Os Homens Merecem Morrer

14 Wrecking Ball, envolvimento e o truque perfeito


Notas iniciais
Helloooo! Tudo bem com vocês? Muito, muito, MUITO obrigada à todas que comentaram no capítulo anterior e tem me dado um imenso apoio com essa história! Já tenho até o capítulo 25 pronto, portanto, deem pulinhos pois vai ter capítulos frequentes aqui õ/ Babem muito com Scorose e Alvice neste cap u.u Boa Leitura!

CAPÍTULO TREZE

Wrecking Ball, envolvimento e o truque perfeito

♠ ♠ ♠

Rose colocou o sobretudo preto por cima do vestido azul. A contragosto arrumou os cabelos e colocou sapatilhas roxas (argh! As suas favoritas).

— Eu tenho que ir também? — perguntou Alice, um tanto curiosa pelo modo como Rose se vestira. — E você está usando sua roupa favorita.

— Hugo escolheu para mim — A ruiva fingiu vomitar. — Não acredito que o Malfoy e ele se tornaram amiguinhos. Vontade de mandar o investigadorzinho para o inferno.

— Só porque ele está te caçando como um louco? — Alice deu de ombros. — Arrume um motivo melhor. Você já viu o bofe sem toalha.

— O que tem a ver?

— Não sei. Mas deve ser um bom motivo para você deixar de ser antipática com ele. Afinal, se continuar assim ele pode acabar te prendendo por desacato a autoridade...

— Você não ajuda muito.

— Eu sei — Alice sorriu com uma cara de besta quadrada.

(...)

Rose entrou na sua impecável picape, com Alice no banco da frente e Scorpius atrás.

— O certo era eu estar no banco da frente — O loiro ironizou, mexendo no seu celular, enquanto a ruiva tirava o carro da frente da casa. — Já que eu quem estou levando você ao show do Hugo.

— Primeiro, você não tem carro, então você não está me levando a lugar nenhum — Rose olhou pelo retrovisor, virando o volante e colocando o veículo na via finalmente, acelerando impiedosamente. — Segundo, eu nem queria ir, muito menos com você. E terceiro, apenas pessoas de confiança sentam no banco da frente.

— Puxa, valeu mesmo.

— De nada.

— Olha gente, eu sou de confiança! — Alice colocou a mão no peito, com uma expressão de surpresa na face.

— Não, Ali. Você só está ai para não ficar vazio — Rose brincou maldosamente, fazendo Alice embicar os lábios. A ruiva riu.

O caminho permaneceu em silêncio, até Alice ligar o rádio e começar a tocar Wrecking Ball da Miley Cyrus.

— We clawed, we chained, our hearts in vain! — Alice e Rose começavam dramaticamente e desafinadamente. Scorpius fez uma careta, tirando a atenção de seu celular. — I CAME IN LIKE A WRECKING BALL! — Como elas tinham chegado no refrão tão rápido?, questionava-se Scorpius.

— WRECKING BALL! — Berrava Rose, dançando enquanto dirigia, em certo momento largando o volante. Scorpius tava prevendo a hora que iriam capotar ouvindo aquela bosta. Ficou imaginando que aquela seria a última coisa que ouviria antes de ir para a cova: Wrecking Ball em um volume ensurdecedor, enquanto duas malucas retardadas atrapalhavam toda a música cantando apenas o refrão.

— I NEVER HIT SO HARD IN LOVE!

— Ow, Love, Love! — repetia Alice.

— ALL I WANTED WAS TO BREAK YOUR WALLS! All you ever did was break me! Yeah you, you wreck me!

— I CAME A LIKE WRECKING BALL!

Observação de Scorpius: A Miley Cyrus tava na parte dramática, não no refrão.

Observação² de Scorpius: Eles iriam morrer ouvindo Wrecking Ball.

— PORRA, JÁ ESTÃO NO REFRÃO DE NOVO? — Scorpius berrou, mas as duas não o ouviram nem de longe. A imprudência de Rose permaneceu ali, saudando-o, soltando fogos de artifício fluorescentes na sua cara.

Finalmente, após uma eternidade de quarenta minutos, haviam chegado ao local onde Hugo e sua “incrível” banda iriam se apresentar naquela noite. Era um clube de dança.

— Sério mesmo? — Scorpius suspirou, saindo da picape.

Rose o fitou com o cenho franzido, fechando a porta.

— O que foi?

— Era aqui que a Lysander e eu vínhamos às vezes...

— Eca! Eu nem deveria ter perguntado — Rose passou por ele a passos largos, ajeitando o vestido azul.

Alice deu de ombros.

— Deixe o coitado com as decepções amorosas. Sempre é assim no começo. Ele vai lembrar do lugar onde iam, do que faziam...

— Bláblábláblá — A ruiva revirou os olhos, avistando a fila de carros que procurava entrar no estacionamento coberto do clube. — Meu Deus. Só pode ter uma stripper para ter tanto marmanjo ai dentro.

— Ou deve ser porque seu irmão tem talento — Scorpius sugeriu, colocando as mãos nos bolsos da calça.

— Atá! O Hugo? E talento? Não combinam na mesma frase, Malfoy — Rose disse com superioridade. Scorpius teve vontade de jogá-la no asfalto para ser atropelada por um ônibus. Quem sabe ele não teria sorte?

Logo alcançaram a entrada do clube intitulado Red Dance. Rose considerou tal nome desnecessário, pois não havia destaque da tonalidade vermelha no ambiente. Haviam luzes de todas as cores no letreiro, e após as portas com felpudo vermelho, mais uma saraivada de arco-íris, gritos animados, e pessoas se esfregando umas nas outras aproveitando a parca iluminação.

Red Dance era apenas a mania do brasileiro de mudar tudo para o inglês (ou na pior das hipóteses, o nome do clube se devia ao felpudo vermelho na porta de entrada).

— Você está com aquela cara de novo... — Alice lhe disse discretamente, avaliando o lugar com uma expressão de certo interesse.

— Que cara?

— De quem está pensando algo desnecessário para sua sobrevivência.

— Ah sim, acertou. — Concordou Rose, mexendo nos cabelos ruivos. Diversos caras já haviam voltado atenções para as duas. — Veja, Alice. Os homens são como tubarões sentindo o cheiro de sangue fresco. São cegos e burros, mas sabem reconhecer de longe sua presa e atacá-la para sua própria sobrevivência, devorando-a milímetro por milímetro quando ela menos espera. São os mais perigosos.

— Scorpius já sumiu também — Alice se surpreendeu, olhando ao redor.

— Ele é um homem. Um tubarão à solta no mar como todos os outros — Rose revirou os olhos, dirigindo-se até o balcão onde o barman servia bebidas.

Alice deu de ombros e acabou por se misturar na multidão.

— GATINHA!

— AHHHHHH! HUGO! — Ela se virou de chofre, mas encontrou, ao invés do irmão caçula de Rose, o primo da ruiva, Alvo. — Ah minha Nossa Senhora do Glitter azul! Lindinho! Quer dizer... — A morena se recompôs, forçando uma expressão séria. — Alvo.

— Você está linda, Ali. — O Potter comentou, sorrindo para ela. — Está esperando o Hugo?

— Não, não — Ela disse rapidamente, mexendo nos cabelos. — Estou fugindo dele na verdade. Vai que sou acusada de pedofilia porque ele está apaixonado por mim?

— Olha — Alvo fez uma pausa, olhando ao redor. — Você pode ser acusada de muitas coisas, mas acho que o que pesaria mais seria o seu verdadeiro crime de roubar corações de pobres rapazes como eu.

“Owwwwwwnt!”, Alice pensou quase se derretendo completamente. No entanto, preferiu desviar o olhar.

Wonderwall ecoava pelo clube. Logo, a dureza de Alice não durou muito, e ela estava com Alvo, em meio aos outros, dançando.

— ROSE!

A ruiva bebia um copo com uísque, logo que ouviu seu irmão lhe chamar. Olhou para o lado, vendo ele e mais uns quatro adolescentes espinhentos.

— Que foi pirralho? — Ela lhe fitou com o cenho franzido, continuando a beber.

— Vamos nos apresentar daqui a pouco — avisou Hugo, embicando os lábios, indicando os amigos, que conversavam entre si alheios à discussão dos irmãos. — Eles são meus amigos. Não me chame de pirralho na frente deles. Eu já tenho 12.

— Owwnt, você já tem 12. Já é um homenzinho — Rose apertou as bochechas dele, que bufou, afastando-se.

— Sai pra lá! Também não é para me tratar como um homenzinho.

— Viu? Homens nunca sabem o que querem. Depois culpam nós, as mulheres — A ruiva sorriu convencida, bebendo mais uísque, e batendo-o na mesa. — MAIS UMA RODADA!

— É bom não ficar chapada logo quando vou me apresentar! — Hugo resmungou, mas Rose não o ouviu, alegre enquanto o barman enchia seu copo.

Scorpius se encontrava na outra ponta do balcão, oculto por várias pessoas alegres e falantes. Bebia o quinto copo de vodka, e milagrosamente se encontrava sóbrio ainda. Uma banda qualquer subira no palco, tocando “Hey Jude” dos Beatles.

É, aparentemente o universo conspirava para que ele tivesse sua dor de corno naquele momento.

Rose virava mais uma dose de uísque com uma velocidade surpreendente. Observando-a de soslaio, ele percebeu que ela parecia amargurada.

Algo devia inquietá-la para ela estar se embebedando tão facilmente (e agilmente) daquele modo.

Ele pensou que a ideia fora dele de sair com Rose naquela noite. No entanto, faltava certa coragem de propor o que Alvo havia sugerido. No fim das contas, o Potter tinha razão. Não havia outra mulher que ele fosse conseguir em duas semanas, e aceitasse algo do gênero de cara, sendo ainda melhor do que Lysander Scamander.

Hugo subia no palco com sua banda naquele instante, recebendo aplausos de alguns jovens. Rose viu de relance Alvo e Alice juntos, o que não lhe agradou nem um pouco.

— Esta eu dedico para minha querida irmã insuportável — O ruivo falou com um sorriso convencido, enquanto as garotas gritavam e aplaudiam loucamente, gritando coisas como “Fofo!”, “Lindo!”, e etc.

Em segundos, “Highway to Hell” começou a soar pelo clube. Rose revirou os olhos para o irmão, que dominava a guitarra e o vocal habilidosamente.

De fato ele tinha algum talento.

— Living easy, livin' free! Season ticket, on a one,way ride...

— Ah meu Deus — Alice estava toda suada e ofegante ao se aproximar do balcão.

Rose a encarou com os olhos semicerrados, observando-a enquanto ela pedia duas garrafas d’água.

— O que foi? — A morena perguntou com um sorriso bobo na cara.

— Você está bem envolvida com o Alvo...

— O quê? Eu? Claro que não! — Ela ajeitou os cabelos escuros logo que Alvo a chamava de longe, empolgado com a banda de Hugo. — JÁ ESTOU INDO, AMOR!

E a morena saiu em disparada.

—I'm on the highway to hell! On the highway to hell! Highway to hell I'm on the Highway to hell! — Hugo finalizava a música, afastando-se do microfone e realizando os acordes finais e estridentes de sua guitarra, levando a galera à loucura.

Rose já se voltava novamente para o seu copo de uísque vazio.

— ME DÁ A GARRAFA TODA, LOGO! — Ela gritou para o barman, que assustado, lhe entregou a garrafa de uísque.

Não sabia ao certo quantos copos já havia virado, mas sabia que não estava lá muito sóbria. Prendeu os cabelos em um coque (que calor repentino!), e prestes a acabar com uma nova garrafa de uísque, Scorpius sentara-se ao seu lado, roubando o copo e a garrafa das mãos dela.

— Ahhhh, o que você quer? — Ela questionou com a voz um pouco engrolada.

— Por que você está bebendo tanto?

— E isso lá é da sua conta?

— Okay, Srta.Simpatia — Ele ironizou, roubando o copo dela e acabando com o resto da bebida. Jogou umas notas de cinquenta no balcão (que eram dinheiro dela por sinal), e a puxou pelo braço. — Acho melhor levar você para casa, ou vai acabar tendo uma overdose de uísque. Não que isso seja um problema, mas preciso da sua ajuda.

Rose cambaleou um pouco, e deu uma risada.

— Uou!

Scorpius encontrou Alvo com Alice, enquanto arrastava a ruiva consigo.

— Leva a Alice e o Hugo para casa depois? Vou levar a Rose.

— Com que carro? — Alvo franziu o cenho. — Ela não deixa ninguém chegar perto da picape dela...

— É bom ela deixar ou vai acabar morta se dirigir — Scorpius observava Rose vomitar em uma lata de lixo. Suspirou.

— Alice não está em melhor estado não — Alvo comentou, e como se afirmasse seu comentário, a Longbottom subira no balcão e começava a dançar e pular. — Olha... Vai lá, cara. — O moreno não tirava os olhos de Alice, batendo no ombro de Scorpius e se dirigindo para o balcão. — Vou arranjar um bom lugar para ver isso. Puta que pariu...

Scorpius puxou Rose, que girava a chave da picape entre os dedos, cantarolando e pulando como uma criança.

— Eu vou! Eu vou! Pra casa agora eu vou!

— É, você vai para casa. Mas eu dirijo.

Rose tentou conter o riso, mas não deu tão certo.

— Você? Você não dirige nem carrinho de rolimã...

E continuou rindo e cambaleando até chegarem na rua.

— Ah, cadê minha filha? — Ela buscou sua picape com o olhar, mal se lembrando de onde estacionara. — Onde foi que eu a estacionei mesmo?

— Viu? Fica perdendo seus filhos por aí! — Scorpius desdenhou, fazendo Rose bufar. — Dá logo a chave da sua picape. Prometo ser um bom pai, okay?

— Sai daqui! Prefiro rasgar meus pés no asfalto andando a deixar você encostar um dedo na minha... AHHH!

Scorpius jogara Rose no ombro e seguia rumo à rua onde ela havia estacionado sua “filha”.

— Me coloque no chão agora ou vou vomitar nas suas costas!

— Você já vomitou na lata de lixo! O que vier agora é lucro!

— AHHHH! MALFOY!

— Sabe, você ficaria melhor com fita isolante na boca. Sério, você fala demais.

— Seu imbecil!

— Essa é nova. Poderia fazer um dicionário com xingamentos criativos para mim. Adicione esse e o “loiro oxigenado”.

— Você me paga. Estou colocando o dedo na garganta! — E Rose começou a forçar um vômito enquanto Scorpius a levava tranquilamente, passando por vários carros e pessoas que os fitavam com curiosidade.

— Se você vomitar jogo você em um córrego por aí!

— Nem nos córregos tem água mais! — Cantarolou a ruiva.

— Te jogo em um lixão cheio de baratas, então!

E então Rose tirou o dedo da garganta na mesma hora, indignada e tonta.

— Eu estacionei tão longe assim?

— Não. Estou andando devagar para ter o prazer de carregar uma ruiva chata no ombro. É claro que você estacionou longe! Parece que além de cachaceira é cega para encontrar vagas próximas!

— Acho que arrumei mais um motivo para sua mulher ter te largado... — Rose balançava os pés, mexendo nos próprios cabelos pensativa. — Você é chato!

— Mais um? Porra. Sou impotente sexual, machista, e agora chato? Nem minha sogra arrumava tantos defeitos em mim.

Rose pensou por um momento, observando eles chegarem até perto da sua picape. Uma dor no coração lhe atingiu. Não sabia ao certo se era sentimentalismo ou um anúncio de infarto.

— Posso tirar o chato da lista se você deixar eu dirigir minha picape.

— Você está bêbada!

— Então você continuará sendo chato!

O Malfoy colocou Rose no chão, suspirando em busca de toda a calma do universo naquele instante.

— Me dá a chave.

A ruiva embicou os lábios e cruzou os braços, meneando a cabeça negativamente.

— Você está bêbada, não pode dirigir.

— Eu já dirigi em situações piores!

— Tá. Mas hoje pode ser o dia em que você vai capotar com a sua picape e se tornará motivo de tristeza para sua família e uma lição para pessoas não beberem se forem dirigir...

— Pelo menos os bancos da frente da minha picape estarão intactos.

— Você resolveu colocar um cinto de castidade nos bancos ou algo assim? Qual o seu problema?

— Gosto de manter um lugar reservado apenas àquele que merecerá sentar ao meu lado enquanto eu estiver dirigindo — Rose fez uma pausa dramática, avaliando-o. — E você não merece, não!

— Okay. Onde uma mulher guardaria a chave da picape para o cara nunca pegar? — Scorpius pensou por um momento, analisando a Weasley de cabeça a baixo. Parou, franzindo o cenho. Rose deu uma risada.

— Ahá! Você nunca vai conseguir a chave!

— Você não fez isso!

— Let it GO! Let it GO!

— Para de cantar essa merda! — O loiro fez uma careta. — Você colocou na sua calcinha?

— Olha, sua mente é muito poluída, querido! Não! — Ela praticamente gritou com ele, rindo em seguida, tão tonta que precisou se apoiar no loiro. — Mas você passou perto.

— Sutiã?

— Ohhh, ele é esperto. É. Mulheres inteligentes fazem isso.

“Mulheres que querem transar fazem isso”, pensou Scorpius, mas resolveu deixar quieto.

— Tá. Rose, você está começando a me irritar.

— Não estou não. Se não você falaria meu nome todo.

— Rosalie Granger Weasley!

— Agora sim você está irritado.

Scorpius mexeu nos cabelos, frustrado, buscando alguma solução. Era fora de cogitação tentar pegar a chave a força (seria taxado como tarado ou preso por abuso). Chamar Alice no clube não ajudaria muito, porque ela estava ocupada demais com Alvo, e ainda pior do que Rose.

Então, teve uma ideia brilhante: situações drásticas exigem medidas desesperadas.

— TEM UMA BARATA NO SEU VESTIDO!

— AHHHHHH! ONDE, ONDE?

E como o esperado, Rose começou a pular, dar gritinhos, e essencialmente: tirou o vestido.

Bêbada como estava, parecia impossível conseguir fazer qualquer movimento ágil sem cair de cara no asfalto. Mas milagrosamente ela conseguiu algo tão complexo.

Scorpius manteve os olhos fixos no céu até Rose sair do seu alvo de interesse. Voltou os olhos para a calçada, a fim de procurar a chave. Encontrou-a embolada entre o vestido. Suspirou em alívio, pegando a roupa do chão.

— Já matou a barata? — Rose mantinha a voz infantil, afastando o cabelo do rosto, e parecendo apavorada.

— J-Já — Scorpius tossiu, entregando o vestido para Rose. Ela se vestiu rapidamente.

— Você é muito... Muito... Chato — Falou ela, fechando o vestido e bocejando em seguida, como se nada tivesse acabado de acontecer.

E de fato nada acontecera. Scorpius apenas vira Rose Weasley usando um conjunto de calcinha e sutiã de oncinha! Super normal.

— E você é uma cachaceira que nem vai se lembrar do que aconteceu hoje — O loiro abria a porta da picape, e a ruiva não discutiu ao entrar no veículo.

Talvez o sono finalmente estivesse chegando.

Scorpius deu a volta na picape e a adentrou agilmente, colocando o cinto. Rose acabava de se encolher no banco do passageiro, pronta para dormir.

— Não sabia que você tinha carro. Parece até a minha picape.

Ele começava a achar que o susto que dera nela, começava a afetar o cérebro da ruiva seriamente. E a segunda ideia brilhante rondou sua mente.

— Rose, você pode assinar uma coisa para mim? — perguntou Scorpius, tirando do bolso seu bloquinho de notas inseparável e uma caneta. — É um documento legalizando que você não estava bêbada ao dirigir sua picape. Só para não vir à polícia atrás de você.

Aquela fora a história mais sem pé nem cabeça que o loiro já contara, mas para um bêbado era fácil fazer algo do gênero — ainda mais se a bêbada for Rose.

— Tá bom... — A ruiva bufou, pegando o bloquinho de notas e a caneta. Ela assinou no meio da folha. — Tó! Documento esquisito. A polícia tá com preguiça de imprimir folhas grandes e com palavras? — E riu da sua própria piada idiota, deitando a cabeça contra o banco novamente.

— É. Pois é. Crise econômica — Scorpius quase deu um soco no ar, comemorando alegre. Tinha uma ideia bem melhor do que convidar Rose por livre e espontânea vontade a ser sua namorada na frente dos pais.

Ele iria enganá-la na cara dura.

Alguns minutos depois de dar a partida, Rose já havia adormecido, e não se lembraria de nada no dia seguinte.

Ou quase nada.

Notas finais
Então? Gostaram? Amanhã tem mais um capítulo para deixá-las alegres! Deem sua opinião. A fic está seguindo pelo rumo certo? Está envolvendo o bastante? Aguardem por mais novidades ;) Beijokas! #EpisódionovoTWDhj