Os Opostos...
6 Sra°Benson/Aproveitador?
Notas iniciais
POV Sam
Eu estava em shock não conseguia pensar em nada, a Sraº Benson ter chegado bem na hora que eu o Freddie estávamos nos beijando, e eu nem sei por que eu aceitei o beijo daquele aproveitador, eu estava sentindo tanta raiva dele, eu não devia ter beijado ele, AH por que ele tinha que me enfeitiçar com aqueles olhos castanhos lindos?
Mas agora que eu já tinha feito não adiantava eu me arrepender o que importava era que a Sra° Benson tinha visto e pelo visto não gostou nada.
Esses pensamentos foram interrompidos quando ela se sentou na minha frente com uma cara de poucos amigos. E eu sô pensava em me explicar.
–Desculpa senhora Benson... Eu passei de todos os limites. -falei envergonhada, as minhas bochechas queimavam.
–Olha Samantha eu te contratei porque pensei que era diferente das outras secretarias, mas em vista do seu comportamento parece se igualar a elas.
–Não! Jamais! Eu sei que eu errei e assumo meu erro. Prometo que isso não ira se repetir. –disse eu torcendo para que ela aceitasse as minhas desculpas, eu estava tão nervosa que mal conseguia respirar direto.
–Olha Samantha eu poderia te despedir, mas ainda acho que isso foi um deslize e espero que não se repita. -nessa hora eu consegui voltar a respirar normalmente.
–Não irei lhe decepcionar. Dou minha palavra! –Seria difícil cumprir com a minha palavra.
–Acho bom você cumprir a sua promessa eu não costumo dar mais que duas chances. –disse ela se levantando.
–Sim, cumprirei minha promessa. Posso me retirar? -meu corpo estremeceu por inteiro.
–Bom, acho que eu te disse tudo, e não se esqueça eu não dou duas chances. –disse ela e eu sai procurando um bebedor, pois minha garganta estava seca depois de beber água e me acalmar um pouco eu fui na sala Freddie, umas secretarias estavam rindo. As ignorei e entrei.
–Samantha. -disse ele parecia nervoso com algo, pois quando eu entrei ele se levantou rapidamente.
–Algum problema, senhor? -fiquei um tanto preocupada com seu jeito.
–Sim, o que a minha mãe falou com você? -perguntou ele se aproximando.
–Nada de mais senhor. -me afastei, meu coração pulava no peito com aquela aproximação.
–Ela não te demitiu? Como assim "nada de mais”? -perguntou ele se reaproximando.
–Ela não me demitiu, apenas me deu um alerta, senhor. –e me afastando novamente.
–Que bom então quer dizer que agente... –como assim agente? Eu o interrompi.
–Não existe "a gente"! –disse eu um tanto dura.
–Como não? E o beijo não significou nada? –perguntou ele.
–Não! Aquele beijo... -meu olhar foi pro chão, eu não conseguiria mentir olhando pra seus olhos. -Aquele beijo foi um beijo como qualquer um.
–Como assim? Você não sentiu nada? –perguntou ele.
–Não... Não eu não senti nada. Somos pessoas totalmente diferentes! -minha voz estava querendo falhar, e eu estava falando baixo e ainda encarava o chão.
–Eu não ligo para isso. Eu já disse que você mexeu comigo de um jeito diferente e é isso que importa. –disse ele e se aproximou mais.
–Senhor, não confunda as coisas... Eu... Eu não sinto nada pelo senhor! –eu senti algo diferente uma tristeza quando disse isso.
–É mesmo, então porque aceitou meu beijo? -perguntou ele e nessa hora eu não sabia o que responder eu olhei para ele por um momento e não pude evitar de olhar seus olhos que me hipnotizavam com facilidade.
–É... Eu... Eu, eu queria me divertir um pouco! –disse me virando e dando as costas pra ele.
–É mesmo porque não é isso que eu acho que você pensou na hora. -disse ele e o senti bem perto de mim.
–Por que faz isso comigo? -eu virei o encarando furiosa.
–Porque sei que esta se enganando... E sei que quer ficar comigo. -disse ele e passou as pontas dos dedos na minha bochecha, mas sei que ele só quer me usar.
–Você quer me usar! Eu não vou ser seu brinquedinho! –disse eu me controlando para não gritar.
–Eu não quero te usar. -disse ele e foi se aproximando.
–O que planeja com essa aproximação? -me estremeci com seu toque.
–O que acha que planejo? -perguntou ele e estávamos tão próximos que podia sentir a sua respiração contra a minha.
–Me enlouquecer, eu acho... -eu fitava seus olhos castanhos.
–Pode ser, mas acho que você é que vai me enlouquecer. -disse ele e fechou os olhos, estava quase me beijando quando lembrei da senhora Benson e o afastei rapidamente.
–Não podemos senhor! -falei e o empurrei.
–Por que não podemos? Nós queremos, e você sabe. -disse ele
–Eu acho melhor eu me retirar. –disse indo até a porta
–Espera... Você tem certeza? –perguntou ele.
–Aquilo foi apenas um erro que não ira se repetir. Passar bem! –disse e bati a porta do seu escritório e voltei a trabalhar. Trabalhar naquele lugar estava me fazendo mal eu estava cansada e estressada e a qualquer momento poderia explodir, eu já estava cansada de chorar pela minha família e já estava cansada de ser acediada pelo meu chefe. Depois do trabalho fui para o meu apartamento e dormi, pois o cansaço tomou conta de mim.
Um Dia Depois...
Esse dia tinha passado rápido o Freddie não tinha ido trabalhar então não me estressei tanto apenas fiquei atendendo ao telefone, bom era a minha folga eram mais ou menos seis da manha do Sábado eu sempre gostei de acordar cedo no Sábado e sair para um lugar tranqüilo e ler eu fazia muito isso no campo. Eu estava andando ate que avistei um parque fui em direção ao parque e me sentei em um banco peguei meu livro e comecei a ler ate que alguém sentou-se ao meu lado.
–Oi. -disse e eu me assustei quando ouvi a voz.
–Você vai mesmo me perseguir?! –perguntei não acreditando na figura morena ao meu lado.
–Não estou a seguindo... Eu nem sabia que estaria aqui. -disse ele e ao julgar pelas roupas que usava parecia que tinha acabado de caminhar.
–Entre tantos bancos nesse parque, por que se sentou logo aqui ao meu lado? -o encarei e ergui uma sobrancelha.
–Por que os bancos são de todos e eu quis me sentar nesse. –disse ele, mas agora ele ergueu a sobrancelha.
–Você me irrita! -falei revirando os olhos.
–Então sai andando foge de novo como sempre faz. –disse ele.
–Eu nunca fujo! –eu de fato estava irritada.
–Não? Tem certeza? Por que não sou eu que sempre dou um jeito de escapar ao invés de ficar e fazer o que tem vontade. –disse ele.
–Eu não suporto você, chefinho! -eu disse levantando furiosa.
–É mesmo? –Ele se levantou e me segurou me puxando para perto dele. -Mas isso parece medo para mim.
–Medo? Eu não tenho medo! -meu corpo perdeu a sustentação com seu toque.
–Tem medo de se apaixonar por mim, não é? -perguntou ele.
–Não... Eu não tenho esse me-me-medo! -gaguejei
–É mesmo? Então porque fica nervosa perto de mim? –perguntou ele.
Eu n o sei o que aconteceu, mas tudo começou a girar e eu apaguei. Ao abrir os olhos, me deparo com o Freddward me olhando alarmado.
–O que foi? -perguntei confusa.
–Como o que foi? Por que você fica desmaiando o tempo todo? -perguntou ele.
–Isso é culpa sua! -falei brava.
–O que? Por quê? –perguntou ele.
–Você me deixa estressada! –falei me sentando no banco.
–Como assim? Isso é besteira. -disse ele
–Você é um chato! Eu vou pra casa! -falei irritada e indo embora.
–Espera... Você esta de carro? -perguntou ele.
–Não! Eu não tenho dinheiro pra tais luxos! -falei o encarando.
–Deixe-me te levar. -disse ele.
–Claro que não!
–Por favor. -pediu ele mais uma vez.
–Está certo. Eu aceito a carona. -disse bocejando.
–Então vamos o meu carro não esta longe. -disse ele.
–Okay, mas preciso comer algo. –disse eu.
–Ta bom. -disse ele.
Ele me levou em uma lanchonete.
–Vai querer comer também? -perguntei.
–Não estou bem. -disse ele.
–Certeza? -perguntei. -Não sabe o que perde. -fiz cara de gulosa.
–Sim certeza absoluta. -disse ele, depois de comer eu e ele entramos no carro.
–Então, o que acha da empresa? –perguntou ele.
–Seria perfeita se você não trabalhasse lá. –disse eu sendo totalmente grossa.
–Também acho. –disse ele e eu não entendi.
–Hã? –perguntei.
–Eu nunca quis trabalhar na empresa da minha mãe eu sempre achei chato e nunca trabalho com vontade. –disse ele.
–E por que nunca disse a sua mãe? –perguntei.
–Por que minha mãe é o tipo de pessoa que você não pode dizer não. Tem que virar essa rua? –perguntou ele.
–Sim. –disse eu e por um momento o Freddward não parecia aquele aproveitador que eu sempre via.
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