Os (Im)perfeitos

2 Nunca mais faça isso!


Notas iniciais
Hello queridas e queridos, obrigada pelos comentários, aqui está mais um capítulo! Boa leitura! Beijocas :)

Sai do meu closet tentando secar meus cabelos loiros com uma toalha e me deparei com a minha mãe sentada em minha cama mexendo em seu celular e sorrindo, deve estar trocando mensagens com papai. A minha mãe é uma mulher belíssima, ela parece ser minha irmã de 20 anos, varios homens a cobiçam muito, e papai sabe a mulher que tem, e espanta todos os marmanjos de perto dela a tiros! Ouvi muitas histórias de minha mãe, histórias de como ela conheceu papai, e isso é o que ela nunca contou direito para mim e meus irmãos, ela sempre fala “Na época em que eu era jovem, aos meus 18 anos os Diafenix invadiram a terra e a escravidão foi legalizada, eu fui uma escrava no castelo real, e não era por vontade própria e você sabe como o seu pai é, e tu me conhece, então já imagina as brigas variadas que tivemos e logo nos apaixonamos, enfrentamos muitos obstáculos, mas estamos aqui hoje”, isso era o que ela contava e papai nunca nos falou sobre isso, ele sempre ficava quieto e as vezes inventava reuniões. Eu já ouvi por ai que a minha mãe sofreu muito, não que eu saiba como, ou imagine, mas ela é a minha heroína, ela salvou tantas pessoas...

– Mãe? O que faz aqui? – Perguntei chamando a atenção dela que me olhou sorrindo maravilhosamente

– Eu vim conversar com você meu amor, sente-se aqui – Mamãe deu uns tapinhas na cama e eu fui me sentar.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei tentando me lembrar se eu havia colocado fogo na secretaria da escola de novo ou se eu arrumei alguma briga hoje a não ser com os meus irmãos.

– Bom, acontecer, não aconteceu ainda – Olhei confusa para minha mãe que pegou em minhas mãos – Você é a minha filha e eu te amo imensamente, não quero que nada de ruim aconteça a você e nem aos seus irmãos então meu amor, eu irei te perguntar e você pode me contar.

– Onde a senhora quer chegar mamãe? — Perguntei olhando para ela.

– O seu tio Eric anda muito estranho, você notou algum tipo de olhar estranho dele para você?

– O que? Como assim? – Perguntei ainda confusa.

– Hoje em sua escola o seu tio teve um comportamento um tanto estranho ao te ver conversando com outro garoto, ele parecia o seu pai me vendo conversar com alguém do sexo masculino ou feminino – Então tudo esclareceu e eu entendi onde ela queria chegar

– Mamãe eu nunca tive nada com o tio Eric – Neguei freneticamente com a cabeça.

– Disso eu não duvido querida, é que eu estou achando que o seu tio gosta de você e não é de um jeito fraternal – A minha mãe só pode estar doida, mas doida ela já é.

– Isso não pode ser verdade mamãe, tio Eric me viu crescer, é melhor amigo de papai é o tio Eric – Murmurei inconformada e mesmo que eu tenha uma queda por ele, era estranho e quase impossível em pensar que tio Eric, um rei poderoso, braço direito com o meu tio Oriel de meu pai., desta forma.

– Eu sei minha querida, eu só te peço para ter cuidado com ele, pois, Eric pode ser um homem honrado e tudo, mas ele comanda várias tropas, ele é um homem poderoso que tem sangues em sua mão e um homem poderoso com ciúmes não é nada legal – Mamãe falou com tanta convicção que eu fiquei curiosa, logo me liguei que ela havia usado papai para falar isso.

– Mãe, talvez tio Eric tenha o mesmo ciúme que papai tem de mim, não é nada demais – Disse dando de ombros e me levantando – Estou com fome, vou ir a cozinha – sorri mudando de assunto.

– Tudo bem querida, mas tome cuidado e qualquer coisa me avisa, meu amor você já beijou algum menino? – Mamãe perguntou na lata fazendo uma cara maliciosa.

– Não mãe, não beijei nenhum menino e antes que você pergunte, eu sou virgem – respondi e sai correndo do quarto com vergonha e sem me importar com o shorts curto que usava, quase aparecia a minha bunda e a blusa que ficava um pouco a cima do umbigo e apertava meus seios fazendo-os pular para fora, além de que os meus cabelos estavam molhados e bagunçados, não liguei muito, pois eu queria fugir do assunto virgindade ou sexo com a minha mãe, era constrangedor! caminhei descalça para a cozinha e quando cheguei lá as empregadas estavam fazendo algum tipo de doce e eu as cumprimentei.

– Olá moças, tem algo de bom ai? Estou com uma fome danada! – Disse e elas sorriram, olharam um pouco para o meu corpo, eu fingi que não vi e me sentei-me à mesa, me serviram bolo de chocolate, me acabei! Agradeci a todos e fui para a sala de filmes assistir algo, o corredor estava escuro, eu consigo enxergar um pouco no escuro, pois eu tenho sangue Diafenix. Vi um vulto e fiquei curiosa e com um pouco de medo, caminhei mais rápido para a sala e a adentrei, quando fui fechar a porta alguém a empurrou e entrou fazendo-me ir um pouco para trás.

– Tio Eric? –gritei com os meus batimentos cardíacos a mil. Ele trancou a porta e virou-se para mim.

– Diana – Ele respondeu e eu dei alguns passos para trás.

– Por que trancou a porta? – Perguntei.

– Para termos mais privacidade minha querida, chegou a hora – Ele disse e eu a olhei estranha.

– A hora de que?

– De você ser minha, esperei muito tempo e eu acho que se você está pronta para ficar de papo com esses garotos, tu estás pronta para mim – Arregalei os olhos.

– Tio Eric, para de brincadeira, isso não é engraçado, abra essa porta – Ordenei amedrontada pela primeira vez, tio Eric me olhava de um jeito intenso e estranho.

– Não estou brincado querida Diana, eu não fiquei nem um pouco feliz em te ver perto daquele moleque – Eric se aproximava aos poucos de mim e eu que não sou idiota fui para o meio da sala onde tinham vários sofás.

– Tio Eric você está me assustando! Por favor, para! – Pedi tentando atravessar a sala e para chegar até a porta, ele me alcançou por trás segurando minha cintura.

– Não corra querida, não irei te fazer mal- Ele falou em meu ouvido – Adorei a sua roupa – Uma mão dele estava em minha barriga e outra em minha perna e ia subindo aos poucos e nunca nenhum homem me tocou de tal jeito. As minhas costas estavam coladas com o peitoral dele, e meu bumbum estava colado a sua virilha, eu estava sentindo algo estranho cutucando-me.

– Por favor, solte-me – Implorei assustada.

– Eu quero você – Ele beijou o meu pescoço fazendo-me ficar arrepiada e mais assustada ainda, aquilo era novo para mim. Peguei o braço de tio Eric e o virei conseguindo sair de suas garras e o imobilizando, por sorte eu treino luta com a minha mãe desde que eu tinha sete anos. Ele conseguiu sair de minhas mãos e me imobilizou, como eu não sei, eu estava no chão com ele por cima de mim.

– Você é muito espertinha meu amor – O ouvi falar e caramba a minha mãe havia acabado de falar comigo sobre ele e por que eu não a ouvi? Será que ela é vidente, pois ela havia dito que não havia acontecido nada, mas que iria acontecer, droga! Agora ele estava encochando-me.

– Eu vou falar para o meu pai! – Disse apelando para o poder do pai, ele colocava medo em qualquer um, mas Eric nunca mostrou ter medo de papai, já que ele sempre tirava sarro de papai sem ao menos temê-lo.

– Você não vai não ou quer que eu fale que está mentindo, eu vi você fazendo coisas inapropriadas no colégio com alguns garotos, acho que Eros não iria gostar de saber que a filha dele não é mais virgem e sai fodendo com qualquer moleque do colégio, ele vai te dar um surra e tranca-la em uma escola “eterna” para meninas – Estremeci ao ouvi escola “eterna”, era algo tão absurdo trancar as meninas nessa escola para sempre.

– Você não seria capaz – Disse sentindo os meus olhos encherem de água.

– Tenta para você ver meu amor – Senti que ele sorria.

– Você é muito ruim tio Eric, não faça isso comigo por favor – Pedi me segurando para não chorar. Eu sou uma garota forte, não aceito desaforo de ninguém! Me levantei com alguma força tirada de não sei onde e aproveitei que ele estava distraído, sai correndo até a porta e a abri com uma rapidez sobre humana e Eric era bem mais rápido do que eu e me alcançou me empresando na parede e colando o seu corpo no meu, meus seios ficaram mais apertados e eu tive impressão de que eles estavam pedindo socorro e queriam sair de minha blusa.

– Não fuja de mim querida, eu sei que você quer também – Ele falou e sim, eu o queria, mas não era assim que eu imagino tê-lo.

– Eu não quero você, me solta ou eu vou gritar! – Falei me debatendo e tentando sair dos braços dele que me imobilizavam.

– Você é tão linda – Ele falou e segurou o meu rosto para ficar parado e o aperto dele não era muito forte, era firme. Ele beijou-me, os lábios dele haviam tocado nos meus fazendo-me parar de me debater aos poucos, parecia que ele havia me dado uma anestesia ou droga. Beijo, era tão estranho sentir a boca de outra pessoa na sua, ainda era um selinho, mas o que eu sei sobre beijos? Quase nada, pois as únicas coisas que eu sei sobre beijos são de filmes e de livros. Eu senti algo estranho invadindo a minha boca fazendo-me querer recuar, eu não tinha saída e Eric me segurou mais forte contra ele eu percebi que o negocio estranho era a língua dele que parecia procurar algo em minha boca, ela ia a todos os cantos de minha boca e eu não sabia o que fazer me lembrei dos filmes e livros e comecei a mexer a minha língua também, e se eu mordesse a língua dele? Era assim que eu sonhava ter o meu primeiro beijo? Sendo pressionada? O empurrei e dei um belo de um tapa na cara do meu tio Eric.

– Nunca mais faça isso – Sai correndo sem olhar para trás, eu não quero ficar mais perto de tio Eric, eu não o conheço mais.

Notas finais
Comentários? Beijocas :)