Os Heróis de Roma [HDR]
4 Floresta das ilusões
Notas iniciais
Me espreguicei, aquela noite havia sido longa. Vesti o uniforme da escola e desci as escadas, indo até a sala, para tomar o café da manhã.
— Mãe? — Gritei. Era estranho, ela sempre acordava primeiro do que eu e agora ela não estava mais lá. — MÃE?! — Meus pelos se arrepiaram. Subi as escadas, abrindo lentamente a porta do quarto onde ela ficava.
— MÃE!
Cai de bunda no chão, o choque contra a árvore me fez sair de meus devaneios. Abri o mapa e pude ver escrito sobre a floresta: Mundo das ilusões. Bom, havia um lado bom e um lado ruim, o bom era que pelo mapa, aquele era o último local em que eu teria que passar para poder chegar em mar aberto e me encontrar com o Novo. O lado ruim: era o mundo das ilusões, e aquele pesadelo... vou precisar de atenção redobrada.
Desembainhei a espada, todo cuidado era pouco naquela situação. Apesar de ser armadilhas mentais, vai com que do nada aparece alguma armadilha física de verdade. Tirei duas moscas mecânicas do bolso e dei a ordem para que elas sobrevoassem pela área, aquela seria a forma mais fácil e rápida de encontrar a saída desse labirinto dos pesadelos ilusórios.
— Filho!
Me virei, rapidamente. — Mãe?! — Hian, acorda! É uma ilusão... Mas... Mas é tão real! Droga, é uma ilusão! — Você é uma ilusão!
— Uma ilusão? Eu sou real... — Ela disse, e eu pude sentir seu toque em minha pele. Ilusões não tinham forma física, ela não poderia fazer aquilo...
— Mãe? — Abaixei a guarda lentamente e nesse exato momento a mulher se transformou em um lobo, de olhos vermelhos e bafo de enxofre puro.
— Droga! — Então é isso o que chamam de paralisia do sono... Minhas pernas e meus braços não obedeciam meu comando, era como se houvesse uma tonelada de pedras por cima deles. Escutei o som da espada contra o solo, ela havia caído de minha mão.
— Não! — Gritei, ao ver o lobo pulando em minha direção. Pude sentir meu corpo esquentando, minhas mãos haviam entrado em combustão e no momento em que o lobo esticou as patas, minhas mãos foram de encontro ao seu pescoço, fazendo o bicho começar a entrar em combustão.
— VOCÊ ESTÁ LOUCO?! ME SOLTA!!!!!!!
Senti meu corpo ser arremessado e aos poucos o fogo foi se apagando. Comecei a engatinha próximos as árvores, meus olhos rolaram procurando a espada, mas do nada senti um chute contra meu rosto.
— Isso foi por você ter quase me queimado!
Okay, as ilusões estão começando a me assustar. — Você é uma ilusão.
— Claro que não seu demente! Sou eu, a Demetria.
— E o cara mais lindo e maravilhoso desse mundo, o Leo.
— O que vocês estão fazendo aqui? — Perguntei, arqueando uma sobrancelha.
— Após você sair, a Pretora disse que deveríamos ir com você, essa é uma missão que não foi feita para ser uma missão solo, não uma missão solo para um probatio.
— Além de que, nós demoramos muito para te achar, parece que você pegou o caminho errado, cara.
Meu senso de direção também não é um dos melhores, pensei.
— Vamos, precisamos sair daqui.
Ambos me puxaram e começamos a caminhar para fora da floresta das ilusões.
— Agora que percebi, o caminho certo era ao oeste, não ao leste, eu devo ter confundido na hora que vi o mapa. Tem uma caverna se dobrarmos na primeira bifurcação a direita em direção ao oeste e esse parece ser o único caminho.
— Odeio cavernas, elas tem morcegos...
— Como assim? Você não é todo trevosa, dark, amante de Lana del Rey, a solidão me fez emo gótica vampira e rockeira?
Após a finalização da frase, não demorou nem cinco milésimos e Dem desferiu mais um soco contra o rosto de Leo, o fazendo cai de cara no chão e comer um pouco de terra.
— Eu não disse que tinha medo de morcegos, zé mané.
— Deuses! Não tem como vocês dois ficarem sem brigar durante um minuto?
— Tem como ele ficar calado durante um minuto?
— Okay, você venceu.
Após alguns minutos de caminhada finalmente chegamos na entrada da caverna. Desembainhei a espada, Demetria segurou seu pingente e Leo empunhou suas adagas.
— Aqui deve estar cheio de armadilhas, precisamos ficar juntos, e fazer o mínimo de barulho possível.
Ambos assentiram e entramos juntos naquela caverna úmida e aparentemente vazia.
Fale com o autor