Os Laços Que Não Foram Esquecidos

4 Meu melhor amigo, meu inimigo.


Notas iniciais
* Finalmente a parte do Seiya/Tenma! Mil perdões pela demora, gente. ;;

* Estamos na reta final, logo (espero) postarei a parte do Ikki/Kagaho.

* Estou também preparando uma outra fic envolvendo nosso querido Shun e uma outra do Alone. (*´v`*)

* Ah! Voltei a assistir Ring Ni Kakerou. É uma outra obra do Kurumada, sobre boxe. Tem umas coisas meio toscas, mas acho legal ;; E engraçado também. Fora que um dos personagens é uma versão mais malvadinha do Shun! *u* UASHUHASUAHSAHSHS um dia faço cosplay dele. Ele toca piano ;A;

* E este capítulo dedico à minha amiga Nee que nada mais é do que o meu brother Seiya que me chama de Shunzinho ♥ Tinhamo e obrigada por tudo ;;

*Enfim, boa leitura! ♥

Shun pensara em voltar para o andar de cima, para seu quarto novamente. Mas sentiu-se impelido a ir até o lado de fora, já que não chovia mais. Andou mais um pouco por aqueles corredores, que eram assustadores demais a noite. Não que Andrômeda fosse medroso, pois se fosse jamais teria conseguido se tornar Cavaleiro. Ele sempre teve a coragem para fazer o que lhe era imposto pelo seu destino, sem reclamar uma única vez.

Mas sim, havia dias em que ele lamentava tal fardo.

Conseguiu encontrar uma porta destrancada. Achou perigoso, claro, mas ele estava pronto para qualquer coisa que pudesse acontecer. Ouviu um barulho, que no mínimo foi muito suspeito. Quem poderia ser a essa hora da noite naquela casa de ricos? Um ladrão, talvez. E como os seguranças deixaram um simples gatuno adentrar no jardim? Cuidadosamente ele seguiu os barulhos até perto de um chafariz, onde se deparou com um desastrado Seiya, reclamando de ter escorregado em um possa d’água e ter batido os quadris ao cair.

- Seiya? O que está fazendo aqui... Do lado de fora? – Shun aproximou-se, assustando-o.

- Ah, Shun! Nossa, que susto que você me deu! Nem percebi que estavas aí... – Pégasus, desajeitadamente levantou-se, verificando se havia molhado suas roupas. – Eu estou saindo.

- Saindo? Para onde vais?

- Eu vou procurar a minha irmã. Nem que eu contorne o Japão inteiro para isso. – o sagitariano queria aproveitar o tempo de paz que tinha para poder continuar a busca pela sua irmã, Seika.

Seiya. Um garoto de coragem admirável, mas que iria ser sempre um garoto sapeca e inconsequente. Uma eterna criança. Shun poderia considerá-lo seu melhor amigo, pois se davam muito bem desde muito tempo. O virginiano via no outro uma parte de si mesmo. Ou talvez ele só invejasse Pégasus por este conseguir ser mais livre do que qualquer outro ali. Era assim que o via.

Seiya tinha asas e ninguém iria tirar isso dele, nem mesmo Athena...

Estar perto dele era muito divertido e estimava todos os momentos que passavam juntos. Viram-se pela primeira vez aos seis anos de idade, porém Shun tinha certeza absoluta de que o conhecia desde muito antes. Sabia como era o seu gênio como ninguém e aguentava suas piadinhas sem graça. Ao pensar nisso, outra daquelas pontadas incomodava seu interior e sem perceber perguntara:

- Seiya, você me perdoa?

O japonês de cabelo espetado (e bagunçado) olhou-o como se quisesse dizer “Você comeu algo estragado?”.

- Como assim perdoar? Você não fez nada de ruim para mim. Aliás, você nunca faz nada de ruim para ninguém. – o mais alto respondeu.

- Mas e se um dia eu fizer? Se eu, de repente, mudar Seiya? Você e os outros... Seriam capazes de me perdoar?

- Acredito que você nunca fará algo assim, nem mesmo a um mísero inseto. E mesmo se um dia fizer, sei que não será por que quis. – ele sorriu.

Por sua vez, Seiya gostava bastante de conversar com Shun. Também se sentira orgulhoso e feliz ao vê-lo evoluir como Cavaleiro e por vezes, imaginava que poderia ser derrotado pelo menor. Isso seria uma honra, inclusive.

- Seiya...

Uma lembrança veio à tona. Não saberia dizer se era mesmo verdade ou não, mas lembrou-se de uma ocasião em que Seiya teria batido em dois garotos que haviam maltratado um filhote de cachorro, que Shun salvara. Lembrou-se de dar uma bronca no Pégasus por ter abusado de violência contra pessoas mais fracas e em contrapartida, o sagitariano teria reclamado dizendo que o outro era “bonzinho” demais. Eles deveriam ter mais ou menos entre dez e doze anos nessa época, mas seria impossível. Afinal, ambos estavam treinando em países diferentes com essa idade. Então por que Shun tinha tantas memórias de Seiya?

- Shun? Oi? Está acordado? – Seiya balançava as mãos na frente de Shun, tentando chamar sua atenção.

- Ah!

- Você está bem? Parece-me tão... Distraído.

- Deve ser culpa da insônia.

- Hm, deve ser. Você está estranho...

- Estranho como?

- Ah, não sei. Você está mais alto, acho!

Pégasus também era ingênuo. Podia ter energia para milhares de outras coisas, mas nunca fora muito observador. Ele sempre seria um menino travesso aos olhos de Shun. Isso pode parecer ironia, mas Andrômeda nunca fora, de fato, a criança do grupo. Ele invejava todos os outros por conseguirem ser sinceros consigo mesmos.

Isso era algo que Shun nunca conseguiu ser.

- Hmm, tem razão. Logo estarei mais alto que você.

- Ah! Impossível, isso nunca acontecerá!

- Quer apostar?

Eles riam, se divertiam e conversavam. Ficava óbvia a diferença de personalidade que tinham, mas pareciam uma dupla perfeita.

Bons amigos, grandes amigos... Velhos amigos.

- Seiya, se um dia acontecer de nos enfrentarmos...

- Se nos enfrentarmos farei de tudo para vencer! – ele disse com aquele ar de convencido. – Eu não vou perder para você. Eu tenho uma arma secreta!

- Arma secreta?

- É!

- E o que seria?

- É só eu começar a chorar e implorar para você parar. Simples! – Seiya respondera e logo caiu na gargalhada, assim como o menor.

- Seiya, você nunca vai mudar...

Gostaria de poder dizer isso a mim mesmo também.

Notas finais
*Reviews ;^;