Os Mortos Também Amam - Livro 1
21 Ódio
Notas iniciais
E vamos para mais.
Não podia acreditar em como Damon podia ser tão diferente do irmão, seu tio Stefan. Este era tranquilo, amoroso e não conseguiria fazer mal a ninguém sem pelo menos um motivo forte. Damon era asqueroso e desejava que ele estivesse a milhares de quilômetros dali, longe de Forks, longe de seus amigos, dos seus tios e principalmente longe dela.
Bella manteve-se acordada em seu quarto na penumbra. Sabia que seus tios estavam na sala também esperando por Damon. Estava sentada imóvel, forçando-se a se manter quieta, controlada. Ouviu o som de carro na frente da casa e da janela foi olhar. Era o carro de Damon, viu quando ele saiu parecendo tranquilo e despreocupado e entrou na casa. Bella desceu as escadas determinada a questioná-lo sobre Caroline.
- Damon, precisamos conversar. — Ouviu a voz de Stefan quando atingiu as escadas.
- Bella, deveria estar dormindo. — Helena falou enquanto ela entrava na sala e Damon encarava todos ali percebendo que algo acontecera.
- Reunião familiar? Está um pouco tarde para isso não acham? Damon sentou-se com as pernas esticadas e cruzadas no sofá.
- Quero ver o que ele tem a dizer. — Cruzou os braços na frente de Damon.
- Sobre...? Damon pôs as mãos atrás da nuca parecendo ainda mais despreocupado.
- Sabemos que esteve com uma garota da escola. — Helena disse.
- Ahhh sim. — Fechou levemente os olhos olhando para Bella. — Estive com algumas, conversando na festinha.
- Estamos falando de Caroline. Você saiu com ela. O que fez? — Bella estava impaciente.
- Isso não lhe diz respeito. — Falou seco.
- Damon... Helena temeu pela garota.
- Não quero receber sermões sobre a minha alimentação. Mas se querem saber mesmo... Dei uma provadinha. — Ele piscou para Bella e ela sentiu-se ultrajada. — A garota está bem e em casa. — Completou.
- Você é um miserável. — Soltou.
- Não falaria assim de alguém que salvou sua pele esta noite. Deveria me agradecer e permanecer com essa boca petulante em silêncio.
- Agradecer?
- Não é que soube de algumas coisas sobre você com a loira? — Bella paralisou. Será que ela contou sobre a surra que levou? Será que esse desgraçado contaria para seus tios? Damon levantou e caminhou lentamente em volta dela.
- O que soube? — Stefan perguntou e Damon sorriu cínico.
- Que sua sobrinha é quase um perigo público e que precisa de pulso firme. Deveria rever sua autoridade meu irmão. Ela escondeu de você que atacou Caroline na frente da escola.
- Atacou? — Helena aproximou-se.
- Você precisa me mostrar seus golpes. Fez algum tipo de luta? — Perguntou divertido. Se for boazinha posso até ensinar algumas coisas que eu sei isso se seu tio não achar problema.
- Você não fez isso... — Stefan perguntou para ela. Bella tentou balbuciar um não, mas não saiu nada. — Falamos sobre esse tipo de coisa. Não se deve agredir ninguém.
- Ela procurou isso. Sabe o que ela fez tio. — Defendeu-se.
- E nós a desmascaramos, não precisava de mais nada.
- Como se ela não tentasse outra coisa. — Rebateu.
- Violência só gera a violência. — Helena disse.
- Que discurso antiquado. — Damon se meteu.
- Damon... — Helena ia repreendê-lo.
- Mas neste caso, esta certa Helena. Soube que a garota e suas amigas planejavam te encurralar e dar o troco.
- O que? — Bella perguntou.
- Pois é... Mas, eu... — Apontou para si mesmo gabando-se. — Não deixei. E mais, fiz com que elas esquecessem a ideia. Não precisará se preocupar com elas.
Bella permaneceu olhando para ele sem saber o que pensar e muito menos o que dizer. Damon fez aquilo, mas por quê?
- Por que fez isso? Balbuciou.
- Para que fique me devendo para o resto da vida. Foi o que lhe veio na cabeça naquele momento, mas se parasse para pensar não sabia a resposta.
- Eu preferiria ser espancada então. — Bella disse raivosa. — Eu poderia dar conta. — Damon riu.
- Chega com isso tudo. — Stefan pediu autoritário. Bella, deixe-nos a sós. — Ela não protestou, subiu querendo ficar longe de Damon e do seu sorriso cínico.
- A garota... — Stefan falou para o irmão.
- Apenas um lanchinho. Damon piscou. Ela ficará bem. — Helena piscou sem acreditar no que ouvia e Damon subiu para seu quarto rindo. Stefan olhou para cima pedindo clemência a qualquer força maior que existisse.
Depois daquele dia, Bella tornou-se ainda mais reservada com relação a Damon. Ela não queria ter que falar mais do que o necessário com ele. Damon a irritava de tal maneira que ela perdia totalmente o prumo e acabava ficando sempre sem sua razão. Decidiu conter-se a partir daquele momento. O sentimento que cultivava por ele estava cada dia pior. Irritação, ódio por ele entrar em sua vida e ameaçar tudo.
Só não conseguia entender porque Damon hipnotizara as meninas para que a deixassem em paz, com certeza por Helena. Ele só não queria que a sua tia ficasse preocupada ou triste. Notara que Damon sentia um afeto muito grande por sua tia e a respeitava. Também, depois de tudo o que aprontara com ela, ele só poderia tentar se redimir agora.
Mesmo sabendo que não fora naturalmente, ela gostara que as líderes de torcida idiotas enfim a deixaram em paz. Mas estava preparada caso o truque de Damon falhasse, elas também levariam uma bela surra se tentassem se aproximar. Suas amigas só comentavam sobre a beleza de seu primo e ela sempre tentava desconversar e dizer que Benn era muito mais interessante.
Depois do luau, ela viu Benn apenas uma vez quando passara na casa de Hiley. Notara que ele estava muito pensativo, a expressão séria como se tentasse decifrar algo muito difícil. Viu essa expressão algumas vezes na primeira vez que se viram, mas naquele momento estava mais nítido. Deixou passar isso, afinal o garoto estava passando por dificuldades, talvez estivesse pensando em sua saúde ou algo parecido.
Todo esse tempo, Damon continuara a tentar obter pistas sobre Klaus. Stefan tentava ajudar também, mantendo-se atento. Alice constantemente era chamada para ver se previa algo, mas nada era visto. Stefan e Helena já estavam achando que Klaus não estava na cidade e relaxaram um pouco mais. Damon, no entanto estava intrigado, Klaus não desistira assim. Seu irmão e sua cunhada estavam querendo convencê-lo de que Klaus não estava mais entre eles e então ele considerou ir embora da cidade. Estava conversado com Stefan em seu quarto, ele olhava para fora através de sua janela.
- Fique um pouco mais. Seu irmão pedira. Viu uma moto aproximando-se, era Riley o garoto sem graça, e Bella na garupa. Ela desceu e entregou o capacete a ele. Eles se despediram e Bella entrou em casa depois que ele partira.
- Sim, claro... Ficarei. Sua resposta veio impulsionada não sabia de onde. Mas ele tinha certeza de que deveria permanecer ali.
Stefan sentiu o afeto que Damon estava começando a cultivar por Bella e ficou feliz pelo irmão estar abrindo seu coração. Talvez ele se sentisse como um tio para ela. As coisas tomariam um bom rumo.
Damon notara a mudança de Bella que a cada dia ficava ainda mais fechada quando se tratava dele e não discutira nem por um momento, mesmo quando ele tentara. Aquilo o fez ficar mais determinado em atingi-la, queria ver novamente aquele lampejo em seus olhos, o que o fascinava. Tinha que admitir que ela também era boa com as palavras e muitas vezes o deixava sem respostas, outra coisa que o fazia se divertir.
- Estou impressionado. — Falara com ela quando estavam a sós. Helena não havia chegado e Stefan tinha ido caçar. Bella estava assistindo tevê e continuou mudando de canal totalmente entediada, mas não respondera nada a Damon sentado ao seu lado. — Estou quase há dois meses aqui e você está se comportando tão bem... — Desdenhou. — Não houve mais nenhuma ofensa, nenhum cinismo, nenhuma acusação. — Ele a olhou observando-a. — Sinto-me quase invisível para você.
Bella remexeu-se no sofá, ela sabia que estava sendo provocada. Porém, estava decidido que iria decepcioná-lo, ele não a deixaria mais sem prumo. Damon não era nada para ela e não a afetaria tanto assim.
- Não acho que tenha sido agradecimento por livrar você de uma surra. Acho que não. — Pareceu pensar. — Acho que está mesmo de saco cheio de mim. Está se controlando por que eu consigo irritá-la facilmente e não quer dar o braço a torcer. Deve estar usando de psicologia reversa. Vou fingir que não estou nem aí pra ele e então ele some. — Damon riu e Bella então olhou para ele pela primeira vez. Ver seus olhos avelã fitando-o o paralisou com o brilho que vinha deles.
- Por que... Por que se esforça tanto para me irritar? — Ele sorriu docemente.
- Porque a minha existência é um tédio. E você é a primeira humana há muito tempo que fala de igual para igual comigo. É tolice, mas é admirável.
- Espero que saiba lidar com decepções. Não pretendo ser o seu passa tempo. Deixe-me em paz. — Ela levantou-se e subiu para seu quarto.
- Não... — Viu-se balbuciando.
Não podia deixá-la em paz e nem sabia o porque. Era estranho... Mas não pensaria nisso agora. O que mais queria era se divertir. Já que Klaus não dava o ar de sua graça, ele teria que se manter ocupado de alguma maneira e irritar Bella pareia um ótimo passa tempo.
Viu uma boa oportunidade quando Stefan saíra novamente para uma pesquisa de campo com alguns alunos. Bella viria sem ele, e então decidiu fazer uma visitinha ao Lar dos Espartanos. Damon a esperou do lado de fora da escola, todos que saiam olhavam para ele curiosos e admirados. As garotas não paravam de cochichar e sorrir para ele, que retribuía.
Caroline aproximou-se. Tinha se alimentado dela e a feito esquecer, só que apenas a parte dele ser vampiro. Os beijos e carícias trocadas não foram esquecidos, Caroline se lembrava da noite de paixão que tivera com ansiedade por mais e gabava-se com a amigas. Ela se manteve quase obcecada com essas lembranças. Para ela não havia outro homem que se comparasse a Damon. Mas ele não quis mais vê-la e ela sentiu-se intimidada em procurá-lo. No entanto, ele estava ali agora e sabia que era por ela.
- Damon. Você por aqui? — Falou sorrindo toda boba.
- Resolvi dar uma olhada.
- Vamos sair? — Perguntou maliciosa. Damon a olhou com o rosto inclinado pensativo.
- Tenho outros planos. — Ele saiu da presença de Caroline, deixando-a completamente sem jeito e ofendida. De tão irritada, foi embora rapidamente sem nem querer saber quais os outros planos dele.
Bella estava saindo com Emily e Leah ao seu lado. Estavam conversando e não viram quando ele se aproximou. Quando notaram, já estavam em cima dele, ele as encarando de uma a uma e todas encantadas com seu rosto divino.
- Olá, prima. — Sorriu.
- Damon... — Bella balbuciou sem entender o que ele estava fazendo ali.
- Não me apresenta? — Perguntou divertido. Ela lançou para ele um olhar de aviso. — Ok, Sou Damon Salvatore. — Ele apertou as mãos das meninas que suspiraram ao se apresentarem também. — É um prazer conhecê-las. Vocês são muito bonitas.
- Obrigada. — Falaram e riram.
- Damon, porque não vamos? — Bella perguntou segurando-o pelo cotovelo. Aquilo foi estranho, pois sentiu uma pequena descarga passar por sua mão, o mesmo foi sentido por ele que se deixou guiar por ela. — Nos vemos depois meninas. — Falou por sobre o ombro. Perto do carro dele ela parou e o encarou carrancuda. — Qual o seu plano?
- Ora, nada. Estava passando e resolvi te oferecer uma carona. — Disse parecendo um anjo.
- Não vai se aproximar delas. — Falou com os lábios quase cerrados.
- Não pode me impedir.
- Vá embora. — Pediu.
- Mas estava falando sério sobre a carona. — O riso dele fez com que suas palavras parecessem sem valor.
- Dispenso. — Bella caminhou para fora do estacionamento deixando-o lá. Ele ficou bastante irritado com essa dispensa dela.
Enquanto se permitia arder de raiva por ser dispensado justo quando queria mesmo dar uma carona a ela, outra garota se aproximou dele. Ele viu ali uma maneira de extravasar o que estava sentindo. Ofereceu uma carona a ela que aceitou.
No meio do caminho Riley alcançou Bella e eles dois seguiram para o lugar preferido dele. Bella estava irritada por Damon querer intimidá-la daquela forma, só mesmo passando um tempo com Riley para esquecer aquilo. Mais tarde os dois voltaram para a cidade e eles viram o carro de Damon encostado e abandonado na estrada. Bella estranhou aquilo e pediu para Riley parar.
- Damon está aqui. — Ela disse.
- O que estaria fazendo dentro da mata? — Perguntou e Bella imaginou o que seria, mas queria ter certeza.
- Fique aqui. — Saiu da garupa da moto. — Vou ver o que ele está aprontando, mas não quero que vá.
- Porque não? — Riley não entendeu.
- Riley, por favor.
- Bella não gosto disso. Teve um mau pressentimento.
- Confie em mim. — Pediu e ele teve que deixá-la sumir entre as árvores.
Bella não precisou andar muito, logo pôde ver Damon debruçado sobre uma garota que ela via sempre na escola. Ele estava alimentando-se dela. Seu rosto estava entre a curvatura do pescoço dela. Ele sentiu a sua presença e ergueu a cabeça em sua direção. Ao ver a expressão chocada dele sorriu. Bella viu seus lábios manchados de vermelho e seu estômago contraiu. Sem esperar mais nada imediatamente retomou o caminho de volta.
- O que houve? — Riley quis saber ao vê-la voltar tão depressa e subir na moto.
- Vamos embora. — Falou aflita. — Vamos embora e não quero falar sobre isso.
- Como não, Bella? O que houve? — Estava alarmado.
- Riley, por favor. — Ela tentou pará-lo com os questionamentos.
- Ele está bem? — Perguntou preocupado.
- É, está... Por enquanto. — Falou raivosa.
Riley relutantemente a deixou em casa. Bella parecia nervosa e ele ficou apreensivo. Mas ela disse que queria ficar sozinha. Na verdade ela queria mesmo esquecer que vira Damon alimentando-se de uma menina.
Logo depois ouviu um carro chegar. Imaginou que seria o vampiro desgraçado. Teria que fazê-lo se afastar da cidade, logo ele poderia machucar alguém mais próximo dela e ela não o perdoaria. Parecia que ele não tinha princípios e estava cansada disso. Queria-o longe. A porta abriu-se a sua frente e Damon parecia indiferente ao que acabara de fazer. Ela estava bastante irritada, na verdade sentia-se irada com aquele ser desprezível que estava em sua frente.
- Eu o odeio, Damon. — Ele sorriu ironicamente.
- Você não é a única, princesa.
- Como... Como pôde fazer isso? — Sua voz se alterou.
- Quer mesmo que te explique? — Ele se aproximou um passo dela.
Bella não acreditou em quão irônico ele podia ser. Não existiria nada de humano nele? Parecia que não. Ela levantou o punho e com toda a força lançou-o para o rosto de Damon. Ele, no entanto segurou o seu pulso, mantendo-o a centímetros do seu rosto. Os olhos dele se estreitaram e ela sabia que havia feito algo impensado. A raiva a dominou novamente e tinha provocado a fera com vara curta. Mas ela não sentia medo dele, a única coisa que a movia era a vontade de atingi-lo e provocar nele alguma dor. Damon inclinou a cabeça ligeiramente para a direita ainda a fitando.
- Mau passo... Mau passo. Pretendia mesmo me atingir? Pensei que fosse mais esperta. — Damon sorriu deixando Bella ainda mais raivosa. Ela fechou o punho esquerdo e tentou novamente. Como da primeira vez ele segurou seu braço num reflexo. Bella se debateu para se livrar da prisão das mãos firmes e geladas de Damon, ela tentaria novamente, sua raiva tinha que ser liberada de alguma forma. Damon parecia divertir-se em vê-la fora de si. Ela se debateu mais e Damon a prendeu apertou mais o seus pulsos, ela sentiu dor e gemeu.
- Quieta! — Ele ordenou. — Vai se machucar. — No entanto Bella não escutava. — Isabella, fique quieta! — Ele falou mais alto e a sacudiu.
Bella parou, obedecendo-o, sua respiração estava descompassada, seu peito subia e descia ligeiramente. Damon continuou olhando para ela e o ar de diversão já não estava nos seus olhos. Ele não sabia o que estava acontecendo. Primeiro sentiu-se irritado por ela ter visto aquela cena minutos atrás e depois diversão ao vê-la dando um ataque de raiva. Depois que a tocou e a sentiu tão perto de si ficou perdido.
Ela pôde notar que ele a olhava de outra maneira, era quase com doçura. Devia estar enganada, aquele ser não tinha a capacidade de tal sentimento. Ele não parava de admirá-la, seus olhos cor de avelã eram tão límpidos e sinceros, seus lábios carnudos e avermelhados o hipnotizavam. Sentiu a sua respiração alterar-se como a dela. Bella também notou isso, era como se tivesse corrido léguas, mas ela sabia que ele não era humano e que, portanto aquela reação era estranha para ele.
Damon deu mais três passos para frente fazendo com que ela se movesse também. Bella ficou confusa e ele pôde ver isso em seus olhos. As suas costas agora estavam apoiadas em uma parede fria e as mãos de Damon libertaram seus pulsos e foram para seu rosto. Ela não conseguiu evitar um tipo de grito de susto quando ele fez isso.
Ela notou novamente a beleza dele, não poderia ser de outra maneira levando-se em consideração o que ele era. Um vampiro, alto e moreno, de cabelos escuros levemente cacheados, olhos azuis, olhos de gato, nariz reto e boca fina, porte atlético e havia o charme não apenas do que ele era, mas também o charme vindo da Itália. Quando ela voltou a prestar atenção na expressão dele, constatou que não deveria ser muito diferente da dela. Ele parecia confuso olhando pra seu rosto.
- Que diabos! — Ele exclamou sem retirar os olhos dela. — O que está fazendo comigo?
Ela não poderia ficar ainda mais confusa do que isso. Damon de repente a soltou e desapareceu. Bella olhou para os lados tentando ver em que direção ele foi, mas não enxergou nada. Ela não tinha se movido nenhum centímetro, apoiava-se ainda na parede. Notou que estava trêmula, não sabia se por raiva, ou por medo da reação dele. Tentou acalmar sua respiração e esperou que seu corpo voltasse ao normal e começou a caminhar em direção ao seu quarto.
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