Os Homens Merecem Morrer

26 Fuga, deleite e conversa


Notas iniciais
Hey, hey, hey! Tudo bem com vocês maluquetes? Quero agradecer imensamente à Herman Chapelão, BiancaMalfoy e FairyLaw pelos reviews maravilhosos! Muito obrigada pelo apoio desde o começo da história, galera ;) A história não é movida a reviews e vocês devem estar se perguntando "poxa, porque a demora a postar então? Você tá de férias e tá tudo de boas". Bom gente, o lance é que estou acumulando capítulos em todas as fics, então eu realmente demoro a postar, mas para posteriormente poder fazer 1 semana de capítulos e tudo mais. O final da fic JÁ ESTÁ QUASE PRONTO! Ainda estou indecisa quanto ao final concreto, talvez eu faça mais de um, depende muito. Maaas, consegui adiantar bastante a história nesses dias, então vou tentar postar duas vezes por semana. Certo? Para compensar vocês :D Boa Leitura!

CAPÍTULO VINTE E CINCO

Fuga, deleite e conversa

♠ ♠ ♠

Rose parou no sinal vermelho de um semáforo, esmurrando o volante com força. Estava com mais raiva de Lilá, com mais raiva dos pais.

“E o Departamento de Polícia anunciou esta manhã que descobriu a identidade da misteriosa RW!”

A ruiva franziu o cenho, aumentando o volume do rádio. Mas que droga era aquela? Seria mais um truque repentino de Lilá para despistar?

“Rose Weasley e Alice Longbottom são as causadoras da revolução feminista! A polícia está agora à caça de ambas graças ao depoimento de Pansy Parkinson, que despertou do coma nessa madrugada. Se você tiver alguma notícia das duas foragidas, entre em contato com o número...”

Rose ultrapassou o sinal vermelho e virou o volante, entrando em um cruzamento e fazendo um retorno arriscado e proibido. Ouviu centenas de buzinas, mas seu coração começou a palpitar em adrenalina.

Pansy Parkinson? Ela havia delatado tudo? Não, não. Não era possível. Rose havia sido cuidadosa demais com ela, havia feito à mente dela a favor da causa RW. Não poderia ser ela.

Alguém havia convencido Pansy a fazer o que fez. Alguém mais esperto.

Seu telefone começou a tocar. Ela continuou acelerando, fazendo ultrapassagens perigosas. Precisava encontrar Alice o mais rápido possível.

“Alô?”, atendeu bruscamente, virando o volante com uma das mãos e fazendo uma curva em um drift perfeito.

“Quem nos delatou?”, era Lilá Brown, com um tom azedo. Gritos eram ouvidos como tema de fundo.

“Ah, jura que não sabe? Pensei que tinha sido você querida amante do meu pai! A propósito, adorei a história de você ter me dado um emprego porque dormiu com meu pai. Estou feliz por ter tanto talento. Ou será que devo elogiar o meu pai por ter fudido você lindamente?”

“Rosalie, agora não é hora...”

“Não! Agora é a hora perfeita! Eu to fudida! Eu e a Alice! Que porra é essa da polícia saber repentinamente de nós? Que porra foi essa da Pansy contar tudo?”.

“Não foi a Pansy. E não fui eu que influenciei a Pansy. Alguém quer nossas cabeças, Rose. Alguém bem mais esperto que nós. E aposto que é mulher. Então o melhor a se fazer é não perdermos a cabeça. Supere que usei o seu pai, okay?”.

Rose bufou, avistando a casa da Alice, onde felizmente não havia carros de polícia ainda.

“Estou indo buscar a Alice. Vamos sair da cidade.”

“É. Façam isso. Estou indo com a Agente Heart para um galpão no interior. Não sejam pegas. Nos encontrem lá.”

A ruiva se recordava vagamente do ponto de encontro para o caso de tudo dar errado um dia. Nos primeiros dias na Rádio Marine, Lilá havia dado um treinamento completo às funcionárias do que fazerem caso fossem delatadas. E aquela tinha chegado a hora de usar o precioso plano de fuga.

A ligação foi encerrada. Rose freou bruscamente em frente a casa da Alice, e deixou a chave na ignição antes de pular para fora da picape e correr.

Invadiu a casa sem ao menos bater na porta, e encontrou Alice e o pai correndo de um lado a outro.

— Que droga vocês estão fazendo? Alice, temos que ir! A polícia vai bater aqui logo, logo! — apressou Rose, e Alice choramingou.

— Eu não quero ir embora! Gosto da minha casa! Gosto da minha cama! O que aconteceu?

— Eu não sei! Mas temos que cair fora!

— Tem que ter algum advogado para ajudar vocês — disse Neville Longbottom, confiante. — Quero dizer... Não é possível que vocês sejam condenadas apenas por causa de um programa de rádio.

Rose se aproximou dele, colocando o dedo em seu peito.

— Não abra a merda do seu bico para ninguém! Nunca estivemos aqui! Quando a polícia vier, vai dizer que sua querida filha simplesmente desapareceu. E não vai saber para onde ela foi! Vai sentar a porra do seu traseiro nesse sofá e vai fingir que nada aconteceu. Fui bem clara?

Neville assentiu, baixando os olhos. Alice suspirou, abraçando o pai antes de sair porta a fora no encalço de Rose, levando a própria mochila e a da amiga.

Jogaram as mochilas no banco traseiro da picape, e a ruiva entrou no veículo. Alice sentou-se ao seu lado, no banco do passageiro, tensa.

Assim que a ruiva acelerou, viu cerca de três carros de polícia virando a curva, a frente dela.

— Ai cacete! — Rose acelerou, passando pelas viaturas e virando à esquerda, derrapando e continuando a acelerar com mais empenho.

Alice olhou para trás, vendo mais cinco viaturas surgindo.

— Amiga... Acho que estão seguindo a gente. Eu acho...

A ruiva olhou pelo retrovisor, respirando fundo. Sua picape não era feita para uma fuga como aquela. Estava certo que o motor era potente, atingindo uma alta velocidade, mas as curvas arriscadas nessas condições ampliavam o risco de um acidente (capotar lindamente!). Ela precisaria improvisar.

Continuou acelerando, e pisou no freio repentinamente. Sentiu o baque, e quase chorou. Quase. Uma das viaturas (a mais próxima) colidiu em cheio com a traseira do seu veículo.

— Ah merda! — Rose bufou, assim que viu as outras quatro se aproximando.

Virou o volante e voltou a acelerar, ao menos sem uma das viaturas.

Entrou em um fluxo de carros em uma avenida movimentada, e deu graças aos céus por não estar em um transito interminável. Desviou de um ônibus e entrou no corredor, acelerando loucamente.

— Amiga, acho que vamos ser multadas...

— Sério que você está preocupada com o fato de sermos multadas? — Rose questionou incrédula.

— Sabe que tudo conta na prisão né? Desde roubar chiclete até estar no corredor de ônibus!

— Relaxa! Você está tensa — disse Rose, sorrindo forçadamente. No final estava tão nervosa quanto à amiga.

Ela girou o volante novamente, derrapando no asfalto ao entrar em uma faixa entre dois carros e passar para a terceira faixa.

As viaturas de polícia continuaram seguindo, passando pelo corredor de ônibus, sem terem chance de entrarem nas faixas abarrotadas de veículos.

Então Rose buscou a melhor brecha para entrar em uma rua deserta, cheia de fábricas e grama alta nas calçadas, e acelerou como se não houvesse amanhã. Não viu pelo retrovisor nenhum carro de polícia, mas imaginava que eles estariam aguardando-a em algum lugar em breve.

Virou em uma esquina e encontrou a viatura de Scorpius, onde o mesmo estava com Alvo do lado de fora. Ambos se viraram. Rose apertou o volante.

— Saiam do carro! Com as mãos para cima! — o loiro avisou, aproximando-se cautelosamente com Alvo.

Rose continuou apertando o volante.

— Eu não vou ser presa... Não vou ser presa... Não vou ser presa...

Alice permaneceu calada, com os olhos arregalados.

— Amiga?

Mas a ruiva não a ouviu, passando a marcha para a primeira e enfiando o pé no acelerador. Jogou sua picape em cima de Scorpius, e o lançou para o ar com o impacto, vendo seu corpo cair no chão enquanto se distanciava e virava a curva, desaparecendo de vista.

— ROSE! O QUE VOCÊ FEZ? — Alice gritou, em pânico, mas a ruiva não a escutou.

Ela não seria presa. E evitaria isso, custe o que custasse.

(...)

Escancarou os armários em busca de dinheiro, papeis ou fotos, mas não encontrou nada. Olhou embaixo da cama em busca de perucas ou fantasias, no entanto encontrou apenas alguns livros dentro de uma maleta de metal.

Não havia nenhuma pista que Dominique reuniria para manter Rose atrás das grades por tempo suficiente, ou que comprovasse sua culpa no cartório (além de sua fuga, e do depoimento de Pansy).

Recebera instruções claras ao encontrar a pessoa que estava em busca de vingança e deveria cumpri-las se não quisesse receber um destino catastrófico. Engoliu em seco. Não deveria brincar com a sanidade da pessoa que a chamara para ser sua aliada.

Então no guarda-roupa de Rose, encontrou algo que serviria: um perfume Floratta pela metade, que batia perfeitamente com a descrição de Melissa.

Seria perfeito para comprovar a culpa de Rose, sem que a polícia precisasse considerá-las apenas uma suspeita temporária.

Saiu da casa dos tios antes chegassem de seus devidos compromissos, que provavelmente envolviam depoimentos no Departamento de Polícia por conta de sua querida filha santa.

A vingança seria doce para Dominique Weasley. Bem doce. Ela ia adorar assistir de camarote a queda da prima.

(...)

Scorpius ouviu vozes ao seu redor, e aos poucos os sons foram adquirindo um volume consideravelmente alto. Ele abriu os olhos.

— Filho! — Astoria praticamente pulou em cima do loiro.

Ele sentiu suas costelas se partirem (talvez por uma segunda vez), e abafou um som de dor. Sua mãe se afastou, assustada.

— Ah meu bebê! Desculpa! Você está bem?

— Mãe, eu tenho quase vinte e cinco! Não me chame de bebê! — Scorpius reclamou, fazendo uma careta quando tentou se sentar na cama. Olhou para o quarto de hospital, bufando. Se lembrava do acidente e de como fora parar ali, o que não era nada agradável.

— Seu pai está do lado de fora conversando com os médicos. Não foi muito grave. — a sra.Malfoy explicou, acariciando os cabelos loiros do filho. — Francamente, eu não esperava isso da Rose. Gostei tanto dela...

Scorpius franziu o cenho para a mãe.

— Você gostou dela?

— Sim. Gostei. Ela é simpática e diferente. A Lysander começava a encher a paciência com aquela mania ridícula de comer escargot no café, no almoço, na janta, no lanche da noite... Era horrível. Eu tinha que praticamente implorar as empregadas que fizessem escargot sempre que você a levava lá em casa...

O loiro estava boquiaberto, e sentia sua cabeça começar a doer. Que papo era aquele de sua mãe não gostar de Lysander? Certamente ele deveria estar em algum tipo de transe provocado por algum trauma em seu cérebro.

— Por que você nunca disse? — questionou ele, encarando sua mãe com confusão.

— Ah meu bebê, eu não queria estragar sua felicidade. Depois a culpa é sempre da mãe. Então preferi deixar. Lysander tinha uma boa formação, falava mais de quatro línguas fluentemente e tinha muitos sonhos... Achei que fosse o melhor para você. Mas assim que você apresentou a Rose, eu mudei minha opinião. Está certo que preferia que você tivesse uma garota estável ou de certa classe, mas a Rose é especial da maneira dela. Andei puxando todo o currículo dela depois do que houve lá em casa...

— Não acredito que fez isso — Scorpius levou a mão à testa. Sua mãe exercia perfeitamente o papel de superprotetora.

— Ah sim. Não posso deixar qualquer uma chegar perto do meu filho. Mas achei interessante a Rose. Dirigir uma picape, trabalhar em uma loja de lingeries, e agora revelado ao mundo que ela é a RW. Oh! Isso sim é o tipo de garota que eu não esperava que você se apaixonasse... Ainda mais que morasse na casa dos pais dela de favor.

— Como você...

— Eu corri atrás de muitas informações! Não sou uma mãe qualquer que larga seu filho a Deus dará! Você pode ser maior de idade mocinho, mas ainda tenho que saber como anda sua vida quando eu estou fora. Estar morando na casa dos Weasley de favor, e tendo a RW debaixo do seu nariz esse tempo todo. Imagino que estivesse ocupado demais se apaixonando por ela para sequer notar...

— Eu não estou apaixonado por ela, mãe! Foi só questão de eu não ter para onde ir.

— Certo — Astoria ergueu as mãos em sinal de rendição. — Entendi. Só tome cuidado. Rose pode ser uma garota muito importante para você. Ela quer ser diferente sabe... Mudar um pouco as regras. Isso pode ser bom para você.

— Pensei que você e papai defendessem as regras!

— Todos defendem as regras, mas ninguém as cumpri de fato. A família do seu pai sempre foi conservadora e tivemos de adquirir isso. Mas você pode viver independentemente do que seus avós pensariam. Eles estão enterrados no final das contas, e hoje em dia a mulher ficar atrás de um fogão apenas é ridículo.

Scorpius revirou os olhos.

— Deveria ter me dito antes. Eu não teria armado tudo aquilo com a Rose...

— Ah não querido! Foi ótimo. Me diverti bastante por sinal. Rose bebe champanhe como ninguém — Deu uma piscadela, já se afastando da cama do filho. — Mas deveria pensar mais a respeito. Lysander pode não ser a mulher da sua vida. Afinal ela te deixou e levou todo seu dinheiro praticamente...

— MÃE, O QUE MAIS VOCÊ NÃO SABE?

Entretanto, Astoria já saia do quarto dando risada, enquanto Scorpius bufava. Rose era uma maluca. Como sua mãe poderia defender algo com a Weasley sendo que Scorpius fora atropelado justamente por ela?

— Mulheres — murmurou embicando os lábios e cruzando os braços diante do peito, buscando uma solução cabível para toda aquela confusão mental.

Notas finais
Rose aprontou (tuts tuts tuts!). Acha que Scorpius vai perdoar? E a Dominique hum? O que será que ela está planejando? Aguardem pelo próximo capítulo, que estará cheeeio de babados :D Beijokas!