Notas iniciais
Escrito pela Yoko e eu (Frodo Baggins) ao mesmo tempo... demorou por que as coisas são extremamente confusas, mas com toda certeza valeu a pena :D

O coordenador arrastou Luke por um pátio vazio até o que ele supós ser sua sala e prendeu sua atenção em um objeto dourado e cintilante, apenas aquela pequena decoração poderia deixa-lo tão rico que conseguiria comprar seus próprios chapéis.

Mat ouviu gritos dos corredor novamente. Estranhamente os gritos não eram de dor nem estavam tentando ser abafados. Ele andou em direção ao corredor que dava para a sala do coordenador e observou um menino ruivo sendo arrastado pelos braços para dentro da sala. Ele olhou o menino da cabeça aos pés e não pode evitar torçer o nariz. As roupas dos menino estavam meio rasgadas nos joelhos e cotovelos, a camiesta cheia de remendos e era impossível reconheçer a cor original do tecido que estavam cobertos em fumaça, poeira e lama. Tudo bem, eles estavam em um orfanato, mas aquele não era qualquer orfanato e mesmo que Mat odiasse, o lugar possuia classe e deveria possuir reputação do lado de fora dos muros e grades. Como poderiam acolher um mendigo? Mat se pegou pensando se aquele era o cheiro de problema enquanto caminhava para o seu quarto e corou com o pensamento. Tão indelicado da parte dele, mas ao mesmo tempo era a única coisa que ele conseguia pensar. Ele tinha certeza, o menino ia acabar sendo uma pedra no meio do caminho.

Mat estava pronto para comer do cardápio diferente do usual quando o cordenador se levantou da mesa dos professores e anunciou a chegada de um orfão. Mat revirou os olhos e voltou seus olhos para a comida. Óbvio. Um banquete de repente. Só podia ser para causar a primeira semana de boa impressão antes do inferno aflorar.

*****

Luke estava tão assustado quanto alguém que acaba de ver uma assombração, mas não se permitia assumir, manteve a pose de corajoso e olhar desinteressado. De tão ameaçado mal podia ouvir o que o coordenador dizia. O homem de olhos claros e voz forte falava alto, na frente de todas as crianças apresentava o menino de olhos azul tempestade e depois de muito falar concordou de leve com a cabeça e finalizou seu discursso com "Espero que vocês o faça se sentir em casa."

Mat arqueou uma sombrancelha sentindo um frio subir em sua espinha. Todos sabiam que a última frase estava no tom ameaçador e seco do coordenador disfarçado para ouvidos não treinados. Mat deu de ombros aos comentários dos orfãos ao redor e voltou a comer o pão à sua frente. As oito todos foram dispensados, Mat esperou alguns minutos no salão para não ficar preso entre a movimentação de orfãos e finalmente subiu para o seu quarto.

Após sair da sala do coordenador, Luke se sentia estranho, não sabia se sentia medo ou raiva por ter sido tratado como lixo por um barrigudo, e para fazer a situação toda ser mais constrangedora, os olhares tortos vinham de todos os lados, Luke não queria parecer chateado com aquilo, então resolveu apenas ignorar, mas em determinado momento explodiu ao ver o garoto da cartola estremecer com o pedido do coordenador de faze-lo se sentir confortável. "Isso é tão injusto" , pensou ele, "Quem aquele engomadinho pensa que é? andando por aí com essa cartola e olhando seu relógio de luxo de tempos em tempos". Ao final do jantar, Luke só ficou parado em frente a uma janela no corredor observando a neve cair e pensando nos ocorridos daquele dia.