Os (Im)perfeitos
11 Cretino.
Notas iniciais
Depois do beijo Erick e eu ficamos dançando e nos divertindo juntos, com as bocas sempre coladas, ele se aventurava tentando tirar uma lasquinha a mais de mim, descendo a mão demais, às vezes a colocando onde não deve e eu dava um tapa na sua mão boba. Percebi que Erick tinha ciúmes extremo de mim, a ponto de querer matar um cara por que ele me olhou, eu não acho isso fofo, na maioria das vezes irritante.
Quando chegou perto do horário estipulado por minha mãe, e ele não queria enfrentar a fúria dela e muito menos do meu pai, eu sei que mamãe iria cumprir a promessa de caçar nós dois. Erick foi se despedindo dos amigos e eu também, Erick só faltou me tirar de perto deles pelos cabelos já que os mesmos jogavam cantadas baratas para mim.
Quando saímos um cara tentou me agarrar e Erick acabou batendo nele, foram preciso sete seguranças para o deterem, eu tive que acalma-lo, fomos embora e ele ficava passando a mão pela minha cocha, as vezes ousava querer subir, eu já cortava o barato dele, não serei tão fácil assim. Chegando ao castelo ele estacionou na garagem e eu tinha certeza que amanhã estaria estampado em todos os jornais universais sobre eu e "tio" Erick e isso me dava um frio na barriga, pois as pessoas sabem que ele é o braço direito de meu pai e que fui criada com ele sempre por perto e participando.
– Estou tão sozinho no meu quarto, preciso de uma companhia — Ele falou fazendo uma carinha de cachorrinho sem dono que cai do caminhão de mudança e eu quase cai na dele.
– Você vai sobreviver — Falei dando um sorriso inocente.
– Ainda bem que você me puxou — Ouvi a voz de minha mãe e olhei para ela que estava de
braços cruzados — Se não esse palhaço já teria te levado na lábia — Ela murmurou encarando Erick.
– O seu amor por mim me surpreende sogrinha — Erick falou, ele não presta mesmo.
– Vai para o seu quarto Diana — Mamãe ordenou, e eu assenti, quando sai, Erick me segurou e me beijou, depois que ele me soltou, fui embora um pouco constrangida por minha mãe estar olhando tudo.
Mamãe deu um beijo na minha testa.
– Boa noite meu amor, eu te amo — Ela falou e sorri.
– Também te amo mamãe — Falei e fui para o meu quarto, a noite foi longa.
[...]
Estávamos todos na mesa tomando o desjejum e pela primeira vez a minha família estava calada, papai e meus irmãos encaravam Erick que estava sentado ao meu lado e nem estava ligando para os olhares fulminantes que ele recebia.
Me levantei indo dar um beijo no rosto da mamãe e um no rosto do papai fui para fora esperar o motorista, hoje mamãe não iria poder levar eu e meus irmãos.
– E o meu beijo? — Ouvi a voz de Erick atrás de mim, ele me abraçou por trás e não era para ser romântico, já que ele se esfregou em mim.
– Não sei — Falei saindo de perto dele, ele me virou e me lascou um beijo sem se preocupar com quem estava presenciando. Os meus irmãos me esperavam dentro do carro eu me despedi de Erick antes que os três saíssem do carro e papai saísse de casa com um espírito mais assassino do que já tem. Me sentei ao lado de Apolo que me encarou assim como Math e Travor, eu fingi que não Vi.
– Como você pode casar com o nosso tio? — Math perguntou.
– Ele não é nosso tio se verdade — Falei olhando para ele.
–, mas ele acompanhou a nossa criação, ele é o melhor amigo de nosso pai e é praticamente irmão dele — Apolo falou.
– Para de me olhar como se eu fosse um monstro horrível! Para! — Falei me exaltando — Vocês estão me julgando por eu ter me apaixonada? Eu não tenho culpa disso ter acontecido! — Acho que eu estava gritando agora.
Eles ficaram em silêncio o resto do caminho, quando chegamos eu sai do carro e fui muito rápido para dentro da escola, acabei esbarrando na Charlie.
–Ei , que cara é essa Diafenix? — Ela perguntou segurando o meu braço, eu estava prestes a chorar, Charlie me puxou para o banheiro e eu senti alguns curiosos me olhando. Quando entramos no banheiro ela me abraçou fortemente e as lágrimas começaram a descer pelo meu rosto.
– Eu estou estragando com a minha família — Murmurei entro soluços e as lágrimas negras começaram a descer.
– O que está acontecendo? Desabafe — Ela falou passando a mão nas minhas costas tentando me consolar.
– Eu estou apaixonada pelo o meu tio que é melhor amigo do meu pai e é o maior cafajeste, agora eles estão em pé de guerra e os meus irmãos também. — Falei soluçando — Erick falou para o meu pai que queria se casar comigo e eu aceitei para que o meu pai não o mate e agora a minha família está diferente, estão distantes e brigando toda hora.
– Oh Di, não fique assim — Ela falou — Tudo vai dar certo, tenha calma — Assenti com a cabeça — Agora vai limpar esse rosto, ô negocio estranho de Diafenix , chorar lagrimas negras — Charlie falou fazendo-me sorrir. Limpei o meu rosto e passei uma maquiagem leve. Fomos para a sala de aula pedindo desculpas para a professora que puxava um pouco meu saco por eu ser a princesa Diafenix.
[...]
O dia passou lentamente o que me deu nos nervos. Tobias ficava me olhando, sorrindo e conversamos no recreio, ele deu em cima de mim,, mas eu dei um fora nele dizendo para sermos apenas amigos, ele concordou com uma cara de desgostoso.
EROS
Filho da puta. É isso que o Erick é. Desgraçado, eu quero mata-lo,, mas o viado seduziu a minha filha, a minha menina, ele a quer. Ele quer usar a minha garotinha para se satisfazer.
– Eros eu a quero — Erick falava e eu já estava ponto de decapita-lo.
– Caralho Erick você pode pegar qualquer mulher na porra do mundo mais quer por as mãos na minha filha ? Cara você quer morrer?! — Eu falei nervoso.
– Eros eu a quero, eu não sei como,, mas quando imagino as mãos de outro homem nela eu fico louco de raiva e eu acho que a amo... Merda isso é uma puta palhaçada,, mas é a verdade — Erick falou revoltado com ele mesmo e merda, eu conheço muito bem o meu melhor amigo e ele estava falando a verdade. — Eu quero a sua bênção, quero me casar com a sua filha, irmão — Ele estava sério, Erick pode ser um filho da puta desgraçado,, mas é meu irmão e agora está querendo virar meu genro? Que desgraça.
– A minha filha está consentindo com isso? — Perguntei.
– Sim — Ele falou monossílabo.
– Se você machucar a minha filha eu te mato — Falei friamente e Erick sorriu. Aquilo estava sendo difícil para mim, Diana é a minha única filha e é tão nova para se casar, eu tenho um ciúme paternal muito forte em relação a minha única filha,, mas eu e Scarlet conversamos e ela me mostrou que se casando com Erick for à felicidade de Diana, devemos proibir.
– Sogro eu te amo — Erick falou me dando um abraço.
– Você está muito mariquinha — Falei o empurrando, ele riu.
– Acho que Diana já vai sair da escola, vou busca-la — Erick falou e eu o fuzilei com os olhos.
– Ela vai vir para casa com um amigo dela, Tobias — Falei sorrindo debochadamente para Erick que estava ficando muito nervoso, eu tenho certeza que a minha filha vai dar muita dor de cabeça para esse Gloriano safado, ela se parece com a mãe.
– Nem fodendo, eu mato ele antes dela entrar no carro dele — Erick falou e eu ri, era mentira o que eu havia falado. Ele saiu porta a fora com muita raiva e eu ri mais ainda, nunca Vi Erick tão nervoso assim por causa de uma menina. Tomara que eu tenha feito a decisão certa. Aprecei-me, pois eu tinha que matar lentamente uns filhos da puta.
Diana
Quando o último sinal tocou eu guardei as minhas coisas rapidamente e sai da sala com Charlie. No gramado tinham muitos alunos conversando, a maioria morava na escola e apenas alguns que tinham os pais mais liberais moravam sozinhos ou em fraternidades, Math queria ir para una fraternidade,, mas mamãe não liberou, ele estava muito encrenqueiro. Os meus irmãos que pareciam os três mosqueteiros e andavam sempre juntos, estavam rodeados de garotas que só faltam levantar o vestido e abrir as pernas para eles e Tobias estava sentado no chão com uma rodinha de garotas a sua volta e quando os três mosqueteiros e o Don Juan me avistaram junto com Charlie, eles vieram ao nosso encontro. Apolo foi o primeiro que chegou dando um abraço e tanto na Charlie.
– Oi Charlie — Ele piscou para ela que revirou os olhos.
– Oi Apolo — Ela não falou com o mesmo entusiasmo que meu irmão,, mas eu consigo ver que ela gosta dele só não sei se ele gosta dela ou só quer ir para cama com ela, ele estava se esforçando demais, Apolo está pouco se lixando para as garotas, já que ele pega qualquer uma, contudo com Charlie ele está suando um pouco. Talvez a Charlie coloque juízo na cabeça de fogo de Apolo mesmo ela não tendo muito.
– Ei Di — Tobias falou me dando um abraço e me tirou do chão literalmente e me deu um demorado beijo no rosto.
– Acho melhor você sair de perto dela — Ouvi Math falar e não era apenas ciúmes, era um aviso e dos grandes, pois um carro passou pelos portões da escola e era Erick. Me se parei rapidamente de Tobias e Erick agora estava vindo, eu podia sentir toda a sua raiva ele estava furioso.
– Math, Apolo e Travor, segurem Erick – Falei, era como se eu lesse a mente de Erick, ele vai matar Tobias.
– Esse otário merece umas porradas — Falou Apolo sorrindo com maldade , puxamos um pouco o papai no quesito maldade mais Apolo foi o que mais puxou.
– Ele não vai bater ! Ele quer matar — Falei entrando na frente de Tobias e dando alguns passos a frente.
– Sai da frente Diana, ele pode te machucar o cara está furioso — Travis falou tentando me tirar da frente de Tobias eu não ia sair, ele é o meu amigo e eu não tenho muitos.
– Não encosta em mim Travis — Falei e ele parou de tentar me tirar da frente de Tobias que não demorou muito para sacar o que estava havendo entre eu e Erick.
– Sai — Erick falou friamente chegando perto de mim.
– Não, você não vai machuca-lo, para — Falei com as minhas mãos coladas no peito dele o impedindo de passar.
– Eu não quero te machucar Diana — Ele falou entre dentes cerrados.
– E não vai — Falei seriamente.
– Eu vou acabar com esse merdinha para ele aprender a ficar longe da mulher dos outros — Erick falou.
– Que mulher dos outros o que , ela não quer nada com você não coroa — Tobias falou, merda por que ele não fica com a boca calada para a segurança dele ?!
– A seu moleque, vou te matar — Erick passou por mim me empurrando para lado,, mas não me machucou apenas me tirou do caminho dele. Erick acertou um soco certeiro no rosto de Tobias que voou bem longe, o mesmo levantou e começaram um luta onde Erick estava ganhando e fazendo um estrago em Tobias.
– Para! Erick para com isso — Eu gritava igual a uma louca tentando me meter no meio da briga, mas os meus irmãos me seguraram.
– A soltem, apartem a briga — Charlie gritou para os meus irmãos que não a ouviram e continuaram me segurando, eu queria chorar de raiva, estava com medo de Tobias morrer. Consegui me soltar dos meus irmãos e tentei entrar na briga de novo, mas Apolo me alcançou e me prendeu em um abraço, eu me debatia e senti as lagrimas caírem dos meus olhos.
– Erick para com isso — Eu gritava e ninguém queria se meter na briga, nem os seguranças pois ali era um Rei poderoso que estava batendo em um príncipe que não tinha tanto poder assim.
Erick segurou a cabeça de Tobias que estava com o rosto machucado e cheio de sangue. Erick vai decapita-lo!
– Tio Erick chega, não precisa disso cara — Math falou, mas Erick não parou , ele sorriu diabolicamente e falou algo no ouvido de Tobias que o fez se contorcer tentando arranjar forças para lutar. Pisei no pé de Apolo que me soltou e urrou de dor, corri e empurrei Erick que caiu para trás, e logo estava de pé de novo.
– Sai da minha frente Diana — Ele gritou furioso.
– Não! Você não vai mais machuca-lo! — Gritei com muita raiva, mas também com medo dele encostar a mão em mim.
Ele tentou me tirar da sua frente, eu o empurrei fazendo-o dar quatro passos para trás.
Ele veio de novo me para cima, eu dei um tapa na cara dele que me olhou com muita fúria e começou a tremer de raiva, os meus irmãos vieram segurar Erick, os três conseguiram empurrar ele um pouco para trás e segurar seus braços.
Me joguei ao lado de Tobias que estava machucado.
– Você esta bem? — Falei colocando a cabeça dele no meu colo ele tentou sorrir, mas não deu certo. -Isso foi uma pergunta idiota — Falei.
– Vou sobreviver — Ele murmurou — Só estou fraco , perdi sangue , preciso repor — Ele falou fracamente e eu acariciei o rosto dele de leve e com cuidado.
– Vai ficar tudo bem, eu prometo — Falei dando um beijo de leve no rosto dele.
– Sai de perto dele Diana! — Erick gritou tentando se soltar dos meus irmãos.
– Cala a boca seu desgraçado! — Gritei.
– Se você não sair dai eu vou te tirar — Ele falou entre dentes cerrados.
– Por que você não vai para o inferno ?! — Gritei e olhei a nossa volta e percebi que praticamente a escola toda nos assistia, até o pessoal da faculdade. , funcionários... — Alguém ajuda aqui! Ele precisa ir para o hospital — Gritei e os seguranças vieram com uma maca para leva-lo ao hospital no carro da escola, quando fiz menção de ir junto Erick se soltou dos meus irmãos e me puxou.
– Me solta! Me solta! Eu gritava, mas ninguém fazia nada para me ajudar, tentei bater em Erick, mas o cretino me jogou no ombro e me colocou dentro do carro e trancou as portas — Eu te odeio Erick, odeio! — Gritei furiosa.
E ele pisou no acelerador sobe os meus xingamentos.
[...]
Ele mal parou o carro e eu já sai do mesmo e bati a porta com força e escutei algo se quebrando, mas não me importei e entrei no castelo encontrando mamãe e papai conversando.
– O que ouve ? — Minha mãe perguntou.
– O cretino do Erick quase matou o meu amigo Tobias na escola! — Falei apontando para Erick que vinha atrás de mim com o rosto contorcido de raiva.
– Ele estava te beijando e te agarrando!- Ele falou com raiva.
– Ele me abraçou e me deu um beijo no rosto! Pelo amor de Deus! -Gritei apontando o meu dedo na cara dele.
– Você é a minha noiva, não quero macho nenhum encostando em você a não ser eu ! Ele gritou de volta e estávamos frente a frente encarando um e o outro severamente.
– Eu não sou um objeto ou uma propriedade sua então não me trate como uma! — Gritei — Nós não estamos noivos, não estamos namorando e nem nada, se tínhamos algo, acaba agora ! — Falei olhando para ele que estava transtornado, eu me virei, mas ele segurou o meu braço virando-me de volta.
– Não acabou porra nenhuma! Você vai se casar comigo e pronto porra! — Ele gritou.
– Parem vocês dois! -O meu pai falou e lembramos que ele e mamãe estavam lá- Estão noivos a menos de uma semana e já estão assim! — Papai falou, mas não era Santo não, pois ele e mamãe são iguais a cão e gato.
– Eu não vou me casar com esse ogro arrogante! — Falei subindo as escadas correndo e me trancando no meu quarto. A minha vida está de cabeça para baixo.
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