Notas iniciais
Desculpe, pela demora mais meu presencial voltou e como não recebi retorno de você no comentários então desanimei um pouco, mas estou de volta.

A moça saiu do quarto deixando uma bruxa envolta em pensamentos ponderando tudo em sua mente e ainda se questionando o porquê bruxas gostavam tanto de cemitérios porque não podiam se reunir em pizzarias para tramar planos mirabolantes.

—Por que sempre cemitérios? -disse Emilly se levantando pegando uma toalha e indo para o banheiro precisava de um banho.

O banho de Emilly foi demorado a moça só queria pensar, ela não queria ir ela realmente não queria, mas sabia que no fim ela iria Valkyria precisava de ajuda se não nunca teria pedido uma coisa daquela, então ela iria isso era um fato, mas a moça queria se precaver ela tinha que arranjar alguma maneira de manter seus poderes sob controle, mas sem ter que usar aqueles braceletes e sem contar que queria saber como lidaria caso encontrassem muitas bruxas elas não podiam sair sem um plano, precisavam de um plano. A moça saiu do banheiro e foi para o closet se vestir, colocou um pijama confortável e deitou na cama, mas não tinha a intenção de dormir ela queria bolar um plano para que elas pudessem usar, o olhar dela estava no teto plano e era como se o seu celebro imaginasse os possíveis cenários ela conhecia o cemitério em que o encontro seria, mas não sabia a quantidade de bruxas e nem como estariam agrupadas seria bom que estivessem juntas, mas ela tinha que se preparar para tudo as possíveis estratégias surgiam em sua mente com força total quando encontrava algum problema no plano o descartava até que conseguiu a melhor estratégia, mas só havia um problema ela precisa de mais um pessoa para aquilo da certo tinha que ser alguém jovem e poderosa o suficiente para manter as bruxas presas, era necessário que ao fim da missão todos seus inimigos estivessem mortos e o clã salvo a irmã e o sobrinho se salvariam.

O sono acabou vencendo e a moça dormiu já sabendo o que faria na manhã seguinte, ainda estava escuro quando Emilly acordou a casa inteira estava silenciosa a moça se levantou e saiu do quarto e começou a andar pelos corredores cheios de portas a ala dos quartos da casa era imensa, mas Emilly sabia exatamente onde Valk estava a moça observou que havia luz passando pela fresta de baixo da porta Emilly se preparou para bater na porta de mogno preta, mas ela se abriu revelando uma Valkyria que usava uma camisola vermelha um pouco acima do joelho.

—Estava me questionando quando você finalmente viria. – disse Valkyria com um sorriso vitorioso.

—Eu vou com você, mas precisamos levar mais uma pessoa para o meu plano dar certo. – disse Emilly entrando no quarto da mulher que fecha a porta e se vira para ela.

—Então você tem um plano? – questionou a hibrida por mais que seu tom tivesse mais deboche que duvida.

—Sim, se eu vou usar meus poderes de verdade, se vamos acabar com isso temos que garantir que todas essas bruxas morram, para o sol voltar a brilhar. – a última parte da frase de Emilly veio carregado de um dose dupla de ironia.

Valkyria esbouçou um sorriso e caminhou em direção a cama se sentando.

—Sou toda ouvidos, Hermione. – disse Valkyria por fim.

Emilly já havia explicado todo o seu plano para a moça que a olhava com atenção sem interrompe-la em nenhum momento.

—Bem Emys o meu plano só envolvia nós duas, mas acho que você tem razão se levarmos mais uma bruxa podemos garantir que o clã realmente seja exterminado. – disse Valkyria ela não gostava muito da ideia de ter que trabalhar com outra bruxa além de Emys ela não gostava das Bennetts e sabia que o sentimento era mutuo as demais pessoas da casa deixava isso claro pela forma que olhavam para ela. – Mas eu só tenho uma pergunta quem levaremos conosco? Sarah?

-Não. – respondeu Emilly só em ouvir o nome da irmã, ela não levaria Sarah para aquela missão a irmã tinha que ficar longe do perigo e viver para criar o filho. – Eu já pensei em uma pessoa.

-Emys, não pode ser qualquer um, sua mãe pediu sigilo total sobre essa missão o coven não deve saber. – alertou a hibrida se levantado da cama.

Valkyria estava exausta fazia dias que ela não dormia havia olheiras em baixo de seus olhos e nem a maquiagem podia esconder aquilo e seu corpo já dava sinal de exaustão por conta das duas semanas sem descanso fazendo rondas e mais rondas e as reuniões com Ayna e Robert ela sabia que teria que dormir antes de sair para a missão.

—Valk, você não parece nada bem. – disse Emilly de forma óbvia, pois a moça parecia que iria desmaiar em qualquer momento. – Não corre risco de você perder o controle e acabar se transformando?

A hibrida olhou para a moça como se não entendesse o que aquilo queria dizer.

—Me transforma? Me transforma em que? – disse Valk arqueando uma das sobrancelhas.

—No Abominável Homens das Neves, no que você acha? – Emilly falou de forma impaciente ela não queria ir em uma missão com uma parceira sonolenta isso poderia matar as duas.

Valk esbouçou novamente um sorriso.

—Eu confio em você Emilly escolha a garota e eu irei iniciar a minha parte no plano. – disse Valkyria se jogando para trás e caindo na cama sua respiração foi ficando pesada até que a mesmo dormiu.

Emilly saiu do quarto da hibrida já havia amanhecido e a casa já estava acordada a moça chegou no seu quarto e foi logo para o banheiro, pois aquele seria um longo dia.

Emilly saiu do quarto da hibrida já havia amanhecido e a casa já estava acordada a moça chegou no seu quarto e foi logo para o banheiro, pois aquele seria um longo dia ela tinha que ter uma conversa com Layla era inegável que depois dela e Sarah a moça era a bruxa mais talentosa de sua geração, sem contar que Emilly não poderia chamar outro, pois os demais era muito jovens, instáveis e imaturos o que era uma combinação perigosa em combate então Layla era a melhor opção da moça teria que conversar com ela antes do café da manhã. A moça vestiu uma calça jeans folgada nas pernas um cinto e uma blusa de botão de cima abaixo quadriculadas com as cores amarelo queimado, marrom e preto, Nik tinha dado aquela blusa para ela a moça amava a blusa, mas não gostava de nada que vinha do hibrido. Emilly saiu do quarto e foi para as escadas em direção a sala da massão quando estava no pé da escada os seus olhos se encontraram com o de Layla não havia quase ninguém na sala, Emilly achou que aquele era o momento para conversar com a prima.

—Layla, gostaria de caminhar comigo preciso falar com você? – disse Emilly encarando a prima que estava em pé perto do sofá.

—Claro prima. – disse Layla já animada fazia um tempo que ela e Emilly não conversavam.

As duas moças foram para a cozinha que já tinha pessoas fazendo o café da manhã, havia um porta perto das pias de lavar louça que dava acesso ao jardim lateral da casa as moças saíram sem falar com ninguém a grama do jardim era verde e bem aparada havia um canteiro de rosas perto da parede externa da cozinha as moças encararam a entrada para um labirinto feito de cercas vivas muito altas que as crianças costumavam brincando de esconde-esconde Emilly caminhou para o labirinto seguida pela prima o labirinto era circular depois de um tempo andando Layla já estava impaciente o local tinha um cheiro bom de relva era pacifico e silenciou um brisa leve batia no rosto da moça trazendo um cheiro de natureza que revigorava os pulmões das duas e trazia consigo lembranças de uma infância correndo por aquele labirinto, pois já que todas as mães afastaram seus filhos de Emilly Layla e Sarah eram as únicas que desafiavam a ordem de Ayna e brincavam com a menina, mas elas sempre tinham que brincar ali longe dos olhos curiosos de todos. Emilly lembrava de uma vez que Layla e Sarah a encontraram chorando, pois a mãe tinha brigado com ela por se aproximar das outras crianças as assustando era estranho para ela pensar que por um período da sua infância dois dos seus únicos amigos eram um hibrido psicopata e uma hibrida caçadora depois do incidente que a mãe proibiu de Niklaus e Valkyria ver a menina ela ficou solitária Sarah e Layla a salvaram naquele momento e elas sempre conseguiam dar um jeito de fazer com quem Niklaus e Valk a vissem nem que fosse um vez por mês depois dos catorze anos do nada Nik parou de ir vê-la só Valk a via uma vez no mês o pior era que parecia que Nik entendia a menina ela sabia o que era se sentir uma aberração quando ele a deixou com o tempo o carinho e amor que ela sentia pelo cara que ensinou para ela feitiços, apresentou para ela a arte, a música e a culinária de Nova Orleans acabou por se transformar em ódio, mesmo que Nik tivesse a ajudado posteriormente ele nunca se desculpou ou tentou se explicar por não ter voltado para vê-la quando prometeu que voltaria.

—O que viemos fazer aqui? – perguntou Layla já desconfiada tirando a prima dos seus devaneios.

—Aqui é melhor assim não terá testemunha. – respondeu Emilly se virando para a prima o que deixou a moça assustada o que acelerou um pouco sua respiração a deixando ela alerta.

—O que? – Layla já estava com os olhos arregalados.

—Calma, Lay eu não vou fazer nada. – disse Emilly rindo vendo que Layla estava interpretando a situação de maneira errada Layla se acalmou e sua respiração voltou ao normal. – Lay eu preciso te pedir um favor, mas isso não pode sair daqui.

Layla olhou para a prima com certa curiosidade, pois todo aquele suspense a estava deixando ansiosa para saber o que Emys queria.

—Pode falar Emys. Eu prometo que só ficará entre nós. – disse Layla encarando a prima que não tinha nenhuma expressão no rosto.

—Bem, você sabe que o nosso coven está em tese de acordo com Niklaus sendo ameaçado. – Emilly olhava fixamente para a prima que assentiu confirmando que tinha noção do que estava acontecendo. – Bem, Valkyria descobriu que as bruxas que estavam nos pedindo ajuda irão se encontrar hoje à noite no cemitério e o plano é irmos lá hoje e terminarmos com isso de uma vez por todas para que possamos ter nossa vida normal de novo.

Layla arqueio uma das sobrancelhas como se não entendesse o porquê Emilly estava lhe falando tudo aquilo.

— Eu não entendo o porquê estar me falando isso.

—Bem, você sabe que eu não tenho total controle da minha magia e eu tenho que ir hoje para ajudar a terminar com isso, mas se eu perco o controle e minha magica sair dos limites do cemitério alguém inocente pode se machucar. – explicou Emilly e o rosto de Layla devagar ia sendo iluminado pela compreensão. – É aqui que você entra fazendo um feitiço para que nada e nem ninguém consiga sair.

Layla piscava pois estava um tanto incrédula com tudo aquilo era muita coisa em parte ela queria a sua vida de volta e sabia que Emilly era extremamente poderosa, mas não tinha controle do seu poder no fundo as duas bruxas sabia que se era para acabar com a ameaça as duas eram a melhor opção.

—Olha Emys, pode contar comigo. – disse Layla fazendo um sorriso surgir no rosto de Emilly. – Mas, só tem um problema.

—O que? – questionou a jovem bruxa afinal o que poderia impedir Lay de salvar o seu clã.

—Bem, fui eu quem fiz a runas de proteção ao redor da casa. – as palavras de Lay fizeram Emilly ficar pasma é claro que a sua mãe escolheria Layla para fazer as runas afinal a moça era um bruxa talentosa. – Ou seja, eu não posso sair da propriedade graças ao feitiço da tia Ayna.

Emilly lembrou o que Valk tinha dito sobre a mãe ter feito um feitiço antes das runas serem feitas que impedia a bruxa de sair da propriedade e era obvio que a matriarca da família não liberaria Layla deixando o clã desprotegido e a mãe da moça não poderia deixar vazar que Layla era a única bruxa com poderes na casa e muito menos deixar todo o clã saber que os inimigos estavam se reunindo no cemitério da cidade podia querer isso lá, mas havia a chance de ser uma armadilha. Layla encarava a prima que tinha mil pensamentos passando por sua cabeça até que o rosto da outra moça se iluminou em um sorriso travesso o que fez Layla se arrepiar pois sempre que Emilly sorria daquele jeito colocava as duas em confusão.

—O que você está tramando Emys? – questionou a prima um pouco aflita.

—Eu tenho um plano. -disse Emilly por fim pegando a prima pelo pulso e a levando de volta para a casa. – Só preciso que você convença uma das meninas de me colocar na equipe para fazer o jantar da casa hoje o resto pode deixar comigo.

Layla suspirou sabendo que pelo sorriso travesso de Emilly era impossível tentar argumentar com ela e a moça nem queria isso ela mais do que ninguém queria dar um fim aquela situação.

O café da manhã foi silencioso como sempre na mansão Bennett assim que terminou Emilly foi para a enfermaria que ficava no terceiro andar ao chegar lá a enfermeira chefe ainda não havia chegado Emilly entrou na sala da mulher onde havia um mesa de escritório uma cadeira de couro que parecia ser extremamente confortável havia um estante enorme atrás da mesa tinha livros de medicina, de feitiços e misturas de ervas para curar também havia vários papeis em cima da mesa de mogno do escritório, mas Emilly sabia muito bem o que tinha indo procurar a chave do armário de porções a responsável pela enfermaria e a mãe eram as únicas que tinham a moça encontrou um grande molho de chaves Emilly não precisou procurar muito entre elas, pois ela já tinha visto aquela chave inúmeras vezes com a mãe enquanto crescia. A moça sabia que tinha pelo menos vinte minutos até Emma a responsável pela enfermagem chegar. A mansão Bennett tinha um rotina diária que era vivida de forma religiosa pela maioria das bruxas que tinha responsabilidades dentro da casa, a moça saiu do cômodo e começou a caminhar pelo corredor que era pintado de alaranjado e havia vários quadros na parede a grande maioria eram dos antepassados da jovem bruxa a moça parou perante uma porta azul ela era a única de todo o andar a moça colocou a chave na fechadura virando a chave e abrindo a porta e fechou a mesma atrás de si era uma enorme sala que tinha enorme janela no lado oposto de onde a moça estava tinham várias estantes de metal enfileirados e tinha frascos e mais frascos de várias porções também agrupados por estante, o local era iluminado pela luz solar que entrava pelas janelas enormes agora só faltava a moça encontrar o que tinha ido ali buscar não demorou para perceber que os frascos eram organizados nas prateleira em ordem alfabética então logo ela encontrou as porções do sono Emilly pegou dois deles era mais ou menos do tamanho da palma da mão da moça que se apressou em sair do cômodo, pois sabia que já estava ficando sem tempo voltou para a enfermaria e colocou a chave no chaveiro de novo e saiu fechando a porta atrás de si e desceu rápido para o segundo andar ela carregava cada frasco em uma das mãos sabia que se fosse pega teria que dar muitas explicações então tinha que chegar ao quarto rápido ela conseguia ouvir a movimentação grande no andar de baixo o que significava que o café da manhã havia terminado de vez e logo todo mundo subiria a moça chegou ao seu quarto e entrou foi até a mesa de estudo e abriu uma das gavetas e colocou os dois frasco ali, no mesmo segundo o celular de Emilly vibrou em seu bolso a moça o pegou e olhou para o visor iluminada era somente Layla confirmando que tinha conseguido escalar as duas para fazer o jantar naquela noite então deveria estar às 17:30 na cozinha.

Emilly caminhou até a cama e se deitou de qualquer jeito era um alivio saber que tudo aquilo logo acabaria ela teria sua vida de volta poderia curtir o sobrinho e a irmã e até viria visitar a mãe volta e meia ela tinha terminado o curso de psicologia a pouco tempo e estava ansiosa para ter o seu consultório e finalmente sair do bar e trabalhar com o que ela gostava e talvez ela até arrumasse um namorado normal, não um bruxo com o marido de sua irmã e ela poderia viajar e conhecer outros lugares apesar dela amar Nova Orleans, não era fácil viver na cidade dos vampiros a moça fechou os olhos e veio em sua mente o pequeno sobrinho que tinha a pelo morena e os olhos verdes do pai, Emilly tinha que admitir por mais que ela não gostasse do von Brock ele era um ótimo pai e marido sempre cuidando da esposa e do filho os olhos do homem brilhavam de alegria toda vez que chegava do trabalho e via o pequenino, todos na casa amavam o bebê ele ficava o dia todo passando de colo em colo por todos da casa, todos estavam meio tristes pelo dia da partida da família von Brock que se aproximava, mas sabiam que aquilo era o melhor para a família afinal todos os Bennett não gostavam muito de Robert, só aguentavam ele por causa de Sarah e toda essa antipatia era gerada por conta do sobrenome do homem.

Emilly acabou sendo vencida pelo sono que nem ela mesmo lembrava que tinha era bom pensar que a partir de amanhã o sobrinho e a sua irmã não teriam mais que temer alguém atacando a casa no meio da noite.

Emilly é acordada com pequenas mãos batendo em seu rosto não precisou abrir os olhos para saber que era o sobrinho um sorriso surgiu no rosto da mulher o bebê tinha um cheiro doce mais não enjoativo a tia abriu os olhos encarando os grande olhos verdes do bebê, Antony gritou quando os braços da tia o envolveram a gritaria terminou em gargalhada dos dois, o pequenino continuava a bater no rosto da mulher ele tinha quase um mês, mas já era grande e esperto Robert se gabava que ele puxou o porte dos von Brocks e que era seria um grande bruxo-caçador, Sarah só queria que o filho crescesse bem e saudável não ligava se ele seria um bruxo ou um caçador poderoso ela só queria o filho bem.

—É incrível como ele gosta de você. – disse uma voz que vinha do canto do quarto perto da janela foi a primeira vez que Emilly tinha notado a presença da irmã ali.

—Isso se deve a ele ter puxado o ótimo gosto das Bennetts e não da família paterna. – disse Emilly com um sorriso divertido era ótimo para o dia dela insultar o cunhado.

—Que bom que você está deitada Emys assim é mais fácil para você rastejar. – disse uma voz masculina e profunda era Robert e Emilly mesmo sem vê-lo sabia que ele estava perto da porta.

—Você não tem mais o que fazer não Bob? Tipo lamber suas partes. – Emilly levantou da cama segurando o sobrinho e ajeitando ele em seu colo. – Posso saber o que querem?

—Bem, você sabe que o Antony ama você, não é? – questionou Sarah olhando como o bebê não tirava o olhar de Emilly que olhou para ele e sorriu. – E sabe que o Nik é o padrinho?

-Sim, eu sei dessas coisas. Ainda acho uma loucura você ter um psicopata como compadre, mas você que sabe. – Emilly deixava claro que não gostava da ideia de Nik ter relação com Antony, pois o hibrido não tinha amigos ou família ele só usava todo mundo até que a pessoa não fosse mais útil.

Emilly ouviu um rosnado sair dentre os dentes de Robert ela sabia que ele e Nik eram amigos de longa data e que a família dele era aliada ao hibrido.

—A questão é que eu quero que você seja a madrinha. – disse Sarah querendo evitar que o esposo e a irmã briguem.

—Sério? – Emilly olhou para Bob incrédula ela nunca imaginou que o homem ficaria bem com aquilo afinal os dois não se davam bem.

—Sim, Hermione. Apesar das nossas diferenças sei que se algum dia o meu filho precisar ou se algo acontecer comigo você estará lá para o meu filho e a minha esposa. – disse Robert com um sorriso de canto havia sinceridade em suas palavras apesar dele não ser um fã de Emilly ele sabia o quanto a moça amava Sarah e Antony e isso era mais do que o suficiente para ele.

—Eu aceito então Thudercat.

Um sorriso surgiu na face de Sarah que foi em direção a irmã e lhe deu um abraço enquanto isso Robert saiu ele tinha que voltar para o trabalho.

Os três ficaram o resto da tarde sentado no tapete felpudo do quarto de Emilly Antony ficava deitado brincando com um pequeno carrinho enquanto as duas moças olhavam para ele enquanto conversavam, mas Robert saiu mais cedo dizendo que tinha coisas da casa para resolver.

—Acho que ele herdou o gene de Bob. -Disse olhando de forma amorosa para o filho.

—Então o meu afilhado é o Lion-O. – disse Emilly rindo o que fez Sarah ficar um pouco seria. – Calma irmãzinha é só uma brincadeira.

Sarah balançou a cabeça com um sorriso no rosto ela lembrava que antes de se apaixonar por Bob também sempre zuava ele até que uma vez ele se transformou e foi atrás dela ele jurava que só queria assusta-la, mas quando ela viu ele na forma de tigre sua pelugem amarelo escuro e suas listras preta e seus olhos dourados ela ficou encantada no dia seguinte os dois passaram a conversar sem mais se atacarem e agora ela via o resultado disso tentando morder o pequeno carro.

—Sarah, ele já se transformou alguma vez? – perguntou agora Emilly preocupada com o sobrinho, pois ela sabia que aquilo era algo bem doloroso.

—Bem ainda não. – disse Sarah tentando explicar. – Mas já houve mudanças nos olhos geralmente a noite os olhos dele ficam como de um felino.

Emilly pegou o sobrinho no colo e o analisou por um tempo ele não parecia nem um pouco diferente de qualquer criança, mas ela tinha ouvido Bob falar um vez que a primeira transformação geralmente acontecia aos cinco anos, mas o Tony era só um bebê grande para sua idade e de mãozinhas gorduchas, todavia não parecia que iria virar um tigre.

—Olha você não vai precisar se preocupar com isso por pelo menos cinco anos, irmã. – disse Emilly ela sabia que a irmã não queria ver o filho sentindo a dor da transformação. -E bem daqui a cinco anos eu compro um novelo de lã para ele.

Sarah pegou um travesseiro da cama e tacou na irmã a acertando Emilly ficou brincando com o sobrinho até que o mesmo começou a bocejar a jovem o pegou no colo o deitando com delicadeza e o embalando em quanto cantarolava um antiga canção de ninar na família o bebê foi fechando os olhos e sua respiração foi ficando pesada até que ele dormiu Emilly olhava para ele apaixonada em cada detalhe do bebê por ele era que ele deveria acabar com aquele situação das bruxa inimigas naquela noite assim ela não teria mais medo pelo sobrinho ou por sua irmã.

— Havia um reino muito distante e havia uma rainha que governava sobre toda uma população de bruxas. – Contou Emilly para a criança que se ajeitava em seu colo enquanto dormia. – Um dia bruxas inimigas vieram tentando tirar a paz daquele reino a rainha temia pela vida do seu povo mais especialmente pela vida de suas duas filhas que era bruxas e mãe queria que ambas ficassem bem principalmente a mais nova que estava gravida o seu marido era um homem corajoso e virtuoso e um grande guerreiro ele era o legitimo príncipe dos Thudercats. Então um dia mesmo em tempos de guerra a jovem bruxa deu à luz a um menino e ele foi vital para trazer animo e esperança ao coração daquele povo.

—Tirando a parte dos Thudercats é uma bela história. – disse Sarah, mas Emilly não a encarou seu olhar era fixo no bebê adormecido.

Batidas na porta fizeram a mulher desviar o olhar para a porta Layla entrou e encarou as duas moças e o pequeno que dormia de for calma.

—Oi Sarah. – disse Layla cumprimentando a jovem mãe com um sorriso. – Emys temos que ir para a cozinha fazer o jantar.

Emilly arregalou os olhos imaginando que havia dormido e brincando com o sobrinho o dia todo Sarah pegou o filho adormecido e saiu se despedindo das moças Emilly se levantou foi até a gaveta da mesa de estudo e pegou os dois frascos e colocou na bolsa e se virou para a prima que mordia os lábios com certa apreensão, pois ela sabia que mesmo que elas obtivessem sucesso no final da noite não poderia fugir de uma Ayna furiosa pela manhã.

—Se quiser desistir esse é o momento. – disse Emilly ajeitando a bolsa no ombro.

Layla fechou os olhos e respirou fundo e depois olhou para a prima de forma decidida.

—Vamos fazer isso, logo. – disse a moça por fim se retirando e Emilly vinha atrás dela.

A cozinha da casa estava a todo vapor havia costelas assando nos enormes fornos industriais, alguns faziam os legumes refogados, outros os purês de batatas e alguns as saladas. Emilly e Layla havia ficando com os licores e demais bebidas, que se resumia a encontrar as bebidas que harmonizavam melhor com as comidas e coloca-las em grandes jarras e junto com a bebida as moças colocavam a poção depois de quase duas horas tudo estava pronto os rapazes carregaram as bandejas com comida e as jarras para a sala de jantar. Emilly e Layla chegaram e foram para os seus lugares ambas sentaram perto uma da outras quando Ayna chegou e se serviu junto com as membras do conselhos, os demais foram se servir logo que todos tinham se servido começaram a comer Layla e Emilly comiam, mas não encostavam no licor que tinham pegado quando Emilly estava no meio do seu prato as bruxas começaram a adormecer uma após a outra começando pelo conselho e terminando no segundo mais jovem do clã como um efeito dominó as duas bruxas olharam ao redor sabendo que não tinham muito tem já estava perto das 20:00hrs Layla se levantou indo desativar uma de suas runas e fazer um contrafeitiço para que pudesse sair de casa. Emilly foi até o bebê conforto do lado da irmã que estava adormecida sobre a mesa o sobrinho estava acordado e tentava de alguma forma pôr o seu pé que estava calçado com um sapatinha azul na boca Emilly lhe deu um beijo na testa e saiu indo para a porta enquanto caminhava sentiu o seu poder voltar o que significava que era estava sem runas não demorou muito para as duas moças derrubarem o contrafeitiço da mãe de Emilly as duas correram para a garagem e o primeiro carro que viram foi o carro de Sarah ele era simples e popular o que era perfeito para chegar no cemitério sem chamar atenção.

Notas finais
Comentem...