Notas iniciais
Alice acabou revelando que Damon estava a caminho de Forks.
Nem preciso dizer que as coisas ficarão bem mais animadas. =D

Klaus não tinha conseguido muita coisa com os dois vampiros que transformara. Apenas soube que há alguns anos Stefan casara-se com uma moradora de Mystic Falls, Helena. Isso o intrigou. Será que o tal irmão transformara a garota e casara-se com ela? Só podia ser. Soube também que certo Damon também rondara a cidade, mas o que ele mesmo queria saber fora impossível. Tinha se convencido de que Katherine não existia mais, queria agora saber como isso acontecera e se foram mesmo os irmãos que fizeram isso eles pagariam.

Em um acesso de ira Klaus acabara com os dois. Eles não serviriam para nada. Relutante voltou para a Itália divido na decisão de esquecer o que acontecera e tocar a sua existência ou procurar uma maneira de vingar Katherine. Algum tempo passou e ele não pôde esquecer, mesmo que se esforçasse, teria que pensar no que faria. Foi aí que encontrou com um integrante da guarda Volturi, e então teve uma grande ideia. Soubera certa vez que entre eles havia um vampiro rastreador. Isso seria perfeito. Iria até lá conversar com eles, pediria ajuda... Na verdade sabia que seria uma troca. Os Volturi não faziam gentilezas de graça, sempre queriam algo, mas Klaus estava disposto se isso o levasse aos Salvatore.

O que ele quis foi concedido e é claro os Volturi deixaram subentendido que a qualquer momento poderiam cobrar o empréstimo feito. Foi assim que Klaus voltara com um dos Volturi para Mystic Falls e começara a rastrear os Salvatore. Os rastros de Damon eram mais frescos, eles mantinham-se sempre perto da cidade em que Katherine fora encontrá-los. Certa vez, ele recebera a notícia: Damon fora encontrado e ele foi ao seu encontro, mas não se revelara, apenas ficou a uma distância encarando-o. Klaus dispensou os serviços do rastreador e enviou-lhe agradecimentos aos Volturi.

Damon não notou sua presença e nem poderia mesmo que quisesse. Klaus começara a observá-lo, talvez ele o levasse até Stefan e então mataria dos coelhos com uma cajadada. Os irmãos não estavam juntos e parecia que não mantinham qualquer forma de comunicação. Será que haviam brigado? Ainda seria por Katherine? Klaus decidiu não esperar mais por Stefan, arrancaria de Damon tudo o que fosse necessário.

Procurou com afinco pessoas que poderia lhe servir nessa questão. Um por um os humanos foram transformados em vampiros. Eram quatro homens grandalhões e muito fortes. Mesmo sendo novatos a sua força e com o objetivo que lhe colocaria na mente não teriam como falhar. Antes de enviá-los para capturar Damon, ele fez com que eles se esquecessem de seu rosto e de onde estaria só sabiam que teria que levá-lo para a casa.

Naquele dia ele passou pela casa e sentiu a presença de vampiros, mas não eram os seus vampiros. Escondeu-se a uma distância entre as casas vizinhas e ficou espreitando. Com Damon ele viu mais três vampiros. Ouvindo a conversa pôde saber que um deles era o seu irmão Stefan e os outros dois amigos. Era para ele estar sozinho. Damon era um vampiro solitário. De onde os outros três apareceram?

Viu quando os outros três foram embora, mas escolheu ficar de olho em Damon. Entre os dois, ele parecia ter participado de qualquer que tenha sido o fim de Katherine. Com paciência ficou observando o outro tentar achar alguma pista dele, isso seria muito difícil com o seu talento. Até que um dia ele viu Damon partir e então o seguiu.

*****

Bella e Helena estavam aliviadas em ver Stefan em casa novamente. Ele contou tudo o que acontecera e sobre Klaus estar atrás de Damon. Bella não sabia sobre Klaus e pediu para o tio lhe contar a história, ela ficara perplexa com a história do tio e seu irmão apaixonados pela mesma garota que parecia ser uma cachorra.

Não satisfeita, Bella pediu para que eles contassem como tudo acabou. E seus tios lhe contaram como se conheceram mais uma vez, mas agora com mais detalhes e Helena achou que ela já podia saber sobre como ela se transformara.

- Katherine e Damon se mereciam. — Falou por fim indignada por saber que sua tia fora pressionada a trocar sangue com Damon.

- Não fale assim. Damon estava perturbado, mas ele se redimiu. Arrependeu-se por ter feito isso comigo e se afastou.

- Perturbado ele é até hoje. E arrepender-se coisa nenhuma, tia. Ele parece ser um dissimulado. Que bom que ele se afastou. — Stefan olhou para Helena e para a sobrinha estranhamente e ela percebeu. — O que foi tio?

- Bem... Eu pedi para que ele viesse. — Bella arregalou a boca.

- Oh, Deus! Tio!

- Bella, ficaremos mais seguros juntos.

- Como assim? Se ele vier, todos os problemas virão com ele. Aliás, ele é o grande problema.

- Calma querida. Sei que juntos podemos ser mais fortes e conseguiremos intimidar. Não me agrada a ideia de Damon estar sozinho. — Bella revirou os olhos. — E além do mais, ele recusou o convite, permaneceu em Seattle.

- Uma atitude sensata desse cara. — Ela soltou. Stefan respirou fundo, resignado com a teimosia da sobrinha.

- Está na hora de ir para escola. Vamos. — Os dois seguiram para a escola e tiveram mais um dia de rotina.

Bella queria muito ter visto Caroline, mas seus amigos pareciam querer sempre a sua atenção e não a deixava sozinha, além de Stefan ficar em seu encalço o tempo todo. Então ela se deu conta do que estava acontecendo. Seu tio provavelmente pedira para seus amigos ficarem de olho nela, caso ela quisesse praticar algum atentado contra Caroline. Mas ninguém iria detê-la, ela iria sim dar o troco... Com as próprias mãos.

Naquele dia ela viu Caroline de longe e todos encaravam a líder e seu visual novo. Suas madeixas douradas foram totalmente extintas, agora ela estava com um corte bem curtinho e mantinha uma presilhinha de lado. Os boatos correram e Bella soube que um chiclete foi o causador daquele visual. Desconfiavam do garoto que fora seu cúmplice, Bella sorriu para Caroline que desviou o olhar e continuou com a sua pose. Bella adoraria que ela tivesse ficado feia, mas tinha que admitir que não fora esse o efeito.

Stefan tinha marcado com a sua turma de irem ao museu da cidade, pois é Forks tinha um museu que contava a história da cidade. Bella aproveitaria essa oportunidade. Caroline não tinha sido liberada a ir, por causa do castigo Alaric não a proibiu. Então depois das aulas, Bella foi levada para casa por Riley. Despediu-se dele e depois que a sua moto sumira na estrada ela tomou o caminho de volta a escola. Helena não estava, pois seu curso de artes começara em Phoenix, o que era um golpe de sorte, ela só chegaria mais tarde.

Ficou no estacionamento da escola esperando. Viu quando o garoto que ficou de castigo com Caroline saiu e depois foi à vez dela. Bella caminhou a passos largos até ela. Não havia ninguém ali naquele momento, era a oportunidade perfeita. Bella caminhou um pouco bem atrás dela e depois com o dedo indicador tocou no ombro da garota. Caroline virou de frente para Bella e pareceu surpresa. Depois fez a sua cara típica de nojo.

- Oi, vaca. — Bella foi agressiva.

- Do que me chamou? — Caroline irritou-se, podiam-se ver os dentes dela, pois falara quase rosnando.

- V.A.C.A. — Ela soletrou divertida como se a garota fosse retardada.

- Como ousa...

- Shiiii. Fica calada. — Bella a interrompeu, com um dedo em riste em direção ao seu rosto. — Você é uma típica mal amada. Nunca Riley iria ficar com você mesmo. Ele é muito bom para você.

- Ele não me interessa mais, vocês se merecem.

- Que bom que sabe disso. — Bella falou para irritá-la. — Mas isso não vai te livrar.

- Me livrar? — A líder de torcida não entendeu.

- Disso! — Caroline recebeu uma bofetada no rosto. — E disso! — Bella lhe deu outro depois a pegou pelos cabelos e puxou bastante. Caroline começou a gritar e a tentar se livrar do ataque. Os livros que Caroline segurava estavam no chão e então Bella começou a esbofeteá-la novamente. — Agora você sabe com quem se meteu. — Bella falou soltando a outra.

- Sua louca! — Ela gritou.

- Louca para te dar mais porrada! — Bella gritou novamente e Caroline saiu correndo deixando suas coisas espalhadas no chão. Bella não aguentou e caiu na gargalhada. — Agora estou me sentindo muito melhor. — Falou rindo e voltou para casa se sentindo mais leve.

Quando chegou em casa, foi direto para o banheiro e tomou um longo banho. Vestiu uma bermuda jeans bem curta e uma camiseta cinza. Desceu para preparar um jantar especial para ela e para os tios, estava de bom humor. Ligou então o rádio e colocou o CD que Ângela lhe dera e começou a dançar enquanto cozinhava na cozinha a música Love Stoned de Justin Timberlake. Como sentia falta das meninas, sempre quando se reuniam dançavam muito. Bella se lembrou de algumas apresentações que fizeram na antiga escola. Fora sensacional. Desde que chegara a Forks, Bella não dançara mais, mas aquele dia era especial.

She's freaky and she know it
(Ela é louca e ela sabe disso)
She's freaky and I like it
(Ela é louca e eu gosto disso)

Bella cantava e dançava como sabia fazer, maravilhosamente.

She looks like a model
(Ela parece uma modelo)
Except she's got a little more ass
(Exceto que ela tem um pouco mais de bunda)
Don't even bother
(Nem me incomodo)
Unless you've got that thing she likes
(Ao menos que você tenha aquela coisa que ela gosta)
I hope she's goin' home with me tonight
(Eu espero que ela vá pra casa comigo esta noite)

Sentia-se feliz, extremamente feliz naquele momento, dançando e cantando.

()
She shuts the room down
(Ela fecha o lugar)
The way she walks and causes a fuss
(O jeito que ela anda causa uma comoção)
The baddest in town
(A mais malvada na cidade)
I hope she's goin' home with me tonight
(Espero que ela vá para casa comigo esta noite)

Riu, riu muito porque sentia-se mesmo muito malvada no momento.

And all she wants is to dance
(Tudo que ela quer é dançar)
That's why you'll find her on the floor
(É por isso que você vai encontrá-la na pista de dança)
But you don't have a chance
(Mas você não tem chance)
Unless you move the way that she likes
(A não ser que você dance do jeito que ela gosta
That's why she's goin' home with me tonight
(É por isso que ela vai pra casa comigo essa noite)

Those flashing lights come from everywere
(Os flashes vêm de todos os lugares)
The way they hit her I just stop and stare
(O jeito que eles atingem, eu só paro e olho)
She's got me love stoned
(Ela me deixou doido de amor)
Man I swear she's bad and she knows
(Cara, eu juro que ela é má e ela sabe)
I think that she knows
(Eu acho que ela sabe)

Now dance
(Agora dance)
Little girl
(Garotinha)
You're freaky, but I like it
(Você é louca, mas eu gosto)
Hot damn!
(Maldição!)
Let me put mu funk on this one time
(Deixe-me tocar meu funk essa vez)

Bella estava prestes a tentar um novo passo quando a campainha tocou. Ela correu para desligar o rádio e foi atender a porta. Levou um choque ao abri-la completamente. Seus olhos deslumbraram talvez o homem mais bonito que já vira. Ele era alto e moreno e de alguma forma a lembrava alguém. Seus cabelos escuros estavam em desalinho, assim como suas roupas: uma calça jeans e uma camiseta preta completamente amassada. Seus olhos eram azuis e existia neles um segredo não revelado, olhar para eles era como mergulhar em um poço escuro. Seus olhos desceram para as formas dos lábios do estranho e os viu entreabrirem-se e ele soltou o ar como se tivesse parado de respirar. Seu rosto estava coberto de pequenos pelos, ele não fazia a barba por uns três dias. Ela voltou a olhar em seus olhos e descobriu que ele também parecia analisa-la, abaixo dos olhos percebeu olheiras, ele também não dormia direito há muito tempo. Bella pigarreou para tentar falar, deveria estar parecendo uma idiota encarando ele assim.

- Posso ajudá-lo? — Ela perguntou suavemente.

Damon despertou com o som da voz doce da garota que abriu a porta para ele. Tinha chegado à cidade a pouco e percebeu logo que não tinha grandes atrativos lá. Só uma vantagem, a grande e espessa nuvem que encobria o sol e deixava-o mais disposto, Forks parecia um lugar seguro, era o tipo de lugar que Stefan e Helena se esconderiam.

Perguntou para um morador educadamente onde moravam Stefan e Helena e rapidamente encontrara a casa. Ao se aproximar pôde ouvir de dentro da casa azul de dois andares uma música alta... Não era o tipo de música que seu irmão ouviria. Ficou em pé diante da porta e notou a presença de uma humana, mas nada de vampiros. Os dois não estavam lá dentro com certeza. Resolveu tocar a campainha para obter mais informações se ali não fosse realmente a casa de seu irmão.

Não estava preparado para ficar tão impressionado assim com a beleza de uma garota humana. Ela era baixinha e suas formas delgadas. Seus cabelos eram ondulados e longos de uma tonalidade de mel muito bonita. Seus olhos eram grandes esferas avelã, muito expressivos e eles lhe disseram que ela também ficara impressionada com ele. O cheiro que vinha dela era delicioso, não era apenas pelo aroma de morangos, mas o seu verdadeiro cheiro era saboroso e lembrava algo. Sua boca era mesmo uma tentação. Estava olhando para o seu pescoço que revelava uma pele que parecia sedosa quando foi lançado novamente para a realidade com a quebra de silêncio dela.

- Olá. — Ele sorriu charmoso para ela. — Eu procuro o Stefan e Helena Salvatore. — Bella estreitou os olhos, desconfiada. Quem seria ele procurando seus tios? Seria algum vampiro? Agora lhe parecia que sim.

- E quem é você? — Damon se surpreendeu com a pergunta um pouco petulante da garota.

- Sou Damon. — Bella levou novamente um choque. É claro que ele parecia alguém conhecido. Não acreditava que ele estava ali, seu tio tinha feito o convite, mas ele deveria permanecer onde estava. Sua fisionomia fechou-se e Damon percebeu isso. Tentou ver a essência dos seus pensamentos, mas não pôde e isso o intrigou.

- O irmão de Stefan. — Falou descontente. Parecia que sua fama o precedia, Damon concluiu. Ele não deixou de ficar mais surpreso também. Quem seria essa garota que sabe quem ele é?

- Você sabe quem eu sou, mas eu não sei quem é você. — Ele falou analisando novamente aqueles olhos tão expressivos e bonitos.

- Isabella Swan, filha de Renée, sobrinha de Helena. — Damon ficou um tanto perplexo. Aquele cheiro... Era o mesmo do bebê que estava com seu irmão e Helena, e aqueles olhos, eram os mesmos que vira e ficara tão impressionado.

- O tempo passa mesmo rápido. A pequena da pequena Renée. — Ele cantarolou para ela que se sentiu um pouco hipnotizada com seus olhos.

- Não sou mais pequena. — Ela falou um pouco ofendida e ele deixou que seus olhos percorressem o corpo dela, avaliando-a e parecia gostar do que via.

- Você tem razão. — Ele observou. Bella ficou um pouco vermelha e Damon percebeu achando uma graça.

- Olha só. — Ela tentou voltar ao normal. — Sei que meu tio gentilmente o convidou para vir à Forks, mas realmente não foi uma boa ideia. Porque então você não poupa todos os aborrecimentos que sabemos que virá e volta pelo mesmo caminho? — Damon ergueu as sobrancelhas, admirado com a coragem daquela garota.

- Você tem certeza de que sabe quem eu sou? — Ele apontou para si mesmo.

- Sim. Damon Salvatore o irmão malvado de Stefan. — Damon teve que rir, mas interrompeu o riso e a encarou novamente sombrio.

- E você sabe o que eu sou? — Falou sério.

- Não sou tonta. Quer tentar me assustar? Vai ficar desapontado. Vampiro... Convivi a minha vida toda com vampiros.

- Rá. Vampiros vegetarianos e patéticos. Eu sou o que se pode chamar de um verdadeiro vampiro, não envergonho a raça, garota. — Eles ficaram se encarando um analisando o outro.

- Digo aos meus tios que esteve na cidade. Adeus, Damon, o verdadeiro vampiro. — Revirou os olhos e fechou a porta na cara de um Damon desconcertado. Segundos depois ele ouviu a música alta novamente.

She's freaky and she know it
(Ela é louca e ela sabe disso)
She's freaky and I like it
(Ela é louca e eu gosto disso)

- Essa é a educação que meu irmão dá a pentelha? — Bufou. — Irritante!