Os Oito Reis do Fogo
1 O Poço Quebrado
Notas iniciais
Aglomerado de águas calmas é o mesmo que lago.
O Poço Quebrado
Estava tudo escuro ao meu redor, e então senti-me puxado. Senti então a paz se apoderar de meu corpo.
A pobre linguagem humana nas mais perfeitas variações é ainda incapaz de expressar oque eu sentia naquele momento que tendia ao infinito. Tudo parecia se dobrar sobre si, e aquilo pareceu enquanto vivia quase que a eternidade, mas quando passou não pareceu ter durado mais de segundos.
Então vi a luz, e a senti clara a aquecer-me, irradiar por minha pele como o fluxo de um rio. Tudo antes escuro agora era completamente iluminado, mas de repente toda a luz se concentrou em um único ponto, que ao focá-lo me dou aos olhos, e abruptamente. Senti que caía cada vez com mais velocidade, então rapidamente abri os olhos, e ao perceber que ia rapidamente de encontro com o chão deixei escapar um grito abafado.
Quando percebi já estava no chão, e vi que aquela luz se dava pelo sol. Rapidamente me recuperei da queda, confuso.
Onde eu estava? Oque houve? Como apareci ali? Olhei em volta em busca de respostas, mas tudo oque vi foi a grama sobre a qual caí e as árvores que me rodeavam por todos os lados. Estava em uma grande clareira rodeada de carvalhos que cheiravam a verão.
Aquele lugar, aquela sensação de estar ao ar livre era revigorante. O cheiro da terra e da grama, o som do leve farfalhar da grama ao mais macio toque do vento. Aquilo era tudo muito bom mas eu realmente não tinha tempo para desfrutas daquelas sensações.
Primeiro deveria me localizar, o sol estava pouco acima do horizonte, e minha barriga reclamava por comida.
Não tinha muito para onde seguir, nenhuma preferência ou ideia, então decidi ir por onde as árvores eram menos inóspitas, estando mais afastadas. Sendo para o Norte ou para o Sul a direção que decidi, deveria achar um rio e me hidratar. Se eu não achasse alguma aldeia ou o fim daquele bosque, poderia achar algum rio qualquer e seguir seu leito que certamente deveria haver uma aldeia ou casas no seu curso. Talvez alguém que pudesse me ajudar.
Segui andando de forma lenta para me cansar mais devagar, até que ouvi um ruido contínuo. Continuei andando e o som aumentou, logo concluí que deveria ser um rio ou alguma cachoeira, ainda podia ver o sol pelas copas das árvores.
Andei até o som preencher o bosque, as árvores começaram a ficar dispersas até que pude ver claramente um queda d'água. De onde estava não parecia muito alta, talvez dando no máximo duas vezes meu tamanho, caindo em um aglomerado de águas calmas, que seguiam por um riacho estreito.
A calma da lagoa era quebrada pela queda d'água, me aproximei e olhei para água vendo me reflexo sobre a sombra de uma árvore grande que cobria quase que um terço do lago. Era um árvore grande, tando que não conseguiria rodeá-la com meus braços, talvez nem duas pessoas pudessem.
A água era tão limpa que eu pude ver um peixe passando. Não aguentei e matei minha cede com as mãos, sentindo aquela água gelada descer com mel por minha garganta.
Fiquei satisfeito e resolvi tentar pegar algo para comer na água. Peguei um galho seco nas margens para usar como arpão, tirei as botas de couro e levante a calça até o joelho...
(O capítulo não acabou)
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