Notas iniciais
Bella esta crescendo e se revelando muito sapeca.
Vamos ver um pouco mais disso.

Bella crescera rapidamente e nem Stefan, nem Helena acreditavam em como a menina deles estava tão linda. Parecia que fora ontem que os dois a pegaram nos braços pela primeira vez. Os Cullen os visitavam menos, pois andavam muito preocupados com Edward que estava cada vez mais distante tendo que ficar ao lado de Tânia, pois ela voltara a se alimentar de sangue humano em um ataque de raiva depois de uma briga que tiveram.

Bella agora era uma adolescente, cheia de vida e era contagiante. Seus tios tinham que ficar o tempo todo de olho na garota que sempre aprontava alguma peripécia. Tudo o que Bella queria era viver, e queria muito mais permanecer em um lugar mais tempo do que normalmente ficava.

Depois da escola ela deveria ter voltado para casa. Para todos os efeitos Bella era a irmã caçula de Stefan que era casado com Helena. Stefan e Bella tinham ficado órfãos e ele cuidava de sua irmãzinha desde então. Vieram de Oklahoma dispostos a viverem em uma cidade pequena depois que ele recebeu uma proposta de trabalho na escola da cidade.

Na realidade, Stefan era muito protetor e queria sempre ter Bella ao alcance de seus olhos. Porém, Bella aproveitou que Stefan fora na sala dos professores e saiu correndo para o estacionamento. Ela parou logo depois que sentiu a luz do dia sobre seu corpo. Seus cabelos estavam displicentemente soltos, as suas ondas distribuídas até a sua cintura. A cor de seus cabelos era a mesma de sua mãe, o que fazia com que seus tios sempre se lembrassem dela.

Concertou a sua mochila laranja em suas costas e procurou por todos os lados o carro de sua amiga. Então viu no lado esquerdo do estacionamento o mustang prata desbotado, e suas amigas também a viram. Elas buzinaram e gritaram seu nome, Bella sorriu, era o seu sorriso mais sincero, jovem e que não sabia, mas encantava a todos.

Dispôs-se a correr novamente em direção a suas amigas, ela sabia que se não fosse tão rápida, Stefan poderia estragar tudo. Não permitiria que ele fizesse isso, não neste dia. Era o aniversário de uma de suas amigas e elas sairiam para curtir, aproveitar o dia como adolescentes que eram.

- Pensei que não viria mais. — Ângela, a aniversariante que estava ao volante reclamou enquanto Bella abria a porta traseira e se acomodava.

- Não enche, tive que ter certeza antes que Stefan estava na sala dos professores. — Ela bufou Ângela riu com Jéssica. As duas agora totalmente viradas para trás e Bella recostada no banco.

- Seu irmão é um gato, mas é uma mala! — Ângela falou rindo, fazendo Bella rir também. Stefan realmente fazia por merecer às vezes. Ele era tão dramático que fazia com que ela perdesse a paciência.

- Mas eu acho que é mais gato. — Jéssica falou suspirando.

- Ele é um gato e é bem casado. Agora, me diz uma coisa? O que você está esperando para pôr o pé na tábua? — Provocou.

- Ok, madame, você é quem manda. — Ângela virou seu corpo para frente e pisou fundo. Saiu cantando pneu. Todas elas gritaram enquanto sumiam pelo estacionamento a fora.

Logo que Bella chegou à cidade fez amizade quase que instantaneamente com Ângela e Jéssica. Ângela foi a primeira a conversar com Bella na escola. A menina de cabelos negros, bastante lisos que lhe descia pelas costas caminhou com ela pela escola, mostrando-lhe o ambiente.

No intervalo, Ângela lhe apresentou algumas pessoas, inclusive Jéssica. Bella ficara impressionada com as grandes madeixas castanhas da garota. Isso conferia a ela um ar angelical, mas Bella sabia agora o quanto Jéssica podia ser um diabinho.

Bella nunca se interessou muito em fazer amizades nas cidades em que percorria com seus tios, pois eles nunca ficavam muito tempo em um único lugar e talvez por isso, permanecer em um único lugar era o desejo mais profundo de Bella.

Por tudo isso, Bella sempre se manteve distante das pessoas, seus amigos eram os amigos dos seus tios: Os Cullen que também eram vampiros. Mas até com eles as coisas eram complicadas, pois fazia bastante tempo que não os viam. Ela lembrou-se de cada rosto de seus amigos não humanos, mesmo suas lembranças não sendo mais tão confiáveis. Tudo que ela podia fazer era acreditar nas lembranças vagas de uma criança, pois a ultima vez que os viu ainda era muito nova.

Sua mente voltou para o presente e lembrou-se do motivo de estarem ali no mustang velho da mãe de Ângela, que a deixara dirigir hoje por ser um dia especial. Estavam indo para o bar do Neo, um homem calvo e barrigudo que era mais jovem do que aparentava. Ele adorava ver meninas jovens em seu bar e vendia bebidas para elas, mesmo sabendo que eram menores de idade. O bar ficava distante da escola, era perto da rodovia e elas estavam em busca de muita bebida para comemorar.

It's my life

(É a minha vida)

It's now or never

(É agora ou nunca)

I ain't gonna live forever

(Eu não vou viver para sempre)

I just want to live while I'm alive

(Quero apenas viver enquanto estiver vivo)

(It'my life)

(É a minha vida)

My heart is like an open highway

(Meu coração é como uma estrada livre)

Like Frankie said

(Como Frankie disse)

I did it wanna live I'm alive

(Eu fiz do meu jeito)

I just wanna live while I'm alive

(Quero apenas viver enquanto estiver vivo)

It's my life

(É a minha vida)

As três ouviam a música de Bon Jovi em grandes alturas enquanto cantavam também bastante empolgadas. Bella estava debruçada atrás da cadeira de Jéssica quando sentiu o seu celular vibrar novamente e ao pegar constatou que era Stefan novamente, ele tinha ligado para ela vinte vezes nos últimos quinze minutos.

- Stefan não cansa. — Falou ao guardar o celular no bolso traseiro da calça.

- Manda ele se...

- Olha lá o que você vai dizer. — Bella repreendeu Ângela.

- Poxa, Bella é meu aniversário! Já basta que minha mãe e o meu padrasto não vão fazer nada como sempre, já que eles dizem que festa é para bebês e que eles têm que economizar para a minha faculdade. Stefan deveria deixar você à vontade um pouco, ele é muito grudento. — Bella entendia a sua amiga. Ângela adorava festas e ficava triste ao não ter nenhuma em seu aniversário. Mas ela não sabia o que estava armado para ela. Bella olhou para Jéssica e piscou.

- Stefan só quer compensar a falta dos meus pais, você não deveria ser tão dura com ele.

- Você é igualzinha a ele enfim, dois sem noção. — Ângela gargalhou.

- Eu não sou sem noção! Você que é. — Bella lhe deu um tapa no ombro.

Chegaram ao bar e as três garotas desceram para comprar as bebidas. O lugar estava vazio a não ser por dois homens mais velhos que estavam no balcão conversando com Neo.

- E aí Neo! — Ângela se aproximou.

- Oi meninas. — Ele retribuiu com um sorriso enorme.

“É mesmo um tarado” — Bella pensou.

- Precisamos de bebidas. — Jéssica falou.

- O que querem?

Elas fizeram suas compras e saíram despreocupadas. Quando guardavam as bebidas no carro Jéssica cutucou Bella.

- Olha só. — Bella olhou para onde Jéssica apontou e Ângela fez o mesmo aproximando-se das suas.

- É o cara que sempre está com um pingo de xixi na bermuda. Acho que ele aprendeu a balançar direito. — As duas meninas riram do que Bella falou e o senhor barrigudo que saia do seu Chevy azul as olhou com cara fechada, era o Sr. Williams.

Bella odiava esse seu vizinho, por não ter mais nada de melhor para fazer ele insistia em se ocupar com a vida dos outros. Ele sempre estava dedurando-a para seus tios e na maioria das vezes ficava de castigo por isso. Ela pensou que seria muito bom se um dia aprontasse alguma com ele.

- Salvatore, Weby e Bourne. — Ele olhou para Bella, Angela e Jéssica a medida que falava seus sobrenomes.

- Sr. Williams. — Bella falou cínica.

- Seus responsáveis sabem que estão comprando bebidas alcoólicas? — Perguntou já se intrometendo.

- E quem disse que estamos comprando bebidas alcoólicas? — Jéssica se fez de desentendida.

- Só porque estamos na frente de um bar não quer dizer que estamos comprando bebidas. — Bella completou.

- Não estão? E o que estavam guardando no carro?

- Sr. Williams, é feio ficar bisbilhotando a vida dos outros. Por que não arruma uma mulher para que se distraia? — Bella não conseguiu se conter. Ele a olhou chocado e depois com ira.

- Acho que seu irmão não consegue te ensinar bons modos.

- Olha, aqui... — Bella já ia explodir, mas Jéssica segurou a sua mão.

- Bem, temos mesmo que ir. Passar bem. — Jéssica arrastou Bella para dentro do carro e as três seguiram para a sua casa que era o combinado.

- “Por que não arruma uma mulher para que se distraia?” — Ângela imitou a amiga e gargalhou. — Você é tão má Bella.

- Ele que é um pé no saco!

- Ok, meninas, vamos para a minha casa, afinal ela está livre hoje para nós. — Os pais de Jéssica viajaram para visitar um parente doente. Jéssica ficaria para não perder aula, mas o combinado era que ela ficaria na casa de Ângela e Ângela falara para seus pais que ficaria na casa de Jéssica o que era verdade, mas eles não sabiam que os pais da outra não estariam.

Quando chegaram à casa de Jéssica tudo parecia normal. Jéssica abriu a porta e as meninas entraram com as bebidas em mãos dando de cara com um ambiente super decorado e muitas caras olhando para elas.

- Surpresa!!!! — Um coro se fez ouvir.

- Oh meu Deus! Oh meu Deus! Vocês fizeram uma festa surpresa para mim! — Ângela pulava chorando e rindo de felicidade. As amigas se abraçaram antes de Ângela receber o abraço das outras pessoas.

Logo uma música alta começou a tocar e para se fazer ouvir as pessoas tinham que gritar perto do ouvido uma das outras. Os adolescentes ali presentes começaram a dançar, beber e comer, beber mais do que comer na verdade. Muitos casais foram se formando no decorrer da festa e tudo parecia contagiante.

Bella viu quando Jéssica escapou pelos fundos com um carinha. Ângela não parava de dançar nem um segundo. Bella aproximou-se dela e as duas deram um show, afinal dançar era uma das coisas que faziam melhor. Logo dois rapazes que elas conheciam se aproximaram. Luís tirou Ângela para dançar e Drew aproximou-se de Bella que sorriu.

Drew era um rapaz de beleza clássica, parecia um príncipe tirado dos contos de fadas. Louro, seus cabelos caiam nos olhos que eram extremamente azuis. Bella o achava gato e até tinha certa queda por ele. Estavam trocando olhares a uma semana e Bella achou uma ótima ideia convidá-lo para a festa. Ela repetiu em sua mente que foi uma ótima ideia vinte minutos depois quando estava aos beijos com ele.

- Preciso respirar. — Bella falou afastando-se do beijo e do aperto dos braços de Drew. Ela olhou para os lados e viu Ângela no outro canto da sala com o Luís.

- Bella! Bella! — Jéssica corria em direção a Bella esquivando-se das pessoas.

- O que foi? — Perguntou curiosa.

- Bella... — Jéssica parou para respirar, curvando-se um pouco com uma das mãos na altura do peito.

- Fala Jéssica! — Bella ficou impaciente e levantou a amiga.

- Stefan. — Jéssica não precisou falar mais nada. Bella arregalou os olhos e estava procurando a saída mais próxima.

- Me ajuda a sair daqui. — Bella pediu.

- Oh-oh. — Jéssica falou com os olhos arregalados olhando para além dos ombros de Bella. Bella ficou tensa na hora e sentiu a presença em suas costas. Virou lentamente e deu de cara com um Stefan carrancudo.

- Oi. — Ela falou inocente.

- Vamos embora. — Falou impassível.

- Stefan... — Bella choramingou.

- Vamos embora. — Ele repetiu.

- Professor, o senhor deveria deixar Bella ficar um pouco mais. — Bella fechou os olhos. Merda! Drew não poderia manter-se de boca fechada agora?

Muito mais do que protetor e conservador, Stefan revelava-se a cada dia um tio muito, muito, mais muito ciumento. Stefan olhou para o garoto com cara de poucos amigos. Naquele momento ele parecia o que era verdadeiramente, um ser misterioso e que poderia ser perigoso. Drew engoliu em seco e não disse mais nada.

- Agora Bella. — Ele ordenou. Bella respirou fundo, estava vencida.

- Te vejo amanhã. Dê o meu abraço a Ângela. — Bella abraçou a amiga e depois olhou para Drew. — Até mais.

- Até mais. — Ele respondeu. Bella passou por Stefan emburrada. Antes de virar Stefan encarou novamente o garoto, lançando para ele um aviso subliminar: “Mantenha-se longe”.

- Até mais, Jéssica. — Stefan falou e saiu.

Bella já estava do lado de fora da casa, Stefan teve que andar um pouco mais depressa para alcançá-la.

- Espere. — Ele pediu, mas não foi atendido. — Espere! — Ordenou e a segurou pela mão, detendo-a já ao lado do seu carro, uma Mercedes prata. Stefan sentiu o cheiro forte vindo dela e não quis acreditar. — Você... Você bebeu novamente. Quantas vezes falamos sobre isso? Você só tem 15 anos. — Ele a lembrou.

- Só bebi um pouco. — Tentou amenizar, sabia o quanto os seus tios odiavam que ela bebesse.

- Temos que conversar seriamente. — Bella rolou os olhos, entediada.

- Eu não fiz nada de errado. — Se defendeu.

- Ah não? Você fugiu de mim na escola, comprou bebidas...

- Espera um pouco. Comprei bebidas? — Ela falou fingindo-se chocada.

- O Sr. Williams me contou que te encontrou com as suas amigas no bar.

- Aquele... — Bella engoliu o impróprio que gostaria de dizer. — Só queríamos fazer uma festa de aniversário para Ângela. — Ela acabou a frase em um resmungo. Stefan respirou fundo.

- Vamos, entre no carro.

Bella entrou, seguida por Stefan. Ele dirigiu calado até a casa em que moravam à quase um ano. Bastante tempo para eles. Bella tinha se acostumado com o local e tinha feito boas amizades. Entraram e encontraram Helena em pé esperando os dois. Sua tia correu em sua direção.

- Ah Bella, onde se meteu? — Helena abraçou e beijou a sobrinha parecendo preocupada.

- Tia, não exagera. — Pediu. Helena afastou-se da sobrinha para verificar se ela estava mesmo bem.

- Por que fugiu de Stefan? Por que não atendeu nossas ligações? Você estava bebendo? — As perguntas soltaram dos lábios de Helena. A última em especial foi feita com indignação.

- Calma, eu estou bem e só queria ter um tempo normal de adolescente com as minhas amigas sem estar sendo vigiada por um de vocês dois. — Bella achava isso muito chato. Queria ser normal.

- Você sabe que com você é diferente. — Helena começou.

- Seus tios são... Vampiros, Bella. Você corre um risco estando conosco, mas sabemos também do que existe lá fora, o risco também é grande.

- Eu sei... — Bella sabia, mas não queria ligar para isso. — Desculpe. Só não posso evitar os impulsos.

- Sabemos disso. — Helena riu. — É uma adolescente.

- Amo vocês. — Eles se abraçaram fortemente.

- Nós também te amamos, mas você sabe que está de castigo por ter fugido de mim, comprado e ingerido bebidas alcoólicas. — Bella fincou o cenho, chateada.

- Mas... Sai de um castigo há dois dias. — Choramingou.

- Pois é, tente evitar os impulsos. — Ele rebateu.