Os Homens Merecem Morrer

32 Parceria, motel e descoberta


Notas iniciais
Heeey guys! Tudo bom com vocês? Fico feliz que tenham gostado do capítulo anterior, e para comemorar... MARATONA OHMM NA SEMANA INTEIRA, PARA FINALIZAR COM CHAVE OURO! :) BOA LEITURA!

CAPÍTULO TRINTA E UM

Parceria, motel e descoberta

♠ ♠ ♠

— Por que o nome “RW”? — perguntou Scorpius, dirigindo o Civic preto. Rose tentava ligar do celular do Malfoy para o misterioso número de telefone. Fitou o loiro com incredulidade, sorrindo em seguida.

— Sério que está me perguntando isso?

O Malfoy deu de ombros. Rose suspirou.

— São as iniciais do meu nome. Era tão óbvio...

— Está brincando comigo!

— Querido, entenda, a lerdeza reside nos homens desde os tempos de Adão e Eva, tanto que ele aceitou a maçã e se ferrou de verde e amarelo — Rose demonstrou superioridade, virando o rosto para a janela novamente.

— E as mulheres são audaciosas, egoístas, interesseiras, maldosas...

— Elegantes, amorosas, gentis, multi tarefas. Pode ofender meu amor, mas vocês nunca chegarão aos nossos pés. — deu de ombros a ruiva. — É um acaso do destino. Deveria torcer para que na próxima encarnação nascesse como eu.

— Deus que me livre! E ir parar na cadeia por matar homens?

— Nenhum de nós tem certeza se eu realmente vou para lá — Rose deu uma piscadela para o loiro, que bufou. — Oh, agora está chamando — Ela voltou a colocar o celular de Scorpius na orelha, fechando os olhos por um minuto como se ensaiasse para algo. Então, abriu os olhos e sorriu, fingindo uma voz mais fina, porém mais sensual. — Boa noite. Eu gostaria de saber se ainda tem algum quarto disponível. Sou Elena. Elena Garcia. — encarou Scorpius, que ainda dirigia. — Ah sim, um quarto para casal. — Scorpius a fitou franzindo o cenho. Rose continha à gargalhada. — Ótimo. Estou chegando em dez minutos. Obrigada.

Desligou e deu um soco no ar, comemorando silenciosamente.

— Que merda você fez? E quem diabos é Elena Garcia? — perguntou Scorpius, parando em um semáforo e a encarando com uma das sobrancelhas arqueadas.

Rose mexeu nos cabelos, extremamente satisfeita com sua atuação.

— Elena é de Diários do Vampiro. Amo aquela série. E Garcia é o sobrenome de uma amiga da minha mãe. Nada demais...

— Certo. Então o lugar é um hotel?

— Um motel de esquina na verdade, perto da Estação da Luz. Supondo que estarão todos os malfeitores lá, vou precisar improvisar um disfarce. — murmurou à ruiva, pensativa.

— Ou podemos entrar lá escondidos... Tem o endereço exato do lugar? — perguntou Scorpius, e Rose assentiu. — Então vamos fazer do meu jeito agora.

(...)

Scorpius estacionou na rua de trás do motel, e saiu com Rose silenciosamente em direção à entrada. Ele fez sinal para que a ruiva parasse de andar. Pegou algo em seu bolso e ela notou que eram algemas. Arregalou os olhos.

— Essa é a sua ideia genial? Scorpius Hyperion Malfoy! — Rose exclamava furiosa, mas o loiro já havia virado—a de costas.

— Dá para você ficar quieta? Desse jeito até o outro lado da cidade vai ouvi—la. — Scorpius revirou os olhos.

— Você só deve estar louco se pensa que vou aceitar isso! Eu tenho alergia a algemas! — Rose bufava com raiva. — E acha mesmo que vão acreditar nessa encenação ridícula...?

Ela parou de falar quando reconheceu de longe o carro de Dominique Weasley, aproximando-se do motel. Scorpius notou a mesma coisa e a puxou para baixo, ambos escondendo-se atrás de um carro qualquer.

O veículo passou por eles e manobrou no fim da rua atrás do motel. Scorpius permaneceu abaixado com Rose, observando o que se passava lá atrás.

Dominique e Mason haviam deixado o carro juntos e seguiam caminhando pela rua.

— Acha que Alice vai topar ficar do nosso lado apenas por uma bolsa de dinheiro? — debochou Dominique, e Scorpius notou que Mason tinha uma mochila nas costas.

— Ela vai ter que topar. A nossa chefe consegue ser bem má quando quer — disse Mason encerrando a questão.

Ambos passaram pelo carro onde Scorpius e Rose estavam escondidos, e seguiram para dentro do motel, desaparecendo de vista.

— Eles vão chantagear a Alice! — Rose disse com urgência, encarando Scorpius. — Solta essa droga de algemas agora! Eu vou lá!

— Não! — sibilou o loiro puxando—a de volta. — Enlouqueceu? Não sabemos se estão armados!

— Também não podemos simplesmente alugar um quarto. Vão saber que estamos lá, Sr.Genialidade — ironizou Rose, fechando a cara.

Scorpius levou a mão a testa, pensativo. Rose tinha razão.

— Tá. Qual seria seu plano? — questionou Scorpius de certa forma temendo a resposta da ruiva.

Rose exibiu um largo sorriso que fez Scorpius se arrepender seriamente de ter perguntado.

(...)

Quarenta minutos depois, ambos estavam diante da loja de lingeries que por tanto tempo tinha servido de disfarce para a Rádio Marine. As portas estavam com fitas e aparentemente trancadas — além de possuírem pichações que depredavam a imagem do governo e ampliavam o movimento a favor da RW.

— Os policiais com certeza retiraram tudo. Não deve ter nada ai — disse Scorpius com impaciência.

Ignorando o pessimismo do Malfoy, a ruiva saiu do Civic e se dirigiu à entrada da loja. Scorpius bufou ao sair do carro e segui—la.

— Estou quase colocando aquelas algemas de volta em você.

Rose ergueu as fitas e começou a bater com o punho na parede ao lado das portas de vidro tentando achar alguma coisa.

— Ah claro que está — ironizou a ruiva, satisfeita ao ouvir o barulho oco na parede. — Me arranje um martelo e uma chave de fenda — ordenou sem se importar com gentilezas.

Scorpius bufou pela enésima vez e se dirigiu até o porta—malas do carro, tirando de lá um martelo que ficava dentro de uma caixa de ferramentas e uma chave de fenda que colocou no bolso da calça.

— Deixa que eu faço isso — o loiro se prontificou, e Rose fez uma careta cruzando os braços.

— Acha que não sou capaz de fazer isso?

— É que mulheres não tem jeito com ferramentas pesadas — Scorpius deu uma martelada no ponto que a ruiva havia indicado como oco, e a pintura juntamente da massa e todo o cuidadoso revestimento se desfez. Mais uma martelada, e era possível ver uma caixinha azul ali.

Rose tirou com a mão o restante da poeira e massa que cobriam a caixinha e a retirou dali, sorrindo como uma criança que havia conseguido seu brinquedo. Abrindo a caixinha, retirou de lá um conjunto de chaves.

Ela destrancou as portas de vidro e adentrou o lugar com Scorpius em seu encalço. Fecharam as portas e o loiro ativou a lanterna do celular.

O estoque estava escancarado e uma fina camada de poeira cobria o chão. Os manequins e as lingeries tinham sido levados assim como todos os outros produtos do estoque.

Chegaram ao alçapão e Scorpius iluminou a descida de Rose, seguindo—a depois pela escada íngreme.

— Você deve ter sido o primeiro a vir aqui depois da grande descoberta não é? — Rose perguntou em tom de deboche, seguindo pelo corredor que antes vivia apinhado de mulheres tagarelando. Passou pela sala onde fazia o programa sem nem ao menos olhar.

— Na verdade não. Outros investigadores estiveram aqui. Alvo e eu fomos encarregados de capturar você e a Alice.

— O que felizmente não conseguiram — disse Rose parando diante da sala de reuniões.

Destrancou a porta com o conjunto de chaves e ambos adentraram o local escuro.

— Não festeje antes da hora. Você e Alice vão ser presas junto com os outros quando a libertarmos. Você prometeu. — lembrou Scorpius, e Rose meramente deu de ombros.

— Aqui — ela apontou para o chão que possuía um piso de madeira. — Me dê a chave de fenda.

Scorpius tirou do bolso da calça e fez menção de fazer o trabalho no lugar da ruiva, mas ela tirou a ferramenta da mão do loiro e agachou—se no piso retirando cada madeira em um determinado canto.

— Sabe, não deveria sempre tentar fazer tudo. Estou sendo cavalheiro, não desmerecendo seu talento com chave de fenda. — disse Scorpius, quando Rose já havia aberto um buraco no chão depois de desprender todas aquelas tábuas.

— Vocês homens não gostam de ver uma mulher fazendo algo melhor que vocês ou igual a vocês. Querem ser únicos sempre — Rose tirou de dentro do buraco uma caixa circular grande, e a depositou no piso. — Acham que somos menos mulheres por isso.

— Eu não acho. É até bem sexy...

Rose se levantou e deu um tapa no braço de Scorpius, que emitiu uma risada.

— Estou brincando... Ou não — Ele disse em tom mais baixo, e a ruiva revirou os olhos enquanto abria a caixa.

— Não ria tanto. — ela desdenhou tirando as roupas de dentro da caixa. Scorpius franziu a testa.

— Você que vai usar isso né?

— Bom... É. Maaas, preciso que mais alguém use a outra — Rose tinha um sorriso maquiavélico na face. Scorpius sentiu uma séria vontade de esganar a Weasley naquele momento.

Ele pagaria o pior mico de sua vida.

(...)

Administrar um motel era difícil para Dumbledore. Ficava atrás de um balcão com várias garrafas de uísque e revistas Playboy, vendendo camisinhas para os mais esquecidos e lidando com pessoas esquisitas e por vezes barulhentas demais em sua intimidade.

Mas de maneira alguma Dumbledore estava pronto para ver duas líderes de torcida — um com aparência de travesti — usando meia arrastão, top preto e saia xadrez, balançando pompons coloridos.

Pela primeira vez, Dumbledore conseguiu tirar os olhos da Playboy naquela noite e parar de imaginar cenas eróticas com mulheres seminuas.

— Ah você deve ser o dono — a garota de cabelos escuros, mais baixa, mexia em seus cabelos e chupava um pirulito Pop de maneira sensual. — Estamos procurando Mason. Tem uma festinha rolando em um dos quartos. Um menage. E chamaram a gente. — Ela riu maliciosamente dando uma piscadela.

— Oh, deve ser o quarto 113. Subiram a uma hora atrás uma loira e um tal de Mason mesmo — Dumbledore não tirava os olhos da Mulher mais alta. Ela tinha um toque especial que o agradou. — E antes já tinham subido uma morena, e dois loiros. Mas não acredito que eles queiram duas garotas! Você poderia subir e deixar essa outra — propôs Dumbledore, com um sorrisinho.

A morena olhou para a mais alta, de cabelos também escuros.

— É que ela é muito tímida sem mim — a garota ainda sorria, chupando o pirulito Pop. — Mas quem sabe, depois que terminarmos a festinha, possamos vir ajudar você — sussurrou com malícia, e Dumbledore bateu palmas animado.

— Muito bem então! Podem ir!

Ambas subiram as escadas, e ao final desta, Rose permitiu que a risada escapasse de seus lábios, chegando a se apoiar na parede. Scorpius a encarava com uma carranca.

— Ah meu Deus! Você foi desejado por um velho pornográfico! Que nojo!

— Cala a boca! — Scorpius ficou vermelho e desviou o olhar.

— Ownt que fofo! Ele ficou vermelhinho porque o velho tarado o desejou! Talvez seria bom você e ele decidirem quem vai colocar em quem — E continuou as gargalhadas, deixando Scorpius com mais raiva e consequentemente mais vermelho.

— Você é má!

— Eu sei — Rose continuou andando, secando uma lágrima que escorria por sua face por conta das risadas. — Ah mas eu adoro isso! Vamos! O quarto 113 nos espera jovem!

(...)

— Eu não aceito! — Alice embicou os lábios e virou a cara com raiva.

Todos no quarto a fitaram com antipatia naquele momento.

— Aceite! Seria bem menos doloroso para você — disse Dominique fechando a cara.

— Mas que papelão, hein Dominique? Estar do lado desses... Criminosos! — hesitou Alice, embicando os lábios. — Estou com tanto nojo de você que minha alergia a bandidos tá atacando! Jesus apaga a luz!

— Você não sabe com quem está se metendo Alice Longbottom! — ameaçou a figura nas sombras que mantinha os punhos cerrados e uma expressão de raiva paranóica em sua face.

Batidas na porta alertaram todos. Leonard levantou—se da poltrona ao lado da cama de Alice, e seguiu até a porta com uma pistola em suas mãos.

Girou a maçaneta e logo que escancarou a porta, recebeu um chute nos países baixos que já não existiam há muito tempo. Caiu de joelhos e agonizou de dor. O salto pontudo não só acertou a mangueira como sua coxa.

— Ninguém se mexe! — Scorpius berrou, trajando as humilhantes vestes de líder de torcida com a maquiagem que Rose fizera em sua face.

Dominique emitiu um gritinho e Mason pegou seu revólver e mirou contra Alice, que mantinha a boca escancarada para os recém—chegados.

Rose pegou a pistola de Leonard e deu mais um chute nele, dessa vez em sua face.

Quando o momento inicial de susto passou, a figura nas sombras do quarto seguiu até o campo de visão de Scorpius.

— Scorp?

Ele quase baixou a pistola. Seu coração falhou uma batida, e Rose notou aquela mudança de atitude repentina instantaneamente.

— Lysander? — a voz do loiro ecoou pelo quarto.

Notas finais
E sim, a OHMM está chegando ao fim. E não, eu não estou brincando. Mas sim, eu fiz um final muito bom (ao menos para mim). E não, eu não sei se vai ter bônus. E não, eu não sei se vai ter capítulos bônus. Mas sim, vocês ainda podem comentar, me dizer o que acharam e o que não acharam da minha fic. CAPÍTULO NOVO TODOS OS DIAS A PARTIR DE AMANHÃ! u.u Beijokas!