Os Golpistas

18 Primeiro beijo deles//Novo Lar


Notas iniciais
Gente sorry a demora, mas ta aqui.
Entrei msm apenas para postar,só terei tempo de responder os reviews amanhça, pq hj a noite ta lotada:)
Agradeço a todos os reviews dos últimos dois Caps, me deixaram felizes.
Espero que goste.
Aviso: Vai ter peg na minha fic, mas ela vai entrar no momento certo. Muito calma.
Boa leitura.

POV Melanie Stryder

ܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔ

Escutei o som de pássaros cantarolando, acompanhado de outros sons, sons da mata. Abri os olhos com dificuldade, esfregando as pálpebras com uma das mãos. Olhei para os lados, e não avistei Jared por perto, o pânico tomou conta de mim, ‘Para onde ele teria ido?’.

Levantei-me do chão, passando as mãos sobre a roupa, prendi o cabelo em um rabo de cavalo frouxo. Não dava para vê o sol dali, as copas das grandes árvores tampavam a entrada dos raios solares.

—Jared? Chamei por ele, mas não escutei nada de volta.

Cruzei os braços, e resolvi esperá-lo. Talvez ele tivesse saído para procurar algo, não seria louco o bastante para me deixar sozinha. Eu acho.

[...]


—Já chega!


Quase meia hora e nada dele, estava seriamente preocupada, resolvi sair para procurá-lo. Segui pelo mesmo caminho que havia usado para encontrar água, havia algumas pegadas no chão, de certo poderiam ser dele. Quando cheguei próximo do rio, observei o lugar minuciosamente, contudo não o encontrei também.

Reparei que eu estava imunda, minhas roupas estavam sujas de terra, e com certeza minha aparência também não estava uma das melhores. Certifiquei-me que estava sozinha, e comecei a retirar minhas roupas, ficando apenas com as peças íntimas. A água do rio estava clarinha e muito limpinha. Não hesitei em mergulhar de uma vez, uma sensação boa tomou conta do meu corpo. A água estava uma delícia.

Imediatamente o rabo de cavalo se desfez, deixando que meus cabelos caíssem sobre os ombros. O banho estava muito relaxante, sentia meu corpo mais disposto e acordado. Voltei para a margem do rio, pretendia me vesti antes que Jared aparecesse, não queria que ele me visse daquele jeito.

Já havia colocado a calça, faltava apenas minha blusa de cor vermelha. Escutei um assobio, e olhei assustada para trás.

—Sutiã preto, Hum... Ficou bem em você—Jared se aproximava com a camiseta dele amarrada na cabeça, fiquei corada com o comentário, e tratei logo de colocar a blusa. Observei que ele trazia algumas frutas nas mãos, o ferimento em sua barriga estava seco, demonstrava melhora.

—A onde estava?—Sentei-me em uma pedra, secando os cabelos com as mãos.

—Fui pegar essas frutas, acabei procurando por uma trilha, precisamos sair logo daqui, então fui à procura de uma boa rota para nós—Me passou uma graviola.

—Hum!—Peguei a fruta, estava bem madura e com uma aparência deliciosa. Jared colocou as outras empilhadas no chão, e começou a tirar a camiseta da cabeça, seguido de sua calça jeans e sapatos—O que está fazendo?—Quase me engasguei com um pedaço da graviola.

—Vou da um mergulho, qual o problema?—Virei os olhos para o outro lado, não queria vê-lo daquele jeito. Porém minha curiosidade me atiçou. Ele estava apenas de cueca box azul escura, e tinha um corpo maravilhoso, braços fortes, abdômen definido, pernas firmes, ‘O que estou fazendo meu Deus? Vira esse rosto já Mel’. Olhei desconfiada para as copas das árvores, enquanto terminava de devorar minha fruta.

Jared mergulhou no rio, procurei encontrá-lo dentro da água, mas não o avistava. Logo ele ressurgiu na superfície. Os cabelos molhados e caídos sobre a testa, ele estava tão bonito. Balançou a cabeça algumas vezes, respigando água para os lados. Ele saiu do rio, vestindo-se de novo, dessa vez colocou a camiseta também.

—Como passou a noite?—Ele Pegou uma manga.

—Ah, dormir bem, e você? O ferimento ainda dói?

—Ainda dói um pouco, mas estou bem melhor, acordei algumas vezes à noite, acabei ficando de vigília durante toda a madrugada.

—Nossa! Não está cansado?—Terminei de comer minha graviola, colocando as cascas na pedra.

—Exausto, mas só vou poder dormir em paz, quando estivermos em um lugar seguro.

—Aqui não é seguro?

—Não confio, a Buscadora é esperta, pode ter colocado cães farejadores pela mata.

—Claro, entendi.

—O pior de tudo, é que deixei minha moto no galpão, preciso voltar para pegá-la.

—Não é arriscado demais? É só uma moto.

—Foi uma moto cara—Me olhou sorrindo—Vou tomar cuidado, deixarei passar alguns dias, então eu voltarei lá.

—Você quem sabe—Ele virou o rosto, terminando de comer a manga—Será que os outros já saíram dessa mata?

—Torço que sim, de qualquer forma marcamos todos na casa do Peter.

—Peter, irmão da Halley não é?—‘Ops’! Não sei por que havia tocado no nome dela.

—Sim Mel, é irmão dela—Respondeu, ainda sem me olhar.

—Quanto tempo vamos ficar lá?

—Até a poeira abaixar. Precisamos encontrar outro lugar, o galpão não é mais seguro.

—Posso perguntar uma coisa?—Consegui fazer seus olhos me olharem, ele acenou um ‘sim’ com a cabeça—Por que tanto medo da buscadora?—Jared largou a manga de lado, se levantou indo até a margem do rio. Pegou um pouco de água nas mãos limpando a boca, e voltou para se sentar ao meu lado na pedra.

—Que realmente saber?—Fitou-me seriamente, como se o que estivesse preste a dizer, fosse algo grave demais.

—Sim, quero saber—Confirmei curiosa. Jared me olhou vencido, e deu início a sua história.

—A buscadora nos persegue há quase três anos praticamente. Tudo começou quando meu grupo fez um assalto a uma joalheria, lá no novo México. Esquematizamos todos os detalhes, tudo estava em seus devidos lugares, cada um sabia o como, quando e como faria. Começamos como de costume, rendemos o dono da loja, bem que fez isso foi a Brooke, os homens têm um certo medo dela—Balançou a cabeça rindo—Liam ficou responsável por acessar o computador da loja, assim descobriríamos a senha do cofre.

—E descobriram?—Adiantei-me.

—Ele até conseguiu, o moleque é esperto, mas nem tivemos tempo de pegar a grana, Uma mulher alta e loira entrou na loja, começamos uma chuva de disparos. Com sorte conseguimos fugir. Tínhamos um amigo chamado Cory Ford, era um de nós também, não trabalhava na minha equipe, mas participava de alguns golpes às vezes.

—O que aconteceu?

—Cory estava dirigindo a van, ele havia ficado fora da loja, para nos avisar se alguém aparecesse. O estranho é que ele não avisou, só depois fomos entender. Os capangas da loira o pegaram. Não conseguimos fazer nada para ajudá-lo, acabamos nos escondendo, mas de onde estávamos, tínhamos uma boa visão da van. Foi à pior cena da minha vida Mel, a forma como a Buscadora o tratou, foi algo impiedoso, fora do comum.

—O que ela fez?—Jared demonstrava sinais de amargura, seu semblante estava abatido.

—Primeiro ela o forçou a dizer onde era nosso esconderijo, e é claro que Cory não contou, ele nunca trairia a gente, ele era leal. Claro que isso enfureceu a loira, ela puxou uma pequena adaga da cintura, e sem pensar duas vezes rasgou a garganta do nosso amigo, fez a perversidade lentamente, para ela, era prazerosa aquela cena.

—Que horror!—Eu estava chocada, como alguém podia ser tão ruim.

—O difícil foi vê-lo morrer na minha frente, seus olhos agonizantes, seu corpo se debatendo, foi terrível Mel. Esse caso teve repercussão durante semanas, só então ficamos sabendo que ela se chamava Buscadora, era assim que se apresentava. Desde então nunca mais tivemos paz, vivemos fugindo dela, nos escondendo, mudando de um lugar para outro. Ela diz que é uma mulher da lei, grande mentirosa, ela executa as pessoas sem pena alguma, e será isso que ela fará se colocar as mãos no meu grupo—Ele se calou por um tempo, era notável que estava mal, estava mergulhado em dor—Tem mais uma coisa, essa mulher foi contratada pelo seu querido pai, ele contratou os serviços dela Mel.

—O que? Como meu pai pôde?—Procurei me situar.

—Simples, chamando ela. A buscadora não vai parar enquanto não te salvar, e nos capturar.

—Ele foi longe demais—Cuspi as palavras aborrecida—Se para eu sair bem dessa, alguém tiver que morrer, prefiro que nem me encontrem mesmo.

—Ta falando sério Mel?—Jared indagou.

—Sim, estou—‘Estou?’—Eu não quero que ninguém se machuque, nem morra por minha causa. Quero voltar para casa, mas não precisa ser desse jeito, na base da violência, eu não gosto desse método.

—Pena que nem todos pensem como você Mel, a Buscadora é uma delas—Encolheu os ombros.

—Olha, vamos sair daqui ta? Você liga de novo para meu pai, se insistir bastante ele acabará cedendo—O que eu estava dizendo? Meu pai era o homem mais mesquinho, se negou a ajudar a própria filha, e se ele contratou aquela mulher, é porque não estava disposto a gastar nenhum dinheiro comigo.

—Obrigada por ser otimista, mesmo que isso não vá funcionar muito agora.

—Só estou tentando não perder a esperança—Disse em um tom baixo.

—Eu também—Ele concordou.

Ficamos por um breve momento em silêncio. E eu detesto esses momentos, fico querendo falar algo, mas sempre desisto no meio do caminho. Eu trocava olhares com Jared, meio que disfarçadamente, quando ele percebia que eu estava o olhando, virava-se para me olhar, o que me deixava envergonha.

Mais decidi encará-lo, procurei não desviar os olhos, mesmo que minha mente gritasse por isso, havia algo em olhá-lo, que me fascinava, me encantava. Acho que quando eu o olhava, conseguia enxergar o seu lado bom, de alguma maneira que nem eu sabia explicar, eu só conseguia avistar coisas boas, era o único momento que ele não se escondia atrás da máscara dele.

—O que foi?—Abriu um meio sorriso, o que me trouxe de volta a realidade.

—S-seus O-olhos— Gaguejei.

—O que tem eles?

—São tão perfeitos—Eu não estava mais controlando meus lábios.

—Perfeitos como?—Se aproximou.

—E-eu não sei. Apenas me perco dentro deles, sinto algo bom quando olho para você.

—Ah é?—Não havia mais distância dentre nós dois, ele estava perigosamente perto demais. A pedra até se tornou pequena para nós.

—Aham!—Seu cheiro inebriava-me. Já sentia sua respiração pesada em meu rosto. Os dedos deles tocaram minha face, a carícia era suave e delicada, até deixei que meus olhos se fechassem, o carinho me agradava, era um toque diferente, havia ternura, meiguice e doçura—Jared—Sussurrei seu nome.

Ele ficou mudo, mais ainda estava perto de mim, seus dedos estavam percorrendo a linha dos meus lábios, demorou algum tempo ali. Abri os olhos o fitando cara a cara, seu rosto estava colado ao meu, meu coração instintivamente começou a bater mais forte, disparou de uma vez.

—Melanie—Soprou seu hálito doce e quente em minha face, pisquei algumas vezes tentando manter o consciente alerta. Jared segurou minha cintura, fazendo nossos corpos se levantarem da pedra. Estávamos de pé agora, seus braços envolviam minha cintura, passei minhas mãos em sua nuca, seu cabelo estava umedecido, passei meus dedos em seus fios bagunçados, os puxando de leve.

O contato dos nossos olhares não durou muito. Jared avançou em meus lábios, o beijo não era calmo, muito pelo contrário, havia desejo e fogo. Muito mais da parte dele, suas mãos apertaram minha cintura, senti até um pouco de cócegas, mas não queria parar, queria que ele continuasse me beijando.

\"\"

Travamos uma batalha por espaço, Jared pedia caminho com a língua, e eu não duvidei, nem pensei duas vezes ao conceder. O contato das nossas línguas, fez todo meu corpo estremecer, era como se ele estivesse me passando uma alta carga de choque. Porém eu não queria parar, desejava mais e mais.

Jared puxava meus lábios entre os dentes, e logo voltava a uni-los novamente. Sua língua marcava cada lugar da minha boca, era incrível aquilo, eu estava extasiada, apertei ainda mais sua nuca, como se fosse possível colar ainda mais nossos lábios. Infelizmente a falta de ar falou mais alto, o beijo foi acabando com vários selinhos dele, retribuídos por mim também.

Jared foi afastando seu rosto devagar, embora eu o quisesse beijar novamente, nunca havia sentido aquilo em minha vida. Seus lábios eram tão prazerosos, o beijo havia sido contagiante, meu corpo ainda tentava voltar ao normal. Reparei que ele me olhava estranhamente, como se estivesse arrependido, desviou os olhos soltando minha cintura e se afastando.

—O que foi?—Minha voz mal queria sair.

—Precisamos ir embora, temos que encontrar com os outros—Ele mudou de conversa, estava evitando me olhar.

—Ta!—Sentia-me estranha por dentro, uma sensação de desamparo. Será que ele não tinha gostado? Parecia tão feroz em seu beijo, quase devorando meus lábios, por que estava agindo daquele jeito indiferente?

—Vamos então, ainda temos uma boa caminhada.

—Jared?—O chamei.

—O que foi?—Dessa vez ele me olhou, mas eu não sabia o que dizer, as palavras voaram da minha boca, o que eu diria? ‘Gostou do beijo?’. Claro que não, se ele estava agindo daquele jeito, era por que não havia feito diferença para ele—Deixa pra lá, não era nada de importante—Menti.

—Ótimo, vamos!

[...]


—Chegamos?—Eu já estava com as pernas doloridas, tínhamos caminhado durante três horas, e eu estava com sede. Paramos nos fundos de uma oficina de motos.


—Sim chegamos—Mal me olhou. Durante toda a caminhada não falou uma palavra, estava estranho, com certeza havia sido pelo beijo, mas eu resolvi esquecer aquilo. Talvez ele já até tivesse esquecido. Encolhi os ombros, enquanto Jared batia na porta da oficina.

—Peter?—Chamou, e não demorou muito para que a porta fosse aberta.

—Jared amigo—Um homem o abraçou, devia ser o tal Peter—Estávamos preocupados, todos já chegaram, só faltava você...—Ele me olhou curioso—E sua amiga.

—Essa é a Melanie—Me apresentou, contudo eu continue a onde estava—Melanie esse é o Peter, meu amigo.

—Oi—Respondi.

—Ah... Oi, seja bem vinda. Entrem logo—Deu passagem para que entrássemos. Arrastei-me um pouco acanhada, costumava agi assim, principalmente em lugares que não conhecia. Peter fechou a porta dos fundos da oficina, e nos mostrou o caminho a ser seguido.

Notei muitas ferramentas de trabalho pelo local, até que entramos em um corredor claro e limpo, havia uma escada no final dele. Subimos por ela, e havia um andar lá em cima.

—Venham, os outros estão na sala—Nos chamou, eu ia o tempo todo ao lado de Jared. Não demorou muito para que encontrássemos os outros.

—Mel—Ian correu para me abraçar. Estava feliz em vê-lo novamente. Retribui o abraço com todo carinho. Jared revirou o rosto afastando-se.

—Que bom que vocês estão bem—Era a voz de Brooke agora, ela estava em um sofá escuro, ao lado de Connor. Liam sorria para mim, o garoto estava sentado em um canto da sala.

—Vocês escaparam bem?—Jared perguntava.

—Sim, eu e o Liam chegamos ontem mesmo, Ian e connor chegaram bem cedinho hoje—Brooke o respondeu—Felizmente não demos de cara com a Buscadora.

—Ótimo—Foi apenas isso que Jared respondeu.

—Aqui estão os cafés bem quentinhos—Uma foz feminina entrava na sala, virei o rosto para vê de quem se tratava. Uma mulher muito bonita, com cabelos na altura dos ombros e negros, os olhos tinham uma coloração acastanhada. Assim que viu jared, quase derrubou a bandeja com os copos de cafés—Até que fim Jared—Colocou a bandeja em uma mesinha de centro, e correu para abraçá-lo.

—Oi Hay—Jared a abraçou—Hay?? Então ela era a Hay. Cruzei os braços.

—Ainda bem que está bem—Deu um beijo nele, aquela cena me fez olhar para qualquer lugar da sala, não me sentia bem vendo os dois se beijando, ainda mais sabendo que horas atrás, era eu que estava beijando ele—Ainda bem que estão todos aqui—Fitou toda a sala, parando seus olhos em cima de mim—Quem é ela?

—Essa aqui é a Melanie—Ian respondeu, e passou seu braço ao redor da minha cintura.

—Ora! Ora! Você é a tal Melanie—Se afastou de jared, seus passos se direcionavam a mim—Prazer Melanie, sou a Halley—Esticou a mão, e com muito custo eu a cumprimentei.

—Prazer Halley.

—Mais então, quem é você? E porque está com eles?—Aquelas perguntas secaram minha garganta, simplesmente por que eu não sabia o que dizer, não sabia se falava a verdade, ou inventada uma mentira. Olhei apreensiva para Ian, e para os demais presentes da sala. E agora?

Notas finais
Gostaram?????
Espero que sim meu povo Lindo;)
Fiquem com Deus. Até a Próxima.