Bruno era o mais ansioso entre eles. Vendo toda aquela enrolação, desabafou :

- Eu é que deveria ter ficado lá fora. Vocês viram como aquele rapaz era bonito: E que braços fortes...

- Cale-se, Bruno — interrompeu Felipe — poupe-me de suas luxúrias. Porque não escolhe logo um deles pra gente começar.

- Bah! Eu nem estou com tanta fome assim. Só preciso de ação.

Eric procurou nos bolsos pelo isqueiro, em sguida, acendeu um cigarro.

- Perdão, senhor. Mas não pode fumar aqui dentro. Por causa da lei nova...

- Oh, não se preocupe. Eu já ia apagá-lo.

Eric agarrou o atendente pelo pescoço e o fez passar por cima do balcão. Apagou o cigarro no olho do rapaz, que gritou num misto de dor e desespero. O vampiro cravou suas presas em sua vítima, iniciando o esperado banquete.

- Meu Deus! O que está havendo aqui: — perguntou um dos clientes da loja.

Eric, com a boca e as roupas banhadas em sangue, respondeu :

- Não se encomodem com isso. É apenas um jantar em comemoração ao meu aniversário. Todos vocês estão convidados. Querem cantar o parabéns agora ou vão esperar eu apagar as velinhas:

Bruno puxou pra perto de si um dos clientes e mordeu-lhe o pescoço. Mas não estava satisfeito.

- Maldita seja, Raquel! Sempre fica com os melhores pedaços da festa — parou por um instante e disse — Olhem isso! É uma câmera, pessoal. Estamos sendo filmados, que excitante!

Raquel, do lado de fora, já acabava sua refeição. Tirou a camisa de sua vítima para limpar a boca, tendo muito cuidado para não manchar os bancos do carro.

Dentro da loja, o circo estava armado mas o espetáculo chegava ao fim.

- Vamos embora. Já não há mais o que fazer aqui. — ordenou Eric, o líder.

- Sim, vamos procurar mais diversão — o ânimo de Bruno estava retornando.

Estavam saindo da loja quando ouviram um choro vindo de trás do balcão. Era um homem.

Se escondera ali quando a confusão começou.

- Ora, vejam só! — disse Bruno, agarrando-o pelo braço — Estão servidos:

- Vamos levá-lo pra Raquel. Ela ainda deve estar com fome, — sugeriu Stephanie.

Encontraram a amiga retirando o corpo do funcionário de dentro do carro.

- Trouxemos mais um pra você, minha amiga.

- Ah, eu não quero. Já estou satisfeita — disse isso enquanto lançava um olhar de desdém para Bruno.

- Eu não ligo, piranha. Tenho meus próprios meios de entretenimento.

Bruno pegou a bomba de gasolina e banhou o único sobrevivente da loja com o líquido inflamável

- Me empresta o isqueiro, Eric. Vou acender a sua velinha. Faça um pedido, querido.

Bruno ateou fogo no homem. Este, por sua vez, vendo as chamas consumindo seu corpo, entrou em estado de choque. Tudo o que pôde fazer foi correr e rolar no chão enquanto gritava desesperadamente.

Na estrada, aproximava-se um carro velho. O homem ainda teve esperanças ao ver o veículo chegando mais perto. Tentou acenar para o motorista, mas não lhe deram atenção.

Então, o pobre homem morreu, negligenciado por irmãos de sua própria espécie.

- Esses humanos são mesmo formidáveis. Até mesmo eu pararia para ajudá-lo se fôssemos iguais. — ironizou Bruno.

- Eles não sabem a sorte que tem. Se eles tivessem parado, teriam um fim semelhante ao deste desgraçado. — disse Eric — Vamos embora. Este lugar perdeu a graça.

Fim

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