Os Opostos Se Atraem
12 12º capítulo – A maldita foto.
Notas iniciais
Espero que gostem
Enjoy.
O que importa para você?
Quando você tem trabalho a fazer
Você tem que fazer direito
Você tem que mandar os outros pro inferno
Live and Let Die — Guns n’ roses
“Seu pai morrera. Ele te odeia. Você não tem amigos. Sua mãe não está ao seu lado. Sua vida é ruim. Seu pai morrera. Ele te odeia...
Na cabeça de Jassy uma aterrorizante voz sussurrava cada palavra.
Então, aparecia cada pessoa que aparecera em sua vida, e fizera parte dela, desaparecendo.
Seu pai morto, Jonh dizendo que a odiava, ela sozinha, sua mãe longe…
As imagens cada vez mais rápidas. Todas se repetindo, se revezando. Então, a cena da morte de seu pai para na frente de seus olhos, e na hora que ela corre, se soltando de sua mãe, em direção ao seu pai, não era mais ele ali e sim Jonh.
Não, não...”
— JONH! — Jassy acorda suando e arfando por causa do pesadelo.
Olha a hora: 17:00
Assim que chegara do cemitério, cansada e com dores, deitou-se e acabou pegando no sono.
Levantou-se, tomou um banho relaxante, expulsando as imagens da cabeça, e descera para comer qualquer coisa.
Assim que terminou de comer, subiu, e reparou no urso escondido no closet. Ignorando a vontade de abraçá-lo, pegou sua câmera, e descarregara as fotos dela e de Jonh, quando o vestira de mulher, em seu notebook.
Ficou as olhando e inconscientemente colocou uma delas, em que sem querer sairá sorrindo — sem que Jonh percebesse — junto com ele como plano de fundo.
Balançando a cabeça, guardara as coisas e foi fazer seus deveres.
…
Jonh ficara na cabeça a imagem dos olhos sempre frios de Jassy, tristes e com lágrimas.
Seu coração se apertava e ele tentava entender o porquê disto.
Não soube também, porque que teve a vontade grande de abraçá-la, e deitá-la em sem colo, por horas enquanto acariciava seus cabelos.
A garota, provavelmente, estava visitando o túmulo do pai. Nunca a vira daquele jeito e pedia internamente para nunca mais ver.
Estranhamente, a dor dela era a dor dele.
…
À noite, perto da meia noite, Jonh saiu pra esfriar a cabeça, e parou, bem... De alguma maneira, ele deu a volta na casa de Jassy e ficou de frente pra sua janela.
Confuso, não soube o que fazer.
O que ele estava fazendo ali? Como fora parar ali? Porque logo ali?
As luzes do quarto da garota estavam apagadas, e quando ele estava prestes a ir embora, ele vê uma fresta de iluminação, como um computador ligado, ou uma televisão.
O que ele fazia agora? Ele precisava vê-la. Precisava ver se ela estava bem. Precisava tocá-la, ouvir sua voz, irritá-la.
Mas ao mesmo tempo em que ele precisava de tudo isso, ele a odiava, ele a queria longe.
Então, resolveu-se.
…
Já era pra estar dormindo a muito. Amanhã teria aula, e já era mais de meia noite, e ali estava ela, pensando em não sabe quem, sabe-se lá o porque.
Bufando, desistiu de tentar dormir e pegou o notebook.
Assim que abriu o plano de fundo, arfou surpresa, ao perceber que havia posto a foto deles ali.
Quando foi tirar, não conseguiu. Sua mão travou, e sua respiração ficou presa.
— Merda, Jassy! Deixa de ser homem, e tira logo essa porra!
A um segundo de tirar a bendita foto de seu protetor de tela, ela ouve um barulhinho. E outro. Mais um.
Olhou pra janela e seguiu até ela. Quando a abri, quase recebe uma pedrada, e se não houvesse, por reflexo, batido com a mão na pedra, poderia tê-la machucado.
— Ops, desculpe!
Rosnando, olha pra voz da criatura que estava perturbando seu sono. Tá, que ela não estava dormindo, e muito menos com sono, mas porra! Aquilo era hora de acertar pedra na cara dos outros?!
Pelo menos ela tinha o bom senso de tacar pedras nos outros quando estes estavam preparados, ou então não abrindo uma janela.
Olhando Jonh ali parado, com cara de bobo, ela pula a janela e cai agachada, logo ficando de pé.
Jonh a olha surpreso.
— Não se machucou?
Ela nada responde. Aproxima-se lentamente dele.
De suas bocas, saiam fumaças pelo frio.
Jonh olha a roupa de Jassy, que era apena um vestido de seda roxo que aparecia quase tudo.
Jassy estava tão próxima a ele, que ele podia sentir seu hálito quente em seu rosto.
Depois do que pareceram horas, apenas trocando olhares, ela quebra o silêncio.
— O que está fazendo aqui?
Ele se aproxima.
— Eu não sei. Só sei que… — ele é interrompido pelos lábios de Jassy.
Surpreso, Jonh arregala os olhos, mas logo a retribui. Haviam se beijado aquela tarde, mas, parecia que havia séculos e mais séculos que não faziam tal proeza.
Agarrados, ali, no meio da madrugada fria, se beijando, sobre o céu estrelado, pareciam um casal apaixonado.
Mas eram apenas duas pessoas que se odiavam. Mas que necessitavam daquele beijo, com sabor de morango com menta, como precisavam de ar.
…
O despertador acorda Jassy para mais um dia na escola. Com preguiça de levantar, ela joga o despertador longe, para logo se aconchegar mais ao peito másculo e os braços fortes.
ESPERA!
Peito másculo? Braços fortes?
Jassy abre os olhos assustada, sem mexer um músculo. Percebeu estar em seu quarto. Piscou algumas vezes os olhos para se acostumar ao ambiente. Sentiu uma dor de cabeça filha da mãe.
Ao se virar para olhar onde estava deitada, com choque percebeu que estava nos braços da pessoa que mais odiava na vida.
Ele dormia serenamente, feito um anjo em sua cama, com o edredom cobrindo os dois e a cabeça apoiada na da de Jassy.
A garota soltou-se do garoto com dificuldade, já que este não queria soltá-la, e assim que conseguiu, olhou-o e perguntou-se como aquilo fora acontecer. A última lembrança que tinha era de tê-lo beijado.
Droga! Será que eles...?
Jassy olhou embaixo do edredom e confirmou estar com roupa.
Ufa! Ela que não queria foder com ele sem se lembrar! Espera! Ela que NÃO queria foder com ele.
Sem dó, nem piedade, empurrou o moleque da cama, fazendo com que caísse com tudo da mesma.
— MAS O QUÊ…? — Jonh olhava em volta confuso e quando percebera que não estava em seu quarto, franzira o cenho e encontrara os olhos raivosos de Jassy os fitando.
— O que eu estou fazendo aqui? — perguntara com a voz rouca por ter acabado de acordar.
— Eu ia fazer a mesma pergunta. — Jassy o encarou.
—Hã… nós… fizemos… você sabe...?!
— NÃO, MOLEQUE.
— Ah!
— Porque está com essa cara de decepcionado? — Jassy quase sorriu — queria transar comigo?
— Não! — Jonh falou rápido de mais.
— Vou levar isso como uma ofensa.
— Não... Você é gostosa. Mas eu te odeio.
— Saiba que esse sentimento é recíproco.
Os dois se encararam e Jonh levantou-se, logo caindo na cama de Jassy.
— Ai. Acho que estou meio tonto.
Jassy levantou-se e caiu também.
— Mas que porra...
De repente, lembrou-se que poucas horas antes, haviam bebido uns copos com várias bebidas misturadas. O efeito ainda não deve ter passado. Isso explicaria o porquê de não se lembrarem de nada, o porquê de caírem que nem banana e a enxaqueca do diabo que estavam sentindo.
— Droga — sussurrou.
— Como vamos à escola assim? — perguntou Jonh deitando a cabeça no travesseiro.
— Não vamos. Deite-se, infeliz. — dizendo isso, deito-se de qualquer jeito na cama e dormiu, assim como Jonh.
…
Quando acordaram novamente, eram duas da tarde. Porra! Como foram dormir tanto?
Jassy acordou primeiro, depois, empurrou Jonh da cama – de novo –, e foi tomar um banho.
Saiu com um roupão e entrou no closet. Pegou um short jeans claro e uma camiseta vermelha com trecho de alguma música.
Sentou-se na penteadeira e secou o cabelo que havia lavado, e os penteou, deixando-os um pouco bagunçado.
Quando seu olhar pousou em Jonh, seu corpo congelou.
Ele estava olhando com a boca escancarada para seu notebook.
Ela foi até lá e tomou com brusquidão o objeto das mãos do garoto.
Ele a olhou.
— Você está sorrindo! — Apontou para foto. — E está no plano de fundo!
A garota mexeu em algumas coisas no notebook e fechou-o.
Ela o olhou.
— Acho que bebeu demais. Está louco.
Ele sorriu, levantou-se e a derrubou na cama, ficando por cima dela.
— Eu não estou tão louco quanto você. — E dizendo isso, ele a beijou.
A garota o empurra com força.
— P0orra moleque! Pare de me beijar. Eu já sei que sou gostosa. Agora, porra, saia de cima de mim antes que eu o faça engolir essa porra desse gesso.
O garoto ergueu as mãos, rendendo-se.
— ok, ok, desculpe!
A roqueira desceu pra comer alguma coisa e ele foi atrás, batendo na parede, no corrimão e nas colunas da casa.
Depois que comeram, Jonh foi pra casa, e ela voltou para o quarto.
Pegou o notebook e tirou a foto de proteção de tela, logo depois guardando-o.
Viu o óculos do infeliz perto da cama, e chutou o objeto para debaixo dela. Ele que ficasse batendo o nariz no poste!
Mas e se ele batesse em uma ruiva gostosa e…?
Porra!
Jassy abanou a cabeça.
Sem nada pra fazer, Jassy ficou estirada na cama pensando numa porra qualquer pra não pensar no infeliz do nerd.
Então, ouviu duas batidas na porta.
— O que é?
Quando olhou pra ver quem estava interrompendo seus pensamentos não acreditou no que viu.
Notas finais
Quem gostouuu ?
Quem será que estava interrompendo os pensamentos de Jassy ???
Até o próximoo !
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