Os Opostos Se Atraem
20 20º capítulo – Uma segunda chance para a vida
Notas iniciais
Obrigada a todos os reviews
Até os leitores fantasmas apareceram! :D
Pliese, não me abandonem pessoal.
bem ... aí o próximo.
Enjoy.
— Adoção. Vamos adotá-lo.
Jassy ficou em choque ao ouvir as palavras proferidas pela mulher ao seu lado. Como assim?
— O quê? Enlouqueceu? Bateu a cabeça em algum lugar e eu não vi? Você não quer criar a criança que está gerando! Vai criar uma que não conhece nem a vinte quatro horas? Adotaria eu própria se fosse maior de idade!
A mulher suspirou e sentou-se numa poltrona branca do quarto. Abaixou a cabeça por entre as mãos e depois de um suspiro, olhou desolada para Jasmine.
— Toda essa história... Todo o caso, os sentimentos, sua dor, a dor da criança...
— Minha dor?
A mulher a ignorou.
— Tudo isso desencadeou em mim alguma coisa. Fez-me querer a criança do meu ventre, e a essa. — olhou o menino adormecido.
Depois de um tempo calada, Jassy fala:
— Não posso permitir que faça com eles, o que fez comigo.
— Jasmine... Esquece isso. É passado. Vamos viver um novo presente, e construir um futuro.
— Não é assim tão fácil quanto pensa. Acha que só dizendo isso e fazendo cara de arrependida vai fazer tudo aquilo desaparecer?
— Eu sei que não, mas...
— Não existe mas. Você pode estar dizendo isso agora, mas repetir daqui a alguns dias, horas ou segundos. Não é assim.
— Jasmine...
— Olha... Deixe-me em paz. Eu... eu preciso pensar. Deixe-me sozinha.
A mulher olhou insegura para a filha, mas saiu de cabeça baixa.
Sozinha ali, a garota pôde pensar melhor. Respirou fundo e deixou que tudo penetrasse em sua mente e ela pudesse registrar todos os ocorridos.
Sentiu dor de cabeça. Fazendo a mesma posição que a mãe anteriormente, a roqueira enterrou sua cabeça em suas mãos e com força, puxou seus cabelos.
Droga. Precisava de soluções.
O menino estava ali, machucado, ferido. Se não tivesse uma boa infância, teria uma vida igual à dela? Ou pior? Não queria nada daquilo ao loiro. Era um doce de criança e bem inocente. Não tinha noção da vida ainda. E ela não queria que crescesse e ficasse como ela: sozinho.
Então, a imagem do nerd surge em sua cabeça.
Mesmo o tal achando que ela estava grávida, ficou toda à tarde com ela, apoiando-a. Ajudando a criança.
Saiu de casa aquela manhã, bufando e revirando os olhos, pela intromissão do nerd. Como o idiota entra em sua casa, escuta conversa a caminho andado, e ainda faz suposições?
Com os pensamentos queimando, Jassy vê o Johnzinho caído chorando, e o nerd o levantando.
Acabou que agora nem falou com ele. Não que ele precisasse de esclarecimentos. Mas... sentiu uma urgente necessidade de tal coisa.
E queria saber o que ele fora fazer em sua casa aquela hora.
Agora, sua mãe queria concertar as coisas, e até adotar o menino. Será que ela... será que ela deveria perdoar a mãe? E até mesmo permitir que ela adote a criança?
Levantando-se, Jassy chega perto da criança e fica a observá-la.
Ela já tentara antes, mas... perdoar não é uma coisa fácil...
Jassy é interrompida de seus pensamentos por um som agudo e alto.
O coração...
Os médicos e enfermeiros entram correndo no quarto. Jassy, com medo de ter feito algo, dá um pulo pra trás.
— Estamos perdendo-o.
Quê? Não... Não!
Os médicos começam a fazer de tudo para salvar a criança.
TUM TUM...
Ele não podia morrer. Ele não podia. Ele ia ser imãozinho dela. Ela iria ensinar ele a se proteger, ia ajudar com os estudos, ia ser guarda costas da criança que sua mãe gerava. Ia ter uma nova vida, onde seria amado, onde comeria bem todos os dias, onde poderia sorrir de verdade.
Ele não poderia morrer. Ela não o deixaria ir embora logo agora que acabara de entrar em sua vida.
Um silêncio paira por sobre o cômodo.
— O perdemos...
Jassy abaixa a cabeça e uma lágrima silenciosa desce.
— Deus... — ela sussurra.
Então, os sinais do coração voltam... lentamente.
— Não é possível... — diz um médico. — Ele... Voltou.
Jassy olha a cena. Embasbacada, tenta se aproximar, mas os enfermeiros a tiram do quarto.
Assim que chega ao corredor, sua mãe corre para alcançá-la.
— O que aconteceu?
Jassy não responde. Apenas cai na inconsciência por três longos dias.
…
O que aconteceu foi: Jasmine sobrecarregou-se.
A garota estava exausta. Muitas coisas estavam acontecendo ao mesmo tempo, e com a cabeça cheia, seu corpo caiu inconsciente, por algum tempo, para recuperar-se.
Quando, no quarto, o garoto voltou da morte, o corpo de Jassy entrou em mais exaustão. Tinha ainda, a questão da mãe, a questão do nerd, e o resto de sua vida.
Ao abrir os olhos, Jassy depara-se no quarto de hospital... De novo.
Brian estava sentado numa poltrona e Jamily em outra. A porta do quarto se abre, e por ela entra John, que cumprimenta as pessoas no quarto e olha a garota.
— Já acordou! Como está? — pergunta o moleque.
A garota vira o rosto triste em direção a janela que havia no quarto. Ela não se lembrava que o menino tinha sobrevivido. Lembrava apenas que o coração dele havia parado de pulsar.
— Quando vai ser o enterro? — pergunta baixo.
— Jasmine... — sua mãe levanta. — Ele está vivo. Estava aqui agora mesmo. Acabou de ir pro quarto
A garota olha a mãe, e de repente tudo volta a sua mente. Retirando de qualquer jeito as agulhas de seu corpo, Jassy corre ao quarto da criança.
Chegando lá, o vê deitado olhando pra televisão.
— Jonh!
O menino a olha e abre um sorriso, correndo para abraçar a garota. Estava com a aparência mais saudável, mais fortinho e parecia mais feliz.
A garota o abraça, e o pega no colo. Senta-se com ele na poltrona.
— Como está?
— Bem. E você?
— Bem também. Você me deu um grande susto.
— Desculpe tia... me disseram que eu morri. Eu estava sonhando... Eu vi um lugar tão lindo... Mas percebi que não era hora ainda, e eu queria ficar mais tempo com você. — sorriu o menino. — E eu prefiro a você de preto.
A garota olhou para as próprias roupas de hospital e fez uma careta.
— Eu também. — respondeu ela, junto com os outros três que estavam na porta observando a cena.
Jasmine deu um leve sorriso, e pegou a roupa que Brian a estendia. Um vestido preto leve e uma sapatilha.
Trocou-se, escovou o dente, lavou o rosto. Olhou-se no espelho. Estava feliz, e um pouco amarela. Mas estava feliz.
Voltou ao quarto, deu um beijo em Brian, um abraço em John e um abraço em sua mãe. Pegou o pequeno no colo e foi passear com ele pelo hospital.
Os três se olharam perguntando-se o que havia de errado com a roqueira. Será que bateu a cabeça quando desmaiou?
Lá na cantina, comendo besteiras com seu futuro irmão, Jassy conversava com ele.
— O que acha de se tornar meu irmão?
— Irmão? Como?
— Minha mãe iria te adotar.
— Eu seria filho dela, e seu irmão?
— Sim.
— E a minha mãe?
Jassy observou bem a criança que estava de frente a ela, sentada em cima da mesa.
— Você quer continuar com ela?
O menino balançou a cabeça.
— Não. Eu não gosto dela. Tenho medo dela.
A garota o abraçou.
— Vai dar tudo certo, Jonhzinho.
…
Depois que Jonh foi liberado do hospital, já bem de saúde, foi encaminhado para a casa da garota.
Todo o processo de adoção foi realizado e após algumas semanas, sem muitas complicações, o garoto já fazia parte da família.
Jassy e Jamily seguiram com ele até a casa onde morava com a mãe.
Era uma barraquinho, caindo aos pedaços. Havia um cachorro sarnento ali, quase morrendo. Dentro, era tudo empoeirado com ratos, e aranhas.
O garoto dormia num quarto pequeno e a única coisa que tinha ali era uma caixa de papelão, com um cobertor sujo e velho perto.
Jassy, ao cogitar a possibilidade do garoto dormir ali, quase quebrou a própria mão, apertando-a. Não querendo se estressar, saiu do cômodo. O próximo foi o quarto da mãe dele. Tinha cama, armário, e até uma TV.
Saiu dali, já borbulhando de raiva. Na geladeira tinha várias coisas, que provavelmente só a mãe comia.
Chamaram um veterinário para cuidar do cachorro que tinha no quintal e o mesmo ficou de arrumar um lar para ele, assim que ele estivesse melhor.
Saindo dali com o irmão no colo e sendo seguida pela mãe, foi para casa, onde estavam sendo esperados por toda a família da garota. Tanto paternos quanto maternos.
Apresentaram o mais novo membro da família, e ficaram sabendo da gravidez de Jamily. Ficaram um pouco bravos com a mulher por não contarem a ela sobre o desaparecimento da garota, mas logo depois, tudo foi festa.
Arthur se ajoelhou na festa, na frente de todos os familiares, de frente para Jamily.
— Desde que a conheci, me apaixonei por você. Pelo seu jeito, pelo seu amor pela sua filha, por seus lindos olhos, pela sua beleza excepcional. Quero casar com você, criar o filho que geremos ao seu lado. Quero viver com você até estarmos bem velhinhos. Quero ser o pai legal de John, também. E, sobretudo, quero ser seu marido e amigo. Alguém que possa contar sempre que precisar. Quer se casar comigo, Jamy? — Arthur abriu a caixinha de veludo que segurava e mostrou um anel que combinava com os lindos olhos da mulher e não era muito exagerado.
A linda mulher a sua frente deixou escapar lágrimas, e deu um sorriso radiante.
— Sim! Amaria me casar com você. — Sorriu, emocionada e Arthur pôs o anel em seu dedo.
Todos aplaudiram o casal e os parabenizaram.
Pequeno John ficou feliz com o casamento e que, além de ter uma família gigantesca, uma mãe linda e uma irmã durona, ia ter um pai divertido.
O menino ganhou roupas e brinquedos dos familiares, e um quarto que ele começara a chorar ao vê-lo todo enfeitado de brinquedos, roupas, uma enorme cama e tudo o que ele poderia sequer imaginar existir. E o mais importante:
Ganhou uma segunda chance para a vida. Ganhou uma família.
Notas finais
Quero reviews.
beijos.
Até o próximo
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