Os Homens Merecem Morrer

17 Estresse matutino, interrogatório e desastre por dinheiro


Notas iniciais
Boa noite meninas! Onde vocês se meteram? Sei que a fic é doida e tudo mais, mas... Cadê vocês? :( Espero que gostem do capítulo! Beijokas!

CAPÍTULO DEZESSEIS

Estresse matutino, interrogatório e desastre por dinheiro

♠ ♠ ♠

Rose terminava de arrumar algumas coisas na cozinha quando Scorpius Malfoy adentrou o ambiente, com uma expressão de puro cansaço na face.

— Não estou muito bem hoje, então não me impeça de beber água, ou abrir a geladeira, ou de respirar — Scorpius alertou, mesmo sem a ruiva nem sequer tê-lo encarado.

A Weasley pegou o celular — que (infelizmente) não tinha nenhuma mensagem naquele momento — apenas para ignorar a presença de Scorpius, embora no fundo estivesse um tanto ansiosa para sua primeira missão naquela noite.

— Sua mãe foi no médico novamente? — o loiro observou o bilhete na porta da geladeira, enquanto bebia um copo d’água gelada. Franziu a testa. — Ela está bem?

Rose deixou o celular no balcão. Só de se lembrar do que teria que fazer por Scorpius dali algum tempo, já sentia a indignação repentina lhe consumir.

— Você vai ficar me ignorando por mais quanto tempo? Sabe, eu te ajudei com o Finnigan naquele dia...

— Você não me ajudou em porra nenhuma, Malfoy! Vê se para de bancar o herói de mulheres indefesas, que esse não é meu tipo.

— E você sabe bem como é o meu tipo?

— O tipo de cara que faz tudo o que quer e depois larga a mais bela das mulheres em um precipício.

— Olha, você está sendo bem espirituosa hoje...

— E você está me irritando, caramba!

Scorpius fez uma careta assim que Rose apanhou seu celular de cima do balcão e saiu como um furacão da cozinha. Ele começava (começava!) a pensar que a Weasley precisava de algum psicólogo ou de um manicômio mesmo.

(...)

Rose colocou as roupas necessárias dentro da mochila preta, e se vestiu o mais rápido possível, pegando as chaves de sua picape e saindo de casa quinze para as cinco da tarde.

Não houve tempo para que ninguém lhe questionasse sobre aonde iria ou o que faria.

Dirigiu até a casa da Alice, e estacionou em frente aos jardins. A morena saía de sua casa aos pulos, como um canguru com problema renal.

— Eu não acredito que estou fazendo isso! — Alice praticamente gritou dentro da picape, claramente nervosa.

Rose deu ré e entrou em uma rua deserta, a caminho do centro.

— Fica calma, okay? Só seguirmos todas as instruções, e puff! Estaremos em casa antes que você diga “Estou cagando de medo! Oh Alvo Potter me ajude!” — A ruiva falou em falsete, e Alice corou bravamente, sob as risadas da Weasley.

— Não coloque Alvo na história.

— Você está caidinha por ela. Dá para notar. Que merda, Alice! Quantas vezes já te disse que nosso trabalho não permite esse tipo de relacionamento? Onde está seu cinto de castidade?

Alice encarou a janela, um tanto chateada.

— Estou fazendo meu trabalho. Arrancando informações de Alvo.

Rose a fitou um tanto descrente, retornando a atenção para o trânsito.

— Você? Arrancando informações do meu primo? Tem certeza que é as informações que você está arrancando dele? — Dessa vez a ruiva já não exibia qualquer ar de divertimento.

— Olha, eu sei que é errado! Eu sei. Mas... — Alice cruzou os braços, embicando os lábios. — Eu tenho o direito de me apaixonar algum dia. E Alvo não é o tipo de cara que você está pensando.

— Tem razão — Rose falou, sorrindo maldosamente. — Ele é pior.

— O que quer dizer?

— O que eu quero dizer, Alice, é que homens acreditam que tem algum poder sobre nós. Acham que somos posse deles. Acham que temos o direito de seguir os preceitos que eles determinam. Estamos em pleno século XXI e mesmo com toda a liberdade feminina, ainda existem machistas. — Antes que Alice abrisse a boca, Rose a interrompeu. — Alvo era o pior canalha desde o sexto ano do colégio. E permaneceu assim até o começo deste ano. Ele teve três namoradas ao todo. Uma terminou com ele após uma festa em que Alvo considerou tecnicamente errado que mulheres bebessem. A segunda terminou com ele depois que gentilmente, Alvo lhe disse que a sustentaria de qualquer jeito e que era desnecessário ela fazer faculdade. E a terceira terminou com Alvo assim que ele a impediu de tirar a carteira de motorista por considerar impossível uma mulher chegar perto de um volante sem causar um desastre de proporções imensas.

Alice ficou em silêncio, estarrecida. Rose prosseguiu.

— Então, acho que você deve pensar um milhão de vezes antes de considerar plausível a hipótese de que um relacionamento com meu primo não atrapalhe nosso trabalho.

— Mas ele não parece ser assim...

— Homens nunca mostram a verdadeira face nos primeiros meses. Nem parece que trabalha comigo há mais de um ano, Alice — A ruiva lhe repreendeu, e a morena baixou os olhos, culpada. — Deveria saber como o sexo masculino é ardiloso e injusto com nós.

— Tem razão. Vou deixar Alvo de lado. — A Longbottom expôs sua determinação.

A ruiva sorriu, animada.

— É assim que se fala, querida!

(...)

Scorpius estava de certa maneira exausto tendo de retornar para o Departamento de Polícia apenas para interrogar Leonard mais uma vez. Embora quisesse encaminhar a investigação agilmente, seu chefe ter resolvido acabar com o descanso do loiro não fora algo realmente agradável.

— Então Leonard — Scorpius estava diante do loiro Finnigan, que largado na cadeira em frente à mesa na sala dos interrogatórios, não parecia nem de longe o mesmo Finnigan que saíra gritando como uma menininha do frigorífico. — Preciso que me conte novamente tudo o que aconteceu no dia em que você foi sequestrado.

Leonard exibe seu ar arrogante com um misto de desconfiança.

— Por quê?

— Porque preciso confirmar algumas informações que você me deu.

Leonard pareceu repentinamente frustrado e nervoso. Scorpius prestou atenção em cada movimento do loiro enquanto ele recontava sua “triste” história.

— A Melissa foi embora e eu tentei ir atrás, mas uma das mulheres me deteve e depois eu apaguei. Acordei em um frigorífico preso de cabeça para baixo, e ouvi o barulho de uma serra elétrica...

— Certo — Scorpius interrompeu o Finnigan, começando a andar de um lado a outro pela sala de interrogatório. — E foi com a mesma serra elétrica que você foi castrado, ou teve outra arma que não foi mencionada?

Leonard torceu as mãos, engolindo em seco e desviando o olhar por uma fração de segundos.

— Foi com a serra elétrica.

— Tem certeza?

— Absoluta.

Scorpius parou em frente ao Finnigan, semicerrando os olhos.

— A arma não foi encontrada, Leonard. Está certo que pode ter sido descartada em outro lugar, mas os resultados dos exames que fizeram em você excluem a possibilidade de que o seu pênis tenha sido arrancado com uma serra elétrica.

Com um sorriso forçado, Leonard debochou:

— Agora, você vai confiar em uma porra de resultado de exame? O cara deve ter experiência em fazer um tipo de corte específico que...

— Leonard, seu tempo acabou — o Malfoy jogou as algemas em cima da mesa. — Está preso por ocultar informações da investigação. Até que decida falar a verdade, vai ficar detido.

A porta foi escancarada e dois policiais armados adentraram o lugar. Leonard soltou um gritinho (nem um pouco másculo) e se encolheu.

— TÁ BOM! TÁ BOM! Eu falo!

Os policiais soltaram Leonard, que caiu na cadeira novamente.

— Eu lembro de uma tesoura rosa e um facão com o cabo desgastado. O cara que fez tudo isso tinha uma máscara... De pele humana. Mas ao mesmo tempo não parecia ser um homem. Quero dizer... Era e não era.

— Poderiam ser duas pessoas? Um homem no início e uma mulher realizando o crime com você?

— Talvez. Quem quer que tenham sido deixaram uma mensagem para mim antes de me largarem lá. Um bilhete que depois sumiu. Dizia que em dez dias me matariam se eu contasse tudo o que tinha acontecido.

Scorpius franziu o cenho.

— Isso não faz nenhum sentido.

— Claro que faz! Eu vou ser morto!

— Ah, okay então. Vou te manter preso aqui para você continuar seguro — Ironizou Scorpius, fazendo sinal para que os policiais pegassem Leonard, que arregalou os olhos na mesma hora.

— NÃO! NÃO! Eu tenho um cruzeiro para o Caribe no sábado!

— Remarque para daqui cinco dias...

— Mas e meus pais?

— Ah, eles vão entender quando eu disser que é para a segurança do precioso e inocente filhinho deles — Scorpius debochou, apreciando os policiais arrastarem um Leonard que emitia gritinhos e se debatia. Suspirou. — Mas é um viado mesmo.

(...)

Finalmente Rose chegou na garagem indicada pela Agente Heart, onde a mesma se encontrava parada tragando um cigarro.

Rose desceu a rampa para o subsolo e o portão foi fechado com o controle nas mãos da agente, que adentrava o local também.

A garagem era bem iluminada com outros três Civic pretos estacionados. Rose parou sua picape em uma vaga no fundo da garagem, e desceu do veículo batendo a porta.

— Temos que ser rápidos — A Agente Heart tirou o sobretudo, expondo suas roupas nada discretas por sinal.

— Meu Deus — murmurou Rose, fazendo uma careta ao ver o brilho e o excesso de cor.

— AH QUE TUDO! — Alice berrou, colocando a saia vermelha cheia de glitter e o top dourado. Parecia uma imitação de uma Barbie “travecada”, na opinião de Rose. — Parece aquelas roupas da Caminho das índias!

— Certo meninas, o plano é o seguinte — A Agente Heart estendeu as perucas que teriam de colocar. Rose praticamente empurrou Alice para pegar a loira, e Alice acabou tendo de se contentar com a ruiva (mais uma vez). — Vamos entrar com identidades falsas...

(...)

O motel Red Lips nunca poderia ser encontrado de uma maneira inocente (como tropeçar em uma pedra e puff! Estou em frente a um motel).

Rose dirigiu o Civic preto entre as ruas desertas, cheias de casas abandonadas, mas carregadas de luxo em suas fachadas, e árvores frondosas preenchendo as calçadas perfeitamente alinhadas.

Estacionou alguns metros atrás do prédio com um letreiro vermelho reluzente e dois seguranças na frente.

Alice pareceu tensa ao deixar o carro, enquanto a Agente Heart estava consideravelmente animada (e Rose sentia-se como se estivesse a caminho de ser queimada em uma fogueira).

— Somos Sabrina, Ashley e Suellen. As dançarinas contratadas pelo Hamir — falou a agente, e os seguranças conferiram as identidades falsas. Rose sentiu uma pedra de gelo preencher seu estômago, mas nada deu errado até ali.

— Podem entrar — um dos homens empurrou a porta de madeira lustrosa, e as três adentraram o motel.

O hall não era tão imenso ou luxuoso, mas havia conforto na pequena sala com poltronas, lareira e tapetes de urso (pobrezinhos!) onde mulheres carregadas de joias e bem menos comportadas que Rose e Alice, se esfregavam em um homem aparentemente carregado de dinheiro nos bolsos.

— Que nojo — murmurou Alice, voltando os olhos para um balcão onde duas mulheres falavam ao telefone. A Agente Heart (ou Sabrina) seguiu até ali em busca de informações sobre o tal Hamir. — Desde quando motéis têm seguranças na entrada?

— Desde que duas cocotes invadiram um hotel e sequestraram um hóspede para castrá-lo — Rose descaradamente pegou a garrafa de uísque na mesa de centro próxima a elas, e encheu um dos copos, na tentativa de diminuir o nervosismo. — Os ricaços começaram a exigir aumento da segurança nos motéis e hotéis comuns. Não imagino quem teriam sido as assassinas impiedosas, que começaram a apavorar tantos homens...

A ruiva esvaziou o copo, e Alice riu. Era óbvio que estariam se sentindo vitoriosas por além de se vingarem de um babaca como Leonard, terem colocado pânico em tantos outros babacas com dinheiro.

— Ele está na suíte 57 — informou a Agente Heart, passando por elas para irem até o primeiro andar. — Nenhuma de vocês, beba qualquer coisa que oferecerem. Se mantenham lúcidas o bastante para conseguirem fechar as pernas caso o Hamir queira algo a mais. Precisamos de algumas fotos apenas, e vamos embora.

— E se algo der errado? Tipo assim... Uma suposição um tanto quanto pessimista, sabe? — Alice fingiu-se de inocente.

— Nós usamos o plano de fuga emergencial. Mas vai dar certo, não se preocupem.

— Tá, mas e se não der? Você vai jogar uma granada, dar sinal de fumaça, atirar em alguém, ou vai ser tipo “CORRE NEGADA!”? — insistiu Alice, e Rose deu uma risada (talvez pelo efeito momentâneo do uísque, ou talvez pelo nervosismo mesmo).

— Ah, vai dar tudo certo. Vamos lá. Dançar. Uhu! Fazemos o serviço e vamos embora.

— Tá, mas e se...

— Para com esses “e se...”, criatura! — A ruiva alertou, respirando fundo.

Tinham chegado ao primeiro andar, e a porta da suíte 57 tinha mais dois seguranças na frente.

Alice e Rose engoliram em seco. Até mesmo a Agente Heart respirou fundo antes de dar o primeiro passo. E logo as três estavam caminhando o mais naturalmente possível em direção à suíte.

Os seguranças mal exigiram suas identidades, e simplesmente abriram a porta, permitindo a passagem delas.

Rose quis voltar na mesma hora em que teve a visão repugnante de um monte de mulheres submissas a um homem horrivelmente velho, gordo e bêbado, mas se manteve calma diante daquilo tudo. Alice, no entanto, estava tão pálida e com uma careta de desagrado que parecia prestes a vomitar ou ter algum ataque.

A Agente Heart recusou a primeira taça de champanhe oferecida, e se distanciou das duas com um olhar significativo de “Façam o que eu mandei e tudo sairá bem!”.

— Ah, as novas dançarinas — Hamir, o dono do hárem, se aproximou com um sorriso de orelha a orelha, mal disfarçando o brilho no olhar ao analisar Rose e Alice de cabeça a baixo. — Vocês querem beber alguma coisa, minhas graças?

— Não. — as duas responderam em uníssono, sorrindo amarelo ao perceberem quão duras tinham sido. Teriam de ser mais gentis que aquilo.

— Beber atrapalha o desenvolvimento artístico da dança — Rose explicou.

Hamir as segurou pela cintura, arrastando-as para junto das outras mulheres (que estranhamente pareciam gemer enquanto respiravam).

— Então já deveriam começar a se preparar para o espetáculo. — Ele sugeriu safadamente, o que Rose detestou.

Alice parece pensar por um segundo, enquanto sorria amarelo.

— Nossa dança precisa de mais tempo, queridinho. É tipo... Bate o santo e a gente vai! Uhu!

— Então é bom o santo bater logo! Estou ansioso por isso! — E se afastou gargalhando, puxando outras duas mulheres para longe.

Rose e Alice mantiveram os sorrisos congelados na face.

— Ah meu Deus! — murmurou à morena, virando-se para a amiga. — O máximo que eu sei dançar é o que vi no desenho do Pica-Pau.

— Tá. Tá. Calma. A gente não vai precisar dançar. Precisamos de fotos. A Agente Heart já deve estar conseguindo algumas. Vamos entrar no clima da palhaçada aqui e conseguir dinheiro.

— Olha, estou adorando o clima da palhaçada, mas eu quero a minha mãe! — choramingou Alice.

Rose olhou ao redor e puxou a amiga pelo pulso. As duas se esconderam atrás de um vaso gigante de planta verde (desnecessário para aquele ambiente!), e saiu se esgueirando por trás das colunas da suíte, até chegar a um canto onde tinha a visão do interior de um cômodo onde Hamir entrara com as duas mulheres.

— Vamos nos inspirar no Tom Cruise agora — Alice olhava ao redor, mas outras mulheres estavam ocupadas demais se embebedando ou fazendo coisas um tanto esquisitas (elas gemem enquanto respiram?) para darem muita atenção ao que Alice e Rose faziam.

— Tom Cruise come merda — relembrou Rose, puxando o celular de dentro do sutiã (tática feminina, ahá!) e se aproximando sorrateiramente da entrada para o cômodo onde Hamir estava.

— Não fale mal do Tom Cruise — cochichou Alice, bufando. — Ele é gato.

— Mas come merda — insistiu Rose.

Alice revirou os olhos, mas não retrucou. Ajeitou a peruca e seguiu a ruiva para dentro do cômodo, que graças à fraca luminosidade foi possível ocultá-las da visão de Hamir e das mulheres.

Elas se esgueiraram para um canto (atrás de mais vasos com plantas verdes. Desnecessário!) e permaneceram em silêncio, enquanto Rose colocava a câmera no celular.

O que se seguiu foi uma sequência interminável de fotos (com um tema muito pornográfico por sinal) e Alice conteve o som de enojamento que iria escapar de seus lábios.

De relance, Rose viu embaixo da cama onde Hamir se encontrava uma saia vermelha vinho brilhosa. Estreitou os olhos. A Agente Heart estava ali, com sua máquina fotográfica (do tamanho: “humilhando o Moto G da Rose”), aparentemente satisfeita com o que tinha conseguido.

Mas tudo que era doce amargou de uma maneira nada legal.

Quatro seguranças do tamanho de armários entraram no cômodo, acendendo a luz, e os olhos batendo em Rose e Alice, escondidas em um canto.

— Ah olá. — Rose acenou na cara de pau, sendo ágil o bastante para esconder o celular novamente no sutiã antes que as pegassem. — Estávamos... Procurando um lugar bom para dançar.

— É. Aqui, no meio da natureza — Alice sinalizou os vasos de planta verde (ainda desnecessários ali!). — Um ótimo ambiente para nossas representações artísticas de sensualidade.

— Que palhaçada é essa aqui? — Hamir se prontificou, levantando-se da cama enrolado em um lençol vermelho.

— Elas são impostoras — um dos seguranças avisou, com a voz lenta e grave.

— IMPOSTORA? VOCÊ TÁ CHAMANDO QUEM DE IMPOSTORA? — gritou Rose, colocando as mãos na cintura. — Sabe quanto tempo demora para se caracterizar de dançarina? E fazer esse show todo? Impostora é a puta que te pariu, ouviu?

— Como assim “impostoras”? — Hamir ignorou as duas dançarinas, encarando os seguranças.

— Elas trabalham com a Agente Heart. Um dos seguranças as reconheceu na entrada.

— Ah, vadias! — exclamou Hamir, furioso. Rose e Alice se encolheram um pouco. — É a minha esposa não é? Que contratou vocês para me flagrarem? Pois tenho uma péssima notícia para vocês: NÃO VÃO CONSEGUIR SAIR DAQUI!

— AHHHHHHHHHHHH! — Alice e Rose começaram a gritar, e Hamir gargalhou como algum psicopata estuprador.

Então houve uma reviravolta drástica: A Agente Heart saiu de debaixo da cama, com uma granada na mão.

— Vamos conseguir sair sim — A morena afirmou, tirando a peruca com uma das mãos e sorrindo maldosamente.

Alice e Rose sorriram bobamente. A Agente Heart parecia um tipo de heroína feminista ao tirar o pino da granada, e Hamir e os seguranças demonstrarem o horror em suas faces, enquanto as mulheres corriam e gritavam para todos os lados.

— TURN DOWN OF WHATS! — Alice não resistiu, e saiu correndo com Rose e a puxando.

A Agente Heart passou pelos homens, satisfeita, mas deixou a granada cair perto deles um segundo depois (eles quase tiveram um infarto), mostrando que a arma era falsa.

— CORRE NEGADA! — Rose berrou, enquanto passavam pelas portas da suíte e saiam em disparada pelo corredor, tentando segurar as perucas e ao mesmo tempo não tropeçarem nas saias de tamanho exagerado (ser mulher é difícil!).

No hall, as recepcionistas soltaram gritinhos, mas felizmente não havia nenhum segurança nas portas do motel, permitindo que as três saíssem como um furacão, alcançando o Civic preto em poucos segundos.

Rose bateu a porta e colocou a chave na ingnição, enquanto Alice gritava.

— VAI! VAI! VAI! VAI!

— PORRA, O MOTOR NÃO TÁ PEGANDO!

— AHHHHHHHH!

— EU ESQUECI DE MANDAR O CARRO PARA REVISÃO! FOI MAL! — gritou a Agente Heart.

Enquanto isso, os seguranças se aproximavam do carro, com armas em punho.

— AHHHHHH! FUDEU! FUDEU! EU SOU MUITO JOVEM PARA MORRER! — Alice gritava.

Finalmente o motor funcionou, e Rose deu a partida no instante que os seguranças estavam próximos do carro.

Ela acelerou furiosamente, ouvindo os disparos contra o veículo. Alice gritou mais um pouco por alguns quarteirões repetindo coisas como “TO FORA! TO FORA! NÃO QUERO MAIS ISSO!”, enquanto Rose se preocupava em controlar os batimentos cardíacos e não ter um infarto.

A Agente Heart respirou fundo, ofegante ainda antes de dizer:

— Ao menos conseguimos cinco mil reais de lavada.

Notas finais
Meu Tumblr: https://www.tumblr.com/blog/liviadiasfanfics Quem quiser conversar comigo fique à vontade ;) Até mais! Beijokas!