perguntou também. Apenas sorriu lindamente ao vê-la e ao contrário do que Jassy achava, correu para erguê-la no ar e rodá-la nos braços. Assim que repousara-a no chão, deu um abraço mais demorado que o necessário.
Depois, pigarreado desconfortável, afastara-se. Um olhando o outro de cima a baixo.
- Você está muito bem. – disseram em uníssono.
Os dois riram e agradeceram.
Depois, um silêncio um pouco incomodo se apoderou do local. Apontou então para o baixo que Jassy trazia nas costas. E passaram a tarde tocando.
John sabia que a garota havia ido. Mas não pode evitar ficar chateado e morrendo de ciúmes.
Jassy, no tempo presente, lembrou-se que haviam discutido. Ele sabia que ela gostava de Brian, mas precisava ter confiança nela, e entender que eles eram amigos.
- Mana – Johnzinho a tirou de seus pensamentos – papai pediu para abrir a porta.
- Hã? – então Jassy ouviu a campainha e percebeu que os homens da mudança já haviam ido embora. – Quando?
- Agora. A empregada está lá em cima ajudando com as coisas.
Levantou-se e abriu a porta, dando de cara com o nerd.
- Olha... o nerd ciumento resolveu aparecer. – arqueou a sobrancelha.
O garoto rolou os olhos. – Rockeirinha abusada. – Deus um selinho em seus lábios.
Ela deu passagem para John passar e este seguiu-se em sentindo ao sofá. Deu um cascudo no xará que estava compenetrado num jogo no psp.
- ai, tio. – reclamou sem tirar os olhos do objeto um segundo.
Jasmine sentou-se ao lado do namorado e este a circundou com os braços fortes.
- Posso saber por que havia tantos homens assim aqui?
- lá vem o ciúmes. – rolou os olhos. – mudança. Arthur veio morar aqui por enquanto.
Assim que citara o nome do homem ele aparece revirando os olhos e seguindo a empregada enquanto Jamily os seguia reclamando.
O homem virou-se e também reclamou, para depois, jogar as mãos pro alto e beijá-la.
John riu lembrando-se dele e Jasmine. A garota entendeu.
- Aposto que isso vai ser só durante a gravidez. – disse ele
- aposto que depois da gravidez, nos primeiros anos do meu irmão vai ter isso ainda. Depois vai ser melação.
- duvido.
- ahá.
- Quer apostar?
- Quero.
Ele olhou maliciosamente para ela. O que quer que ele estivesse planejando, não seria nada bom ela perder. Assim como ele.
Notas finais
Então gente, quero a opinião de vocês para a aposta.
1º - Quem deve ganhar?
2º - Qual devem ser as apostas?
Mantenham em mente que Jassy é maliciosa, e se ela ganhar não vai ser nada bom pro nosso gostoso nerd; E se o nerd ganhar, vai ser péssimo pra Jassy. Bem desagradável e engraçado. Quem der a melhor resposta pode me dar idéias do que quer ver na fic e até mesmo me ajudar a escrever um capítulo.
3º - O que acharam do capítulo?
Queeeeero reeviweeeeeeeeeeeeews.
Ps.: Mesmo quem não ganhar, quero saber o que vocês querem ver na fic. Bora reviwzar gente. ( reviwzar? oO que porra é essa? )
Até o próximo capítulo. Beijoooos.
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