Os Jovens Profanos
3 Parte Três
Bruno era o mais ansioso entre eles. Vendo toda aquela enrolação, desabafou :
- Eu é que deveria ter ficado lá fora. Vocês viram como aquele rapaz era bonito: E que braços fortes...
- Cale-se, Bruno — interrompeu Felipe — poupe-me de suas luxúrias. Porque não escolhe logo um deles pra gente começar.
- Bah! Eu nem estou com tanta fome assim. Só preciso de ação.
Eric procurou nos bolsos pelo isqueiro, em sguida, acendeu um cigarro.
- Perdão, senhor. Mas não pode fumar aqui dentro. Por causa da lei nova...
- Oh, não se preocupe. Eu já ia apagá-lo.
Eric agarrou o atendente pelo pescoço e o fez passar por cima do balcão. Apagou o cigarro no olho do rapaz, que gritou num misto de dor e desespero. O vampiro cravou suas presas em sua vítima, iniciando o esperado banquete.
- Meu Deus! O que está havendo aqui: — perguntou um dos clientes da loja.
Eric, com a boca e as roupas banhadas em sangue, respondeu :
- Não se encomodem com isso. É apenas um jantar em comemoração ao meu aniversário. Todos vocês estão convidados. Querem cantar o parabéns agora ou vão esperar eu apagar as velinhas:
Bruno puxou pra perto de si um dos clientes e mordeu-lhe o pescoço. Mas não estava satisfeito.
- Maldita seja, Raquel! Sempre fica com os melhores pedaços da festa — parou por um instante e disse — Olhem isso! É uma câmera, pessoal. Estamos sendo filmados, que excitante!
Raquel, do lado de fora, já acabava sua refeição. Tirou a camisa de sua vítima para limpar a boca, tendo muito cuidado para não manchar os bancos do carro.
Dentro da loja, o circo estava armado mas o espetáculo chegava ao fim.
- Vamos embora. Já não há mais o que fazer aqui. — ordenou Eric, o líder.
- Sim, vamos procurar mais diversão — o ânimo de Bruno estava retornando.
Estavam saindo da loja quando ouviram um choro vindo de trás do balcão. Era um homem.
Se escondera ali quando a confusão começou.
- Ora, vejam só! — disse Bruno, agarrando-o pelo braço — Estão servidos:
- Vamos levá-lo pra Raquel. Ela ainda deve estar com fome, — sugeriu Stephanie.
Encontraram a amiga retirando o corpo do funcionário de dentro do carro.
- Trouxemos mais um pra você, minha amiga.
- Ah, eu não quero. Já estou satisfeita — disse isso enquanto lançava um olhar de desdém para Bruno.
- Eu não ligo, piranha. Tenho meus próprios meios de entretenimento.
Bruno pegou a bomba de gasolina e banhou o único sobrevivente da loja com o líquido inflamável
- Me empresta o isqueiro, Eric. Vou acender a sua velinha. Faça um pedido, querido.
Bruno ateou fogo no homem. Este, por sua vez, vendo as chamas consumindo seu corpo, entrou em estado de choque. Tudo o que pôde fazer foi correr e rolar no chão enquanto gritava desesperadamente.
Na estrada, aproximava-se um carro velho. O homem ainda teve esperanças ao ver o veículo chegando mais perto. Tentou acenar para o motorista, mas não lhe deram atenção.
Então, o pobre homem morreu, negligenciado por irmãos de sua própria espécie.
- Esses humanos são mesmo formidáveis. Até mesmo eu pararia para ajudá-lo se fôssemos iguais. — ironizou Bruno.
- Eles não sabem a sorte que tem. Se eles tivessem parado, teriam um fim semelhante ao deste desgraçado. — disse Eric — Vamos embora. Este lugar perdeu a graça.
Fim
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