Os Mosqueteiros
11 Capítulo 11 – Batalha dupla na cidade dos aviões
– Ei, ali é uma sorveteria, quer ir lá? – Zero estava tentando fazer amizade com a garota, mas ela o ignorou e continuou andando.
Enquanto isso, em outro local da cidade...
– Totodile e Golduck, usem Water Gun! – Os pokemons atacaram, mas ambos eraram.
– Kirlia, Flamethrower. Stantler, use Stomp! – Os dois agiram em sincronia, como era de se esperar, os dois pokemons aquáticos desviaram do fogo, infelizmente Stantler atingiu Golduck com suas patas, lhe causando dano. Leah teve uma contração involuntária.
– Golduck, você está bem? – O pokemon se levantou e confirmou. – Que bom... – Ela ficou aliviada, mas mantinha uma mão no peito. -Muito bem, use Aqua Jet na Kirlia! Totodile, Bite no Stantler, não deixe ele interferir!
Conforme ordenados eles avançaram. Totodile morde a pata de Stantler o fazendo se sobressaltar enquanto Golduck avançava envolto numa camada de água. Kirlia sofreu um bom dano, mas Totodile era muito pequeno.
– Stantler, mostre para ele o quão perigoso é se manter perto das patas de um alce. — O pokemon pisoteou o pequeno com a pata livre e depois o chutou para longe. Leah sentiu um aperto no coração e começou a avançar na direção do pokemon ferido.
– Não! Totodile...
– Leah, você está bem? Você não pode invadir o campo. – Erik a avisou. Ela estava quase invadindo o campo para cuidar do pequeno. – Você quer parar o combate? Está tudo bem se quiser. – Ele havia ficado preocupado com a expressão dela.
– Não vou. Totodile, vamos lá! Use Bite no Stantler de novo! Mas garanta que ele vai sentir uma boa dor dessa vez! – Totodile se levantou e avançou mordendo o pescoço do pokemon. Dessa vez não tinha como um Stomp afetá-lo. – Golduck, prepare-se para usar Aqua Jet. Totodile, mostre sua força e faça esse Stantler voar!
Em outra parte da cidade, Zero tentava se tornar amigo de Lizzie de todas as formas possíveis. Ele tentou comprar bichos de pelúcia, doces, de tudo. Mas era sempre ignorado.
– Ei, parece que ali tem muitas pessoas né? – A garota apontou para uma multidão. Eles aparentavam estar vendo um noticiário.
Os dois se aproximaram e as notícias estavam passando. Uma delas era muito peculiar.
– Recebemos notícias de que um homem foi avistado em Unova andando junto de um pokemon enorme e negro. Relatos de testemunhas diziam que o pokemon parecia ser uma gigantesca sombra. De acordo com os estudos dos professores e cientistas, esse pokemon poderia ser um Darkrai, mas é impossível dizer se isso sequer é possível já que.... – O resto da frase foi perdida por Zero.
– O que?! Ele conseguiu um Drakrai? É impossível! – A garota estava chocada com a notícia que ouviram.
– Ei, você está bem? O que quer dizer? – Ela parecia ter despertado de um transe e reparou onde estava. A garota saiu correndo no meio da multidão. – Volta! Você vai se perder!
Zero começou a abrir caminho pelas pessoas, era bem difícil. A garota apareceu de repente ao seu lado.
– Droga! O que foi que você fez?
– Eu vi alguém que eu conhecia. Fiquei sabendo que meus pais voltaram para Unova. Eles vieram aqui apenas para tentar me encontrar caso eu lembra-se da minha avó.
– Então eles estão em Unova? Que sorte, eu e o Alex estamos indo para lá de avião. Vamos avisar os outros, que tal? – A garota concordou e foi na frente correndo. Zero teve que correr para tentar alcança-la.
– Golduck! Use Aqua Jet e acabe com o Stantler! – O Stantler tinha sido arremessado ao ar pelo pequeno pokemon que parecia exausto pelo esforço. O alce recebeu um golpe certeiro que o derrubou ao chão.
– Estou surpreso com a força dele. Kirlia, Magical Leaf! – A pokemon invocou folhas magicas que explodiram nos dois pokemons. Totodile foi nocauteado e Golduck estava fraco.
– Totodile! – Leah havia se curvado na direção do pokemon. – Golduck, aguente firme! – Ela parecia que ia começar a chorar. Erik começou a ficar muito preocupado. O Stantler de Alex se levantou.
– Stantler, use Solarbeam para acabar com isso.
Ele começou a canalizar a energia do sol no meio dos seus chifres. O raio lançado acertou Golduck e o incapacitou.
– Fim! A vitória é de Alex. – Erik anunciou. Leah caiu de joelhos.
Erik se adiantou à garota. Ela estava chorando.
– Ei, Leah, você está bem? – Erik se agachou ao lado dela e colocou um braço nas costas dela. Ela se inclinou sobre ele. Alex se aproximou.
– E não é que eu estava certo. – Ela se levantou e ficou muito irritada com o comentário. – Você não foi feita para lutar. Você é uma boa treinadora e seus pokemons são incrivelmente fortes. Mas a luta não é pra você, você é muito boa e preocupada com o bem estar de todos. – Ela se acalmou e concordou.
– Eu não gosto muito de batalhar mesmo. Sempre que vejo algum dos meus pokemons se machucar, é como se algo doesse em mim também e eu fico imaginando, se em mim já dói tanto, neles deve ser muito pior. Por isso sempre evito lutar. Mas, se é necessário, com certeza darei o máximo de mim. – Ela ficou séria e encarou Alex, que apenas sorriu.
– Batalhas são uma das maneiras de pokemons crescerem e se tornarem mais fortes. Mas acredito que você tem algum método especial. Continue assim, quem sabe um dia seu Totodile não lance um Snorlax para os céus?
Eles foram ao centro pokemon mais próximo. Na saída, encontraram com Zero e Lizzie. Eles contaram o que Lizzie descobriu.
– É isso é ótimo! Estamos indo pegar um avião para Unova daqui a uma hora. Podemos ir todos juntos. – Zero começou a rir e Alex o acompanhou.
– E ai, o que acham? Será que vão aguentar ficar juntos deles mais um tempo? – Erik apontou pros dois que conversavam “Por que você começou a rir?”, “É divertido!”
– Suponho que não vá matar ninguém. – Lizzie comentou apesar dos dois estarem rindo novamente.
“A nossa viagem está perto do fim pelo visto.”, Erik pensou enquanto todos iam em direção ao aeroporto. “Um dia ainda vou querer ver eles novamente, são ótimos amigos.”
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