Os Novos Aventureiros
2 Capítulo 02 - As Aventuras Nos Aguardam!
Notas iniciais
North Blue, Ilha Kohl. O dia estava fazendo muito calor. O vento soprava fraco naquele dia, talvez por ironia da vida, não ventasse, para que sofressem com o calor escaldante que ali reinava. O jovem Reion descansava ao pé de uma enorme árvore que com suas folhas verdes do outono, o refrescava. Pouco preocupado com a vida, Reion só esperava o tempo passar, para poder voltar para casa, e descansar novamente. Ele era um garoto tímido, e não tinha muitos amigos, tanto que seus únicos amigos são seu irmão mais velho, que o quase não o via, por está sempre trabalhando na base da marinha, e um rosto mal desenhado na árvore a qual descansara, a quem lhe deu o nome de Loppyn.
A vila estava calma e tranqüila, como de costumeira. Antigamente, invasões piratas faziam os moradores correrem loucamente por suas vidas, se esconderem para não acabarem morrendo nas mãos sujas daqueles piratas. Frequentemente a vila era saqueada por esses bandos sedentos por comidas e sakê. Mas há alguns anos atrás, a marinha instalou uma base na ilha, na tentativa de por um fim nas invasões piratas na ilha. O comandante da base é o general Hin, as invasões ainda continuam, porém com menos intensidade, pois Hin é conhecido por ter enfrentado vários piratas na sua longa jornada na marinha.
...
“Pare com essa idéia maluca! Ser marinheiro não é algo bom!”
“Mas mãe... Os marinheiros combatem os piratas malvados, eles estão sempre em busca da justiça, e fazem com quem os piratas, ladrões e outros malfeitores pagarem por tudo que fizeram de mal aos outros! Quero ser um marinheiro quando crescer... E olhe que não falta muito, daqui a dois anos irei fazer a prova para entrar na marinha!”
“Argh! Faça o que quiser! Mas espero que mude de opinião ao longo desses dois anos!” – Discutia Reion e sua mãe, coisa que já era rotineira.
“Não mudarei, você verá!” – Disse o garoto, pouco antes de abrir a porta de madeira da casa, e sair para seu lugar preferido da ilha... A árvore onde se encontrava Loppyn.
Reion tinha apenas 15 anos, e ao contrário dos outros garotos da vila, Reion já escolhera o que irá ser quando tiver maior: Um marinheiro. Pois ele acreditava que os marinheiros são pessoas boas, que sempre defendem os fracos, já que também acreditavam que todos eram os mais fortes e audaciosos guerreiros do mundo.
Tudo ocorria como costumava ser em Kohl. Pessoas para lá e pra cá; camponeses que passavam com cestas de frutas recém colhidas, acompanhados dos seus filhos, que seguirá a mesma profissão; marinheiros iam e vinham da base instalada na Ilha, outros começavam o seu turno do horário de vigia nas torres de vigilâncias; e Reion ainda descansara ao pé da árvore, gozando de sua fresca sombra...
No entanto, havia algo estranho acontecendo... Marinheiros que tinha acabado de sair dos seus turnos, passaram correndo da vila para a base da marinha. O alarme toca! O alarme estridente da marinha que avisam aos moradores sinal de piratas por perto.
— Há quanto tempo isso não acontecia? – Se perguntou Reion, se levantado e com uma cara de alegria, pois iria ver seus heróis em ação novamente, nem por um momento passou pela sua cabeça a derrota dos marinheiros, pensava apenas que os piratas invasores iriam cair mortos no chão, e sujar a areia com seu sangue.
Reion levantou-se e corria em direção a sua casa, porém no meio do caminho, ele resolveu voltar, e ir até a base, espiar um pouco a batalha entre os piratas e os marinheiros.
Um marinheiro que também ia em direção a base. Percebeu o que Reion queria fazer e deu-lhe uma bronca e continuou a corrida até a batalha. Reion apenas tinha voltado alguns metros, e voltou-se a ir até a base, correndo por trás das árvores e arbustos, que lhe escondia bem.
Reion chegara à base da marinha, mas tinha um alto muro cobrindo sua visão da batalha, apenas escutava tiros, gritos e barulhos de coisas quebrando. Reion correu para achar algum lugar para observar a luta, até que encontrou um buraco no muro, feito por um tiro de canhão, perfeito para assistir tudo que estava acontecendo ali. Viu marinheiros e piratas caídos; muito sangue no chão; armas de fogo e espadas espalhadas. Parte do prédio da marinha estava destruída, Reion não sabia quem estava ganhando a guerra, via apenas o caos.
Hin, o poderoso general da base, andava em direção ao centro do campo de batalha, enquanto um pirata alto, aparentando ter uns 46 anos, cabelos rebeldes e ruivos, e acima da cabeça, um chapéu preto de tamanho médio, vestia-se com uma camisa branca (Agora, vermelha de sangue), uma calça preta e longa, e estava descalço, se dirigia ao encontro do general...
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