Notas iniciais
O final --'

A cabeça de Sieghart pesava demais naquela manhã, a guerra praticamente não andava nem para frente nem para trás os dois exércitos estavam imóveis. Alguns dos superiores de Sieghart já desconfiavam de que o inimigo estaria tramando algo e já tinham mandado alguns espiões descobrirem informações.

-Ficar com a cabeça nas nuvens não ajuda em nada...

Sieghart se assustou com a voz, mas depois a reconheceu, era Zero que estava na frente da tenda o encarando.

- Oque você quer Zephyrum? – indagou o moreno com sarcasmo

- Se quiser saber tem umas escravas que o duque encomendou para ele, e pelo jeito você quer certo rabo de saia Calnatiano não? – falou Zero olhando para ele com uma cara familiar, uma “inocência” estranha.

- Meus assuntos não te interessam ok? Agora me deixe em paz!

- Não, vamos treinar um pouco e você não sai daí a uma semana, vamos ou vai ficar gordo e inútil! – provocou o andarilho.

- Me chamou de que? – exclamou Sieg com os dentes serrilhados.

- Você tem complexo por gordura bola de banha? – pirraçou Zero.

- Chegue mais perto e te arranco a cabeça seu louro de farmácia! – gritou o moreno

- Vem pegar! – Disse Zero gargalhando.

Sieghart está louco da vida, já não bastava a psicótica da Rey querendo a cabeça dele em um prato de prata, vem um retardado para brincar com a sua paciência.

- VOLTA AQUI ZERO! –disse Sieghart correndo atrás de Zero até que um soldado o para.

- Er... Senhor... Está sem roupa meu comandante... — disse um soldado para o moreno pelado.

Sieghart finalmente se toca, ele dorme nu e não saía da cama para nada e por isso que ele estava achando o tempo frio “lá embaixo”.

- Ku,ku,ku, parece que o Sisi gosta de exibicionismo... – Riu Rey que estava se alongando com uma micro roupa de ginástica, que chamava a atenção dos soldados.

Sieg voltou para a cabana como um raio, já era a segunda vez que isso acontecia ele poderia ter problemas com os seus superiores, mas a linha de pensamento é interrompida quando a corneta de guerra que convocava todos para o circulo do general.

(o circulo era formado pela tenda dos cinco líderes da guerra [na minha cabeça])

Todos chegaram rápido, pois a essa altura quanto mais cuidado tivessem melhor.

- Atenção todos! O inimigo tem uma nova arma, um guerreiro muito poderoso com uma arma tão maligna quanto ele.

- Como sabe disso?- gritou um dos homens ao fundo.

- Contratei um espião muito eficiente, e por sua desconfiança cotem-lhe a língua...

Todos se agitaram, o general era benevolente e calmo, aquilo só podia estar acontecendo se fosse algo muito grave.

- Amanhã vamos retornar a batalha, para acabarmos logo com isso.

***

Os exércitos se encaravam, a neblina voltava aos poucos no vale, algo bem ruim aconteceria e Mari sabia bem disso. Todos estão tensos, esperando o primeiro movimento para atacar, algo sai de dentro do exército asmordiano; um homem alto, de pele azul, cabelos brancos com olhos violeta que na mão trazia uma espada que emanava um poder maligno.

O homem esticou a espada e deu um golpe quase que imperceptível só restando duas fileiras de soldados mortos. Os exércitos começam a lutar e o guerreiro asmordiano lutava com uma facilidade assustadora, os calnatianos estavam perdendo.

Um grupo de Drakars criou uma barreira demoníaca para conter o inimigo, finalmente um descanso para os soldados. Mari limpava a pele e a armadura coberta de sangue em sua tenda quando o sino toca um susto, os embaixadores do rei estavam a convocando para participar do conselho de guerra.

Mari foi levada para o auditório da cidade e saiu de lá acompanhada de Dio, Theo (um tecnomago) e Clarice (uma duelista) indo para o prédio central da cidade. Sua tarefa era simples, criar uma máquina que gerasse uma supernova para atingir os asmordianos, mas para isso precisava de Dio.

- Dio entre na cabine, mas devo avisar a máquina vai te deixar inconsciente, e solte sua esfera das trevas.

Dio não gosta muito da ideia mas obedece, ao soltar o golpe a máquina começava a funcionar, faltava pouco...

A porta é arrombada, Rey entra com rapidez e mata Theo com dois sabres.

- REY? OQUE ESTÁ FAZENDO?- grita Mari desesperada

- Meu nome é Edna sua bastarda, Rey é minha irmãzinha... Agora morra...

Clarice dispara três tiros contra Edna que desvia e atira um dos sabres na cabeça da menina a matando instantaneamente.

- SEM PERDÃO!- grita Mari atingindo Edna em cheio...

No campo de batalha Zero e Duel lutavam incansavelmente até que o asmordiano leva vantagem e derruba o andarilho.

- Que olhos bonitos você tem... Seria uma pena perde-los –disse o asmordiano segurando a cabeça de Zero.

Duel usa suas garras para arrancar os olhos de Zero que urra de dor, mas um poder o impedia de se mexer.

- Sua imortalidade de nada servirá, uma pequena praga fará que nunca cresçam novamente.

Sieghart empurra Duel para longe, pobre Zero, agora alguns soldados o levavam com segurança para a enfermaria, o gladiador procura pelo demônio, mas ele desapareceu.

- Sieghart, me ajude... — disse Mari na cabeça do moreno

Mari já estava cansada e Edna parecia só ter começado.

- Pensei que era mais forte... Adeus azulada!

- Lâmina eterna! – grita Sieg, atingindo em cheio Edna, largando seu corpo no chão cravado de espadas.

- Cadê o Dio? – disse o moreno com os dentes cerrados.

- A máquina o deixou inconsciente, vamos embora...

O lugar ficou roxo, chamas negras os redearam, Duel estava parado na frente do corpo de Edna e atacou Sieghart.

Mari só tinha duas coisas na cabeça, salvar a cidade e Sieghart, mas estava fraca demais para isso. Ela tinha que salvar o coração da cidade, uma pedra chamada de gema celestial.

Duel deixa Sieghart inconsciente e vai em direção ao altar em que estava a pedra.

- EXTINÇÃO- grita Mari congelando o demônio.

Mari pega a gema e tenta sair da sala, mas algo a puxa de volta pelo pé, uma espécie de corrente que saía da espada de Duel. Mari não sabe oque fazer o demônio estava quebrando o gelo e empunhando a espada.

- Morra menina... – disse Duel mirando no coração da polaris.

Mari pegou o cristal e o cravou no peito o enterrando completamente enquanto a ferida cicatrizava em segundos.

- Maldita você vai pag...

- Poder do mordomo – disse Rey defendendo Mari.

- A solte cunhado e não te machuco... Muito.

- Golpe sangrento!

Rey cai ao lado de Mari pronta para atacar novamente, mas a azulada se levanta com os olhos brilhando com um azul intenso, ela criou um campo de força que repelia o golpe de Duel.

- Morte implacável!- Gritou Duel com todas as forças, o campo aumentou e tudo ficou branco.

Foram retirados todos da sala menos Mari, Duel e Edna, não se sabia onde estava a gema celestial e muito menos o grande manual que estava em uma das prateleiras, o Rei sabia que a guerra estava perdida, mas Calnat nunca cairia enquanto o cristal estivesse intacto.

Os imortais restantes foram mandados para casa, todos com uma ligeira falta de memória, menos Zero que tinha desaparecido misteriosamente e os selos dimensionais selados.

Enquanto isso uma garota estava presa numa estátua de gelo no fundo do altar da destruição.

Notas finais
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