Os Opostos Se Atraem

11 11º capítulo – Contando tudo ao papai


Notas iniciais
Hi people!

Como vão?

Agradeço a todos pelo carinho ! :D

Agradeço também, a MyllenaRathbone por recomendar a fic, esse capítulo é dedicada a ela.

Eu também amei esse capítulo gente, espero que gostem.

Enjoy
11º capítulo – Contando tudo ao papai

Como Jassy ainda estava com o gesso, teve que pegar o ônibus.

Assim que subiu, praguejou pela milésima vez aqueles idiotas... Definitivamente, iria passar no reformatório.

Teria que aguentar o idiota do nerd do seu lado. Estava com tanta raiva que não queria ver nem sua sombra.

Quando o ônibus parou novamente, ela logo colocou seus fones no ouvido e fechou os olhos.

Sentiu a presença ao seu lado, mas não reabriu os olhos, apesar de querer fazê-lo. Iria entregar hoje o trabalho dos dois, já que na semana que era pra entregar ela estava desaparecida, e na outra ela estava em casa a mando do médico.

Já na escola, Jasmine foi ao seu armário, pegou suas coisas, e ao virar-se, deu de cara com os roqueiros.

— Pensamos que ia tirar assim que visse. — disse Melanie, uma garota de altura média, morena, cabelos cacheados brancos com mechas roxas apontando o gesso.

Jassy olhou o braço.

— Não... ér... Obrigada, pelos ursos, pela visita... Por tudo, pessoal. — disse sem jeito.

Eles sorriram e a cumprimentaram com soquinhos nas mãos.

Andando do lado dela, eles perguntaram:

— Como está?

— Bem. Com um pouco de dor ainda, mas bem. Hã… e vocês? — ela não estava acostumada com isso. Queria apenas entrar na sala de aula e ficar excluída lá.

— Bem. — afirmaram todos.

Brian os olhou, e todos continuaram em frente menos ele e Jassy, que haviam parado.

— Nós cuidamos deles.

— Eu sei. Obrigada

Brian — um garoto forte e alto, com o cabelo preto, moicano grande, um piercing nos lábios, e algumas tatuagens nos fortes braços — era uma garoto bonito. Sempre teve uma queda por Jasmine. E como a garota não é boba, nem nada, se aproveita sempre que precisa.

Ele a olhou de cima abaixo lentamente.

— Continua linda.

Jasmine arqueou uma sobrancelha.

— Quando eu tirar esse gesso Brian, me procure.

O garoto sorriu e deu uma piscadela. Saiu e a garota observou-o ir. Ele era perfeito pra um namorado. Carinhoso, atencioso, roqueiro, gato, e bom de cama. Sem contar outras qualidades.

Mas Jasmine não queria namorar. Ele já a pedira. Ela recusara. Mais de uma vez.

Seguiu para a sua sala que ainda estava vazia e sentou, esperando.

O professor foi o primeiro a entrar. Quando Arthur a viu, sorriu e depois de deixar suas coisas na mesa, seguiu em sua direção.

— Princesa. Como está?

— Bem. — disse, entregando o trabalho. — Espero que valha a mesma nota.

— Essa é uma exceção.

— É claro, tio.

O homem sorriu.

— Você vai voltar a me chamar assim, princesa. — afirmou.

— Eu sei. É melhor do que chamar de papai. Não acha?! — arqueou uma sobrancelha.

— Hã, ér... não sei do... que está falando.

— Eu sei. — entregou um papel a ele. — Minha mãe mandou.

O professor deu um sorriso encabulado e foi para sua mesa, guardando o bilhete e começando a corrigir o trabalho enquanto aos poucos, os alunos foram entrando.

Assim que Jonh entrou, seus olhares se conectaram, mas ele logo desviou o olhar e sentou na frente dela.

A segunda aula era de química. Como sempre, Jassy sentava-se sozinha. Mas aí teve a questão de Jonh... E ele teve que sentar ao seu lado. No primeiro dia dele, ela ficou raivosa, mas nada fez. Hoje não seria igual.

Antes de todos chegarem, Jassy misturou vários componentes químicos no vidrinho de Jonh. Qualquer coisa a mais que ele colocasse causaria uma explosão com um cheiro horrível na cara dele.

Assim que todos chegaram Jonh sentou-se e reparou na roupa que Jassy vestia:

Uma blusa branca com caveira rosa e detalhes pretos, um short xadrez preto e rosa, meia calça preta e uma sapatilha preta com rosa. No braço havia uma munhequeira preta.

Quando a aula começa, a professora manda fazer o que foi pedido. Jassy e Jonh fazem. O dela está correto. O dele sai um gás fedorento.

Todos correm pra fora da sala.

— Senhor Viatte! — grita a Srª Spandolla — Quer fazer gracinhas? Faça na detenção!

Jassy ri internamente. Ele teria que ficar 40 minutos após a aula.

Jonh a olha. Ele sabe o que aconteceu. E isso com certeza iria ter um troco.

Depois da escola, Jasmine segue a pé, com várias coisas na cabeça, mas nada realmente pensava.

Empurrou o majestoso portão de ferro e entrou no cemitério. Sempre que ia lá, mantinha várias coisas na cabeça. Não gostava de pensar pra onde estava indo nem o porquê, apesar de, quando chegava onde queria, suas barreiras caiam.

Assim que avistou a lápide do pai, colocou um pano ali, e deitou-se em frente ela. Batia um fraco sol da tarde ali, e Jassy estreitou os olhos para olhá-la.

— Hey, pai! Sinto sua falta! Têm acontecido muitas coisas comigo desde que vim aqui.

Olhou o céu e então contou. Começou com o Jonh. Como ele tinha coragem de olhar em seus olhos, como ele a beijara, como ele cuidara dela, e então como ele dissera coisas horríveis e a decepcionara desviando o olhar.

— Aprontei com ele hoje. Há essa hora deve estar em detenção. — soltou um risinho.

Então, suspirando contou o porquê dele cuidar dela. Como ficou depois de sequestrada. Que ele levara todos os dias o material.

Contou de Arthur também.

— Sabe pai, não gostaria de ninguém no seu lugar. Ninguém iria ficar no seu lugar. Ninguém jamais iria lhe substituir, mas acho que mamãe merece alguém pra fodê-la de madrugada. — olhou de esguelha a lápide. — Desculpe, fazer amor com ela.

Então contou de Brian.

— Ele é um puto de um gostoso. — suspirou. — Acho que a próxima vez que me pedir em namoro, talvez eu pense na grande possibilidade de aceitar. Não tenho nada a perder, não é mesmo?!

Depois que contou tudo, ficou em silêncio por um tempo.

— Por que o senhor nunca responde? — uma lágrima solitária desceu, seguida de várias outras. — Por que eu falo, falo e falo, mas nunca obtenho resposta, pai?

As lágrimas desceram furiosas por seu belo rosto. Seus olhos ficaram claros, pela tristeza.

Olhando a lápide lembrou-se do fatídico dia.

Flashback on

“ Seu pai, sua mãe e ela, passeavam alegremente pela rua à noite de volta da praça para casa.

Conversavam sobre a escola, sobre música, teatro e princesas.

— Eu sempre gostei da princesa Jasmine, e foi por isso que coloquei esse nome em você. — disse sua mãe respondendo a pergunta do por que de seu nome, referindo-se à mulher de Aladin.

A menina pensou.

— E você aceitou papai?

— Sim, Jasmine. Eu sempre gostei dessa flor. — Pararam e ele apontou uma flor branca que a garotinha ainda não havia visto.

Curiosa, a menina toca com os dedinhos delicados, a flor com cuidado. Virando o rostinho para o pai pergunta:

— E o que essa florzinha tem a ver com meu nome?

— Ela também se chama Jasmine.

A menina arregalou os olhos e sorriu admirando a flor.

— Eu amo vocês. — disse de repente, abraçando as pernas dos dois.

— Eu também amo vocês. — responderam os dois tendo um abraço em família.

— Que lindo! Uma reunião em família. — uma voz sombria, gélida e assustadora diz. — Passem tudo!

O homem apontava uma faca para o pescoço de Charlie, e Jamily conseguiu correr com Jasmine para longe.

Acertando uma cotovelada no estômago do homem, Charlie conseguiu se livrar. Sua mãe chamava a polícia, e a garotinha chorava. Outro homem chegou por traz de seu pai e acertou um tiro em seu pulmão.

A garota gelou e seu pai caiu no chão, tendo dificuldades para respirar. A polícia rapidamente chega e mata os dois caras.

A ambulância é chamada e, soltando-se do aperto da mãe com uma força surpreendente, Jasmine corre até o pai.

Suas mãozinhas pegam seu rosto.

— Papai, papai! Levanta papai, levanta!

— Filha. — diz com dificuldade, a falta do ar era visível. – Eu te amo, minha garotinha. E sempre estarei com você. Sempre. — Sua mãe estava ao lado dela, chorando copiosamente, — eu te amo, Jamily.

— Eu te amo, Charlie! Fique conosco! — a mulher implorou.

— Eu te amo, papai, levanta, vai, levanta! — Mas já era tarde. Percebendo isso, Jamily tira a filha de perto do pai.

— PAAAAAAI!”


Flashback off


Chorando, desesperada, Jassy senta.

— Você disse papai! Iria estar sempre comigo. Então, porque não responde? Por quê?

A dor era insuportável. A garota apertava o peito com as mãos tentando aliviar a dor destrutível.

A dor aumenta. A saudade aumenta. As lágrimas aumentam. A solidão aumenta.

Havia um grande buraco no coração e na vida dela, que talvez nunca pudessem ser preenchido.

— Por que, papai? — sussurra, deixando as lágrimas rolarem livremente.

Uma brisa calma passa, e a envolve, acalmando-a. Seus cabelos voam levemente e ela fecha os olhos suspirando.

— Eu te amo, papai. — ele era a única pessoa a ouvir isso dela.

Quando Jonh sai do colégio, irado, planejando mil planos contra a garota, a vê num cemitério. Alguma coisa o faz parar.

Ela estava desesperada, seus ombros movimentavam-se.

Ela está chorando.

Por um momento, viu ali a oportunidade perfeita para se vingar. Pegou o celular e estava pronto pra gravar quando para pra pensar.

Ela está num momento que não aceitaria de jeito nenhum ser vista.

Olhou a garota de novo e teve vontade de consolá-la. Seu olhar voltou-se para o celular e então novamente para a garota.

Ela o encarava. Não estava muito perto, mas dava pra ver os olhos inchados e o nariz vermelho. Viu o celular em suas mãos e olhou seus olhos. Uma última lágrima desceu por seu rosto.

Jonh não entendeu o porquê de a garota continuar ali. Por que ela não ia até ele e o espancava?

Então Jonh percebeu:

“— Quer me deixar marcada? Quer me mostrar sua raiva? Quer me ameaçar? Pois faça. Igual aos garotos que me sequestraram. Exatamente igual…”

Ela queria que ele fizesse isso. Que a filmasse e mostrasse pra todos que a garota que botava medo em toda escola também chorava.

Vendo que ele não ia fazer nada, Jassy saiu do cemitério, passando ao lado dele e esbarrando propositalmente em seu ombro.

Naquele momento, o tempo parou. Seus olhos se conectaram e eles viram o quanto sentiram falta um do outro apenas naquele segundo de um toque.

Quando Jassy ia virar seu rosto e continuar seu caminho, Jonh a segura.

Olha firme nos olhos tristes da garota, gravando aquela imagem na memória.

Não disseram nada. Apenas um encarou o outro. Então Jonh abaixou seus olhos para os lábios de Jasmine.

Puxando-a com força, a beijou. Um beijo doce e calmo. Lá estava novamente o exótico sabor menta com morango, mais acentuado pelo beijo calmo. Jonh abraçou-a e pegou um tufo do cabelo dela, e Jassy fez o mesmo.

Seus corpos estavam colados. Necessitavam da proximidade. Aquele beijo podia ter durado minutos, horas, milênios, mas o ar faltou e quando se separaram, encararam-se.

Os olhos dos dois estavam indecifráveis. Jonh abraçou a garota com força. Sabia que precisava de alguém no momento, e sabia que não tinha ninguém. E inacreditavelmente, a garota retribuiu o abraço apertado.

Não disseram nada. Não precisavam. Um sabia o que o outro pensava.

Jassy fechou os olhos, apreciando o momento. Então separou-se do abraço e deu um tapa no rosto do garoto.

E saiu andando, gloriosa, em direção a sua casa.

Jonh entendeu. Era pouco dela. Era pra ter arrancado sua língua, como ela mesma sempre dizia. Um mísero tapa era carinho.

Observou a garota se afastar e sorrindo, com a mão no lugar onde o tapa fora desferido, pensou que aquele iria ser o melhor ano de sua vida.

E talvez, até mesmo da dela.

Notas finais
E entããão??????

Quem gosta do Brian?

E onw, me emocionei fazendo a cena da Jassy.

reviews, pliese