Os Novos Heróis

18 A história de Mônica (Luke)


Notas iniciais
oi gente!
para quem queria saber mais sobre a Mônica...
espero que gostem!

Depois que a Thalia foi embora com a Mônica, fiquei me sentindo mal. Como a Zoe disse, Mônica provavelmente tinha uma história triste. Fiquei me sentindo um intrometido, principalmente depois de notar que seus olhos se encheram de água. Como todos ficaram olhando para as caras uns dos outros, resolvi ir ao chalé 8 falar com a Mônica. Continuava querendo saber sua história. Mas dessa vez seria mais sensível.

Fui em direção aos chalés. Não tinha quase ninguém por lá. Vi Thalia saindo. Dei uma espiada pela janela do chalé 8, lá dentro estava apenas Mônica. Entrei sem bater, silenciosamente, e fiquei observando-a. (Para deixar claro: a porta estava aberta. Eu nunca invadiria um chalé de Caçadoras). Mônica estava sentada em um dos beliches de baixo, mexendo em sua mochila. Tirou de dentro dela um pequeno porta retrato e segurou-o com as duas mãos. Ficou observando-o, e de repente lágrimas começaram a cair de seus olhos. Nesse momento, me senti realmente amargurado. Não queria ficar ali, vendo ela chorar sem fazer nada, então perguntei em voz baixa:

“O que foi?” ela meio que gelou no lugar e largou o porta retrato na cama. Sem se virar, respondeu com outra pergunta:

“Quem é você?”

“Sou o Luke. Irmão da Silena. Aquele que faz perguntas desnecessárias”

Ela deu uma risadinha e se virou um pouco, me espiando por cima do ombro. Tornou a se virar de costas para mim, ainda sentada.

“O que você veio fazer aqui?” perguntou, fazendo eu sentir que estava me intrometendo de novo.

“Vim falar com você. Pedir desculpas. E saber o que houve com você” respondi, me aproximando dela e pondo a mão em seu ombro “Se quiser me contar” acrescentei.

Ela se virou de frente para mim e segurou meu pulso, fazendo eu me sentar de frente para ela.

“O.K. Vou te explicar. Mas eu peço que não conte para mais ninguém, tudo bem?”

Sem questionar, balancei a cabeça em acordo. Ela baixou os olhos e começou.

“Eu morava em Manhattan com meu pai. Tínhamos uma casa simples e aconchegante, e nossa vida era tranquila e feliz.Eu sabia que era semideusa, mais nada. Eu nunca soube quem era minha mãe, pelo menos até 15 minutos atrás. Meus avós paternos já morreram e meu pai não tinha irmãos, éramos só eu e ele. Já tinham aparecido uns monstros em casa, mas meu pai deu um jeito neles, não eram poderosos nem nada. Eu era feliz. Mas então aconteceu, há umas três semanas. Era noite, nós estávamos em casa. Eu vendo um desenho na nossa pequena TV. Ele estava comigo. Estava tudo bem. De repente, ouvi uma batida na porta e uma voz sibilante. Uma voz de mulher. Meu pai pareceu reconhecer a voz, porque levantou do sofá afobado, com um ar nervoso. Mas eu estava meio desconfiada com essa situação e segui ele, ficando atrás dele quando ele abriu a porta. Ali na entrada estava uma mulher alta, de cabelos escuros, com olhos roxos como os meus. Ela sorriu ao ver meu pai, que a olhava como se não acreditasse no que via. Mas eu sei muito bem o que vi. Os dentes da mulher se transformaram em presas, sua pele começou a ficar verde e suas pernas começaram a se transformar em... caudas de cobra, se posso dizer assim, e surgiu uma espada em sua mão. Dei um grito e puxei meu pai, que parecia em transe. A mulher cobra começou a sibilar e ‘rastejar’ em nossa direção, chamando meu pai pelo sobrenome. Comecei a correr, e gritar para meu pai vir comigo. Começamos a correr pela casa, com a mulher atrás de nós, derrubando objetos por onde passava. Enquanto corria, procurava com os olhos alguma arma que pudesse usar. Acho que meu pai fez o mesmo. Estava correndo, assustada, quando ouvi meu pai gritar meu nome. Me virei e ele lançou uma faca cor de bronze para mim. Agarrei-a e percebi a intenção de meu pai. A dracanae, descobri que esse é o nome, havia pego ele com uma de suas pernas-tentáculos, e comprimia seu pulmão, sufocando-o. Com medo e raiva, ataquei o monstro com a faca , mas a criatura foi mais rápida e golpeou meu pai com sua espada, atingindo uma área próxima a seu pulmão. Sentindo as lágrimas escorrendo por meu rosto, enterrei a faca com toda a força que tinha bem no lugar em que costuma ficar o coração das criaturas, mas aquela nem parecia possuir um. A dracanae se desintegrou em pó, deixando apenas eu, uma garotinha suja e esfolada segurando uma faca, e meu pai, gravemente ferido. Larguei a faca e me agachei ao lado de meu pai, chorando, meu coração batendo descompassadamente. Eu sabia que ele não ia sobreviver. Mesmo se eu o levasse a um hospital, o que eu não conseguiria fazer naquele momento. Meu pai olhou em meus olhos e disse: “Na vida, você encontrará pessoas que gostam e se preocupam com você. Mas também encontrará monstros, que tentarão ao máximo te atrapalhar. Por isso, dou-lhe um conselho: Seja forte, querida, porque sei que corajosa você é.” Dizendo isso, ele segurou minha mão e fechou os olhos. Fiquei agachada a seu lado até sentir sua mão afrouxar na minha, um sinal para meu único medo: perder a melhor pessoa que conheci. Fiquei uma meia hora lá, chorando, sem querer aceitar que ele havia partido” finalmente Mônica fez uma pausa em sua narrativa, as lágrimas brotando em seus olhos (roxos?). Continuou “Me levantei, peguei minha mochila, coloquei lá os pertences mais importantes e fui ao quintal. Peguei a velha pá e cavei um buraco suficientemente grande, levei o carrinho de mão até meu pai e o coloquei sobre o carrinho, levando-o até o buraco. Enterrei meu pai lá, pus um lírio branco sobre o ‘túmulo’, era sua flor preferida, e fiz um pequeno epitáfio em uma pedra razoavelmente lisa: ‘Aqui jaz o melhor pai de todos’. Coloquei uma foto bem pequena dele ali e sai da casa, trancando a porta e jogando a chave num bueiro, para que ninguém mais entrasse lá.” olhei para seu rosto, sua expressão mostrava raiva e amargura “Fiquei vagando pela cidade por dias! Três semanas! Acabou o dinheiro, a comida, não tinha onde ficar... Até que as Caçadoras me encontraram. Thalia me ofereceu uma nova chance. Uma nova família. Me ofereceu amor... E eu aceitei. Virei uma Caçadora e nos tornamos irmãs. Então Lady Ártemis recebeu o chamado de Quíron, e agora estamos aqui” ela finalmente encerrou, e ficou olhando para mim, esperando uma reação. Mas eu não fiz nada. Não sabia o que dizer. Enquanto ela contava, imaginei-a sozinha pelas ruas de Manhattan. Sem onde ir. Sem ninguém para ajudar. ‘Zoe tinha razão’ pensei ‘Essa é uma história realmente triste’. Comecei a pensar em como eu deveria dar valor a minha vida, por ter meus pais e a Silena, e uma vida legal, e...

“Luke, você está bem?” Mônica perguntou, acabando com meus pensamentos. Olhei para ela. Seus olhos estavam vermelhos por causa das lágrimas. Notei que as bochechas ainda estavam molhadas e os olhos pareciam úmidos.

“Estou, eu... só não sei o que dizer” respondi, falando baixo “Eu não imaginava...”

“Que eu não tinha mais nada e por isso virei Caçadora?” ela completou “Pois é, foi isso” ela baixou a cabeça “Agora você sabe”

“Deve ter sido muito difícil para você...” tentei consolá-la “Eu sinto muito pelo seu pai...”

Ela levantou a cabeça e eu olhei em seus olhos. Ela parecia tão triste e sozinha... Me sentei a seu lado e abracei-a de lado, pondo as mãos em seus ombros. Ela aceitou o abraço e pôs a cabeça em meu ombro. Ficamos assim por uns minutos, até que ela se levantou, fazendo eu me levantar também.

“Luke... Obrigada por me fazer companhia e me ouvir... Você é um ótimo amigo” dizendo isso, ela me abraçou, e eu sorri.

“Disponha... Estarei aqui sempre que precisar” prometi “Seu pai tem razão... você realmente é corajosa”

Ela me soltou e deu um leve sorriso.

“Ei, enquanto não temos nada para fazer, quer conhecer o Acampamento?”

“O.K.”

Segurei sua mão e saímos do chalé 8, para ela conhecer o CHB.

Notas finais
que tal?
acharam triste? sem graça? gostaram? ou não?
R
E
V
I
E
W
S