Os Opostos Se Atraem
10 10º capitulo – A questão do ódio.
Notas iniciais
Tudo bem?
então... estão gostando? acho que não...os reviews diminuiram :(
É pra eu parar a estória?
bom... vamos a mais um capitulo!
Ps.: Esse capitulo foi o que eu mais gostei de escrever,por favor, deem sua opinião.
Ps².: Não me matem, por favor ! hehe
Enjoy.
“O olhar de quem odeia é mais penetrante do que o olhar de quem ama.”
…
Dizem que o caminho mais rápido para o amor é o ódio.
Mas nem Jonh, e muito menos Jassy acreditavam em tal coisa. Os dois se odiavam, apesar de tudo.
Se perguntassem a cada um, o que os faziam se odiar, Jonh diria que a garota era muito entrona, ficava se metendo na vida dos outros — leia-se na dele —, era marrenta, mandona, estressada, de mal com vida e por aí vai.
E Jassy… bom, Jassy odeia a todos, e não precisa de motivos para tal coisa.
Se bem que a tal história do moleque a olhar nos olhos, insistir em ficar perto dela, a irritar, a chamar de roqueirinha e invadir seus pensamentos de tal forma que pensara ser impossível, a fez odiá-lo mais que o normal.
O ódio é um sentimento de intensa raiva, e é precipitado dizer que odeia a pessoa na primeira vez que a vê. Precipitadamente, Jassy e Jonh, logo disseram que um odiava o outro.
No entanto, como alguém pode odiar o outro se não o conhece? Não conhece seu passado ou até mesmo o presente para saber por que a pessoa é daquele jeito.
As pessoas têm a mania de julgar sem conhecer. No caso de Jonh, ele não conhece a garotinha perdida dentro de Jassy, e tão pouco a roqueira verdadeira. E Jassy não conhece o bad boy gritando pra sair e nem o verdadeiro nerd dentro de Jonh.
Então, porque diabos um dizem pro outro e para si mesmo que se odeiam?
É no mínimo, enervante e idiota.
Na semana em que passara em casa, recuperando-se, Jasmine não tirava da cabeça que tinha que odiá-lo. Duas perguntas:
Primeira: Por que ela era obrigada – na percepção dela — a odiá-lo?
Segunda: Por que ela não tirava da cabeça que tinha de odiá-lo?
Porque ela não aceitava o fato dela gostar de alguém.
Porque quando o primeiro pensamento – e esperava ser o último – de que poderia começar a gostar dele passou por seu tão requintado cérebro, ela enlouquecera.
Era inadmissível ela enlouquecer. Então, julgou que se ele podia deixá-la louca, ela devia odiá-lo.
Na escola, Jonh era cumprimentado por todos. Todos os admiravam.
Afinal, que nerd teria coragem pra defender uma garota que odiava a todos? Que nerd subiria na mesa e apontaria os culpados, sem medo, sem tremedeira, sem gagueiras? E que nerd, diria tudo àquilo que Jonh disse sobre os populares não conhecerem o que é ser amigo, lançaria aquele olhar ameaçador e avançaria pra bater neles, sendo impedido apenas por forças maiores?
Nenhum!
Então, Jonh concluiu que, estava estragando sua nova máscara, por causa de uma garota qualquer.
Mas Jasmine não era uma qualquer. Jasmine era A garota.
A garota que ele não tirava dos pensamentos. A garota a qual ele levava todos os dias as matérias que havia perdido. A garota que ele passava o dia discutindo. A garota que bate, xinga, mas o protege, a garota que apesar de tudo, não o deixara sozinho. Que cuidara dele quando ele precisara. Ela era A garota.
Apesar de todos o cumprimentarem, Jonh andava cabisbaixo, tentando reconstruir sua máscara de garoto inteligente, medroso e fracote.
Na sexta, ao sentar-se no refeitório, sozinho como sempre, reparou em todos o olhando. De novo.
Brian e seus “irmãos” sentaram-se com ele.
Desde o começo da semana estavam fazendo isso. Não falavam nada. Apenas sentavam-se e ficavam conversando sobre qual era a melhor banda de rock, sobre mulheres e sexo, sobre, — de acordo com eles —, os filhos da puta que não sabiam o que era música e etc.
No grupo também tinha garotas. Deve-se ressaltar, que no ponto de vista de Jonh: bem gostosas.
Mas nenhuma se comparava a Jasmine.
E quando Jonh teve esse pensamento, bufou, chamando atenção dos roqueiros. — Era impressão sua ou os roqueiros eram bem observadores? — tirou os óculos, bagunçou o cabelo para trás e suspirou.
Era bom ser livre.
No mesmo instante, todas, todas as garotas o olharam e abriram a boca, embasbacadas.
Percebendo a merda que havia feito, tremendo recolocou os óculos e refez o cabelo de lado.
Elas o analisaram dos pés a cabeça. Todas elas. E constataram que o nerd, não era de se jogar fora.
Jonh levantou-se e seguiu para seu armário pra pegar seu material para as últimas aulas.
As garotas passavam o olhando e fazendo gestos obscenos. Jonh as ignorou.
Então, uma garota loira, líder de torcida, — tinha que ser — toda se querendo, chegou ao armário dele, o fechou, se colocou em sua frente e o puxou a seu encontro.
Os olhos de Jonh ficaram escuros. Não se sabe se era desejo ou raiva. Desejo por que estava precisando de uma garota há muito tempo. E raiva por aquela piranha quase dando pra ele no meio do corredor o lembrou de Daphine.
Era assim que ela fazia com os idiotas que diziam serem meus amigos?
Então, encostou a garota com força no armário, e pelo corredor estar vazio, pois todos já estavam em sala, ele a beijou.
Descarregando o desejo e a raiva naquele beijo e a pressionando cada vez mais contra seu corpo e o armário com brusquidão, apertando a cintura da garota, que com certeza traria marcas.
A garota arfou surpresa, e o beijou da mesma forma. O beijo era bom. Mas não era o de Jasmine.
Jonh separou seus lábios, e deu alguns beijos em seu pescoço.
— Saia da minha frente. — ordenou. — Eu ainda não esqueci o que vocês fizeram.
A garota assentiu, arfando pelo beijo e extremamente excitada pelos minutos que trocaram.
Virando-se, e deixando a garota ali, disse por cima do ombro:
— Se contar a alguém, nunca mais encostará em mim.
E dizendo isso, entrou na sala.
…
Quando entrou na casa de Jassy naquela tarde, — sim, ele já era íntimo o bastante pra sair entrando, ele sabia onde ficava a chave — encontrou-a deitada no sofá fitando o teto.
Chegando por trás, de fininho, Jonh sussurrou no seu ouvido:
— Pensando em mim?
Jassy gritou. Mas gritou mesmo. Aquela hora sua mãe não estava mais em casa, mas se tivesse, provavelmente teria corrido achando que fora sequestrada novamente.
Jassy não gritou exatamente de susto. Tá! Só um pouquinho. Mas gritara principalmente porque realmente estava pensando nele. Então se sentiu como se fosse uma criança e fosse pega no flagra fazendo merda.
Mas hey, Jassy, ele não lê pensamentos, não precisava se humilhar se estabacando no chão. — pensou com ironia se levantando encanto esperava Jonh parar de gargalhar.
Depois de longos minutos esperando o tapado parar de rir da sua cara, com os braços cruzados Jassy perguntou, quando ele se acalmou:
— Acabou?
Então ele volta a gargalhar. Quando ele para novamente, ela arqueia uma sobrancelha e ele diz que acabou.
Sem prever, Jonh é nocauteado e cai mais feio que ela. Esperou ouvir as gargalhadas, mas tudo que vira foi os cabelo de Jassy cair por seu rosto quando ela abaixara-se para fitá-lo nos olhos.
— Eu não sou palhaça pra te fazer rir.
Então com brusquidão o levanta e empurra-o pro quarto pra começar a copiar o dever. Pediu o almoço dos dois aos empregados, e comeram na sala de jantar depois que ela já havia copiado 1/3 de toda a matéria.
O prato principal era risoto de frango, e Jonh repetiu duas vezes.
Jassy o olhou como se nunca tivesse comido na vida.
— O que? Isso aqui está uma delícia.
Jassy revirou os olhos, mas tinha que concordar com ele.
Depois de almoçarem e comerem a sobremesa – a qual o Jonh também devorou —, voltaram para o quarto para Jassy terminar de copiar enquanto Jonh socava o saco de porrada.
Jassy reparou que eram socos fortes e ritmados. Estavam mais fortes do que o resto da semana e quando acabou de copiar, – com dificuldade por causa do gesso –, guardou as coisas dos dois e foi segurar o saco pra ele, que estava sem camisa. Ela tentou, miseravelmente, não olhar os músculos se contraindo do braço e o suor descendo lentamente por seu abdômen definido.
Jonh bateu com mais força fazendo caretas.
— O que houve? — Jassy perguntou.
— Você. Por sua causa eu tirei a porra dos óculos, e desmanchei a porra do cabelo, em uma atitude impensada, e todas as garotas me olharam. Eu até beijei uma delas.
— O QUÊ? – Jassy gritou se desvencilhando do saco e fazendo com que Jonh quase caísse.
— Eu a beijei. Eu queria infinitamente que fosse você ali pra mostrar por aquele beijo quanta raiva eu estava sentindo de VOCÊ, eu queria deixar as marcas das minhas mãos em VOCÊ. Eu queria ameaçar a VOCÊ que se contasse pra alguém nunca mais iria encostar em mim. Por que eu sabia que ela havia gostado. E eu saberia que VOCÊ haveria gostado e que correria pra mim querendo mais. PORRA! — o garoto estava insano. Sobrecarregado.
Não tinha com quem desabafar e estava desabafando com a causa de seus problemas. Patético. Ou não.
— DROGA!. — jogou o óculos longe. — Mas você não voltou pra me beijar novamente, e nem se quer baba em cima de mim, como qualquer outra.
Jassy fervia. Mas isso não era novidade.
Encostou com toda a força Jonh na parede.
— Escuta aqui, moleque. Eu não sou qualquer uma. Eu não sou uma vagabunda que só de ver um homem corre pra ser fodida por ele. Aquela porra daquele boquete? É, não era a minha intenção. O que eu queria era te machucar. E não fazer você gemer pelo toque de minhas mãos. Aquele beijo? Não foi nada. E eu não vou voltar pra te beijar, ou babar em cima de você, por que eu NÃO SOU QUALQUER UMA, PORRA! — Soltou-o e afastou-se para olhá-lo melhor.
Avaliou-o de cima a baixo e olhou-o no olhos, repleto de… nada… seus olhos não obtinham emoção nenhuma.
— Quer me deixar marcada? Quer me mostrar sua raiva? Quer me ameaçar? Pois faça! Igual aos garotos que me sequestraram. Exatamente igual. Volta a ser o que era. O que quer que tenha feito mudá-lo, com certeza mexeu muito com você, e aposto que não conseguiria fazer nada do que disse. — O garoto a olhou com raiva, mas nada disse. — VAMOS! FAÇA!
Nada.
Ele só a olhou, derrotado. Ela estava certa. Ele não faria o que os garotos fizeram. Era exatamente o que ele queria fazer. Marcá-la. Havia marcas por seu corpo, sumindo, mas havia.
Mostrar sua raiva. Haviam-na mostrado também. Ameaçar. Com certeza, do jeito que Jassy era, havia recebido muitas ameaças na vida. E provavelmente receberia mais.
E ele não queria ser mais um a fazer isso com ela. Não mesmo.
Ela não tinha amigos, não tinha pai, sua mãe quase não estava presente, não tinha ninguém. Apesar de bater, ameaçar, rosnar, gritar, berrar, Jassy não tinha ninguém, e ninguém tinha coragem de ao menos chegar perto.
Relutante, Jonh admitia que fosse triste isso. Estava provando na pele o que era ser solitário.
Mas o que ele sabia? Ela passara 10 anos da vida dela sozinha. E ele nem uma semana ao menos.
Ficaram em silêncio absoluto.
Um olhando nos olhos do outro. Competindo a batalha de quem vencia.
Jassy venceria.
A garota tinha todo seu passado e todo seu futuro pela frente, sozinha. Estava acostumada a ser rejeitada.
Seu olhar vazio o encarou até a alma. E Jonh, não aguentando, desviou o olhar.
— Eu sabia. — disse Jassy, decepcionada pelo desvio. — Eu sabia.
Ele não a respondeu no momento.
— Eu te odeio. – disseram em uníssono.
Assim, ficaram sem se ver até segunda feira. Onde, infelizmente, — ou não —, se encontrariam de novo.
A questão do ódio seria válida agora?
Notas finais
Gostaram ??
Continuo ou não?
Queeeeeeeero reviews.
beijos, até o próximo.
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