Os Opostos Se Atraem
16 16º capitulo – Isso não deveria ter acontecido
Notas iniciais
E pliese, leitores fantasmas, apareçam!
Enjoy
Três meses passaram-se.
Jassy continuava com Brian, e seu relacionamento estava cada vez mais íntimo. Suas notas continuavam as melhores da sala, e sua raiva pelo nerd era palpável.
Seu relacionamento com sua mãe havia melhorado, mas toda vez que Jassy relembrava a dor que passara, ela gritava e se trancava no quarto. O jony-nerd, volte e meia estava sendo espancado, para depois ter que suportar sua dona por cima dele.
Jonh, andava ficando com Daphine, mas nada mais carnal ou mais sério, o que deixava a garota frustrada.
Apesar de estar ficando com ela, o garoto ainda continha imensa raiva da loira, e apenas a beijava pra pôr ciúmes em Jassy.
As garotas do colégio, depois de um tempo pararam de segui-lo. A não ser a líder que ele havia beijado no corredor em um momento de insanidade. A garota simplesmente o pegava sozinho e abria as pernas, o resto…
Jamily continuava tendo encontros com Arthur. Parece que eles estavam namorando sério, já que todos os dias Jassy os encontravam no sofá como dois adolescentes.
Chegando da escola, Jassy dá graças por ser sexta. Assim que entra em casa, vê sua mãe pálida e correndo para o banheiro.
Preocupada, a roqueira joga a mochila no chão e corre atrás da mãe. A mulher estava vomitando no vaso e a filha a ajuda, segurando o cabelo.
Depois que Jamily lavou a boca, se apoiou na pia.
— O que você tem?
— Não sei. Estou enjoada, tonta.
Jassy franziu o cenho.
— Deve ter comido algo estragado.
Sua mãe deu de ombros ficando verde.
— Vai Jassy, vá comer. Eu estou bem.
— Ok. — a garota saiu, hesitante.
Subiu, tomou banho, pôs sua roupa, fez seu dever e depois de comer alguma coisa, deitou-se em sua cama, fitando o teto.
Sua vida havia mudado um pouco.
Ela continuava a roqueira destemida, mas em raros momentos com Brian, se permitia rir. E o nerd a irritava mais e mais, a cada dia passado.
Sorriu inconsciente ao lembrar de Jonh. O garoto a provocava, a irritava, e ela gostava.
A situação estava ficando crítica, pois pensava mais nele no que no próprio namorado.
O namoro, estava até sendo bom. Ela se divertia com ele, apesar de nunca querer admitir isso.
Seu celular tocou, tirando-a de seus pensamentos.
— Alô?
— Prima!
— Fala loira azeda! – A garota ignorou.
— Prima, quebrei a perna.
— Como?
— Uma garota da escola. – Jassy lembrou de si mesma. — Tenho que ficar em casa, fica aqui comigo? Por favor, por favor? Só um pouquinho!
— Ah, ta, ta, estou indo.
Jasmine desligou, e desceu.
Assim que chegou aos pés da escada, viu sua mãe correndo com a mão na boca em sentido ao banheiro novamente.
Bufando, a garota ajudou e disse que ia rapidamente na prima.
— Está bem. — suspirou a mãe de cabeça baixa. — Traz uma listinha de super mercado? Como hoje é sexta liberei a empregada.
— Levanta a cabeça. E me dá logo a lista.
Jassy surpreendeu-se quando a mãe tirou do bolso na mesma hora o papel.
— Vá, vá, não demore mais que uma hora. E mande um beijo
à ela.
A garota rosnou, mas não falou nada.
Olhou a lista e constatou que precisaria de ajuda. Ligou para Brian, mas o celular chamava, e ninguém atendia.
Desistiu e continuou seu caminho, onde encontrou o nerd.
— Ei, moleque! — o garoto veio em sua direção, — vamos lá na Daphine, que ela quebrou a pata, e depois vamos ao mercado que minha mãe quer que eu compre umas coisas.
— Hã... ok.
Andaram lado a lado sem nada dizer. Jonh com as mãos nos bolsos e Jassy com os pensamentos na lua.
— Então… — começou o nerd, interrompendo o silêncio. — Gosta mesmo do tal Brian?
— Namoro ele.
— Não foi isso que eu perguntei. — disse, parando na frente dela.
Seus olhos se encontraram depois de tanto tempo se evitando.
Dois segundos se passaram em silêncio.
— Vamos entrar, moleque.
Jonh não havia reparado que já estavam em frente à casa da garota.
Entraram, e Daphine ficou feliz em vê-los. Estava reclamando de tudo, e que não poda mais animar a torcida.
Jassy revirou os olhos, e ficou um pouco com ela, até desenhou um pênis em seu gesso, que quando Daphine viu, ficou vermelha.
— O que vão dizer quando verem isso, Jasmine?
— Que você é uma ninfomaníaca. — dizendo isso, a garota saiu pela porta com o nerd, dando tchau por sobre o ombro.
…
Voltando para casa com as compras, Jonh e Jassy entram na casa desta. Deixaram as coisas em cima da mesa e Jasmine chamou a mãe.
A mulher apareceu abatida e logo foi mexendo nas sacolas, a procura de algo. Partiu um grande pedaço de melancia e jogou queijo ralado em cima, para logo depois, comer com vontade e ainda gemer de prazer.
Os adolescentes no recinto fizeram caretas, mas Jonh começou a ficar verde.
A mãe da garota, parecendo perceber eles ali agora, ofereceu a louca mistura. Jonh correu pra fora da casa para vomitar.
—Está doida? — perguntou Jasmine à mãe.
— Não. Vontade ué.
A garota dá de ombros e sobe para o quarto. Tenta novamente ligar para Brian, mas nada consegue.
Sem nada para fazer, resolve ir a um bar qualquer, já que estava afim de tomar um porre.
Arruma-se e desce. Na sala, encontra sua mãe com duas compressas de gelos em cima dos seios.
— ESTÁ LOUCA?
— Ai Jasmine! — disse a mulher levantando-se de repente. – Que susto!
A garota revirou os olhos e respirou fundo.
— Posso saber o porquê dessas compressas?
— Estão doloridos
— Estou saindo. – disse a garota se controlando e saindo pela porta.
Encontrou o nerd na rua e tentou ignorar o súbito disparo de seu coração.
— O que sua mãe tem, roqueirinha?
— Sei lá, nerd. Está louca, só pode. — disse, lembrando-se da última cena.
— Vai fazer o que?
— Procurar alguém para me comer já que meu namorado não atende o celular.
— Posso me candidatar? — perguntou a acompanhando.
— Não!
— Droga.
A garota andou até um bar de rock, seguido pelo insistente do nerd. Lá, dançou, cantou, bebeu, e se divertiu, e o garoto, tomando um refrigerante a observava de longe.
Naquele lugar, Jassy parecia se esquecer de quem era e da vida que levava. Ali, todos pareciam iguais a ela.
Cansada, a garota se aproxima do nerd e o olha.
— O que está fazendo aqui?
Dando de ombros o garoto responde:
— Não tinha nada pra fazer.
Jassy revira os olhos e pega o celular, ligando novamente para o namorado.
Dessa vez ele atende.
— Alô?
— Brian! Porque não atendeu antes?
— Desculpa amor, não estava achando o celular.
— Sei. Olha lá hein! – avisou. –Se aprontar te corto as bolas.
O garoto riu.
—Quanto amor! Relaxa. Onde está?
A garota deu a localização e depois de alguns minutos, o garoto já estava ali, dançando com ela e bebendo.
Jonh, morto de ciúmes saiu do local e resolveu andar um pouco.
O céu estava escuro, e havia poucas pessoas na rua. Andou, andou e andou, até que parou em uma praia deserta. Sentou-se num banco e ficou a olhar o mar.
As ondas batiam-se revoltadas, e uma leve brisa fresca passava. O céu era de um azul escuro com tons claros, e com várias estrelas iluminando-o.
O garoto suspirou e fechou os olhos. O local o acalmava, e o dava inspirações.
Não sabia o porquê de ter saído tão apressadamente do local, ou o porque da angústia e raiva que sentia sempre que via Jassy com o namorado. Ele a odiava, deixava isso sempre muito claro, porque disso, merda?
Tentando procurar respostas, olhou o mar novamente, e viu dois casais discutindo perto do mar pra logo depois se beijarem.
Lembrou, que sempre que havia beijado a garota, tinha discussões ou encaradas até a alma antes do beijo.
Uma questão surgiu então à sua cabeça:
Será que eu estou gostando daquela roqueira sem noção?
…
Quando Jassy chegou em casa, sua mãe estava adormecendo no sofá, suando frio e com um pouco de febre.
Brian estava ao seu lado e a ajudou a acordar a mãe.
A mulher levantou-se com um pouco de dificuldade e assim que ficou de pé desmaiou.
— Mãe!
…
A roqueira estava com seu namorado no hospital em que levara a mãe. O dia todo a mulher estava estranha, vomitando e fazendo besteiras.
O médico chega perto dela e manda a garota entrar no quarto. Brian a acompanha e o médico também.
Sua mãe estava acordada na cama, comendo alguma coisa.
— Então senhora Salmerón...
— Jamily. — A mulher o interrompeu.
— Jamily... Qual foi o último dia que menstruou?
— Têm um mês. Na verdade, deveria ter vindo há dez dias. — franziu o cenho enquanto comia com vontade, o que quer que tivesse dentro do copo escuro.
O médico anotou algumas coisas.
— E o que anda sentindo?
Jassy respondeu.
— Vomitou o dia todo, estava suando frio, e fazendo coisas malucas. E desmaiou também.
— Que coisas malucas? — perguntou o médico.
Jamily ruborizou e Jassy disse no ouvido do médico. Este assentiu e concluiu:
— Jamily, parabéns, parece que vai ter uma nova criança. A senhora está grávida. O exame de sangue que fizemos agora a pouco vai concluir a mesma coia.
— O QUÊ?
Notas finais
Revieeeeeews.
beeeeijos, até o próximo
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