Os Golpistas

46 Um dia de golpes


Notas iniciais
Aqui queridas...Logo respondo os Reviews... Faltam só 4 uhul.... Nesse Cap tem um pequeno 'pega' da Peg e do Ian... Mas no próximo Haverá cena quente deles dois. :)

POV IAN HOWE

—Peg?—Estava esperando por ela no pátio, ela havia saído cedo, porém não tinha avisado a ninguém—A onde esteve? Ficamos preocupados.

—Não queria preocupar ninguém, fui dar uma volta, estava precisando, além do mais, a minha perna está muito boa.

—Ah... Que bom então.

—Vou para meu quarto, descansar um pouco.

—Tudo bem... Peg?—Ela virou-me olhando—Deixa pra lá.

—Fala Ian, o que é?

—Quem sabe possamos sair mais tarde, com isso tudo que está acontecendo, eu achei que uma distração fosse bom.

—Está me chamando pra sair—Ela abriu um sorriso—É isso?

—Tecnicamente sim, acho que posso chamar assim.

—Nossa.

—Não quer?

—Não é isso, imagina eu adoraria.

—Então depois do almoço, pode ser?

—Por mim está ótimo.

—Ok.

—Até mais Ian.

—Até mais Peg—E meio sem entender um sorriso bobo nasceu nos meus lábios.

POV PEG

Horas mais tarde...

—Obrigada pela atenção, devo admiti que me sinto bem quando estamos fazendo algo juntos—Falei.

—Eu também comecei a gostar—Nós estávamos sentados em uma lanchonete, dividíamos uma porção grande de batatas fritas com Milk Shake—Já pensou no que vai falar ao Jared, precisa da à resposta para ele hoje.

—Verdade—Mordi um pedaço de batata—Já sei o que vou falar.

—E eu poderia saber em primeira mão?

—Creio que já saiba a resposta Ian—Ele ficou sério—Farei o que o Jared me pedi.

—Você sabe que é arrisca...

—Eu sei Ian, mas preciso tentar, quero muito ajudá-los, sei que posso.

—Tem tanta confiança assim Peg?

—Preciso ter, afinal amanhã é o dia da troca, não vou poder desistir.

—Devo me preocupar?—Pegou uma batatinha.

—Não, não deve e nem pode, precisa está concentrado em sua parte amanhã.

—Tudo bem, vamos vê no que tudo isso vai dá.

—Vai me dizer que não está ansioso para ganhar sua parte da grana?

—Dinheiro não é tudo Peg.

—Mais sem ele não viveríamos.

—Em parte eu concordo, mas ainda acho que nem tudo é dinheiro.

—Mais o que fará com sua parte? Já tem idéia?

—Bom, primeiro temos que pegar o dinheiro, só depois poderei responder sua pergunta.

—Ahhh... Me fala Ian, já deve ter algo em mente.

—Eu usaria esse dinheiro para o meu próprio bem, como o Jared disse, esse seria nosso último golpe, então não precisaremos mais viver como golpistas.

—Então vai se aposentar?

—Essa é a idéia Peg, começar uma vida nova, longe disso tudo.

—Posso falar uma coisa?

—Claro que pode.

—Tenho curiosidade em saber como um golpista atua.

—Como assim?

—Sei lá... Gostaria de passar por essa experiência.

—Não estou entendendo você Peg, não disse que era uma ladra?—Meu coração saltou, eu mesma estava me entregando.

—Ahhh... Sou... Porém sempre vivi de pequenos furtos, coisas pequenas, um golpista arrisca em coisas grandes, não é verdade?—Consegui reverter minhas palavras.

—Hum... Entendi! Sim é verdade, gostaria de tentar?

—Tentar?—O olhei abismada.

—Sim, ainda temos algum tempo antes de voltarmos, posso realizar esse seu desejo—Falou erguendo a batatinha no ar, como se a mesma fosse uma varinha.

—Fala sério?

—Sim—Sorrimos um para o outro, mas eu ainda estava duvidando daquilo tudo.

[...]

—Você é louca?—Ian estava suando um pouco, mas logo caiu na risada, assim como eu.

—Disse que eu ditava as regras, não sei por que está tão assustado.

—Quase atropelamos aquela velinha na esquina, precisa tomar cuidado, golpistas não matam, apenas roubam.

—Anotado—A adrenalina estava correndo em minhas veias, Ian e eu tínhamos ido a uma feira de carros luxosos. Ele me ensinara como um golpista deveria agi, não foi tão difícil abrir a porta do carro com um chupa cabra que estava jogado por ali, a ligação dos fios fora a parte mais complicada, mas tinha uma ligeira idéia de como fazia, uma vez havia visto a Buscadora fazer isso.

—Se saiu muito bem, escolheu logo uma Mercedes, não poupou sua ambição heim.

—Se era pra roubar um carro, que fosse um verdadeiro carro, além do mais combinamos que vamos deixá-lo na rua atrás da feira, não quero esse carro, apenas quis experimentar a sensação de roubá-lo.

—Você é uma golpista boazinha.

—Nem tanto meu caro—Girei o caro fazendo um giro de 180 graus, Ian segurou-se no banco enquanto eu ria, acho que ele estava começando a ficar enjoado.

—Melhor parar Peg, não vai querer que eu vomite tudo por aqui, vai?

—Não mesmo!—Parei o veiculo perto da calçada, girei a chave e desliguei o motor—Pronto, vamos embora, o carro já está a onde deve está, vamos sair daqui antes de sermos vistos.

—Tudo bem.

[...]

—Esse seu golpe não valeu Peg—Saimos de uma loja de conveniência, carregávamos algumas sacolas nas mãos.

—Posso saber por que não?

—Pensa que eu não vi você dando dinheiro a mais para o balconista? E ainda disse que ele poderia ficar com o troco, ou seja, você pagou as coisas que pegou escondido.

—Eu não fiz isso—Mentira, eu tinha feito mesmo, comecei a sorrir.

—Vou fingi que acredito, você é boa demais para viver assim, não sei como sobreviveu esse tempo todo roubando—O sorriso em meus lábios desaparecera, sabia que a verdade estava próxima, Ian logo saberia quem realmente eu era, isso me apertava o coração.

—Ian?

—O que foi?

—Você acha errado menti para proteger alguém?

—Porque pergunta isso?—Paramos em frente ao carro que Ian havia me trazido para o passeio, ele e Connor tinham arrumado de manhã.

—Curiosidade—Abri a porta me sentando no banco do passageiro, Ian logo estava ao meu lado, colocamos as sacolas nos bancos de trás, ele girou a chave e começou a dirigi.

—Odeio mentiras Peg, sejam elas pequenas ou grandes, se realmente quer proteger alguém é melhor contar a verdade.

—Então não perdoaria?

—Não sei, bom eu já te perdoei não lembra?

—Verdade, não posso me esquecer.

—Não gosto de ser enganado, sinto-me mal, acho que ninguém gosta.

—Verdade!—Me limitei em apenas concordar com ele, mesmo sabendo que ele não me perdoaria quando descobrisse toda a verdade.

—Vamos mudar se assunto. O que achou da experiência?

—Bom... —Tentei esquecer o assunto por um tempo—Achei divertido, bem interessante, obrigada por ter realizado esse meu desejo.

—Não tem por onde, mesmo sabendo que trapaceou, eu aceito.

—Não trapaceei nada—Dei um tapinha em seu ombro, por um momento ficamos apenas conversando sobre nosso passeio, sobre a tarde maravilhosa que havíamos acabado de ter, sentia-me muito bem ao lado de Ian, diante de todos os problemas que eu tinha, sua presença era a única coisa que me acalmava, eu amava ele, não podia e nem queria mais negar isso.

[...]

Horas depois no Edifício...

Terminei a refeição junto com os demais no refeitório, Brooke havia preparado um asado delicioso, também tinha purê de batata, arroz com milho e feijão com bacon, estava tudo maravilhoso, Jared havia pedido para que eu fosse ao seu quarto depois da janta, queria saber qual seria minha decisão.

Atravessava o pátio quando fui surpreendida por Ian, ele aparecera em minha frente, estava com os braços cruzados, usava uma calça fina, tipo aquelas de dormir, sandálias de dedo, e por incrível que pareça estava sem camisa, quase tombei para trás ao vê seu porte de homem viril em minha frente, ele estava mais lindo do que nunca, ao julgar pelos cabelos úmidos, devia ter acabado de banhar.

—Que susto Ian!—Passei uma mecha de cabelos para trás da orelha.

—Desculpa, não foi minha intenção.

—Tudo bem! Não vai jantar? Brooke preparou uma ótima comida.

—Vou sim, primeiro fui tomar um banho, mais já estava indo para lá.

—Certo!—Coloquei os braços atrás das costas encabulada.

—Está indo falar com o Jared não é?

—Como sabe?

—Encontrei com ele no corredor.

—Então ele te falou.

—Isso mesmo. Boa sorte então.

—Obrigada—Ele se aproximou, descruzou os braços e os usou para me puxar, com suas mãos apertou meus ombros, descendo elas por minha cintura, fiquei imóvel, não tinha reação, quase nem respirava.

—Não vou me intrometer em sua escolha peg—Aproximou seu rosto do meu—Só queria aconselhar você—A aproximação estava me deixando tonta—Vá ter sua conversa com o Jared—Subiu uma das mãos até minha nuca, eu mal podia acreditar que seu peito nu tocava meu corpo, mesmo que por cima da minha roupa, eu já sentia um calor insuportável, seus dedos acariciaram os pelos da minha nuca.

—Ian o que está fazendo?—Não obtive respostas, o que me deixou ainda mais apavorada, era ótimo está nos braços dele, seus ombros fortes, sua barriga delineada, suas mãos firmes, sentia-me uma boneca em suas mãos. Virou meu corpo fazendo-me encostar em uma coluna de cimento, apertou meu corpo com força, meus braços que estavam ao lado do corpo, tomaram coragem para tocar nas laterais de sua barriga.

O toque me fez fechar os olhos, como aquele pequeno contato tinha domínio sobre mim. Voltei a abrir os olhos, Ian estava tão próximo que podia sentir sua respiração atingindo meu rosto, mordi o lábio inferior com desejo, em minha mente passavam-se milhares de imagens, Ian fazendo comigo o que bem quisesse, tocando minha pele, beijando meu corpo, não podia evitar essas imagens, meu corpo queria isso.

Seus lábios gelados encostaram-se aos meus, diferente do nosso último beijo, aquele tomara impulso, sua língua pediu espaço em minha boca, por mais que eu estivesse tentando manter um beijo calmo e superficial, eu sabia que não iria resistir por muito tempo.

—Peg... —Sussurrou entre o beijo. Já não podendo mais resistir à vontade que estava, abrir a boca deixando que ele me proporcionasse um beijo maravilhoso, molhado e quente.

Prendi minhas mãos em seus cabelos úmidos, enquanto Ian me erguia no ar, minhas pernas se encaixaram em seu tronco, estava erguida por ele, minhas costas sendo pressionada contra a coluna de cimento, mas eu não ligava, só queria aproveitar cada segundo daquele momento com ele.

Nossas línguas se chocaram uma contra a outra, arrepios atravessaram todo meu corpo, uma corrente elétrica fazia minha pele estremecer, mordi algumas vezes seu lábio, Ian desceu com os dele pelo meu pescoço, senti uma pequena mordida do lado esquerdo.

—Vamos para meu quarto—Falou um pouco rouco.

—Não posso—Arfei—Preciso falar com o Jared—Não, eu não queria falar com o Jared, queria ir para o quarto de Ian, queria que ele me tivesse.

—O Jared pode esperar—Voltou a devorar meus lábios com força.

—Ian... Ian... Melhor pararmos—Desci minhas mãos por suas costas despidas, enquanto roçava meus seios em seu corpo.

—Tem certeza que quer parar?—Afastou seus lábios, seus olhos estavam escurecidos—Tenho a leve impressão que não é isso que seu corpo quer.

—Alguém pode aparecer.

—Vou te esperar no meu quarto hoje depois que todos estiverem dormindo.

—O que?—Ele me desceu.

—Isso que acabou de escutar—Beijou meus lábios e depois se afastou.

—Ian?—O chamei.

—Eu vou esperar você—Foi o que ele disse, depois disso Ian desaparecera entrando no refeitório.

CONTINUA...

Notas finais
Começou o Hot PEGIAN rsrsrsrsrsrsrs Até o próximo Cap...