Os Opostos Se Atraem
17 17º capítulo – Decisão pra toda a vida
Notas iniciais
Oi gente. Como vão?
Então, amanhã fará um mês desde que comecei a postar a fic. *-*
Eu sei, passa rápido né?! (:
É o seguinte: Se neste capítulo, obtiver uma quantidade GENEROSA de reviews, como um mêsinho de fic, postarei dois capítulos. (quero reviews nos dois também!)
Obrigada a todas as leitoras pelo carinho. Me divirto com vocês. Quando eu tiver tempo, responderei a todos.
Esse capítulo, foi outro que gostei muito.
Espero que gostem.
Beijos
Enjoy.
Ps.: LEIAM AS NOTAS FINAIS.
17º capítulo — Decisão para toda a vida
When you were standing in the wake of devastation
When you were waiting on the edge of the unknown
And with the cataclysm raining down
Insides crying, "Save me now"
You were there impossibly alone
Quando você estava em pé no meio da devastação
Quando você estava esperando na beira do desconhecido
E com o cataclisma chovendo
Por dentro chorando, "Salve-me agora"
Você estava lá incrivelmente sozinho
Likin Park — Irisdescent
***
— O QUÊ? — As vozes da mãe e da filha ecoaram pelo quarto.
Doutor Meireles, por favor, encaminhar-se para a ala da maternidade neste instante. — Disse uma voz feminina, ecoando dos altos falantes.
— Com licença. A senhora está liberada para ir embora a hora que quiser. — O tal do Meireles saiu, deixando os dois adolescentes ali com a mulher.
— Jassy, eu acho que você tem que conversar com a sua mãe. Eu vou embora, qualquer coisa me liga.
A garota assentiu.
— Melhoras sogrinha. — A mulher deu um fraco sorriso ao belo rapaz e virou-se para a filha.
Seus olhos continham dor e desespero.
— Não queria esse filho, não é?!
Jamily abaixa a cabeça.
— VAI FAZER COM ELE O QUE FEZ COMIGO, NÃO VAI?
— Jasmine…
— CHEGA! VAMOS EMBORA! Não quero ouvir uma palavra sua!
A garota leva sua mãe ao carro e corre para casa. Já passavam das duas da manhã e assim que Jamily desceu do carro, a garota cantou pneus na direção da casa de Arthur.
Ao chegar lá, sem se importar com a hora, tocou a campainha sem nenhum intervalo.
O homem abriu a porta, com pijama e cara de sono. Estava também visivelmente irritado, mas assim que viu quem era na porta, ele despertou e sem perguntar nada mandou a garota entrar.
— O que houve? Aconteceu alguma coisa? — perguntou verificando cada centímetro do corpo da garota.
— Não, não comigo. Minha mãe está grávida.— Foi direto ao ponto.
O professor parou estético.
— Grávida? Quanto tempo?
— Três semanas.
O homem pareceu ficar feliz.
— E como ela está?
— Ela não quer a criança.
— Ela... vai tirar?
— Não. Eu não vou deixar. Quero saber o que o pai acha.
— O pai... ah eu?
— Não, o fantasma do meu pai. Claro!
— Eu vou criá-lo. — disse triste. — Queria que ela também.
— Eu vou. Não quero que essa criança passe pelo que passei. Essa criança será cuidada por mim como se fosse minha.
…
Em casa, Jassy toma um banho rápido e deita nua mesmo. Sem tirar da cabeça as coisas que acontecera em sua infância, Jasmine adormece, tendo um sonho frio e escuro.
Ao sair do quarto aquela manhã, a roqueira encontra sua mãe comendo torta de limão com chocolate em pó. Senta-se e serve-se de algumas frutas.
— Bom dia, querida.
Jassy fica quieta, apenas se preocupando em como engolir o café.
— Sobre a história de ontem...
— Eu já falei com Arthur.
— O quê? — a mulher pareceu surpresa e temerosa — E… o que ele falou?
— Eu disse que iria criar, e que queria que você também criasse. — disse o homem que acabara de entrar. — A empregada liberou a passagem.
A mulher assentiu e Jassy acabou seu café.
— Eu vou sair. Tio, não quero que diga nada do que conversamos ontem.
O homem assentiu e ela saiu.
Chegou em um parque que tinha próximo a sua casa e começou a andar por ali onde havia várias crianças correndo e brincando.
Sem conseguir controlar-se lembrou de sua infância novamente.
Flashback on
“Era o primeiro aniversário de Jasmine depois da morte do pai. Jazia quase um ano sem a presença do mesmo.
A garotinha de cabelos claros se permitiu sorrir pela data. Assim que acordou, correu pro quarto da mãe, pulando na cama king size.
— Mamãe, mamãe. Sabe que dia é hoje?
— Dia de dormir até mais tarde. — respondeu a mãe, colocando o travesseiro em cima do rosto.
— Não mamãe. — respondeu a garotinha desanimando e ficando de cabeça baixa. — É meu aniversário. Papai se lembraria.
A mãe, ao ouvir a menção do pai, sentiu uma grande dor apontar no coração.
Sem se importar com os sentimentos da filha, colocou a garota para fora do quarto e trancou a porta. A garotinha, desolada, olhou para a imensa porta à sua frente e sentou-se se encostando à ela. Começou a chorar baixinho e a soluçar desesperada.
Seus avós, que com o choro da pequena acordaram, a pegaram e a consolaram. Deram de presente à ela uma motocicleta rosa e um gigante retrato dos pais com ela, adornado num porta retratos de madeira intricado.
Mais tarde, de noitinha, antes da festinha que teria, Jasmine ouviu seus avós discutindo com sua mãe, por ter feito o que fez com ela pela manhã.
Jamily saiu e voltou apenas quando a festa já havia terminado. A garotinha estava deitada no sofá dormindo, agarrada a um pequeno ursinho que seu pai havia lhe dado quando pequena. Ela a olhou e pediu licença a todos que estavam ali presentes, que queria conversar com a filha sozinha.
Acordou a menina, que ao vê-la, olhou o local e com os olhinhos cheios de lágrimas a acusou:
— Você não gosta de mim. Esqueceu do meu aniversário e não ficou na minha festa. — Os olhinhos da garota brilhavam de lágrimas, mas ela resistiu na frente da mãe, não deixando que elas caíssem.
— Jasmine, para de drama. Venha, vamos dormir.
A garota cruzou os braços e foi correndo para o seu quarto, deixando seu ursinho no sofá.
A mãe pegou o brinquedo e o olhou. Foi em direção ao quarto da garota e deu a ela o urso.
— Parabéns, criança.
A menina nada respondeu. Apenas pegou o brinquedo e de birra, fechou os olhos e adormeceu.”
Flasback off
Jasmine estava estática no parque, olhando para o nada. No dia seguinte, seu quarto estava cheio de presentes da festa e ao lado, em cima da mesinha de canto tinha uma bailarina, que ao dar corda, girava ao som de uma sinfonia e um pequeno cartão que dizia:
“Parabéns, Jasmine.
Jamily”
Se tivesse apenas o cartão com um “eu te amo” seria bem melhor do que todos os presentes do mundo. Ela simplesmente deixou de lado a bailarina, apesar de todo o seu ser gritar para dá-la atenção.
Desde então, todo aniversário, ela não queria comemorar e mal falava com a mãe. Mesmo esta tentando se reaproximar. Colocou na cabeça que estava sozinha, e por toda a vida continuaria assim.
Depois da morte do pai, ela e a mãe foram morar com os avós. Uns meses depois de seu aniversário, se mudaram para a casa que moravam agora.
Jasmine foi tirada de seus devaneios, ao um menininho loirinho de olhos castanhos escuros bater em suas pernas e cair sentado.
— Opa. — disse o menininho. — Desculpa, tia.
— Só desculpo se não me chamar de tia. — disse ela ajudando a levantar o menino.
— E como eu posso te chamar então, tia?
A garota bufou. Seria assim com seu irmão ou irmã?
— Jassy.
— Jassy? — franziu o cenho — Isso lá é nome?
A garota lembrou-se de Jonh no dia em que se conheceram e arqueou uma sobrancelha.
— Jasmine. Mas me chame de Jassy.
— Tá bom, tia Jassy.
A garota segurou um grunhido.
— Onde está sua mãe?
— Eu não sei. — respondeu o garotinho triste.
A garota olhou em volta, procurando saber o que fazer. Suspirou e pegou no colo o garotinho que parecia ter uns 6 anos. Por que as mães cismavam em abandonar as crianças por volta dessa idade?
Foi até uma barraquinha de sorvetes e comprou um a escolha do menino.
Ficou ali na praça conversando com ele enquanto o menino se lambuzava de sorvete de chocolate.
Então, uma mulher preocupada, branca e um pouco roliça, chama a atenção do garoto.
O garotinho ia correr e quase tropeça, mas Jassy o segura e o pega no colo, se aproximando da mulher.
— Você é a mãe dele?
— Sim. Quem é você? — perguntou tentando pegar a criança.
— Sou a pessoa que apareceu quando seu filho estava sozinho. Dê graças por não ter sido nenhuma pessoa maldosa por ter esbarrado nele.
A mulher pareceu encabulada.
— Obrigada. — pegou a criança e beijou seu rosto, pedindo-lhe desculpas e dizendo nunca mais fazer isso novamente.
Virou-se e já ia embora quando Jassy chama.
— Hey.
A mulher vira-se com o loirinho no colo.
— Qual o seu nome, pequeno? — o menininho sorri.
— Jonh.
A roqueira arregala ligeiramente os olhos.
A mulher a olha de cima a baixo. Uma garota um pouco alta para os padrões, magra, bonita, com maquiagem pesada. Um vestido preto e um all star. Estava simples, mas não deixava de ter uma áurea perigosa.
— Você tem jeito com crianças.
A garota a olhou.
— É, parece.
Virou-se e foi para casa de Brian.
A decisão que estava pensando em tomar, a respeito de si própria cuidar da criança, teria que ser definitiva. E se fosse... seria uma decisão para toda a vida.
Notas finais
SEGUNDO: O que acharam o flash back da infância dela? Não deixem de falar disso também! pliese.
TERCEIRO: O que acharam do mini Jonh? *-* Ele deve aparecer mais na estória?
...
só isso.
O que será que Jassy vai fazer hein?
Até o (s) próximo (s) capítulo (s).
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