Os Novos Heróis

29 Chegando em Paris - Harry


Notas iniciais
Um capítulo acabou de sair do forno! Espero que vocês gostem e COMENTEM!!!!

O Argos II é muito bonito e enorme! A Gina sabe mesmo restaurar coisas, meu pai me disse que era grande, mas eu nunca pensei que fosse tão grande assim.

Assim que o Acampamento saiu de vista, eu e os outros fomos explorar o navio – menos a Gina, que sabia todo o navio de olhos vendados, e ela tinha que ficar guiando.

Fui para o meu quarto – era uma porta com o meu nome na frente. Era um cômodo um pouco pequeno, tinha um armário de uma porta para colocar as minhas roupas, um espelho – antigamente, era o quarto da minha mãe, por isso o espelho – e uma micro cômoda pra colocar sei lá o que.

Deitei na minha cama e fiquei olhando para o teto. Pensando no que íamos enfrentar. Fiquei assim por um tempo, até que eu adormeci.

~*~

“Vejo que o pequeno filhote de Zeus está aqui” disse uma voz assustadora na minha cabeça.

Eu estava em nenhum lugar, literalmente, estava em uma caixa preta, sem nada.

– QUEM É VOCÊ?! – gritei para a voz.

“Tsc, tsc” a voz disse “vejo que não estudou muito não é garoto? Eu sou Cronos”.

Senti uma repio na nuca.

“Você é mesmo um descendente de meu ‘querido filho’ Zeus?” Cronos perguntou com um tom de desdém “Acho que não. Você é um fraco Grace. Tão fraco que a sua irmã teve que fazer uma estúpida promessa de te proteger... tsc, tcs”

– Como? – perguntei – A Rey...

“Sua irmã é muito corajosa Grace, diferente de você... ela daria a vida para salvar a sua, e você, o que faria por ela?”

Eu não estava entendo... minha irmã... dando a vida por mim? Mesmo não nos suportando, eu a amo, alem do mais, ela é minha irmã.

“Covarde. Você é um covarde, Grace, um covarde!” dizia Cronos com a voz mais fria a cada palavra “Ah... se eu tivesse forças o suficiente... pouparia o trabalho da sua irmã para protegê-lo... mataria-o agora!”

– POR QUE QUER ME MATAR? – gritei.

“Você... você tem um segredo... e eu vou descobrir esse segredo... custe o que custar.”

~*~

Acordei com um pulo, bati a cabeça no teto e vi minha irmã do meu lado, com um olhar meio preocupado.

– O que aconteceu Harry? – ela perguntou – Está todo suado. – passei a mão na testa, estava mesmo muito molhado.

– Nada, era só um pesadelo. – a respondi – Por que está aqui?

– Gina está convocando todos nós para uma reunião. – ela me respondeu me ajudando a levantar – Tem certeza de que foi só um pesadelo?

“Não, não tenho” pensei, mas respondi:

– Claro. – ela me olhou desconfiada, mas, deu de ombros e fomos para o convés.

–Chegamos, — Reyna disse com um sorriso – a beleza estava dormindo.

Todos estavam sentados em uma mesa retangular. A Gina estava na ponta, andando de um lado para o outro.

– Finalmente está todo mundo aqui! – ela exclamou – Sentem-se, sentem-se.

Fizemos o que ela mandou, logo depois, Reyna perguntou:

– O que está acontecendo?

Gina nada respondeu, apenas apontou para Mônica. A garota se levantou, colocou um saco em cima da mesa, Silena desamarrou o saco, dentro dele, tinha um bichinho azul, com orelhas pontudas, olhos negros, garrinhas afiadas e tinham o tamanho de uma caneta.

– O que são isso? – perguntou Sammy indo tocar em um deles.

– Não toque! – aconselhou Mônica – Ele é um diabrete, geralmente vive em Londres, estavam na sala de máquinas, e iam apertar um botão de “autodestruição”. – nessa parte, ela olhou de modo repreensivo para Gina, a loira deu de ombros e ela continuou – Eles só são controlados por magia, ou seja, por mim.

“O que intriga a mim e a Gina, é que esses bichinhos estão muito longe de casa. Eu pensei que... que... Cronos os mandou aqui, para apertar aquele mísero botão” ela olhou de novo para Gina “para nos destruir. Já que Londres é relativamente perto da França”.

Ouve um imenso silencio no navio.

“Será que elas estavam certas?” me perguntei.

Todos os presentes também pareciam que tinham esse mesmo pensamento.

Ficamos nesse silencio mortal, até a Si dizer que muito provavelmente não era isso e ir dormir.

De pouco em pouco, eles foram se levantando e indo cada um para seus respectivos quartos, até que sobramos eu e a Gina.

– Essa é só uma hipótese, certo? – perguntei.

– Claro... claro... – ela murmurou indo para o timão.

Eu, é claro, não estava acreditando em nada.

– Harry, vá dormir. – Gina me aconselhou.

– Você também... deve estar cansada.

– Tudo bem, — disse se virando com um sorriso – chame sua irmã, depois, vá direto para o seu quarto. – e se virou para o horizonte – Logo, logo vamos chegar.

Assenti e busquei a Reyna, ela foi para o convés e eu fui para o meu quarto.

Adormeci rápido e – graças a deuses – não tive sonhos.

~*~

Acordei com uma cabeleira morena de olhos cinzas me balançando e gritando:

– ACORDA PREGUIÇA! CHEGAMOS EM PARIS BABY! CHEGAMOS EM PARIS! PARIS! – era Silena.

Eu acho que murmurei algo como “Hã... o quê? Pipoca?” e a alguém jogou água em cima de mim.

– Eu disse: “ACORDA”! – ela berrou de novo – Você parece um meu pai.

– Ok, ok, ok, já acordei. Feliz? – disse bagunçando os cabelos.

– Muito, — ela disse sorridente – vamos, antes que eu chame o meu irmão e o faça jogar um tsunami em cima de você.

Bufei e me levantei.

Todos já estavam no convés, observando a paisagem.

“Uau!” “Olha lá” “O que os mortais estão vendo?” era o que eu ouvia quando me encostei na beirada do navio.

– Beleza! – disse Luke socando o ar – Paris, se prepare, os legados chegaram!

Notas finais
O próximo capítulo é da Annie, então... se demorarem culpem-na pela demora. COMENTEM OU EU FAÇO GREVE!!