Os Marotos - The Bodyguards
7 Decision
Notas iniciais

POV Autora:
James Potter, Sirius Black e Remo Lupin deram o primeiro passo na mansão dos Mckinnon. A casa deles era completamente diferente da casa da Lilian, lá era mais sério... Mas mesmo assim muito chique.
– Quem são vocês? – Um senhor de cabelos brancos e de terno veio ao encontro dos três, que olhavam tudo com detalhes.
– Nos mandaram aqui. Eu sou Sirius Black, esses são Remo Lupin e ele, James Potter. – Sirius falou apontando para cada um á medida que falava seus nomes.
– Ah, claro! – O cara pareceu mais amigável do que antes. – Venham comigo, por favor. Meus senhores estão esperando vocês no escritório do Sr. Mckinnon. – Ele subiu as escadas e os três foram atrás dele, meio abobados, pois o lugar era muito grande.
Depois de subirem dois lances de escadas de mármore negro e andarem até o fundo de um grande corredor, cujas paredes eram todas cheias de quadros, o senhor pediu para que eles esperassem e ele bateu na porta.
Logo depois ele entrou e fez sinal para que os três entrassem.
Lá estavam os senhores Mckinnon, Evans e Meadowes. E todos olhavam sérios para os três.
POV Sirius:
Cara, eu achei que algum deles iria pular na minha garganta. A senhora Mckinnon e a senhora Meadowes nos olhavam com olhares mortais.
– Como vão? – O Sr. Evans perguntou e nós falamos um “tudo bem” em uníssono.
– Vocês devem estar se perguntando por que nós os chamamos até aqui, sim? – O senhor Mckinnon falou e nós concordamos.
– Soubemos do que vocês fizeram pelas nossas meninas... – A Sra. Evans começou, mas Úrsula a cortou.
– Vamos logo ao ponto, por favor.
– Calma, Úrsula! – O Stefan (que era prefeito da cidade) a repreendeu e ela revirou os olhos.
– Bem, vocês o conhecem? – Daisy nos perguntou mais preocupada, e sabemos a quem esse “o” se referia.
– Em parte... Nunca o vimos pessoalmente, mas sabemos que ele é bem... Perigoso. – James tentou explicar, mas percebi que ele estava nervoso, assim como eu.
– O que ele faz com as pessoas que ele sequestra? – Ariella perguntou abruptamente. Ela não parecia mais aquela mulher arrogante de quem eu conheci na festa, agora ela estava com uma cara... Preocupada.
– Quer mesmo que respondemos? – Remo falou inseguro e eles entenderam.
– Ah, Meu Deus! – Daisy colocou a mão na boca. Percebi que todos ficaram surpresos, menos Úrsula.
– Queremos fazer uma proposta para vocês. – Úrsula foi direta.
– Que proposta? – James perguntou.
– Quero que tomem conta delas. – O Sr. Evans respondeu James.
Como assim tomar conta delas? Elas não precisam de ajuda, precisam?
– Como? – Eu perguntei.
– Eu sei que parece meio complicado de se entender, mas... A Sra. Potter nos explicou quem ele era, qual é a fama dele, e me disseram que vocês o conhecem. Conhecem o jeito de como ele age, onde ele se esconde... Então pensamos que vocês podem protegê-las, sim? – Daisy Evans estava com os olhos cheios d’agua.
– Olha... – James começou.
Era difícil, pois nem conhecemos as mulheres direito, e eles querem que sejamos “guarda-costas” delas?
E como fica nosso emprego? Nossa família?
– Se aceitarem, vocês podem sair do emprego de vocês, pois ganharão uma quantia de dinheiro, até mais do que ganham... E vocês e sua família podem se mudar para nossas casas! Temos quartos suficientes... – O Sr. Mckinnon parecia estar implorando para aceitarmos.
– Vai colocar nossas famílias em risco. – Remo pareceu meio atordoado, e não era pra menos, eu também estava.
– Se alguma coisa acontecer com elas. Cada um de nós vai assumir total responsabilidade por isso. – Daisy Evans falou mais séria. – Já combinamos isso.
– Eles voltam. Eles sempre voltam. – Úrsula disse amedrontadora. – Elas PRECISAM estar seguras. Elas não sabem se defender!
– Podemos pensar? – Eu perguntei.
– Tem até a meia noite de hoje. – Sr. Mckinnon me avisou.
Por que eles têm mania de colocar horas nessas coisas? Só pioram a situação!
É como se fosse o professor falando que só tem mais cinco minutos de prova e você não respondeu nem metade do que deveria.
– Vamos resolver isso até o anoitecer, não se preocupem. – Remo falou confiante e... Por que raios você quer diminuir o precioso tempo que temos?
Depois dessa “reunião”. Eu e os meninos fomos para casa. Remo para o apartamento dele para falar com a irmã, e eu e James para conversarmos com os nossos pais e com Poliana.
– Mãe? Pai? – James abriu a porta e encontramos os três sentados no sofá da sala tendo uma animada conversa sobre as festas infantis que eles já fizeram.
– Oi, James! Sirius! – Minha mãe abraçou cada um de nós. – Onde está o Remo? – Ela perguntou.
– Ele foi conversar com a irmã dele. E precisamos conversar. – James foi sério e eu e ele nos sentamos no sofá.
Contamos toda a história que se passou na mansão dos Mckinnon e sobre a proposta. Eles ficaram sérios e pensativos, até que meu pai fala:
– Aceitem, ué.
– Como assim? – Eu perguntei.
– Ora... Vocês são ótimos em lutas, e o acaso de ontem já provou isso. Elas se dão bem com vocês pelo que sei, e vocês ainda vão ganhar para protege-las. Não vejo porque não.
– Talvez porque os Death Eaters sejam a maior máfia da Europa? – James perguntou com sarcasmo.
– Vocês já lidaram com eles uma vez, e se saíram até bem! Pois eram para estar mortos, ou até na cadeia. É a chance de colocar as pessoas que vocês chamavam de amigos no xadrez, assim como eles quiseram fazer com vocês! – Já disse que o senhor Charlus é muito vingativo?
Vou contar uma história:
Há mais ou menos um ano, eu, James e Remo fizemos algumas amizades ai pela rua. E uma dessas amizades se chamava Pedro Pettigrew.
Ele começou a nos contar que existia um pessoa, Tom Riddle. Ele queria... Bem, ele queria a... Felicidade? É acho que era isso que ele falava.
Bem, o problema é que confiamos nesse “amigo”, e começamos, aos poucos, a nos infiltrar nessa sociedade. Os Death Eaters.
Um dia, descobrimos quais são os verdadeiros propósitos desse Tom Riddle: Poder. Poder sobre tudo e todos. Já chegamos a viajar com eles para um cassino. Mas nunca o encontramos pessoalmente, pois ele sempre estava cercado por, acho que por seguranças ou coisa do tipo.
Nos cassinos ele era sempre o mais ambicioso, mas uma coisa eu percebi, ele nunca apostava todas as fichas.
Por mais que ele ganhasse (que convenhamos, ele era muito bom em jogos de azar), ele nunca mostrava tudo o que tinha. Nunca jogava todas as cartas na mesa.
E eu tenho certeza que ele é assim não só nos jogos. Por isso que ele é perigoso, e porque nunca foi preso.
Por falar em ser preso, depois de um tempo eu e os rapazes começamos a desconfiar das reais intenções dos Death Eaters. Mas começamos a ter certeza de quando vimos, aquilo...
Uma mulher, em uma sala, amarrada e pelo menos um cinco homens em volta dela. Ela chorava, se esperneava, mas eles apenas riram da cara dela. Até que começou... Eles eram podres. Eles são podres.
No final de tudo... Eu só me lembro de que aquela mulher saiu daquela sala desmaiada e sangrando, sangrando muito entre as pernas, pois o vestido branco me ajudava a ver a mancha de sangue.
Depois disso, eu, James e Remo saímos dessa sociedade. Eles queriam nos matar, pois sabemos certas coisas que eles não queriam que ninguém soubesse. Mas por algum milagre, eles nos pouparam. Mas com uma condição, se contarmos para alguém sobre tudo o que se passava dentro daquele prédio, eles iriam atrás de nós e da nossa família.
Não contamos nem aos nossos pais sobre o que acontecia lá. Apenas contávamos o básico.
Depois de uns dois meses, descobrimos que Pedro foi morto pelos próprios colegas. Mas ninguém sabe se é realmente verdade, pois nunca acharam o corpo dele.
Essa é a linda história que eu tinha para contar para vocês.
Só que ela não é linda.
– Sirius? – James estalava os dedos na minha frente e percebi que eu viajei geral.
– Oi, eu só estava pensando. – Eu falei tentando disfarçar.
– Então... Topa? – Ele perguntou esperançoso.
– Vamos tentar... Aliás, não parece ser difícil. Só temos que ficar perto delas o tempo todo, o que não vai ser tão difícil, já que elas são bonitas e tudo mais... – Eu falei malicioso e ele riu. Nesse momento Remo e Isabella entraram.
– Remo! – Poliana exclamou. – Isa!
– Já decidiram? – Ele perguntou assim que terminou de abraçar Poli.
– Já... Topamos. – James falou e ele sorriu.
– Então as Senhoritas Mckinnon, Evans e Meadowes acabaram de ganhar seus “Guarda-Costas”. – Ele falou malicioso. – Já se mudaram?
– Como assim? – Dorea perguntou.
– Vamos ter que nos mudar para a mansão deles! – Eu falei com uma alegria falsa.
Poliana e Isabelle começaram a gritar, mas os pais de James já começaram a ficar preocupados.
– Mas, nós vamos atrapalhar, não vamos? – Minha perguntou preocupada e eu e James apenas sorrimos.
– Mãe... Não se preocupe. Eles estão agradecendo por a gente ir se mudar.
– Bem, eu já liguei para a casa dos Mckinnon falando que eu topo. – Remo se adiantou.
– Eu ligo falando da gente, ok? – James pegou telefone e discou o nº que Dorea lhe passou.
Vai ser interessante.
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