Os Infectados

5 Investigando o Farol


Notas iniciais
Bem esse foi curtinho pois o seguinte o David ficará sabendo de toda a verdade pois harry irá contar então o próximo cap promete ser maior, por isso postei logo esse.
Obrigado a quem acompanha, beijuss e boa noite.

Até que não tive dificuldade para sair do presídio seguir as instruções de Gerald e poucos minutos depois eu já caminhava pelo jardim, peguei uma capa de chuva que estava no refeitório parecia que até havia sido deixada ali—Gerald—Pensei enquanto passava a capa pelo meu corpo.

Quando atravessei o grande Jardim fui em direção às grandes rochas, aquele caminho parecia está bem escorregadio, ainda chovia um pouco forte, mas não deixei que aquilo me impedisse.

Subir em algumas rochas de fato elas se encontravam bem escorregadias mesmo, saltei de uma e cair na areia fofa e molhada da praia, corri um pouco para alcançar logo o Farol. Já na frente dele vi uma porta fechada com uma corrente fechada por um cadeado. Olhei para meu lado vendo algumas pedras e não hesitei em pegar uma bem grossa arremessando várias vezes sobre o cadeado que logo se quebrou.

Retirei a corrente e joguei ali mesmo no chão junto com o cadeado e entrei para o interior do Farol fechando a porta atrás de mim. Havia uma escadeira que se seguia para cima, estava um pouco escuro, mas tinha um castiçal pendurado na parede com duas velas nele, tratei de pegá-lo e fui subindo os lances de escada.

[...]

Entrei em uma sala não muito grande, e tinha uma janela que dava pra ver todo o presídio, nessa sala tinha uma lâmpada então não precisei mais do castiçal, o coloquei de lado e acendi a luz. Com a sala iluminada agora vi algumas mesas com vários vidros, parecido com aqueles que vemos em laboratórios de colégios, e também estavam cheios com aqueles líquidos coloridos dentro.

Também tinham uma sério de papeladas espalhadas pela mesa, e alguns blocos de anotações, na parede um grande mural com os dias da semana e com anotações, me aproximei para avaliar melhor. Eram coisas escritas do tipo –Teste de Avaliação —Testes Positivos —Testes Negativos— E pra falar a verdade só havia pontos para os Testes negativos, os positivos estavam totalmente em branco.

—O que será isso?—Me perguntei sozinho. —Até que escutei um barulho esquisito, era como se fosse um grunhido ou algo assim, me limitei apenas em andar alguns passos até onde eu escutava os ‘’sons’’ esquisitos, mas estes cessaram.

Voltei a andar pela sala e vi um refrigerador, me aproximei e o abrir vendo o que tinha dentro, mais tubos com líquidos e pedaços de carne? Olhei melhor e vi que eram pedaços de carnes de porcos, e pedaços de galinhas, estavam ensacados em um saco plástico e estavam cruas.

Agarrei um dos sacos na mão, o pedaço de porco ainda continha sangue, voltei então a escutar novamente o barulho e dessa vez ele não parava, começou a ficar cada vez mais alto e insistente. Sai da sala onde eu estava e passei por um corredor pequeno, chegando ao fim dele vi uma salinha, para minha surpresa a porta estava aberta.

Quando entrei em seu interior vi que a mesma era bem diferente da anterior em que eu estava, havia uma cama no canto da parede com uma janelinha não muito grande, e um grande refrigerador, era bem grande e estava encostado nos fundos da sala. O barulho vinha de lá, agora eu podia comprovar.

Caminhei sem presa e à medida que me aproximava do refrigerador o barulho continuava, o que fosse que estivesse ali dentro sabia que eu estava ali fora, coloquei a mão sobre o trinco ele estava gelado e abaixei o mesmo para baixo fazendo com que a pesada porta se abrisse.

Um ar gelado juntamente com uma fumaçinha fria saíram batendo em meu rosto, recuei um pouco mas logo voltei a me aproximar da porta.Minha primeira atitude fora abri-la toda para ver se conseguia enxergar o que estava lá dentro, como havia uma grande fumaça gelada impedindo a minha visão esperei alguns segundos até que a mesma foi desaparecendo e pude ver nitidamente o motivo do barulho.

Não sei se eu colei no chão ou paralisei de medo em ver aquele ‘homem’ se é que assim eu podia chamar era a coisa mais assustadora que eu já tinha visto realmente meus olhos não acreditavam no que viam. Era uma coisa feia totalmente deformada pelo menos a pele estava bem deformada enrugada, os olhos vermelhos e inchados, tinha uma gosma escorrendo da boca, e os dentes estavam em péssimo estado.

—Mais o que é isso Meus deus?—Perguntei sozinho.

A coisa se debatia entre as correntes que o seguravam, parecia extremamente alterado, trincava os dentes com força e tentava a qualquer custo se soltar das correntes. Será que era o Scoot? Essa pergunta me veio à mente depois do que Gerald me disse isso tudo fazia sentido agora.

Porém por um minuto a criatura se acalmou ela olhava para minha mão, depois me dei conta que ainda segurava o saco com aquele pedaço de porco dentro. Abrir o saco retirando o pedaço da carne de dentro e levantei no ar ameaçando jogar para ele, o mesmo havia voltado a se irritar tentava avançar em cima do pedaço de porco, mas eu estava bem longe e ele não me alcançava graças às correntes que o segurava.

—Você que isso não é?—Voltei a balançar o pedaço em entre os dedos agitando ainda mais a criatura que deixava a gosma em sua boca escorrer ainda mais.

Acabei com a agonia dele, lancei o pedaço de porco no ar e o mesmo caiu próximo aos pés da criatura que não hesitou em agarrar ferozmente e rasgar a carne, rapidamente ele comera tudo roendo o osso que restara. Estava faminto e ainda parecia com fome, depois de largar o osso aos pés voltou a me observar como se ainda esperasse algo a mais.

Eu estava incrédulo sobre tudo aquilo, se aquele realmente era Scott Wood o que havia acontecido a ele, e porque estava naquele estado horrível? Perguntas não me faltavam, mas eu sabia que só uma pessoa seria capaz de me responder e eu sabia muito bem o que fazer quando o dia amanhecesse.

Notas finais
E ai será que o David vai colocar o Harry contra a parede?
Aguardem o próximo cap.