Notas iniciais
* Olá! Estava com saudades de escrever com Saint Seiya. Estarei trabalhando aos poucos nesta aqui. ♥

*Não pretendo fazer mais do que 4 capítulos. ;3; Espero não ficar na enrolação boba de sempre.

* Tomara que gostem~!

Uma tempestade havia começado. O vento frio fazia as portas da varanda daquele quarto baterem violentamente e a água da chuva adentrava no cômodo. Os trovões vinham fortes e o barulho estrondoso que produziam parecia bater no fundo da alma de qualquer um. Como se quisesse acertar os corações humanos. Era irônico, pois a batalha contra Poseidon, o deus dos mares, havia terminado há alguns dias. Mas esse pequeno dilúvio insistia em cair sob a mansão Kido, como se os céus quisessem castigar aqueles que ali dormiam.

Aquilo era um mau presságio.

Em pé, de frente para a tempestade e sentindo aquela ventania descontrolada levar os pingos d’água de encontro ao seu corpo, o jovem Cavaleiro de Andrômeda estava imerso em seus pensamentos. Não deveria estar acordado. Seu precioso sono fora interrompido por pesadelos, que se assemelhavam a lembranças. Memórias há muito tempo esquecidas e isso o incomodava. Esses sonhos não eram recentes, sempre o acompanharam desde pequeno e todos eles continham o mesmo sentimento de solidão e desespero. O ultimo, fez seu coração acelerar tanto que quase o sentiu sair de seu peito e em seguida uma dor, comparável a alguém lhe abrindo o corpo com uma faca e arrancando cada um de deus órgãos, o invadiu. Nunca contara isso para ninguém, nem mesmo para o seu irmão. Quase todas as noites, agonizava em silêncio, pois não aguentava o que via.

Não teria coragem de descrever essas visões para nenhuma pessoa, mas o que mais se evidenciava nos tais sonhos era a cor vermelha do sangue. Isso o assustava profundamente, tinha horror a qualquer tipo de violência e era totalmente contra lutar sem ter reais motivos para isso.

Muitos não entendiam por que alguém como ele havia se tornado um Cavaleiro. O achavam manhoso, fraco... E inclusive já fora chamado de covarde.

Mas se soubessem da verdade...

Shun era gentil e atencioso. Fato. Com um semblante delicado que não combinava absolutamente em nada com seu “estilo de vida”, sensível e ainda muito ingênuo. Mas nunca deixava de encarar a situação com atitudes nobres e maduras. No entanto, aquele jovem, aparentemente inocente, estava pálido como um fantasma e olhava para o lado de fora do quarto com um vago contemplar.Parecia esperar uma visita invisível.

–Talvez eu tenha amolecido. Talvez eu tenha percebido. Talvez eu tenha mudado. Talvez eu já não seja mais quem era antes. – balbuciou o garoto, concentrado em fitar o balançar hipnótico das folhas das árvores em meio à tempestade.

Uma grande mudança estava por vir.

Notas finais
* Prólogo curto, mas espero que tenha dado para entender onde quero chegar ;;