Aquela era uma cena um tanto comum.

Cinco jovens em um carro, com a vida e a noite pela frente.

- Me dêem mais espaço! Vocês estão me esmagando, seus idiotas! — berrava Bruno, o mais belo entre eles.

- O que faremos hoje: Tô afim de zoar muito!

- A gente pensa em alguma coisa. A noite é uma criança, assim como a gente.

- Huh! Crianças muito travessas, né: — brincou Bruno, com seu sorriso hipnótico — Vamos brincar do quê hoje:

Aqueles jovens, além da idade, possuíam outras coisas em comum. O desejo de adrenalina e emoção. O senso de humor com um quê de sarcasmo, A sede de sangue.

Eram todos vampiros, em busca de alimento e diversão.

As ruas estavam pouco movimentadas. Era uma noite perfeita para eles. Sentiam-se os donos do mundo.

- Eric, espero que tenha lembrado de encher o tanque. — disse Stephanie.

- Merda! Sabia que tinha esquecido de alguma coisa. — respondeu Eric, nervoso.

- Ah, não esquenta — disse Bruno, acalmando o amigo — Tem um posto logo à frente. Enchemos o tanque e brincamos um pouco. O que acham:

Todos se animaram com a idéia. Fazia muito calor naquela noite e um humano com o corpo quente era pra eles um banquete formidável.

- Stephie, que livro é este que você está trazendo: — perguntou Raquel.

- Ah, "Os Sete", do André Vianco. Ele mora aqui em Osasco, sabia: — respondeu a garota.

- E sobre o quê ele fala:

- Essa é a melhor parte, querida. É sobre vampiros. A imaginação humana me surpreende muito.

- Essas histórias são sempre iguais. Imaginem só se todas as pessoas que a gente mordesse se tornassem vampiros como nós. Isso é ridículo.

- A gente pode visitar o escritor mais tarde! Mas primeiro, vamos encher o tanque.

Fim da Parte Um