Os Novos Heróis

28 O Argo II quase é explodido - Silena


Notas iniciais
Oi pessoas lindas!!! Nos perdoem, por favor, pela imensa demora para postar! Estávamos sem ideias e ocupadas em outras histórias... Mas saibam que jamais abandonaremos a Os Novos Heróis! Ainda temos muitos planos para essa história... Bom, boa leitura! PS: vou começar a escrever com travessões, fica melhor mesmo. ~Annie

O Argo II quase é explodido (Silena)

Fiquei acenando para meus pais e as Stolls até eles desaparecerem no horizonte. Foi quando a ficha realmente caiu: eu estava com outras crianças viajando rumo a Paris. Não estávamos mais na segurança do acampamento. Estávamos por conta própria. Tentei não ficar pensando nisso para não ficar mais preocupada.

Comecei a caminhar pelo Argo II, observando a arquitetura (aliás, muito bem projetada) do navio, para me distrair. Desde pequena me interesso muito por arquitetura (influencia da mamãe). Eu estava na proa, analisando os mínimos detalhes do casco, quando ouvi um barulho.

Algo havia explodido.

Corri desesperadamente até a origem do som, imaginando o que poderia tê-lo causado. ‘Se o Luke tiver causado isso’, disse a mim mesma ‘Eu mesma faço ele explodir!’. Ok, eu estava nervosa.

Cheguei na cabine de controle e dei de cara com um bichinho azul. Não, não era um smurf, se foi nisso que você pensou. Mas eu preferia que fosse.

O bicho azul estava voando, dando piruetas no ar, e no momento em que entrei na cabine ele se chocou contra meu rosto. Eu e ele gritamos ao mesmo tempo e eu dei um passo para trás. Me recompus rapidamente do susto e fiquei chocada e confusa com a cena que vi.

Vários desses bichinhos azuis voadores voavam pela cabine, gritando e mexendo em diversos objetos e botões.

– Ei, ei, ei! – gritei, me aproximando irritada – O que pensam que estão fazendo?

Algumas criaturas azuis se viraram e olharam para mim com seus olhinhos pretos, fazendo com que eu reparasse nas caras estranhas deles. Enquanto eu tentava afastá-los, abanando as mãos e gritando, vasculhei minha mente, buscando perfis de todos os tipos de monstros e criaturas mitológicas de que eu já ouvira falar. Não encontrei absolutamente nada que se parecesse com aqueles coisos azuis e irritantes.

(Papai, sei que você adora coisas azuis, mas esses bichos são a prova de que nem tudo azul é legal.)

Os bichinhos voavam para todos os lados e riam sem parar, enquanto faziam a maior bagunça na cabine.

– Parem com isso! Sumam daqui! Desapareçam da minha frente! – eu gritei, tentando agarrar um deles pela perninha, mas ele desviou rapidamente, fazendo com que eu tropeçasse em uma ferramenta (que eles jogaram no chão) e caísse com tudo no chão.

Meu corpo inteiro estava dolorido por causa da queda. Eu estava estressada como nunca havia ficado antes. Minha vontade era amarrar todos os pestinhas azuis juntos e atirá-los no primeiro pico de montanha que surgisse no meio da viagem. Mas eu não sou má a esse ponto, e de qualquer forma, eu não conseguia segurá-los.

– Gente! Gina, Luke, Bianca, Harry, Zoe, Mônica, Reyna, Sammy! Qualquer um! – gritei o mais alto que pude – Alguém me ajude!

De repente senti um puxão na minha cabeça e ouvi as vozes irritantes.

– Hahaha! Puxa o cabelo dela!

– Hehehehe!

– Hey, o que esse botão faz?

– Parem. Com. Essa. Bagunça. Agora! – eu disse pausadamente, gritando no ‘agora’. As pestes azuis se assustaram e olharam para mim.

Pensei que finalmente conseguiria espantá-los de uma vez do navio, quando de repente um deles gritou:

– Atacar!

Todos os bichinhos azuis voaram em minha direção, me empurrando, puxando meu cabelo, tentando me carregar. Eu não sabia o que fazer. Estava desesperada. Não havia nenhuma arma a meu alcance e eu não conseguia fazê-los pararem de me atacar.

“O que eu faço? O que eu faço?”, gritei em minha mente, pensando loucamente. “Aposto que minha mãe saberia o que fazer. Pense, Silena, pense!”

Um bicho apertou um dos botões e Silena ouviu um som de explosão, como ouvira antes.

– Por que raios alguém faz botões para explodir um navio? Isso não faz o menor sentido! – gritei, sem falar com ninguém específico – Isso é completamente inútil!

Tive um clique no meu cérebro e comecei a esquematizar um plano. Eu precisava atrair todos os bichinhos azuis para um lugar e provocar uma explosão. Era arriscado. Tinha muitas chances de não funcionar. Além de não expulsar os bagunceiros do navio, poderia fazer o Argo II cair, e isso acabaria com a missão (sem falar na possibilidade de alguém morrer na queda, o que seria absolutamente horrível e minha culpa.)

Avaliando as possibilidades, decidi pensar em outra coisa. Um planos menos... ‘suicídio total’.

Eu estava começando a pensar na possibilidade de procurar um extintor de incêndio para distraí-los quando ouvi alguém entrar.

– O que está acontecendo aqui? – ouvi a voz de Mônica, que parecia chocada como eu estava no momento em que entrei. – AI! – ela gritou, quando um bichinho puxou seu cabelo ruivo.

– Finalmente alguém apareceu! – gritei para ela me ouvir, porque os pestinhas azuis estavam rindo e jogando coisas para todos os lados. – Como os outros não ouviram essas explosões?

– Me desculpe – Mônica respondeu – Eu estava com Festus e demorei a ouvir as explosões. Os outros... – ela foi interrompida por outra pequena explosão — ... estão explorando o navio, eu acho.

– Alguma ideia para sumir com essas pestes? – questionei.

– Não sou boa com planos... Estou pensando... Seria ótimo se num passe de mágica eles sumissem!

“Num passe... de mágica?” pensei, minha mente elaborando uma ideia. Dessa vez, uma ótima ideia. Arriscada, mas ótima.

Me aproximei de Mônica e lhe expliquei meu plano. Ela pareceu um pouco nervosa, mas sorriu e concordou. Então fomos por meu plano-nada-explosivo em prática.

Havia alguns pedaços de corda espalhados pelo chão. Sem que os bichinhos percebessem, peguei todos os pedaços. E depois de ter as cordas em mãos, preparadas, a parte mais difícil. Chamar a atenção dele, atraí-los para perto.

Mas de algum modo, eu sabia que conseguiria.

– Criaturas azuis! – comecei, com minha melhor voz de comandante – Venham todos até aqui!

Os bichos se viraram e me encararam, confusos.

– O que estão esperando? Venham! – gritei, por dentro torcendo para funcionar.

Eles simplesmente formaram pequenas filas e se aproximaram voando até ficarem bem na minha frente. Era minha chance. Não havia tempo para ficar impressionada com o fato de ter conseguido comandar os pestes.

Rapidamente corri em volta da pequena formação de criaturas azuis, enrolando-os com as cordas, e no final amarrei com um nó para garantir que não iriam fugir. O estado de obediência passou e eles começaram a grunhir e espernear, tentando se libertar das amarras.

Minha parte estava feita, para mim só restava torcer para que Mônica conseguisse fazer a sua. Se não conseguisse, eu não poderia culpa-la. Descobrira a pouco ser semideusa e mal sabia usar seus poderes. Mas era a melhor ideia que eu tinha, e não poderíamos deixar o Argo II ser explodido. E enquanto isso, os outros legados (surdos) andavam por aí, sem ter ideia do que ocorria.

Mônica parecia preocupada. Imagino que revistava sua mente em busca das palavras certas. (Deixe-me explicar: filhos de Hécate fazem magia em latim).

Fiz sinal para ela se apressar. Eu não queria pressioná-la, mas notei que os bichos azuis tinham garras afiadas. As cordas não durariam muito tempo.

De repente, o que eu temia aconteceu: eles conseguiram rasgar um pedaço de corda, ficando livres. Começaram a bater suas asinhas para fugir (ou voltar a bagunçar), quando de repente os olhos roxos de Mônica brilharam, com uma luz prateada, e ela estendeu uma mão na direção das criaturinhas.

– Discedere iam!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Comentem o que acharam, e se tiverem sugestões e dicas, falem com a gente ;)