Os Mutantes: Duplo Destino
33 A Proteção - Parte 4
Já era quase meia-noite quando Claude e Renata chegaram em casa.
— Bem, acho que está tudo certo agora... Amanhã será o grande dia. — Disse Claude.
Renata se virou para ele.
— Então... Acha mesmo que pode derrotar o Cris?
Claude passou a mão em seu rosto.
— Eu não tenho certeza... Acho que o destino é quem vai decidir.
Alguns segundos depois, alguém bateu na porta de seu apartamento. Claude se aproximou da porta.
— Quem está aí?
— Sou eu! It's me! — Respondeu César, do outro lado.
Claude abriu a porta.
— Doutor... Já é bem tarde, ainda está pesquisando sobre o Mx?
César respirou fundo.
— Claude... É melhor você se sentar. Eu tenho muita coisa pra falar pra você...
Renata pensou.
— Vocês... Querem que eu espere no quarto?
César negou com a cabeça.
— Não, você pode saber também.
Dito isso, Claude e Renata se senataram em um dos sofás. César se sentou no outro.
— Claude... Preste muita atenção no que eu vou dizer...
César contou tudo para Claude. Desde o momento em que ele e Vavá foram até a casa do Doutor Rogério até toda a revelação por trás do Mx. Tudo aquilo fez Claude fechar sua mão com força.
— Então... O Mx foi ideia do meu irmão...
— Sim! Correct! — Disse César.
Renata baixou a cabeça.
— Ele sabia que as mutações podiam trazer perigo para pessoas normais... E antes de morrer pediu para que a droga fosse estudada...
César colocou a mão em seu queixo.
— Claude... A droga foi criada por esse Doutor Rogério... Mas a ideia inicial veio do seu irmão, Guilherme Fernandes.
Claude ficou com raiva ao ouvir aquilo.
— Então eu tenho mais um motivo para vingar a morte do meu irmão!
César se espantou.
— Vingar a morte dele?
Claude respirou fundo.
— Amanhã a noite... Renata e eu vamos até a Ilha dos Mutantes. Eu quero encontrar o Cris... E fazê-lo pagar por tudo que ele fez!
César se levantou.
— Bem... Eu acho que a minha missão terminou por enquanto. Eu vou conversar com o Rogério para que ele me ajude a tornar a vacina contra mutações genéticas disponível para a população.
Claude se levantou e guiou César até a porta.
— Doutor... Obrigado por tudo.
César riu.
— Sem problemas, Claude... Mas por favor, tome cuidado com suas decisões.
— Eu vou...
César se despediu e Claude fechou a porta. Renata se aproximou dele.
— Claude...
Claude interrompeu Renata, erguendo sua mão.
— Eu sei o que estou fazendo, Renata... Amanhã vai ser o dia em que um de nós irá morrer... Serei eu... Ou o Cris!
Enquanto isso, a campainha tocou na casa de Pepe. O mesmo foi atender.
— Já vou!
Pepe abriu a porta. Beto entrou.
— Pepe, é urgente! A Maria e o Marcelo estão aqui?
— O quê? Sim, estão...
Maria e Marcelo se aproximaram.
— O que houve, Beto? — Perguntou Marcelo.
— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou Maria.
Beto acenou positivamente.
— Aquele homem, o Claude... Eu descobri o que ele quer...
Os dois se espantaram.
— Descobriu?
— Sim, descobri... Ele quer matar o Cris.
Maria e Marcelo levaram um choque.
— Matar o Cris?! — Perguntou Maria.
— Mas por quê? — Perguntou Marcelo.
Beto negou com a cabeça.
— Eu ainda não sei... Mas eu ouvi ele e a Renata conversando, eu acho que eles vão para a Ilha dos Mutantes amanhã a noite.
Marcelo se virou para Maria.
— Nós temos que impedir que isso aconteça!
— Eita lelê... Ou ele vai matar o Cris, ou o Cris vai matá-lo... — Disse Maria.
Tatiana e Érica que estavam ouvindo a conversa, se aproximaram.
— Ele vai matar o Cris?! — Perguntou Érica.
Tatiana riu.
— Não vai adiantar... O Cris é muito forte, lutar com ele é suicídio.
Marcelo se virou para Tatiana.
— Tati, nós ainda não sabemos do que esse homem é capaz. E além do mais, como estávamos dizendo, essa luta vai terminar em alguma morte se não fizermos alguma coisa.
Tatiana pensou.
— E se a gente for até a Ilha dos Mutantes e falar com o Cris?
Maria pensou.
— Eu estou mais preocupada com a Renata. Ela se juntou com aquele homem e pode acabar entrando em perigo por causa dele.
— Se ele pretende fazer isso amanhã a noite, ainda temos tempo. — Disse Érica.
Marcelo acenou com a cabeça.
— Beto, muito obrigado. Nós vamos pensar no que fazer.
Beto apertou a mão de Marcelo.
— Tudo bem! Eu sei que a Liga do Bem sempre sai vitoriosa.
Beto foi embora. Pepe se aproximou de Maria e Marcelo.
— Parece que vocês ainda tem mais uma missão pela Liga do Bem.
Maria se virou para Pepe e sorriu.
— Sim, pai... Mais uma vez, a Liga terá que entrar em ação!
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