Os Homens Merecem Morrer

15 Brisas pela manhã, a queda da ficha e o poder feminino


Notas iniciais
Hey pessoas! Tudo bem com vocês? Quero agradecer muito a todas que comentaram no capítulo anterior, e às leitoras novas que vem surgindo e com tanto carinho me motivam a continuar postando e escrevendo :3 Muito, muito obrigada mesmo! Espero que gostem desse capítulo, onde Rose vai ter um surto básico. Muito básico u.u Boa Leitura!

CAPÍTULO CATORZE

Brisas pela manhã, a queda da ficha e o poder feminino

♠ ♠ ♠

Os acordes de Highway to Hell. Repentinamente, Scorpius Malfoy aparecia vestido como um verdadeiro Romeu, irrompendo pela multidão buscando-a com o olhar.

— Julieta!

— Oh, não! — Rose, mais do que do nada, trajava um vestido de três séculos atrás. — Oh, não, não! Você errou o caminho! Meu nome é Rose!

— Me conceda esta dança!

— Não! Você passa álcool gel no cabelo!

— Eu não me importo se nossas famílias estão em guerra.

— Sai daqui inferno! — A ruiva começava a buscar uma saída, e logo estava correndo desembestada por entre as pessoas.

O clube se transformou em uma casinha de doces, e Rose deixou de ser Julieta para se transformar em Maria, presa em uma cela com vários chocolates.

— Uhh, doces! — Ela começou a devorar os bombons, alheia ao fato de uma bruxa má estar lhe encarando. Com a boca cheia, ergueu o polegar para a bruxa, cumprimentando-a. — E aí, dona bruxa dos doces? Tudo bem? Adorei sua casinha de chocolate!

— VOCÊ VAI PAGAR CARO, ROSALIE!

— Ai socorro! Você falou meu nome!

— Rosalie Weasley! — A bruxa se aproximava, os olhos esbugalhados, acusando Rose por devorar os chocolates.

— Olha, eu posso pagar os bombons!

— ROSALIE!

— AHHHHHHHHH!

Rose abriu os olhos. Estava no seu quarto, no Morumbi, São Paulo, telefone: 5832-9622, em um ambiente tranquilo, ensolarado, com temperaturas entre 18ºC e 22ºC, anunciando um domingo quente.

Ela suspirou aliviada, processando cada mínima informação (como CEP, número da casa, pintura do quarto), dando-se conta de que tudo fora um sonho. Tão real...

O pior é que naquele momento estava com uma vontade terrível de comer chocolate, além de uma dor insuportável que começava a surgir em sua cabeça.

Pegou seu celular (que por algum motivo oculto ela estava deitada em cima) e olhou o visor. Eram onze da manhã.

Gemeu quando uma nova dor de cabeça veio, e enfiou a cabeça no travesseiro, se enrolando mais nas cobertas.

Então a porta se escancarou de chofre.

— ROSE! AMOR DA MINHA VIDA!

A ruiva sentiu a entonação da voz do irmão como facadas atravessando seu cérebro lentamente, em uma tortura maravilhosamente terrível.

Naquele momento, mais do que nunca em doze anos, desejou afogar Hugo em uma privada e dar descarga em seguida.

— O que diabos você quer, Hugo? — Rose tentou arrumar paciência, mas nem o céu tava ajudando-a naquele momento.

— Sei de uma coisa que você não sabe... — Ele cantarolou, puxando os pés da irmã.

Rose ergueu a cabeça.

— Descobriu que é adotado? Foi mal não ter te contado antes...

— Eu não sou adotado!

— Pra mim você é. — Ela deu um sorriso em desdém, e Hugo revirou os olhos. — O que você descobriu cara pálida?

— Agora não falo mais também.

— Então me deixa dormir. Cai fora...

— Tá bom. Não queria te contar mesmo... — O ruivo virou a cara para a irmã.

Ela fechou os olhos, e se pôs a contar.

Um... Dois... Três... Quatro...

— OKAY, EU FALO! — Hugo berrou, como se Rose estivesse torturando-o lentamente com o desinteresse dela. — Descobri que você ficou chapada ontem. E fez umas coisas muito doidas.

— Tipo?

— Tipo assinar um documento que faz você ser a namorada de Scorpius daqui uma semana e meia... E limpar o meu quarto todas as sextas-feiras durante um mês... Ah, e também lavar minha roupa, engomar minhas camisetas do ACDC e fazer chá de hortelã para mim todas as noites.

Rose ficou em silêncio, fitando-o atentamente.

— Eu assinei um seguro de vida para você também, irmãozinho?

— Não que eu me lembre...

— ENTÃO CAI FORA DAQUI ANTES QUE EU MATE VOCÊ!

E Hugo saiu correndo sem pensar duas vezes, batendo a porta ao sair.

Calmamente, com muita delicadeza, Rose pegou seu travesseiro e o pressionou contra o rosto.

— AHHHHHHH! MALFOY! SEU MALDITO!

(...)

— Que história é essa de eu ter assinado um contrato?

Rose encarava Scorpius com um olhar maligno, escorada a porta do banheiro. Ele escovava os dentes, completamente despreocupado com a fúria implacável da ruiva.

— Você assinou enquanto eu te trazia para casa...

— Então foi por isso que repentinamente Hugo quis que eu fosse com você — Rose colocou as mãos na cintura. — Legal. Perfeito! Uma conspiração!

— Você não teria aceito de outro modo...

— O que eu assinei exatamente? — A ruiva não lhe deu atenção, torcendo que Hugo estivesse brincando quanto ao “lance” dela ser namorada de Scorpius dali uma semana e poucos dias.

— Preciso de uma ajuda sua... — E o loiro explicou tudo a Rose, que bufava a cada palavra.

— Não dá.

— Você assinou um contrato! Posso levá-la a justiça se necessário, mas você tem que me ajudar.

Rose percebeu que Scorpius não estava blefando, e acabar na justiça por algo assim era ridículo para ela.

— Deveria ter me pedido antes de me fazer assinar. Eu estava bêbada!

— Você não ia aceitar sua doida!

— Claro que não! — Ela concordou revirando os olhos. — Mas ao menos eu ia ter a glória de mandar pro inferno.

— Relaxa. É só por uma noite.

— Quero chocolate ou vomito no vestido da sua mãe! — Rose ameaçou, se desencostando da porta do banheiro e sumindo de vista.

Scorpius concluiu que aquela fora a pior ideia que já tivera.

(...)

Alice chegou na casa dos Weasley de bicicleta, avistando uma Rose casual lavando sua picape.

— Está acabando a água do planeta, amiga — Ela parou próxima da ruiva, que bufou. — Não contribua para o fim do mundo.

— O fim do mundo já chegou, Alice! É o apocalipse!

— Vixe. E ninguém me avisa? Queria tanto uma saia xadrez da coleção de inverno...

— Eu fiquei bêbada, Alice! — Rose fechou a torneira e largou a mangueira com raiva na grama.

— Ah, eu também. Só lembro de estar cantando Xuxa naquele clube e acordei na minha cama com meu despertador tocando Maísa, e uma enxaqueca terrível...

— Eu assinei a porra de um contrato que me obriga a namorar o Scorpius daqui uma semana!

— Ah, isso eu não fiz — Alice franziu a testa. — Conte-me mais sobre isso.

— Ele precisa de alguém para substituir a Lysander na frente dos pais. Ou eles vão ferrar com ele — Ela bufou. — Adoraria que isso acontecesse. Mas ele se aproveitou que eu estava bêbada.

— Bom, você deveria se sentir honrada, amiga. O loiro oxigenado deve ter revirado boa parte da cidade em busca de uma mulher que servisse. E ele recorreu a você...

— Eu preferia ter sido selecionada como a pior mulher do planeta a isso!

— Relaxa. Pode ser bem útil, como você diz — Comentou Alice, ganhado a atenção de Rose. — Sabe como é... Não levantar suspeitas...

— É... — A ruiva prendeu os cabelos, secando a testa com as costas da mão. — Pode ser...

— Mas vem cá, por que você está lavando sua picape? Que eu saiba ela estava bem limpinha, e você estava economizando água por causa da crise...

— O Malfoy a dirigiu ontem à noite. É um crime para mim! Uma violação! Sinto que minha privacidade foi escancarada. Estou recuperando a integridade da minha picape agora.

— Meu Deus — Alice subiu novamente em sua bicicleta. — Boa sorte. Estou indo na farmácia comprar uns comprimidos para dor de cabeça. Até depois, Rose.

— Até depois, Alice.

Logo que a morena sumira de vista pedalando, um BMW preto parou em frente à picape da Rose. Ela olhou, assim que Leonard Finnigan deixou o veículo, exalando arrogância, mesmo sendo castrado.

— Weasley! A Mel está por aí?

— Mesmo que estivesse eu não te diria, Finnigan. — A ruiva falou com desinteresse, ensaboando as rodas de sua picape.

Leonard se encostou no veículo, observando-a descaradamente.

— Sabe, Weasley, você e eu temos muito em comum. Somos desinteressados com relacionamentos, maduros... Desejáveis...

— Oh sim — Rose fez uma voz em falsete. — Sim, Leonard. Eu te desejo tanto. Adoraria tê-lo se remexendo dentro de mim como uma barata tonta! — A ruiva começou a rir, em seguida, debochando do loiro. — Você não tem nem mais poder de me causar qualquer diversão se eu quisesse. Deve ser triste ser provocado e pensar quão excitado você poderia ficar com isso, mas não poder mais ficar — A ruiva meneou a cabeça negativamente, fingindo ter pena.

Leonard ficou vermelho de vergonha e raiva.

— Você só serve para ser fudida mesmo! Mason fez bem em te abrir toda e ir embora...

O soco foi rápido e impulsivo. Rose sentiu a dor em sua mão, mas fez questão de não demonstrar. Leonard quase caiu para trás, guinchando de dor , o sangue surgindo em seu nariz (status do nariz de Leonard = atualmente quebrado por Rose).

— Vadia! Eu vou...

— Vai cair fora, Finnigan! — Scorpius surgia nos jardins, caminhando agilmente. — Ou posso arranjar uma boa cela para você na cadeia!

Leonard resmungou palavras desconexas ao se afastar correndo, e entrar em seu carro, partindo dali rapidamente.

— Você está bem? — O Malfoy observou Rose segurar a mão, contendo a dor.

Ela meneou a cabeça e se agachou em frente à picape, continuando a esfregar as rodas com sabão.

Notas finais
Amanhã posto o capítulo 15 para vocês! :D Digam o que acham da história! Não se acanhem. Eu não mordo u.u Até o próximo capítulo meninas. Beijokas :) #Curtam minha página no face: https://www.facebook.com/liviadiasfics/?fref=ts