Os Guerreiros da Justiça
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Há muitos anos atrás, em um tempo considerado atualmente por todos como “Tempos Mitológicos”, o planeta Terra foi criado. Este novo mundo era governado por um poderoso Deus, seu nome era Yuce. Ele era capaz de dominar os cinco principais elementos da natureza, fogo, água, terra, vento e trovão além dos dois elementos espirituais conhecidos como luz e trevas. Após muitos anos vivendo sozinho enquanto a vida humana se desenvolvia no planeta, Yuce resolve criar três novos deuses: Pirma, Antra e Salis. Ele os criou como se fossem seus próprios filhos. Após centenas de anos, Yuce resolveu se ausentar do posto de deus supremo e decidiu eleger um de seus três filhos para assumir seu trono e governar o mundo que havia criado. Pirma e Antra não faziam a menor questão de assumir o posto, porém, Salis era ambicioso e almejava o posto de seu pai e para consegui-lo, ele começou a instigar brigas entre seus dois irmãos fazendo com que seu pai Yuce não considerasse nenhum dos dois capazes para assumir seu lugar.
Depois de algum tempo pensando em qual de seus filhos ele escolheria, decidiu-se por Salis. Assim que Yuce resolve adormecer nos confins do tempo, Salis tenta destruir tudo o que seu pai havia criado. Vendo o que seu irmão estava fazendo, Pirma e Antra decidem lutar contra o mesmo e após uma batalha sangrenta os dois conseguem selar o Salis e juntos assumem o posto de deuses supremos do Templo Divino, onde criam vários deuses.
Séculos após o selamento de Salis e o nascimento de vários deuses no Templo Divino, os dois irmãos supremos se viam na beira da morte e tinham de tomar uma difícil decisão: qual seria o deus que assumiria o posto de deus supremo, o qual os dois dividiam há tanto tempo. Após diversas discussões e avaliações eles decidiram eleger o deus da luz, também conhecido como deus da sabedoria chamado Ismintis. Depois de tomarem essa decisão, eles resolveram extrair suas almas e soltar elas no mundo humano para que futuramente caso o selo de seu irmão seja enfraquecido ou quebrado eles pudessem retornar ao mundo para lutar novamente contra ele, informação passada ao deus da luz.
Após assumir o posto de deus supremo, Ismintis, pensando bem no que Pirma e Antra lhe falaram, e decide então conceder o domínio dos elementos da natureza e espirituais a sete humanos especiais que também seriam responsáveis por defender o planeta Terra de qualquer mau, visto que os deuses são proibidos de intervir na vida humana. O deus da sabedoria viu isso como uma forma de ajudar os seres humanos sem intervir na vida deles.
Cidade de Akmuo
No centro da cidade existe uma escola onde grande parte dos jovens que vivem no local estuda pensando em um dia se tornarem pessoas capazes de trabalhar e criar uma família como qualquer pessoa normal. Na entrada essa escola se vê um homem de cabelos curtos e ruivos, olhos castanhos. Com as mãos no bolso de sua calça olhando atentamente para a entrada do local.
— Será que ele está aqui?
Dentro da escola se vê uma grande movimentação no pátio onde os alunos se reúnem para a realização de atividades esportivas. Em destaque se vê um aluno de cabelos castanhos e olhos na cor de mel, em seu olhar se vê o brilho da determinação em vencer aquela partida de futebol. Após uma cansativa partida, podia se ver o mesmo comemorando junto do time a vitória.
— É isso ai galera, sou ou não sou demais? – questiona aos colegas com uma pitada de sarcasmo, recebendo um aceno positivo dos demais, que estão claramente irritados com sua arrogância.
Após o momento de euforia pela vitória, todos os alunos retornam as suas respectivas salas e quando o jovem de cabelos castanhos está indo em direção a sua sala tromba acidentalmente com o homem de cabelo ruivos, que não diz sequer uma palavra, apenas se levanta e segue seu caminho oposto do jovem.
— Por acaso não olha por onde anda? – pergunta o rapaz irritado.
— Olho melhor do que você pode imaginar – responde o homem sem sequer olhar para trás pondo as mãos no bolso.
— Será que você vai olhar bem com o olho roxo?
— Isso por acaso foi uma ameaça? – pergunta o homem parando no meio de corredor ainda de costas para o rapaz.
— Não diria que foi uma ameaça e sim um desafio
— É mesmo? E do que se trata esse desafio?
— Eu e você, um contra o outro na hora da saída – diz o rapaz fechando um de seus punhos com força.
— Patético – resmunga o homem seguindo caminho pelo corredor.
— Maldito! – grita o rapaz logo, e correndo em direção ao homem tentando lhe acertar um soco pelas costas, mas é surpreendido por uma esquiva.
— Muito lento
— Ora seu... – o rapaz tenta acertar diversos socos no homem que facilmente desvia.
— Me parece que você não tem a menor chance, por que ainda insiste?
— Não vou desistir enquanto não acertar um soco no meio dessa sua cara – protesta o jovem investindo novamente seu punho contra o homem que detém o golpe com facilidade.
— Já que quer tanto acertar um soco em meu rosto, irei aceitar seu desafio... Aqui não é lugar para nossa luta – diz o homem empurrando o rapaz.
— Tudo bem, na hora da saída a gente se vê então, imbecil!
Algumas horas após a briga, o sinal da escola soa indicando o fim do dia escolar, fazendo com que todos os alunos saiam da escola pela porta principal. Assim que o jovem sai porta afora, avista do outro lado da rua aquele que mais cedo havia aceitado o seu desafio, cerrando seu punho se dirige até ele para acertar as contas.
— Deixa que eu seguro sua mochila – diz um colega do rapaz
— Valeu, agora eu quebro a cara dele.
— Vai lá, qualquer coisa a gente ta por aqui pra te dar uma ajuda
— Antes de qualquer coisa gostaria de saber qual o seu nome – questiona o homem, cruzando os braços.
— Para que? Quer saber o nome daquele que vai arrebentar essa sua cara? – pergunta ironicamente o jovem.
— Apenas responda.
— Já que quer tanto saber, meu nome é Trevor.
— Agora que disse seu nome podemos começar nosso “desafio”.
Trevor, após ouvir a frase do homem corre rapidamente em sua direção tentando lhe acertar uma voadora, que é facilmente desviada por um simples movimento do homem.
— Você deve lutar com calma caso queira acertar um soco em mim, assim não chegará nem perto.
— Não pedi a sua opinião! – esbraveja e tenta novamente atingir seus punhos no homem.
“Não é possível, não consigo acertar sequer um soco nele, é muito rápido” – os pensamentos de Trevor são interrompidos no momento em que recebe um soco em seu rosto, sendo arremessado para trás.
— Você parece se achar muito para uma pessoa tão lenta
— Cala a boca!
Trevor avança com toda sua fúria contra o homem, tentando a todo custo lhe acertar um golpe, mas tendo todos evitados. Sem que ele mesmo perceba, a velocidade de seu punho começa a aumentar.
“Ele está aumentando a velocidade dos golpes, será intencional?” – pensa o homem misterioso abrindo um leve sorriso no canto do rosto, ainda desviando dos golpes facilmente.
— Do que você está rindo? – grita Trevor furioso e finalmente consegue acertar seu punho no ser a sua frente, que permanece imóvel após receber o golpe.
— Meus parabéns, você conseguiu me acertar...
— Não vai fazer nada?
— Me chamo Fennior, não se esqueça disso.
Após essas palavras, uma aura vermelha começa a ser emanada do homem e assim envolve o punho de Trevor, que continuava colado em seu rosto.
— Não quero saber seu nome, anda logo e reage!
— Olhe bem para seu punho
— Como é? – Trevor olha surpreso para sua mão e recolhe rápido quando sente está queimar conforme é envolvida pela aura vermelha emanada do rosto de Fennior que continua imóvel enquanto olha diretamente para Trevor, quando sente sua mão queimar rapidamente recolhe a mesma.
— Mesmo tendo me acertado um soco continua lento, isso é deprimente.
— Ora, seu
Trevor tenta novamente avançar contra Fennior, mas quando estava prestes a tocá-lo, este desaparece misteriosamente, deixando todos os que ali estavam sem entender nada.
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