Os Homens Merecem Morrer

6 Domingo em família, a paz e a guerra


Notas iniciais
Boa noite maluquetes de plantão! Como vai a semana de vocês, hum? A minha vai até que bem (nhé!). Quero agradecer a Carol, Kira, nina malfoy e a Chelly weasley potter pelos reviews incentivadores õ/ Vocês são leitoras maravilhosas meninas! Também quero agradecer aos novos leitores que estão dando uma chance a história, e àqueles que favoritaram a fic! Muito, muito obrigada mesmo! Espero sinceramente que gostem do capítulo ;) Boa Leitura!

CAPÍTULO SEIS

Domingo em família, a paz e a guerra

♠ ♠ ♠

— Olá Scorpius — Ronald Weasley cumprimentou o Malfoy com um aperto de mão, enquanto Hermione terminava de cortar queijo branco para colocar nas mesas juntas que Rony e seus irmãos reuniram nos jardins.

— Olá, sr. Weasley. — o loiro se sentia um verdadeiro peixe fora d’água em meio a tanta gente desconhecida.

— Vá para os jardins conhecer os outros, Scorpius. Oh, Rose! — A ruiva acabava de entrar em casa rumando para as escadas, mas parou de chofre. — Você já conhece o Scorpius, não? Por que não o apresenta aos seus primos enquanto termino Ed arrumar as coisas para o café, com seu pai?

Rose pareceu fazer muito esforço para não soltar um palavrão.

— Tudo bem, mãe — Ela encarou Scorpius com indiferença. — Vem logo.

Ele a seguiu de péssimo grado. Ambos deixaram a casa.

— Muito obrigada por me deixar inconsciente e preso no seu guarda-roupa.

— Fique feliz por eu não te deixar estéril. Não que fizesse diferença para o planeta, claro...

— Não fale como se não tivesse gostado do que viu.

— Já vi coisas melhores — Rose desdenhou, empinando o nariz. Scorpius bufou.

— Você é mesmo muito metida.

— E você é um tarado passando por uma crise conjugal. Nem imagino porque foi colocado na merda...

— Primeiro que não sou tarado. A culpa é sua por não ler bilhetes em geladeira...

Rose revirou os olhos, e Scorpius prosseguiu:

— E eu não traí minha noiva, se é isso que você está insinuando...

— Na verdade eu ia dizer que você é ruim no sexo, mas essa acusação viria logo em seguida. — Rose sorriu cinicamente, e o loiro teve vontade de estapeá-la.

Eles avistaram a extensa mesa com vários ruivos e alguns loiros (no caso Dominique, um menininho e uma mulher que provavelmente era mãe deles).

— Os loiros são Dominique e Louis, filhos da Fleur e do meu tio Gui. Dominique faz faculdade de moda em Paris, e o Louis fica com a Lily na creche. Aquela ali de gorro preto e óculos é a Roxanne. Ela quase nunca aparece, assim como a Dominique. Faz faculdade de Medicina Veterinária em Tóquio, e é filha do meu tio Carlinhos e da Maggie. — Indicou os que estavam próximos da piscina. — Aquela garotinha é a Lily ela tem seis anos como o Louis e adora Frozen, caso queira dar um presente de Natal para ela. Ela é filha da minha tia Gina e do Harry, e é a irmãzinha do Alvo. Aquela ali com a raquete de tênis é a Melissa, filha do tio Fred e da Alicia, e ela está no terceiro ano do Ensino Médio em uma escola de primeiro mundo, além de ser capitã do time de tênis da escola dela. E por fim, aquele ali é o Sebastian, filho do tio Jorge e da Kate. Ele trabalha na loja esportiva do Fred e Jorge, e nos tempos livres fica saindo com o James em busca de namorada.

Scorpius fez uma careta.

— Sua família é meio grandinha, né?

Rose deu de ombros.

— Mais da metade deles não aparece por aqui. Alguns moram no exterior e vem para cá quando podem.

— E hoje é algum dia especial?

— Apenas um dia em que todos estão no mesmo país, sem nada para fazer — E enquanto ela acabava de falar, Roxanne se aproximou deles.

— Então você é o Malfoy? Dominó não para de falar em você — Ela cruzou os braços, sorrindo divertida. Scorpius se questionou até que ponto Dominique teria falado.

— Dominó? — Questionou Rose, fazendo uma careta. — Você é péssima arranjando apelidos para os outros, Rox.

— Eu estava pensando em um para você, Rose.

— Além de “Rose”? — ironizou a ruiva, mas Roxanne não lhe deu atenção.

— Poderia ser “A garota das baratas”. Que tal?

— A garota das baratas? — Scorpius entrou no assunto, interessado.

— Rose sempre teve medo de baratas. Lembro de uma vez quando fizemos uma brincadeira com ela, e ela chorou tanto que mijou-se toda. Eu fiquei com dó no fim das contas — debochou Roxanne.

Rose revirou os olhos.

— Eu tinha medo de baratas, Rox. Para sua informação, já superei há muito tempo.

— Claro. Por que não? — a outra ironizou novamente.

Scorpius passou para o lado da prima de Rose.

— Acho que ela pode me apresentar melhor para seus parentes, Rosinha. — E o loiro deu uma piscadela para Roxanne em seguida.

Rose semicerrou os olhos, enquanto ambos se afastavam rindo e iniciando algum assunto desinteressante ou humilhante demais para a ruiva.

— Ei Rose — Dominique se aproximou, com seus cabelos loiros ondulados e a roupa tradicionalmente fresca demais. — Não sabia que trancafiava caras gostosos no guarda-roupa. Você pretende dormir com ele?

— Não. Pode ficar com esse aí. Mas acho que ele era ruim de transa para a noiva largar dele de maneira tão trágica — refletiu a Weasley, e a loira deu de ombros.

— Eu descubro e te falo priminha.

Rose viu a prima seguir radiante para a mesa, onde Scorpius já se enturmava aos poucos. Notou que ter a prima por perto seria uma grande vantagem.

Uma maneira de manter o Malfoy sob vigilância.

(...)

O café da manhã foi carregado de lanches e doces excelentes, e tagarelices que se estenderam por várias horas a fio.

— E o que você anda fazendo, Rose? — Melissa Weasley se mostrou interessada.

— Estou trabalhando em uma loja de lingeries — Diante do olhar das garotas, acrescentou. — Uma franquia francesa — E bebeu o resto de seu café, ouvindo as exclamações animadas das garotas.

— Ohhh — Dominique bateu palmas, animada. — Finalmente resolveu entrar para o caminho da luz, prima. Moda é tudo.

— Tem gente bonita na sua loja? — Roxanne questionou com certo desânimo. — Estou precisando desencalhar.

— Apenas mulheres. Se você quiser torcer para o time contrário, fique à vontade. — Rose brincou, arrancando risadas das outras.

Roxanne deu de ombros.

— Este é um ano de crises. Aceito tudo que vier.

— Ui — Melissa e Dominique falaram, rindo em seguida.

Em outra ponta da mesa — tomando o cuidado de ficar o mais afastado possível de Rose — Scorpius conversava com Sebastian e James.

— É estranho você ser melhor amigo do meu irmão e não conhecer praticamente ninguém divertido — falou James. Scorpius deu de ombros. — Você precisa conhecer o mundo, cara. Agora que está livre da prisão.

— Prisão? Quer dizer a minha noiva?

— Lógico! Mulher é uma prisão, cara — Sebastian contrapôs, sério. — Eu tive cinco namoradas em toda minha vida. Quatro me deram um pé na bunda. Uma foi viajar e nunca mais voltou. Eu defendo essa tese à muito tempo, de que mulher é sinônimo de problema, dor, sofrimento, além de ser chave de cadeia.

— Mas você está no caminho certo agora, Scorpius — James segurou o ombro do loiro, encarando Sebastian em seguida. — Já passamos por muitos pés na bunda. E já demos muitos pés na bunda também. E estamos inteiros.

— Vivinhos da silva — Sebastian garantiu.

— Sem sequelas... — James acrescentou.

— E o melhor de tudo, ganhamos bônus para mais pés na bunda. — Completou Sebastian.

— Que tipo de bônus?

— Transar cara! — James bateu nas costas do loiro, dando risada com Sebastian. — Pegar quanto puder. É que nem comer chocolate. Você vai e come um bombom. Depois come outro, e outro, e outro...

— Até que venha uma diarreia momentânea e passem a eternidade num banheiro podre e imundo — Alice acabava de chegar, com Alvo e Hugo em seu encalço. Ela deu uma bagunçada nos cabelos de James e Sebastian. — Vocês dois não deveriam passar mal exemplo para o Scorpius. Ele está atravessando uma fase difícil...

— É. Ser largado pela noiva não é algo legal — defendeu Alvo.

Hugo meramente deu de ombros.

— Mulheres são problema, é o que sei — E cumprimentou Scorpius com um aperto de mão. — Sou Hugo, irmão da Rose. A graça da família na verdade. Vou com a sua cara contanto que não toque na minha irmã, não pense nela, não sonhe com ela e muito menos flerte com ela. Senão vai ter que arranjar um bom plano de saúde.

— Hugo! — Alice deu-lhe uma cotovelada.

O garoto deu de ombros, indiferente.

— É o que papai diz. Os meninos devem zelar pelas mulheres da família e afastarem os marmanjos tarados.

— Relaxa aí, Hugo. — Scorpius falou, divertindo-se. — Eu não tenho nenhum interesse na sua irmã.

— Tá. Bom mesmo — Hugo caiu fora antes que o loiro puxasse assunto, e foi logo para o lado de Louis e Lily, que brincavam de pega-pega perto da piscina.

Alice se afastou do lado dos rapazes e seguiu para o canto das mulheres. Alvo puxou uma cadeira e sentou-se ao lado de Scorpius.

— Onde você estava? — O loiro perguntou, franzindo a testa.

— Fui levar o Hugo no ensaio da banda dele — Alvo disse para Scorpius, dando de ombros. — Ai fiquei esperando ele, e por acaso encontrei a Alice.

— Por acaso? — Scorpius arqueou uma das sobrancelhas, incrédulo.

—Tá, não foi tão por acaso — confessou Alvo, sem retirar o olhar de bobo da face. — Eu estava pensando nela e puff... Ela apareceu.

Scorpius revirou os olhos, tentando não debochar.

— Amanhã vamos a uma festa — Sebastian comentou. — Lá perto do Ibira. Se você quiser ir cara.

— Até você pode ir, Alvo — James bateu nas costas do irmão. — Lá devem ter alguns travestis para você dar uns amassos em algum canto.

— Vai se fuder, James — Alvo irritou-se, e seu irmão mais velho meramente riu.

— Por que seus pais não vieram? — Scorpius questionou Alvo, olhando ao redor em busca dos Potter.

— Eles tiveram outro compromisso — E o moreno baixou o tom de voz. — Terapia de casal.

— Eles estão em crise?

— Nããã. Mas mamãe é do tipo que gosta de prevenir do que remediar. Tem que ver quando ela fica pilhada com os lances de dengue e essas paradas malucas.

Perto do meio-dia, Dominique, Melissa e Roxanne arrastaram Rose e Alice para almoçarem no shopping deixando Scorpius, Alvo, Sebastian, Hugo e as crianças na casa com o restante da família.

— Você foi chamado de tarado e ainda trancado em um guarda-roupa? Rose é cruel — Alvo falou, assim que Scorpius contou-lhe o que acontecera na noite anterior.

— E imagino que todas as garotas da família já saibam.

— Ah sim. Dominique e Lilian devem ter feito esse favor. Mas a diferença é que Lilian saiu falando que você era um boneco de neve falsificado de Nárnia, enquanto Dominique saiu dizendo que você era o gostoso de toalha.

O loiro se levantou do sofá da sala e dando a desculpa de que ia no banheiro, subiu para os segundo andar.

Passou pelo quarto de Rose, e sorriu maldosamente.

(...)

— Minha mãe ia fazer lasanha. Espero que tenham um bom motivo para me tirarem de casa — Rose bufou, dirigindo sua picape 4x4 em direção ao shopping.

— Sim — Dominique bateu palmas animada e histérica. — Melissa vai ter a primeira vez amanhã!

Rose freou de chofre, a picape dando um tranco que fez as garotas quase baterem as cabeças nos bancos da frente e Alice quase colidiu com o parabrisa.

— Porra, Rose! Que merda é essa? Quase morro aqui! — Roxanne resmungou, irritada.

Rose segurou o volante com força.

— Caiam fora! Não vou fazer parte dessa merda!

— Mas... — Melissa sussurrou.

— SAIAM LOGO! — A ruiva bateu a mão no volante.

Dominique bufou, saindo da picape, sendo seguida por Rox e Melissa. Apenas Alice ficou.

Rose acelerou e em poucos segundos já fazia um retorno ágil para sua casa.

— Você está bem? — A Longbottom questionou, sabendo exatamente o que a ruiva sentia.

Mas Rose se limitou ao mais sombrio e profundo silêncio.

Notas finais
Semana passada li Cidades de Papel e simplesmente adorei! Acabei me lembrando da Rose na personagem Margo, por conta das loucuras e dos planos mirabolantes. E estou me inspirando em muuuitas coisas para dar um rumo legal para a trama (muahahahaha). No próximo capítulo, Rose e Alice vão se meter na vida sexual da Melissa (vixe!). Até logo meninas! Beijokas :3