Os Golpistas
6 Você?? Não posso acreditar
Notas iniciais
Fiquei muito feliz..Apesar do meu dia ter sido bem chato, problemas na vida real, acabou atingindo na minha inspiração.
Espero que gostem, e que não tenha ficado um Lixo o Cap.
Qualquer coisa me desculpem.
JP, amanda as sujestões de músicas.
Postei hoje mais cedo, porque não vou entrar mais tarde.
Enfim gentiii, Boa leitura.
Haaaaaa LEIAM AS NOTAS FINAIS.
POV JARED HOWE
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—A garota está bem?—Me sentei ao lado de Connor, o mesmo trocava o cartucho da sua arma.
—Aparentemente tudo bem, ela é teimosa, chata, chorona demais, atrevida, irritante, mas acho que damos conta.
—Essa garota não pode levar um arranhão, ou então não receberemos a grana Jared.
—Calma Connor, a garota vai ficar bem, não iremos fazer nada contra ela.
—Melhor assim. Quando pretende ligar para o pai dela?
—Amanhã se possível.
—Tudo bem, vou me deitar agora—Connor encerrou a conversa, disse que estava cansado, retirou-se do refeitório rumo ao seu quarto. Eu ainda fiquei ali sozinho por alguns minutos, até meu irmão aparecer. Pegou uma cadeira sentando-se na minha frente, mantinha uma postura séria, ele geralmente atuava assim.
—E ai? Deu certo o seu planinho irmão?—Me olhou torcendo para que tudo tivesse dado errado.
—Melhor impossível Ian—Dei um sorriso de canto—Pegamos a filha do Ethan—Meu irmão arregalou os olhos surpreso com a notícia.
—Filha? Como assim Jared? O plano não era pegar o Ethan?
—O infeliz não estava. Pelo menos eu não o encontrei lá, acabei dando de cara com a filha dele, a garota ativou o alerta de segurança da mansão, tivemos que fugir as presas, mas eu a trouxe comigo.
—Isso é bem grave, você sabe não é? Sequestrar a filha de um ricasso. Jared onde você anda com a sua cabeça?—Pelo tom de voz dele, estava começando a se irritar.
—Quem é você para palpitar em algo? Precisávamos da sua ajuda hoje na fuga, mais é claro, o todo orgulhoso não estava, simplesmente nos deu as costas, e agora você vem me perguntar a onde estou com a minha cabeça?—Inclinei meu corpo para frente, encarando-o—Eu estou focado nesse golpe, você é que parece que está com a cabeça em outro lugar.
—Sabe que eu não optei entrar para essa sua equipe, nunca achei e nem vou acha certo isso, roubar, enganar, pegar coisas que não são nossas, a nossa mãe teria vergonha de você agora.
—Só de mim?—Levantei minhas duas mãos em forma de rendição—Tem certeza que só de mim?—Soltei uma risada abafada, mas logo a reprimi—Eu posso até ser o culpado por ter trago você para essa vida, mas não me culpe por você ser um fraco, um inconsequente, que da as costas para a própria equipe.
—É fácil jogar isso na minha cara não é? Claro, uma vez que você sempre opinou em tudo aqui, eu não tive escolhas Jared, você nunca me deu esse presente, o presente de poder escolher o que eu queria, vou jogar quantas vezes for preciso na sua cara, pra você nunca esquecer, minha infelicidade é tudo por sua culpa. Às vezes acho que se a nossa mãe não tivesse morrido, teríamos uma vida diferente, como eu daria tudo para tê-la de volta, para sair desse inferno.
—Vai lá Ian, a porta está aberta, saia! Mais tem uma coisa meu caro irmãzinho, se você sair, saiba que não vai sobreviver um dia, sua vida depende da minha, somos sangue do mesmo sangue. Você pode até abandonar isso tudo aqui, mas vai continuar levando essa vidinha de lamentos. Acho que somos diferentes nesse ponto, pois eu agradeço por tudo que consegui. Já você não, meramente despreza aquele que tanto te ajudou.
—Desprezo? Não Jared, eu te Odeio, é isso que sinto por você, eu gosto de todos aqui, da Brooke, do Liam e do Connor, sabe por quê? Porque eles foram forçados assim como eu a participar desse seu jogo, claro, eu sempre demonstrei a minha repudia, eles não, pois parecem gostar do que fazem, mas não os culpo por isso.
—Mais culpa para cima de mim? Olha meu fardo está ficando cada vez mais pesado Ian, o que mais? O que mais vai me acusar? Vamos diga.
—Eu só queria ter vivido uma vida normal, como de qualquer pessoa, você me bloqueou disso, tirou a minha liberdade. É fácil para você ignorar isso, pois não tem sentimentos, mas eu tenho, essa sim é a nossa diferença Jared, enquanto eu coloco o que penso e sinto para fora, você se reprime, foge, esconde o que realmente acha e sente. Eu não posso agradecer a quem me fez tanto mal, não sou hipócrita, jamais farei isso.
—Eu sei disso, você é o irmão bonzinho e eu o carrasco, já sei a onde essa conversa vai parar Ian, realmente não estou a fim de me aborrecer com você hoje. A noite foi longa, difícil, tudo que preciso é de uma boa noite de sono. Sei que essa conversa sempre vai acabar voltando mesmo, então vou deixá-la para outro momento—Me levantei da cadeira ficando em frente a ele, não queria terminar aquele conversa, pois sabia que um de nós dois sairia mal, e não estava nos meus planos dormir de mau humor—Tenha uma boa noite Ian—Cruzei o refeitório o deixado para trás.
Eu já estava no corredor dos quartos, o meu ficava no início dele, segunda porta, mas por algum motivo que eu não sei qual, tive vontade de seguir até o último quarto, não hesitei e caminhei até ele. Aproximei-me da porta, tudo parecia calmo lá dentro, será que ela já havia dormido? Ou continuava chorando? Há! Quem se importa? Logo, logo ela estaria de volta a sua vida antiga, não precisava me importar com uma estranha, mal a conhecia.
Dei de ombros e recuei, voltei para a porta do meu quarto, antes de entrar, olhei novamente para o final do corredor, balancei a cabeça me autocensurando. Abri a porta do quarto e entrei, estava cansado demais, o dia havia sido comprido, tudo que eu queria era um bom banho e uma boa noite de sono.
Retirei aquela roupa de segurança, primeiro os sapatos, os tirei com a ajuda dos próprios pés, empurrei eles para o canto da cama, retirei as meias escuras também. Logo depois desabotoei os botões da calça social, a mesma desceu por minhas pernas. Retirei meu celular do bolso, em seguida lancei a calça sobre a escrivaninha, fui caminhando até a porta do banheiro, tirava a gravata do pescoço juntamente com o paletó. Por último arranquei a camiseta branca, joguei tudo sobre a escrivaninha também, fiquei apenas com uma cueca box preta.
Entrei no banheiro fechando a porta atrás de mim. Liguei meu celular, procurei uma das músicas que eu gostava bastante, era relaxante tomar banho ao som de uma boa melodia. Abri o chuveiro e uma água morna começou escorrer pelo meu corpo, fios de cabelos foram caindo pela minha testa, logo eu estava todo ensopado, peguei um sabonete e comecei a passá-lo pelo corpo, a tensão já estava diminuindo. “Nossa! Que dia mais longo” Pensava comigo... Por um momento achei que meu plano seria um fiasco, felizmente tudo acabou bem. Não do jeito que eu havia esquematizado, mas acabara bem, a música escolhido por mim ressoava pelo banheiro.
Depois do delicioso banho, fui me trocar, coloquei uma calça leve para dormir, eu costumava dormir sem camisa mesmo, me joguei na cama confortável, larguei o celular em cima do criado mudo, senti todo meu corpo gritar por descanso, acabei esquecendo outra vez de escrever em meu diário. Ficaria para outra hora, pois o sono já estava me alcançando, fora questão de segundos para eu apagar completamente.
[...]
Esfreguei os olhos várias vezes, a claridade da janela invadia meu quarto, eu havia esquecido de fechar as cortinas na noite anterior, detestava acordar cedo, ainda mais com uma esguichada de luz. Rolei pela cama me sentando na beirada dela, passei as mãos pelos cabelos, eles ainda estavam úmidos do banho, bocejei algumas vezes, por fim tomei coragem e fui fazer minha higiene pessoal.
Troquei a calça que estava vestindo, por uma jeans e uma camiseta de mangas longas branca. Baguncei os cabelos tentando ajeitá-los. Calcei um chinelo de dedos, era bem mais confortável, uma vez que eu não pretendia sair hoje para lugar nenhum.
Peguei meu celular jogando-o no bolso da jeans, sai do meu quarto rumo ao corredor, eu estava decidido a ir para o refeitório, mas não sei por qual motivo, minha consciência pediu para eu ir ver a garota.
Abri a porta do quarto dela, eu havia deixado a chave na fechadura na noite anterior. Empurrei a porta lentamente, talvez estivesse dormindo, não queria acordá-la. A mesma estava deitada de costas para a porta, fiquei tentado a caminhar para próximo dela, mas acabei repensando melhor, a garota devia está dormindo, era melhor que eu a deixasse ali.
Acabei não indo para o refeitório, fui para um lugar a qual eu estava sentindo saudades, a quadra de basquete. Pois pelo menos ali, eu podia lembrar de situações boas com Ian, momentos divertido entre verdadeiros irmãos. Para minha surpresa ele estava jogando, arremessava a bola contra a cesta, ele era bom naquilo, sempre ganhava de mim.
—Caiu da cama também?—Cheguei perguntando.
—Pelo visto você caiu—Ele jogou a bola certeira na cesta, depois me olhou sorrindo—Ainda levo jeito.
—Nunca perdeu o jeito, é muito bom nesse esporte—Elogiei. A bola veio quicando, e eu a peguei nas mãos—Minha vez—Joguei a mesma rumo à cesta, ela bateu no aro girando em círculos, ameaçou cair fora, porém depois de alguns segundos entrou na cesta.
—Você não é tão ruim assim—Ele me olhou sorrindo, logo depois alcançou a bola, pegando-a novamente—Foi mal por ontem à noite.
—A discussão?—Perguntei.
—Também, mas quero pedi desculpas pela parte do ‘Te odeio’ falei da boca pra fora, no impulso.
—Tudo bem, às vezes também falo coisas sem pensar. Não é culpa sua.
—Ta certo então!
—Preciso de um favor seu—Caminhei até um banco da quadra.
—O que é?—Ele se aproximou, contudo não sentou.
—Preciso que leve o café para refém, pode fazer isso?
—E por que você mesmo não faz?—Ele me olhou especulando.
—Estou evitando contato pessoal, digamos que ela seja muito irritante.
—Irritante?—Repetiu.
—Sim, ela me irrita, me respondeu ontem à noite, é atrevida, não gosto de pessoas assim.
—Ela te irrita? Pensei que só eu tivesse esse poder—Riu com a própria piada, enquanto eu continuava sério.
—Bem falado, acho que encontrei uma pior que você, enfim pode fazer isso?
—Acho que sim, mais tarde eu levo o café dela.
—Ótimo—Sorrir satisfeito—Que tal uma partida?
—Tem certeza disso? Não quero te dar uma surra—Sorriu com um ar convencido.
—Fala sério Ian, vamos logo—Me levantei puxando a bola da sua mão.
POV MELANIE STRYDER
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Aquela cama era de fato horrível, não só no sentido da aparência, mas do conforto também, o colchão estava duro, eu nem conseguia me mexer direito. Tudo bem, eu não era fresquinha quanto ao luxo, mas não custava nada ter uma caminha mais aconchegante. Passei a noite toda em claro, apenas encarando o teto do quarto.
Escutei um barulho vindo da porta, meu coração bateu mais forte, virei meu corpo rapidamente ficando de costas para ela. Houve um momento de silêncio pelo ambiente, eu sentia que havia alguém me observando, mas acabei ficando quieta, podia ser ele, e eu não queria ter que olhá-lo. Após algum tempo a porta se fechou, pude enfim virar-me aliviada.
[...]
Eu devia está muito cansada, pois acabei pegando no sono profundamente, acho que devo ter apagado por no mínimo duas horas, acordei um tanto atordoada. Quando minha visão voltou ao foco, reparei que ainda continuava naquele inferno, continuava presa naquele quarto.
Levantei-me sem um pingo de disposição, estava triste, sem ânimo para nada. Caminhei até a portinha que ficava nos fundos do quarto, rodei a maçaneta, de fato era um banheiro bem pequeno. Lavei meu rosto e um pouco dos cabelos também. Belas olheiras estavam formadas abaixo dos meus olhos. Joguei um pouco de água na boca e cuspi fora em seguida.
Voltei para o quarto, fui até a minúscula janelinha, ela era alta demais, eu não alcançava, mas sabia que já era de dia, pois conseguia ver os raios de sol do lado de fora. Larguei-me novamente em cima da cama desconfortável, cruzei os braços emburrada, minha barriga dava os primeiros sinais de fome.
Pior que eu estava sem nada, sem celular, sem o meu Ipod, logo eu que adorava escutar música, pelo menos o tempo passava mais depressa. Alarmei-me quando escutei um barulho na porta, alguém estava a abrindo, meu coração saltitou, tive que controlar a respiração, ondas de tensão percorriam meu corpo.
Reprimir os olhos com força, logo observei um homem entrar de costas no quarto, parecia carregar alguma coisa nas mãos, notei que não era o tal Jared, pois esse era loiro. Quando o mesmo se virou, eu senti uma forte pontada no coração, eu reconhecia aquele homem, sim, eu sabia exatamente quem ele era.
—Você?—Foi à única coisa que saiu dos meus lábios.
—Não acredito!—Ele parecia mais surpreso que eu.
—O que está fazendo aqui? Você está com eles?—Lágrimas já teimavam em cair dos meus olhos, pensei que ele fosse uma pessoa boa, havia sido tão legal comigo, me ajudando com aquela carona, como ele podia está ali agora?
—Eu... Eu... Eu... —O mesmo balbuciava, mas não sabia o que falar.
—Como pôde?—Minha voz era de denúncia agora—Você está com eles, é isso não é?—Ele não me respondia nada, estava parado ali na minha frente, só depois reparei que ele carregava uma bandeja nas mãos, de certo devia ser para mim—RESPONDA—Aumentei o tom de voz, eu queria respostas.
—Eu posso explicar—Sua voz estava trêmula, sulcos se formavam em sua testa.
—Estou esperando, comece a falar.
—Bom, eu vivo com eles, mas não tive participação nesse seu sequestro—Respondeu nervoso—Eu juro.
—Você não acha que é muita coincidência? Eu te encontro na rua, você é maior gentil comigo, depois sou raptada, colocada nesse lugar e dou de cara com você? Logo você? Desculpe-me, mas as coisas não estão se encaixando pra mim.
—Precisa acreditar em mim, sou aquele cara legal que te ajudou, esse sou eu. Não tive nada haver com o que te aconteceu.
—Ata, aham! Acredito, não precisa mentir pra mim não—Falei secamente, era obvio que ele tinha algo haver com tudo aquilo. Agora queria bancar a vítima.
—Acredita em mim—Se aproximou colocando a bandeja em cima da cama, aproveitou para se sentar na beirada dela—Eu sou o irmão do Jared. Ele sim planejou tudo isso, mas você não era o alvo.
—Ele é seu irmão?—Perguntei chocada—Ian apenas balançou a cabeça afirmando—Não acredito, você é irmão daquele estúpido? É demais pra mim, me desculpa. Quero ficar sozinha.
—Me escuta, eu te peço, preciso que...
—Não quero te escutar, minha cabeça está uma confusão, quero ficar sozinha, saia daqui—O interrompi.
—Tudo bem, mas pelo menos se alimente, não queremos o seu mal, principalmente eu—Virei o rosto, não queria mais olhá-lo, aquele lugar estava me dando nojo, e as pessoas também.
Ele saiu do quarto me deixando sozinha, pelo menos a bandeja havia ficado, evitei olhar para ela, eu confesso que sou orgulhosa, mas a necessidade falou mais forte, no caso a fome gritou mais alto.
Havia pão, fatias de queijo, leite e frutas. Com a fome que eu estava logo, logo devoraria aquilo tudo. E foi exatamente o que fiz, comi de tudo um pouco, meu estômago foi sentindo uma sensação de conforto, finalizei o café comendo uma maçã, estava bem docinha, uma delícia.
Enquanto mastigava a maçã a lembrança de Ian me veio à mente, “Como ele me diz que não teve nada haver?”. Matutava comigo, “É óbvio que ele tinha culpa também, ainda por cima é irmão daquele Jared”. Pisquei afastando esses pensamentos, estava com raiva daquele lugar, sentia saudades da minha avó, como eu daria tudo para está com ela. Não podia negar que meu pai me preocupava também.
Quanto tempo eu teria que ficar ali? Esperava que por pouco tempo, eles iriam tirar muito dinheiro do meu pai, sabem que ele é um homem muito rico, cheio de posses. Eu só esperava que meu pai não bancasse o mesquinho, minha vida dependia dele, como o tal do Jared havia falado, “Era bom que ele fosse bem generoso”.
Terminei de comer a maçã, peguei a bandeja colocando-a próxima da porta, alguém viria buscá-la alguma hora. Voltei a me deitar na cama, cruzei as mãos em cima da barriga, fiquei novamente fitando o teto. Como eu queria sair daquele lugar, ficar sozinha não era muito o meu hobbie, solidão não me fazia bem, mas eu seria forte, mostraria que eles não podiam me intimidar.
Ainda mais se tratando daquele Jared, irritante.
“Para Mel, afaste esses pensamentos, o cara te raptou, não merece nem a sua pena, não vou me deixar levar por um rostinho bonito, que no seu caso é bem mais que bonito, é perfeito, tudo nele se encaixa impecavelmente, o rosto bem desenhado, linhas bem traçadas, olhos provocantes. Ai meu Deus! Chega Melanie... Chega!
Fechei os olhos com força, não me restava muitas opções, acabei dormindo.
Notas finais
Afinal o ponto de vista dele tbm é IMPORTANTE.
Querooo muitooos reviews viu??
Se não eu não posto.
TA AQUI A TRADUÇÃO DA MÚSICA QUE TOCOU LÁ EM CIMA, QUEM QUISER VER.
http://letras.mus.br/goo-goo-dolls/16494/traducao.html
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