Os Herdeiros do Olimpo
6 Por um fio
Notas iniciais
Uma jovem de lindos cabelos escuros e de expressão aflita caminhava de um lado para o outro, ao seu redor estavam o diretor do acampamento, Quíron e dois semideuses, Percy e Annabeth. Sr. D estava no canto sentado apenas bebendo sua coca diet indiferente a tudo e a todos como sempre.
– Jovem, Atena! Se acalme, por favor se acalme. — Disse Quíron tentando em vão acalmar Atena.
– ME ACALMAR? VOCÊ DISSE ME ACALMAR!!? — Gritou ela. — Como eu posso me acalmar depois de ver uma mulher morrer? Me diga Quíron? COMO?
– Entendo sua aflição, mas de que jeito você espera fazer as coisas você nem sabe onde isso aconteceu. — Disse Quíron.
– Verdade... porém, não posso deixar de pensar em algo. — Rebateu ela.
– Quem se importa com uma mulher que é morta por um Minotauro. — Disse Sr.D
Nesse momento Percy se levantou bruscamente, porém Annabeth o puxou de volta.
– Algum problema, Perry Jonhson? — Perguntou Sr.D ironicamente.
Percy lançou um olhar de fúria contida.
– Não... senhor. — Respondeu Percy.
– Certamente eu não deveria me importar. Porém, sinto que essa visão está ligada minha missão de salvar o Olimpo.
– Ah, de novo com essa história. De que você é Atena e bláblá.
– Não é história, é a verdade!
– Certo... semana passada eu fui ao Olimpo e visitei meus parentes olimpianos e adivinha quem estava lá? Isso mesmo, a verdadeira Atena. Chata e irritante como sempre. — Disse Sr.D.
– Mas não estou mentido! Tenho que salvar o Olimpo. — Disse Atena.
– De fato, minha família tem lá seus "probleminhas", porém, não vejo motivo de "você" precisar nos "salvar". — Sr.D.
– Não nessa época.
– Ah, quer saber? Me canse de ouvir suas baboseiras. Irei me retirar agora. Com licença. — Disse Sr.D que se levantou e foi embora.
– Como assim "nessa época"? — Perguntou Percy.
– Bem... me pai me mandou para essa época para achar semideuses capazes de enfrentar Cronos e os demais que estavam tentando roubar o trono dele. — Explicou o seu pai.
– Seu pai? Quer dizer Zeus?
– Sim, o próprio.
– Mas de que "época" você é exatamente? — Perguntou Annabeth.
– Provavelmente 400 anos a.C. — Respondeu Atena.
Os três ficaram um pouco surpresos.
– Mas o que houve com os heróis de sua época? Heracles, Perseu e outros, todos eram bastante fortes, alguns eram quase imortais, literalmente. — Disse Percy.
– Mortos. Apesar de possuírem parentesco divino, todos tinham o fraco lado humano. — Disse Atena.
– Mas se eles tinham esse "lado fraco" os de agora devem ter também. O que te fez mudar de ideia? — Perguntou Percy.
– Não sei, meu pai apenas acreditavam que os semideuses da geração futura teriam o poder de superar qualquer outro semideus da história. — Respondeu Atena.
– Entendo... bem.. pode ser que sua história seja verdade, mas o que você acha que a morte de uma mulher tem haver com sua missão. — Perguntou Quíron.
– Não sei, eu apenas estava procurando por respostas e recebi essa mensagem de íris do nada. — Respondeu ela. — Mas não é só isso que me deixa aflita.
– E o que seria? — Perguntou Quíron.
– Ajuda que o senhor Hades está nos caçando, a mim e esses semideuses...
– O que te faz pensar isso?.
– Um de seus seguidores fiéis Tânatos e aquele que chamam de "o caçador" estão aqui. — Respondeu ela. — E eles representam grande perigo a essa missão, preciso encontrar os semideuses antes que seja tarde...
Enquanto isso... Na casa de Andrew em Silver City.
A mente de Andrew ainda tentava entender aquela cena, sua mão caída e morta, o jovem achava que estava em tendo alguma pesadelo. Mas aquilo era a pura realidade, sua fora morta e seu assassino seguia em sua direção. Andrew porém, não parecia se mexer para tentar, nem se quer esboçava alguma reação. Mais perto a fera chegava, maior eram a chances do jovem Andrew morrer. Agora estava cara a cara e a fera o levanta e começa a sufocá-lo, sem esperanças Andrew nem tentava lutar, apenas aceitava o destino, e quando estava prestes a morrer, uma flecha passa veloz e acerta em cheio um dos olhas da fera. Que acaba caindo para trás, guinchando depois. Ao olhar para trás Andrew avista uma jovem de aparentes quinze anos de cabelos longos e desgrenhados e cara irritada e bastante suja, ela carregava um arco e várias flechas.
– Venha, rápido!! — Disse ela nervosa, em seguida Andrew sentiu um puxão e começo a correr na direção da voz e seguiu para fora da cozinha.
Porém, a fera se recuperara também, arrancou a flecha que estava presa em seu olho e começou a correr atrás deles. Andrew já estava fora da cozinha quando ouviu um alto estrondo e um mugido vindos da cozinha. Parece que a fera batera com a cabeça na parede.
– Vamos, corra mais depressa!! — Disse a garota novamente, ela já estava na porta da sala. Andrew corre rapidamente na direção da garota.
Andrew correu em sua direção, e quando enfim havia alcançado a porta, alcançado a garota, ela o abraça e ambos saltam para o lado. No exato momento em que a besta irrompe pela porta, furiosa e machucada.
Andrew e a garota se levantam rapidamente para encarar a fera, a garota rapidamente puxa uma flecha, ajeita, mira e acerta o outro olho da fera. Mais uma vez, ela guincha de dor. Mas mesmo cego o monstro tenta alcançar a garota, porém, ela desvia com graça e muita agilidade dos ataques evasivos do monstro, ela puxou outra flecha e acerta a perna da fera. Mas ela comete um grande erro, a fera estava extremamente irritada parte pra cima com tudo. Mas nesse momento, uma caminhonete em alta velocidade chega e bate com força na fera que acaba sendo arremessada na parede e cai inconsciente. A caminhonete para e alguém abre a porta.
– Vamos, entrem!! — Disse o motorista.
Andrew reconhece o motorista e outros dois passageiros, seu amigo Nick e sua irmã, Annie.
– Adam? — Perguntou Andrew.
– Sim, agora entrem depressa. — Disse ele.
Os dois entram apressados, e então Adam acelera.
– Para você está indo? — Perguntou Andrew.
– Não sei, estou apenas querendo fugir dos monstros. — Respondeu Adam.
– Meio tio me falou de um refúgio. — Disse a garota.
– Onde? — Perguntaram os irmãos.
– Acampamento meio-sangue, em Long Island. — Disse ela séria.
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