Os Heróis de Roma [HDR]
2 O novo,o inativo e o estrangeiro.
Após o termino da refeição, coloquei a pasta com o projeto em baixo do braço e sai com eles para uma área mais vazia. Demetria estava completamente impaciente, acho que se estivéssemos no mar ela teria me afogado. Leo continuava tirando sarro com ela, ora dizendo que a marca de nascença era um sinal de velhice, ora dizendo que ela deveria voltar para o mar, pois era uma oferenda muito mal feita. Chegou uma hora em que ela não aguentava mais — mais ou menos após vinte segundos que ele começou com a brincadeira a oferenda — e acabou por desferir um soco seguro na bochecha dele, fazendo com que...
— Isso é um dente?! — Exclamei, surpreso. Ela tinha muita força, por um momento fiquei feliz por não ser Leo, mas pelo outro fiquei com dó dele... mesmo que tenha sido merecido.
— Hian, anda logo com isso, você demora demais, não tenho paciência e nem tempo pra ficar esperando esse teu cu doce se resolver.
— Er... — Okay, ela estava começando a me assustar. Abri a pasta e tirei de lá um papel cheio de rabiscos e desenhos, o que parecia se uma capsula.
— Mas o que é isso?
— Você quer inventar uma máquina de voltar no tempo? Porque se for isso, com certeza eu quero usar. — Disse Leo, enquanto fazia caretas de dor.
— Isso é uma capsula, ela é para treinamentos, a gravidade lá dentro vai ser mais baixa, então vai precisar um maior esforço corporal e mental, acho que essa é uma boa ideia e um jeito novo de treinar a galera.
— Isso me lembra um desenho... — O filho de Mércurio falou, com um semblante pensativo.
— Só talvez eu tenha pegado a ideia de um desenho, mas a intenção foi boa.
— Panacas... — Demetria murmurou, logo arrumando a postura.
A hierarquia de classes é: Pretor, Centurião, Legionários, Probatios. Também existe o Augure, uma espécie de vidente, mas não sei se ele entra nessa hierarquia. O Augure é Octavio Augustus, não é um cara muito gente boa pelo o que dizem, mas quero conhece-lo primeiro para tomar alguma conclusão. Me alinhei com os outros semideuses e fiz o cumprimento para a Pretora.
— Legionários. — Fitou o casal, não era um casal, mas eu meio que acho eles dois legais juntos. — Probátio. — Assenti. — Eu avisei, oportunidade é o que não irá faltar aqui. Hian, por favor, me encontre na sala da Pretoria em dez minutos. — Ela se retirou e me voltei aos meus colegas.
— Vocês fizeram algo para serem reconhecidos?
— Netuno me enviou com uma carta de recomendação, mas o louco do Leo fez. Dizem que ele ficou retardado por causa disso. — Ela riu. O que foi bem sinistro.
— Me enviaram para recuperar uma moeda perdida, mas eu apenas entrei, peguei e sai, foi bem simples.
Duvido que tenha sido tão simples assim, pensei. — Enfim, vou lá, depois nos falamos. — Acenei, me afastando deles e seguindo rumo a sala da pretoria.
[...]
Dei três batidas sincronizadas e ritmadas na porta da Pretoria e esperei que fosse autorizado minha entrada.
— Parece que você tirou a sorte grande Probatio. — Ela deu um sorriso, aquilo soou meio irônico.
Me sentei. Esperando que ela desse as ordens. Algo interessante e peculiar sobre a semideusa, era a forma como ela se concetrava ao fitar um pedaço de papel, era como se tudo aquilo fosse a vida dela, como se ela vivesse para isso e se esquecesse das coisas que estão ao seu redor. A forma como ela folhea o papel é magica pura, é hipnotizante, e a forma como ela olha com aquele olhar extremamente piscotico e amável, cara, isso é muito estranho....
— Hian?
Sai de meus devaneios. Deuses, o que eu tenho na cabeça? Todos sabem que o amor da vida dela se chama Jason Grace, mesmo que ele namore a filha de Afrodite, Piper. Não tenho chance com ela, melhor ficar na minha e fazer o que eu sei de melhor: construir.
— Sim?
— Tenho algo para você. — E ela me entregou uma espécie de dossiê, aquilo deveria ter informação desde 2009, o negocio grande. — O nome da sua missão é “O novo, o inativo e o estrangeiro”, ela recebeu esse nome por um motivo especial, você ira descobrir no futuro o porque disso. Como deve saber, essa é uma missão solo, você não levara nenhum tipo de arma, irá ter que usar o que aprendeu na Casa dos Lobos com Lupa. Você vai partir amanhã, boa sorte.
Assenti, eu não tinha muito o que falar ou fazer, então apenas a cumprimentei novamente e me levantei, caminhando em direção á porta.
— E quando voltar... se voltar. — Ela murmurou baixinho. — Quero escutar sobre seu projeto, parece ser algo interessante.
Mais uma vez assenti, mas dessa vez com um sorriso que era visível até de costas, essa era minha chance de fazer algo legal, de ter minha marca aqui, eu agora preciso me concentrar na missão e em meu projeto. Sai da sala da Pretoria e não andei nem 100 metros, encontrei o Tico e o Teco.
— Qual vai ser a missão? — Ambos perguntaram em sincronia.
— Olha as vezes vocês dois me assustam... me assustam muito.
— ANDA! DIZ LOGO! — Demetria tomou a dianteira, dando um tapa em minha testa, bem forte por sinal.
— Se chama o novo, o inativo e o estrangeiro. Não sei bem do que se trata e acho que se eu ler esse dossiê ira perder toda a graça, eu vou partir amanha cedo, então se eu não voltar...
— Lá vem a viadagem... — Leo disse.
— Quero que saibam que vocês foram os piores amigos que eu tive em dois dias.
Gargalhei e acabei por sair com eles, já estava na hora de dormir.
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