Os Olimpianos E Os Astros Medievais!

1 "Como assim? Novos integrantes?"


– Como assim? – Perguntou Percy Jackson, indignado.

– Percy, por que você faz tanta questão? – Riu Grover enquanto preparava-se para partir. – É só mais um recrutamento.

– Você tem a obrigação de sempre ser o centro das atenções, hein, cabeça-de-alga? Sério, irrita. – Disse Clarisse, intrometendo-se inesperadamente na conversa.

– E você? O que faz aqui? – Indagou Percy, surpreso. – Deve ser importante.

– E é. Acho que é um recrutamento de novos campistas, só não compreendo o interesse de todos os deuses, nestes.

– Então são muito especiais... – Grover continuou rindo, enquanto punha a mochila nas costas e preparava-se para a viagem. Estava muito animado. Era a primeira vez que o selecionavam para uma missão tão relevante, ainda mais para um sátiro.

– Eu não entendo! – Annabeth exclamou fazendo um muxoxo – Quer dizer, eles são como nós, não é?

– Se eu te conheço bem, Annabeth, acho que está com inveja. – Brincou Percy.

– Inveja? Eu? – Respondeu a campista ofendida.

– Estou só brincando! – Percy riu e a abraçou, beijando-a na bochecha. Annabeth corou.

– É claro que está com inveja, todos estão – Clarisse estava rindo torto – Os deuses tem um interesse repentino nestes novatos, digo, Zeus, Hades, Poseidon, Atena, meu pai – fez uma careta – Todos.

– Me leve junto! – Pediu Percy.

– A mim também! – Gritou Clarisse.

– Nem pensar! Vou sozinho, é preciso. E aliás, estou atrasado!

Percy murchou, enquanto olhava o melhor amigo desaparecer das redondezas do Acampamento Meio-Sangue.

– Aonde é? – Perguntou Percy, aflito.

– Mckinley High School, Ohio. Pelo menos, foi o que eu soube... – Annabeth respondeu e cruzou os braços.

– Vamos. – Percy abaixou os olhos e sacou Contracorrente – Temos muita coisa pra fazer!

– Ok! – Annabeth seguiu-o, e Clarisse marchou atrás, carrancuda.

–---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Mckinley High School, 14:30 na sala do coral escolar.

– Ganhamos verba e credibilidade para produzir mais musicais, gente. E dessa vez, quero a opinião de vocês! Já fizemos The Rocky Horror, West Side Story... E ficaram maravilhosos!

– Ms. Shuester, como você sabe, sei de cor todas os musicais da Broadway e sugiro que o nosso próximo show seja Les Miles.

– Os Miseráveis? Só pra você ser a protagonista de novo, Berry!? – Gritou Mercedes, enraivecida. – Foi por isso que saí do New Directions!

– Mercedes, você está nas Troubletones agora, então porque você liga pra isso? – Respondeu Rachel Berry no mesmo tom.

– Porque nós somos apenas concorrentes, não inimigos. Ms. Shuester e Shelby se amam, e isso significa que vamos ter que fazer esse musical juntos.

– Mercedes tem razão – disse Santana com as mãos na cintura – O musical é do Glee Club não seu Rachel. Aliás, nem seu, nem do Kurt, nem do Blaine.

– E nem seu também! – Rachel fez uma careta. – Finn, faça alguma coisa!

– Eles tem razão, sabe... – Finn riu torto e Puck concordou – Mas eu tenho certeza que você vai pegar o papel principal!

– Sério?

– Sério – Rachel beijou-o, impulsiva. Ele gostou.

– Eu mereço! – Kurt baixou os olhos.

– Parem de brigar! Decidimos isso no próximo ensaio! Dispensados! – Ms. Shuester gritou e tratou de sair da sala.

Com ele, foram Finn, Mercedes, Kurt, Tina, Sugar e Artie. Os outros ficaram: Rachel, Puck, Quinn, Mike, Santana, Brittany, Blaine e Sam.

Esses últimos ficaram sentados. Estáticos. Assustados.

– Isso não tá mesmo acontecendo, fala sério! – Puck reclamou – Nem nas minhas fantasias mais loucas...

– Nem nas minhas fantasias mais loucas... – Disse Sam.

– Cara, para de me imitar!

– Foi mal, eu to nervoso!

– Você não é o único! – Mike deu tapas leves nas costas de Sam.

– Como isso aconteceu? – Perguntou Santana – Num minuto éramos apenas adolescentes normais e depois...

– Unicórnios! – Completou Brittany.

– Antes fosse, Britt – Mike respondeu.

– Querem saber? Isso não é justo! Porque não podemos contar a verdade para os outros? – Rachel gritou – Eles são nossos amigos!

– Você ficou maluca? – Puck retrucou.

– Iriam rir até o estômago começar a doer, como se fosse uma piada e depois pareceríamos mais patéticos ainda! – Santana falou com um sorriso sarcástico no rosto – E sabemos que você é uma fofoqueira de primeira, mas isso é além da conta! Então trate de costurar essa boca!

– Isso é insano. Mas é demais! – Sam empolgou-se.

– Vamos morrer. – Disse Quinn, trêmula. – Ei, acho que está faltando alguém...

– Atrasado? – O garoto parecia ter corrido a toda velocidade, mas ainda conseguia ter aquele sorrisinho charmoso e arrogante de sempre.

– O-O que ele faz aqui? – Rachel hesitou.

– Ele é um de nós, infelizmente – Observou Puck.

– Exatamente. – Jesse St. James encarou Rachel lentamente, deliciando-se com sua expressão raivosa e incrédula.

Não tiveram mais tempo de murmurar, pois Grover já havia chegado e estava rindo ao vê-los confusos.

– Estão todos aqui?

– Quem é você? – Quinn perguntou, assustada, tentou suster-se. – E como raios você apareceu aqui, do nada?

– Portal.

– O que!? – Rachel surtou e começou a roer as unhas.

– É uma longa história. Estão todos aqui, vejo. Bom, bom, é melhor irmos. Já está tarde.

– Irmos pra onde? – Sam estava curiosíssimo.

– Para o Acampamento Meio-Sangue!

– Meio o que? Cara, fala direito – Puck estava atordoado.

– Explico no caminho, vamos.

– Me responda só mais uma pergunta – Todos fizeram um círculo e uniram as mãos, Rachel agarrou o braço de Grover .

– Fala.

– Você é humano?


– Não...


Percy’s POV:

Os campistas estavam impacientes. Reunidos a beira da fogueira, já tinham sido alertados para saírem. Mas a maioria estava impaciente.

– Ele está demorando demais... – Reclamou Annabeth.

Quíron olhou os campistas por um instante, ele também estava impaciente.

– Sugiro que a maioria retorne ás suas atividades... Alguns deuses querem falar pessoalmente com os novos campistas... E precisam de... Privacidade.

Os semi-deuses murmuraram.

– Demorei? — Grover estava arfando. Junto a ele, estava um grupo de nove pessoas. Cinco meninos e quatro meninas. Eles estavam completamente desordenados, como se tivessem levado um choque.

– O que aconteceu? – Perguntei.

– Portal. Eles não estão acostumados. Nem com esse lugar, aliás.

– Eu tô sonhando? – um deles perguntou baixo.

Os outros campistas pareceram mais confusos e surpresos do que eu. Alguns começaram a murmurar e outros ficaram completamente calados.

– Isso existe mesmo! – Exclamou um dos garotos.

– E então... – Annabeth quebrou o silêncio – São filhos de quem?

– Tem certeza que não os confundiu com um catálogo de revista qualquer? – Perguntei. – Eles não me parecem heróis.

Mal falei essas frases, e os novatos quase me queimaram com os olhos.

– E porque não!? – Gritou dessa vez, uma das meninas. Os campistas riram, especialmente os de Ares, Hermes e dos três grandes.

Encarei-os mais uma vez.

– Você não tá falando sério! – Riu Annabeth.

– Fiquem juntos e façam um círculo por favor... – Pediu Quíron desconcertado.

Olhei-os bem. Eram cinco garotos. O primeiro deles era bronzeado, forte e usava regata e aquelas jaquetas quadriculadas, e tinha um moicano bem visível, bad boy e do tipo que joga futebol e tem um monte de meninas aos seus pés.

O segundo era o mais alto, mais magro, porém forte e era oriental, isso dava pra perceber pelo formato dos olhos e o cabelo escorrido e preto. E dentre os outros, parecia ser o mais calmo.

O terceiro deles, era o típico mauricinho que eu particulamente detesto, com aquele risinho torto que lembrava-me de Luke, o cabelo preto e arrumadinho, assim como o visual, que já o denunciava pelos sapatos cheios de brilhantina. Eca!

O quarto também parecia ser popular, era forte como os outros, loiro e com boa aparência, só que tinha expressões infantis e assustadas, e era o mais comum quando se tratava das roupas.

O quinto deles, era o que mais me lembrava do Luke, apesar deles serem completamente diferentes. Esse, parecia aqueles caras de alguma revista famosa, teatro, musica e televisão, e se vestia do mesmo jeito. Que nojo!

Ouvi comentários zunindo entre os presentes e não gostei. Annabeth também não. Resolvi avaliar as meninas restantes. Eram quatro.

– Cara... – Disse – Vocês não tão falando sério... – Eu levei um susto.

A primeira, como as demais me fuzilou com o olhar. Ela era a mais baixinha, e tinha cara de ser a mais espevitada. Ela era morena, seus cabelos eram lisos e castanhos, acompanhados daquelas franjinhas retinhas. Os olhos, apesar de pequenos, eram chamativos pelos cílios grandes e marrons. E do jeito que se vestia, ela parecia ser uma patricinha total.

Tinham duas cheerleaders entre elas. Uma era alta, com o cabelo loiro claríssimo, em um rabo de cavalo e lisos. Os olhos pequenos, porém claros, a boca fina. Ela era a única que não parecia assustada. A outra, tinha aquele risinho torto e confiante de Luke, só que ela era morena, algo me dizia que era latina, tinha os cabelos pretos e brilhantes, os lábios carnudos e os olhos escuros.

A última estava confusa, e com uma expressão serena no rosto. Ela era alta, a pele cor de oliva, o rosto fino, o nariz fino, os lábios carnudos, porém graciosos, pareciam um coração, tinha os cabelos dourados, e uns olhos esverdeados, grandes e atrevidos. Vestia-se como uma mocinha bem-comportada, romântica.

Eram meninas absurdamente lindas, e eu não conseguia acreditar naquela bobagem.

– Você não respondeu, Grover... São filhos de quem? Semi-deuses q...

– Semi-deuses? – Exclamou a baixinha de cabelos e olhos castanhos.

– É... – Annabeth disse – Filhas de Afrodite, suponho...

– Afrodite é um unicórnio? – Perguntou a cheerleader alta e loira.

– A deusa da beleza e do amor. – Falei.

– Nem pensar. E porque isso!? – Gritou a baixinha novamente...

– Imaginei que...

– Só porque somos bonitas? – Perguntou de novo, indignada.

– Meu Deus, como você é fútil. – A de cabelos dourados e olhos verdes, fitou-me com ar desaprovação.

– É... Quer saber? Ela tem razão... Todos vocês! – Gritou a cheerleader morena.

– Que vacilo! – Falou o cara loiro.

– Quem eles pensam que são? – Perguntou o moreno arrumadinho fazendo uma careta.

– Melhores que vocês, com certeza... Novatos! – Annabeth gritou.

– Até parece! Quer apostar! Aliás, qual o seu nome mesmo? – O cara de moicano perguntou.

– Annabeth. – Quando ela respondeu, o grupinho começou a rir.

– Annabeth, que nome ridículo – Continuou o cara de moicano.

– Ridículo é esse seu penteado – Annabeth cruzou os braços.

– Ih, a garota ficou toda bravinha.

– Pra começar – O cara com o sorrisinho marcante e arrogante começou – nós não somos semi-deuses.

– C-COMO É QUE É? – Os campistas tiveram um baque e todos começaram a gritar ao mesmo tempo.

– Como vocês passaram pela barreira? – Perguntei.

– Não são semi-deuses? Como assim? – Grover estava perdido.

– O que são vocês, digam! – Gritei.

– Guerreiros. Guerreiros da Idade Média.



Notas finais
É aqui que a aventura começa entre nossos queridos Olimpianos e nossos queridos guerreiros medievais. Será que isso vai funcionar? Como vão reagir? Mandem críticas, sugestões, qualquer coisa. Tudo isso vai contribuir para o desfecho da série.
Com amor, AnneB.