Notas iniciais
Ola, padawans, desculpe a demora, Yoko e eu tivemos que ajudar o Sam e o Frodo a chegar em Mordor e eu acabei torcendo o pe' no meio do caminho, so voltamoss hoje e... ok, desculpe a demora, aqui esta o capitulo :D

Instantes depois de me despedir de Mat, pude ouvir seus passos apressados atrás de mim. Diminui o rítmo para que ele me alcançasse. "Você anda muito rápido." O menino falou ajeitando a cartola e olhando em volta a procura de mais alguém.

"Não quero deixar Charlotte esperando", confessei meio tímido, virando o rosto para que Mat não notasse o tom de minhas bochechas.

"Oh... entendo." Não que Mathew realmente entendesse e isso tivesse ficado óbvio pelo modo que ele só apertou o passo.

Viramos para o corredor da secretaria avistamos Charlotte enrolada em seu casaco, seu nariz havia se tmado um tom avermelhado e ela se abraçava com força. Charlotte levantou seus olhos angustiado para mim e sorriu de leve, ela só parou de me encarar quando percebeu o menino pálido atrás dele. Ela se aproximou de nós e deu de ombros a presença de Mat.

"Você está atrasado." Ela me cutucou e sorriu mostrando que ela não realmente se importava.

"Bom dia pra você também, Charlotte", Falei fingindo um tom bravo, "me desculpe, eu acabei me esquecendo da hora".

"Nada inglês..." Ela murmurou e finalmente encarou Mat como quem buscasse uma explicação, Mat só ascenou de leve e voltou a olhar apreensivo em volta.

Ela sorriu por que não conseguia segurar uma cara amarrada.

"Ok, entrem no corredor a segunda porta à direita usem esta chave." Ela colocou a chave na minha mão e a manteve lá por alguns segundos desnecessários. Ao barulho do relógio de Mat mais uma vez ela retirou sua mão a colocando atrás das costas. "Sejam rápidos. Se houver movimentação eu aviso com três toques na porta, mantenham os ouvidos abertos." Seu rosto rosado apresentava óbvia apreensão e eu adoraria ter dito que ficaria tudo bem, mas se eu não conseguisse a ficha isso seria uma mentira. "Boa sorte."

"Obrigada Lotte, por tudo" Ela sorriu e concordou de leve com a cabeça. Me virei para o menino da cartola que, mesmo com seus ouvidos atentos a nossa conversa prestava atenção a movimentação ao nosso redor. "Mathew? Está pronto?" Os olhos verdes vasculharam o corredor novamente e repousaram nos meus, ele não deixava parecer, mas devia estar com medo por dentro.

"Ok..." ele concordou e brincou com os dedos. Fiz o que Charlotte havia dito e abri a porta vagarosamente, espiando pela brecha. Assim que entrei no local, pude observar diversas gavetas.

"Entre", sussurrei para Mathew. Mathew hesitou deixando pela primeira vez bem óbvio que ainda não confiava no sinal de Charlottte . Colocou a mão no bolso e finalmente entrou com um suspiro. Seus olhos voltavam para fora do corredor. Ele não iria se acalmar tão cedo. Me apressei em abrir as gavetas e mexer em seus conteúdos, tomando o cuidado de manter tudo no lugar.

"Sim?", perguntei, sem tirar minha atenção da gaveta a minha frente.

"O que eu deveria fazer?" Ele perguntou e sua voz não passava de um ruído no silêncio do corredor.

"Procure por uma ficha com o nome Hope... Hope Becker " Não pude deixar de sentir um leve mal estar ao dizer seu nome.

"Hope?" Mathew repetiu e pensou um pouco. "Becker?" Sua voz deixava claro que estava sorrindo. "Entendo." O menino andou até a mesa do coordenador e abriu outra gaveta.

Tentei apenas me manter focado. Cada vez que abria uma gaveta e não via o nome de minha irmã, parte de mim parecia perder um pouco a esperança.

"Por que o nome do seu parente estaria aqui?" Mathew perguntou fechando uma das várias gavetas. Senti as palmas de minha mão suar e minha cabeça latejar. "É uma história complicada" comecei a dizer.

"Entendo?" O menino inclinou a cabeça para o lado e ne encarou sério. "Quantos anos ela tem?"

"Cinco..." Respondi sem animo

Mathew suspirou. "Olha, eu sei que isso sôa horrível e que você já deve ter uma ideia, mas crianças desta idade normalmente não..." ele deixou a frase incompleta, chacoalhou a cabeça e voltou a procurar pela ficha.

"É, eu sei, por isso tenho que agir rápido, Mathew" Falei abrindo uma nova gaveta cheia de fichas. Passei todos os nome e depois de algum tempo procurando, finalmente encontrei o nome de Hope dentre as tantas fichas do orfanato Rainha Vitoria. "Hope Becker," ouvi meus pensamentos se tornarem em sons, "Encontrei Mat! ela está no orfanato... Mat" As mãos chacoalhantes do menino haviam deixado os papeis cairem. "Albert." Me aproximei de Mathew e peguei uma das folhas que estavam espalhadas pelo chão. Dei uma olhada e me espantei ao ler "executado" no final de sua ficha. "Vão matar o Albert" Ele se virou para me encarar de olhos arregalados. "Essa é a prova definitiva, eles planejam as mortes-" mesmo com todo o medo presente em seus olhos sua voz manteve-se passiva.

"Mathew, temos que ir, guarde as coisas." "Ok..." Mathew rapidamente organizou as folhas na mesa do diretor e saímos fechando a porta devagar. Ao ver a porta de saída daquele corredor nos entreolhamos e saímos correndo.

'comportamento inadequado grau 3.' Estava escrito embaixo do nome de Albert, a tinta preta como a noite, a folha amarela e papeis que compravam um caixão e possuiam o nome de um cimitério. Tudo rodou e rodou na minha mente e ai a data, dali à alugmas horas...

"Charlotte" sussurei ao chegarmos no corredor, "precisamos da sua ajuda!"

"Luke, agora não. Tem alguém vindo." Ela fez um sinal para ficarmos silêncio e ai puderos ouvir os passos pesados à distância. "Vão. A gente se fala depois." Ela apontou para o corredor oposto.

"Obrigada Lotte..." pensei em abraça-la mas não havia tempo para isso, "Mathew, vamos!".

Corremos pelo corredor que Charlotte indicou e fomos parar no corredor dos quartos. Caminhamos o mais silenciosamente possivel e o meu maior desejo no instante era ter certeza de que Charlotte estava bem, mas assim como nossos passos a noite passava calada. Entramos no quarto de Mat e ele fechou a porta suspirando em alivio.

"Ok. Seis e trinta agora. Daqui a trinta minutos temos que tomar café." Mathew falou checando o relógio de ouro. "Seria suspeito nos aproximarmos da Charlotte de repente no meio da refeição."

"Bom... Pensemos... Temos que falar com ela antes que algo aconteça com Albert... Mas sem soar suspeito de mais..." refleti em voz alta. "Onde está o Albert?" Mathew perguntou.

"Eu acho que ele ainda está no quarto dele, não tenho certeza. Há algum tempo que trocaram Albert de quarto..."

Mat fechou os olhos. "O melhor jeito de falar com Charlotte seria no esconderijo, mas Albert... hum, não acho que ele voltaria para lá..." Mathew coçou a cabeça. "Isso! Na premiação as pessoas estão muito ocupadas e distraidas. Seria perfeito para se aproximar sem ser visto."

"Perfeito... Então... Nos vemos na premiação?" Mathew fez que sim.

"Só mais uma coisa." "Você saiu do orfanato... bem mais grave que roubar." Mathew olhou para o chão e brincou com os dedos. "E eu sou o culpado pelo olho roxo daquele menino. O que é inaceitável. Não sei por que ainda estamos aqui, mas, hum, deviamos evitar qualquer confusão de agora em diante."

"Tudo bem, não se meta em encrencas então" brinquei. O menino riu de leve.

"Good day." E fechou a porta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.