Os Herois Do Olimpo - Middle School
10 Wait, what? - Part II
Notas iniciais
Eles andavam um pouco afastados do muro em pedaços, analisando cada centímetro dele, estava cheio de rachaduras e buracos, não era muito alto, mas mesmo assim ninguém conseguia pulá-lo facilmente. Chegaram a um ponto em que a rachadura estava enorme e um pedaço do muro se soltava do resto e tombava para frente.
– Nossa, que macabro — comentou Leo. Alex se aproximou do muro e esticou a mão até toca-lo os amigos a seguiram, mas continuavam afastados, a garota colocou as duas mãos e empurrou o pedaço do muro que se estatelou do outro lado.
– Agora a gente sai daqui, vamos? — Alex respondeu visivelmente animada.
– Não, não, não vamos não — Piper mandou, mas Alex já pulara os destroços e Leo e Jason começavam a andar atrás dela, ela se via sozinha e abandonada por três trairás que não sabiam o que significava “amizade”.
Poxa, não tinham um que escutar aos outros? O lugar atrás do mundo era lindo, havia uma pequena floresta com pinheiros extremamente finos e altos, ela se estendia a poucos metros a frente, terminando em uma estrada e incontáveis milhas aos lados, aquilo devia circular a escola inteira. Piper achou tudo lindo e sentiu falta de ter uma vida livre ao lado da família, olhou os amigos e eles estavam igualmente maravilhados com a paisagem, já ia chamá-los de volta a realidade do isolamento, quando Alex irrompeu em belo grito:
– LIBERDADE AHA! — ela levantava as mãos para o alto e mexia os quadris – Vamos indo, povo? — ela encorajou os meninos a irem com ela, e eles foram, a seguiram andando lentamente e observando a paisagem que eles tanto admiravam atrás dos muros da escola. Não havia o que fazer ninguém iria lhe escutar. Então ela foi, os seguiu passando contente pela floresta, eles não iriam longe, a estrada a frente os impediria de continuar e do outro lado havia um pequeno barranco, quem escalaria aquilo? Ela curtiria a proximidade da natureza com eles por alguns, minutos e depois todos voltariam, já tinha chegado a beira da estrada e todos olhavam à frente sem ter o que fazer, Alex balançava o braço a frente do corpo com o dedão levantado, pedindo carona para os carros que passavam em extrema velocidade.
– Nossa, ninguém para – ela resmungou ainda tentando pegar carona com alguém.
– ESPERA – uma onda de súbita compreensão invadiu o cérebro de Piper – por que você quer uma carona? Alex, qual o seu problema?
– Porque motivo a gente fugiria pra voltar depois?
– Por que a gente não tem outro lugar para ir – as duas começavam uma discussão novamente e Leo e Jason só observavam, não havia o que fazer, elas continuariam a discutir e discutir e discutir até encontrar um final plausível onde nenhuma das duas sairia ganhando, Piper agora falava descontroladamente enquanto Alex balançava a cabeça negativamente. Jason tinha as mãos no bolso dos shorts enquanto olhava para o céu e Leo não fazia nada, só encarava o outro lado da estrada.
Havia algo estranho lá, o outro lado era composto de um barranco sem interferência do homem, razoavelmente alto, depois dele começava mais uma parte de floresta composta inteiramente por pinheiros e não se enxergava o fim dela. Ele olhava fixamente para as árvores no alto do barranco, e uma figura escura parecia correr desesperadamente entre elas, ela passava rápido e sumia do mesmo jeito que aparecia, ia de um lado para o outro indo e voltando , indo e voltando de uma forma que sempre estava no campo de visão do garoto,. De repente sua direção mudou, ela saia do fundo das arvores e vinha em sua direção correndo e gritando por socorro. Ele tinha a impressão de que conhecia aquela figura,. Lógico que conhecia, não à via há muito tempo, mas, a reconheceria em qualquer lugar, a figura tomava forma de uma mulher extremamente magra e enlameada tinha o rosto coberto por um véu marrom, mas, ele sabia que aquela era sua mãe. Ele à ouvia chamando por seu nome e não pensou duas vezes antes de sair correndo em direção a ela. A estrada era realmente comprida, quatro vias em direção a direita, um muro de separação e mais quatro vias em direção a esquerda até chegar ao barranco onde a mulher descia desesperadamente. Ele corria em direção a ela, enquanto ela corria em direção a ele. A sorte do garoto era que os carros paravam ao vê-lo correndo, pois a estrada estava relativamente movimentada.
– Leo, para, porra — Jason gritava correndo atrás dele pela estrada, enquanto as meninas corriam mais atrás ainda, formando uma fileira de quatro adolescentes retardados, parando todo o trânsito. Jason o alcançou quando ele chegou na mureta que separava duas pistas, ele parara e olhava estático para a figura, que também parara. Por algum motivo, a mulher magra e toda coberta por um pano que parecia estar encharcado de terra, não conseguia pisar no asfalto, ela agora o encarava, numa expressão que Leo não conseguia ver, mas, sentia que era de puro horror e desespero.
– Eu preciso ir até ela, Jason – agora os dois encaravam a figura do outro lado da estrada, enquanto as meninas se aproximavam. Leo pulou o muro de separação e voltou a correr enquanto Jason se perdeu em pensamento ao ver a figura estranha. Ele ia chegando mais perto e a escutava o chamando, chamando pelo seu nome, com a voz extremamente fraca e sofrida, ele tinha que chegar ate ela, tinha que salva-la. Estava quase chegando ao outro lado da estrada, quando a mulher começou a correr, corria de volta para o bosque, agora mais rápido do que antes, o garoto não estava conseguindo alcançá-la, a cada passo que ele dava ela parecia mais longe. Ao colocar o pé na terra sentiu um estranho calafrio percorrendo seu corpo inteiro, fechou os olhos e parou por um segundo, o que deu tempo para Jason o alcançar e o segurar pelos ombros.
– Você quer morrer e nos matar junto? – ele gritava irritado enquanto as meninas ofegavam do lado deles, mas, Leo não ouvia, sua mãe estava nos bosques e agora estava parada chamando pelo nome dele.
– Ela esta me chamando não esta ouvindo, eu tenho que ir, cara – ele disse e Jason apurou os ouvido para prestar atenção na mulher. A primeira reação dele foi paralisar, sim, ele via a mulher e ela lhe assustava de um jeito que ele não tinha como explicar. Piper também a observava com a mesma sensação de medo de Jason.
– Ok – Alex estalava os dedos na frente de todos eles – eu não posso ser a única que não estou vendo nada. Qual o problema de vocês hein?
Leo escutou-a chamando mais uma vez e voltou a correr, desta vez ninguém correu atrás dele, a não ser Alex, estavam todos paralisados. Ele subiu o pequeno arranco em dificuldade nenhuma, e agora corria livremente entre as arvores do bosque e a mulher não se mexia, ele estava chegando perto, começou a diminuir a velocidade, estavam no final do barranco e sua mãe estava na ponta dele, ele esticou a mão para tocá-la, mas ela se afastou, deu dois passos para trás e simplesmente desapareceu
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