Os Homens Merecem Morrer

24 Confinados, erros e perdão


Notas iniciais
FELIZ NATAL!!! :D Muita paz, saúde e alegrias para vocês e suas famílias! Como vão hoje, hum? Este capítulo é dedicado a todos que estão com a RW e todo o enredo maluco de OHMM desde o princípio, mandando comentários maravilhosos :) Espero sinceramente que gostem do capítulo, pois possui uma coisinha que tenho certeza, vai deixar muita gente feliz!!! Boa Leitura!

CAPÍTULO VINTE E TRÊS

Confinados, erros e perdão

♠ ♠ ♠

Ela saiu puxando Scorpius pela gola da camisa, e abriu a última porta do corredor, dando de cara com um segundo banheiro. Entrou rapidamente, arrastando o loiro para dentro e batendo a porta, virando a chave.

Respirou fundo, escorregando pela porta.

— O que foi? — Scorpius questionou, franzindo o cenho. — Por que me trouxe aqui? Vai abusar de mim? — E deu uma risada.

Rose abriu uma das garrafas de uísque que pegara.

— Não. Somos amigos agora — Ela ofegou, tomando vários goles da bebida diretamente da garrafa. — Amigos se metem em encrenca e vão se esconder em banheiros.

O banheiro não era exatamente grande. Havia apenas uma pia, uma banheira, e um vaso sanitário. A extensão era apenas um pouco menor do que já estava acostumada.

— Eu não entendo as mulheres — suspirou Scorpius, pegando a garrafa de uísque da mão de Rose e bebendo um gole. A ruiva agradeceu aos céus por ele não estar completamente sóbrio. Talvez já tivesse mandado ela para a cadeia se fosse o caso. — Minha noiva me deixou. Você não quer ficar comigo... Me diz uma coisa. Eu tenho bafo?

— Não. — Rose não conteve o riso, encostando a cabeça na porta do banheiro. — Você não tem bafo.

— Então porque as garotas não querem ficar comigo?

— Ah, sei lá. Você é certinho.

— Então tenho que ser perigoso agora? — o loiro franziu o cenho como uma criança. Rose riu. Scorpius meio bêbado era definitivamente engraçado (ou até fofo se a Weasley ao menos utilizasse essa palavra em seu vocabulário).

— Não. Existem gostos e gostos. Mas por que Lysander te deixou?

Scorpius deu de ombros, virando a garrafa de uísque novamente.

— Ela era doida. Não dávamos muito certo. Brigávamos a maior parte do tempo. Então ela encontrou uma foto que eu tinha tirado em um baile de mil e quinhentos anos atrás! Com uma garota! Então ela ficou puta e foi embora!

— Você não está falando sério...

— Não, eu estou! Só pode ser isso. Ela praticamente surtou quando encontrou a foto. E no dia que foi embora ela elogiou o programa da RW. Foram pistas nos dias, e eu não notei...

Por um instante, a ruiva pensou falar. Mas acabou fechando a boca novamente. Não era certo que ele soubesse...

— Você não amava ela?

— Não...

— Então por que está com essa dor toda de corno ferido?

— Eu tinha esperança de que Lysander e eu déssemos certo depois. De nos casarmos. Talvez finalmente as brigas parassem e ela confiasse mais em mim.

— Talvez foi bom vocês não casarem — Rose contestou, bebendo mais um gole de uísque. Fechou os olhos por um momento. — As coisas acontecem por um motivo.

Ela permaneceu em silêncio, e Scorpius se calou também.

— Por que não queria ser minha amiga?

— Porque não. Você é chato.

— Puxa, valeu. — Scorpius pareceu tristonho. Rose revirou os olhos.

— Você é muito certinho! Isso irrita! Por isso você é...

Ele fez um movimento rápido, puxando-a para junto de si pela nuca e selando seus lábios aos dela. Talvez fosse a bebida, ou talvez fosse apenas um mero impulso, mas ele estava farto do som da voz dela daquela maneira estridente que tanto o irritava. Talvez fosse a única maneira de calá-la, ou talvez ele estivesse ansioso por ter um bom motivo para fazer aquilo.

Naquele momento não interessava. Ele estava bêbado. Ela estava ali, tão cheia de uísque quanto ele e retribuindo vorazmente ao puxar seus cabelos e se aproximar ainda mais. Tudo se encerraria ao amanhecer, e ninguém precisaria se lembrar de nada...

Então a mágica foi desfeita brutalmente assim que Rose o empurrou, quebrando o beijo. Respirou fundo, levando a mão aos lábios e processando o que acabara de acontecer.

— QUAL É O SEU PROBLEMA? — Ela praticamente berrou, afastando-se o máximo possível.

Scorpius piscou atordoado. Rose continuou ofegando, mexendo nos cabelos e parecendo enojada.

— Eu...

— Vocês homens! Sempre... Sempre querem usar qualquer meio para conseguirem abusar de nós!

— Rose...

— Você está bêbado! E aproveitou que eu estava bebendo...

— Eu não aproveitei! Rose! Você retribuiu!

A ruiva estava chorando, e Scorpius se viu assustado. Tentou se levantar, mas estava tonto demais para isso.

— Que merda! Que merda! Que merda! — Ela começou a chutar a porta e gritar.

Finalmente o loiro conseguiu se colocar de pé se equilibrando na pia, e puxou Rose, virando-a para si novamente. Ela o encarou, os olhos marejados.

— Você é cruel — sussurrou como uma criança, a voz embargada. Tentou afastá-lo, mas Scorpius segurou seus braços.

— Você é bem mais cruel do que eu.

Ela o encarou por um segundo, piscando repetidas vezes, antes de puxá-lo pela gola da camisa e beijá-lo, em uma forma alucinada de esquecer seus problemas e todas as suas atribulações.

Scorpius era um meio perfeito para isso.

(...)

Teve sonhos esquisitos que se resumiam a máscaras, cobranças, economia brasileira e leões marinhos, antes de abrir os olhos.

Seu rosto estava pressionado contra o chão gelado do banheiro, embora seu corpo se encontrasse quente e confortável.

Então olhou para trás, e reconheceu Scorpius, dormindo inocentemente com um braço por sua cintura e o corpo junto ao seu.

Ela arregalou os olhos, tentando se lembrar da noite anterior.

Que merda, que merda! Onde estou?, pensou em desespero.

Ao menos se encontrava vestida, o que significava que não havia feito nada de errado.

Cuidadosamente, retirou o braço dele de sua cintura e se afastou, pegando sua bolsa largada em um canto e os sapatos de salto. Levantou-se do chão, observando Scorpius se mexer, mas não despertar.

Ela se fitou no espelho, a maquiagem toda borrada com o lápis preto formando lágrimas em sua face. Parecia uma zumbi fantasmagórica ou algo do gênero, e tentou lavar o rosto e eliminar o excesso daquela porcaria.

Encarou Scorpius mais um momento, passando a mão pelos próprios cabelos ruivos, confusa. Destrancou a porta do banheiro e saiu silenciosamente, antes que o loiro sentisse sua falta.

(...)

— Cinco mil reais individualmente dessa vez.

Alice anunciou logo que Rose chegou a casa dos Longbottom, com a cara amassada e a dor de cabeça incomoda.

— Credo! Você tá com uma cara... Onde você esteve aliás? — perguntou Alice, levantando-se do sofá ao notar o estado da amiga.

Rose largou a bolsa no sofá, sonolenta, e deixou-se cair no mesmo. Parecia ter se esquecido completamente de sua briga com Alice.

— Estou morta. Tive que ficar trancada em um banheiro para escapar dos seguranças que estavam revistando mulheres com vestido preto na festa. E pior! Tive que ficar com Scorpius dentro do banheiro!

Alice deixou-se cair no sofá ao lado da amiga, boquiaberta.

— DEPOIS EU SOU A QUE ABRO AS PERNAS! EU SOU A INJUSTIÇADA! — gritou ela, esganiçada. Em seguida levou as mãos à boca. — Bafão amiga! E como foi?

— Ah sua tonta! Eu não fiz nada com Scorpius. Apenas bebemos e dormimos lá... — no entanto, Rose se lembrou de chofre do que ocorrera entre a bebida e o simples dormir.

Beijos... Gostar dos beijos... Agarrar Scorpius loucamente naquele banheiro...

— AH MEU DEUS! SANTA RIHANNA! AH CÉUS! EU VOU TER UM INFARTO AQUI! — gritava Rose, começando a andar de um lado a outro da sala, deixando Alice confusa.

— O que aconteceu amiga? Que foi?

— EU BEIJEI O SCORPIUS! AH, MERDA, MERDA, MERDA!

— Pera. Calma. Respira. — Alice colocou as mãos nos ombros da amiga. Então começou a andar de um lado a outro também. — AH MERDA! MERDA! MERDA! PERDEMOS NOSSO EMPREGO!

— Não! Calma lá! Eu não perdi meu emprego porra nenhuma! Foi um erro! Eu tava bêbada! Você tava bem sóbria — esbravejou Rose, cruzando os braços.

Alice se ajoelhou em frente a ruiva.

— Me perdoa amiga. Me perdoa, okay? Eu errei! Sou humana! Fiz merda! Agora estamos fudidas! Me perdoa, vai?

Rose continuou observando a amiga, com um olhar de reprovação. Suspirou.

— Estamos no mesmo barco agora. Eu te perdoo.

— EBA!

A outra se colocou de pé agilmente. Rose conteve o sorriso, desviando o olhar. Seu telefone começou a tocar dentro da bolsa, e a ruiva o apanhou, ainda atordoada e com a cabeça latejando.

“Oi”

“Rose”

“Mãe...”, a ruiva notou a voz embargada de Hermione, e respirou fundo. Não sentia mais raiva como antes. “O que aconteceu?”

“Pode vir aqui em casa? Preciso... Conversar com você”.

“Mãe... Eu to cansada. Acabei de chegar da festa do James...”

“Rosalie”, o tom dela foi sério, e calou a ruiva de imediato. “Preciso conversar com você”.

Alice, que estava ao lado ouvindo a conversa, cochichou para que a amiga fosse de uma vez. Rose bufou.

“Certo. Chego em vinte minutos”, desligou antes que a mãe dissesse mais alguma coisa.

— Ahhh! Será que o bofe Malfoy vai estar lá? Só de toalha esperando para que você se jogue nos braços dele e...

— ALICE LONGBOTTOM!

— AI! EU TAVA SÓ BRICANDO! — A morena esbravejou, antes de se calar diante do olhar ameaçador da amiga. — Sua chata. — murmurou assim que Rose foi para o banheiro em busca de uma ducha para aliviar os efeitos da noite anterior.

Notas finais
Momento ScoRose muito aguardado não? Gostaram? Odiaram? Deixem suas opiniões! Juro que não mordo ;) Até o próximo capítulo! Beijokas!