Os Golpistas
11 Pequeno Flashback//Melanie demonstrando ciúmes???
Notas iniciais
PRIMEIRO=DESCULPA PELO SUMIÇO!!
MOTIVO=DOENTE.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
É tenso ficar dodoi gente...mas estou voltando essa semana, e irei retomar com tudo certo?? Com todas as fics que eu estava lendo, com essa daqui claro.
FIZ UM CAP MUITO BACANA...espero que gostem...
Vocês irão conhecer dois Personagens novos...Eles não entrarão de cabeça ainda, em breve sim:)
Agradeço a todas as pessoas lindas que comentaram...vou responder a todos os Reviews...De verdade...é que ainda estou me recuperando.
Tive que fazer umas mudanças nesse Cap. então POVS nesse cap, só da Melanie e o Jared.
Haaaa semana que vem tem The Host nas telonas meu povo...Bora assistir kkk
Boa leitura queridos.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
HAAA EU NÃO REVISEI; MOTIVO, NÃO POSSO FICAR MUITO TEMPO NA FRENTE DO PC, POR CAUSA DOS OLHOS, ELES AINDA DOEM POR CAUSA DA GRIPE E FEBRE QUE PEGUEI, ENTÃO NÃO POSSO ABUSAR, ENTÃO SE ENCONTRAREM ALGUM ERRO, ME PERDOE GENTE, DE VERDADE.
POV Melanie Stryder
—Obrigada Liam—Terminei de tomar o delicioso café da manhã, estava satisfeita, pelo menos a comida dali era boa, não podia reclamar. Devolvi a bandeja vazia para o menino.
—Que mais alguma coisa?—Perguntou após recolhe-lá das minhas mãos.
—Hum... O que houve com o Jared?—Ele havia me tratado diferente hoje de manhã, ainda procurava entender o que quis dizer com, “Pelo jeito a noite deve ter sido boa”. Pra mim aquilo não fazia sentido algum. Muito pelo contrário, minha noite não foi uma das melhores, primeiro tive um pesadelo com minha mãe, depois o encontro com Connor na cozinha, só peguei no sono horas depois, ainda sentia o corpo um pouco mole.
—Eu não sei, ele não falou muito hoje no refeitório, parecia zangado com alguma coisa—Liam respondeu.
—A onde ele está agora?
—Saiu, foi até o centro, tinha umas coisas para resolver, ou talvez foi encontrar com uma certa amiga dele—O garoto esbanjou um sorrisinho entusiasmado no rosto.
—Certa amiga?—A curiosidade falou mais alto.
—Sim, mas não gosta que toquemos nesse assunto.
—É uma namorada?—A palavra saiu instintivamente dos meus lábios.
—Não chega a ser uma namorada, é mais uma ficante—O garoto falou com a maior naturalidade do mundo. Engoli em seco aquela confidência, pobre coitada, não sei como pode suportar aquele grosso. No meu ponto de vista, ele não era capaz de ser delicado com nenhuma mulher, suas atitudes só me faziam acreditar que ele não prestava. Ou então ela era bem maluca.
—Ficante?—Nem sei por que repeti essa palavra—Qual o nome dela—“Mais o que é isso? Ataque de curiosidade agora Mel, por que estou me importando?”
—Halley, mas conhecemos ela mais por Hay, faz muito tempo que ela não aparece por aqui—Hum... Halley... Nem é tão bonito assim, ela devia ter algum problema, se interessar pelo Jared não era nada normal. Constatei minha dúvida, ela realmente era maluca, ou pior do que o Jared.
—Ela é como vocês?
—Você que saber se ela é uma ladra?—Sorriu—Não, ela é dona de uma oficina de motos, junto com o irmão Peter, que inclusive também é colega do Jared.
—Corajosa essa garota, não é nada seguro se envolver com um bandi... —Reparei que Liam franziu o cenho, acho que não era certo eu terminar a frase, isso podia ofendê-lo—Bom, ela é corajosa—Terminei a frase ruborizada.
—Coloca corajosa nisso, sem contar que ela é uma gata, claro que ela nunca iria olhar para mim, a garota é esperta, escolheu o Jared.
—E eles se conhecem há muito tempo?—A palavra gata não sabia da minha cabeça, que dizer que além de maluca, era uma gata motoqueira? Ótimo!
—Acho que pouco menos de dois anos, como eu disse o Jared não gosta de tocar nesse assunto, deve ter medo de se envolver sério com ela.
—Medo?
—Creio que sim, nunca vimos ele se envolver com ninguém de verdade, construir uma relação com uma mulher, ele apenas se diverti, conhece algumas garotas, mas não passa disso.
—Certo, acho melhor mudarmos de assunto—Dei um sorrisinho sem humor, não queria ficar falando sobre a vida pessoal do Jared, por mim pouco me importava com quem ele saia, ficava, se divertia. Eu não estava nem ai.
—Tudo bem. Vejo que não gostou do que eu disse—Sorriu zombeteiro.
—Eu não quero ficar falando sobre ele, não gosto dele, então não me importo—Cruzei os braços, encostando as costas na cabeceira da cama. Liam estava próximo, sentado na cadeira.
—Tudo bem, não falo mais. Agora preciso ir, espero que fique bem Melanie—Meneei a cabeça concordando, Liam se levantou saindo do quarto.
A conversa rodou pela minha cabeça por algum tempo. Era difícil acreditar que aquele insensível gostasse de alguém, ou pelo menos demonstrasse isso. Se Liam estivesse mesmo certo, há essa hora ele estaria com ela, fazendo sabe-se lá o que, balancei a cabeça me auto-repreendendo, não queria passar minha manhã pensando naquele assunto. Ian estava certo, quanto antes eu saísse dali melhor.
POV Jared Howe
—Gostou?—A imagem daquela moto me deixou completamente sem palavras, sem reação alguma, estava perplexo com tamanha beleza. Mal conseguia escutar a voz de Peter, acho que ele devia ter feito a mesma pergunta várias vezes.
—Ficou maravilhosa Peter, se superou dessa vez—Babava boquiaberto pela máquina.
—Demorou um pouco, tive que comprar algumas peças únicas, mas no final ficou perfeita, diz ai? Sou o melhor não sou?
—Dessa vez você mandou muito bem, valeu apena esperar—Demos um aperto de mão, seguido por um abraço cordial. Eu já conhecia Peter há quase dois anos. Tudo começou em uma tarde chuvosa...
Flashback On
Eu estava voltando para casa, às ruas estavam pouco movimentadas, mas estavam bem escorregadias. Fui atravessar a avenida, quando do nada apareceu uma garota sentada em uma moto, parecia que tinha perdido o controle, quando dei por mim já estava no chão, havia batido a cabeça na queda. Acordei em uma espécie de oficina.
Minha primeira atitude foi sair dali o mais rápido, porém a saída estava trancada, escutei cochichos vindos do andar de cima, peguei uma chave de grifo que estava em uma mesa, e subi as escadas atrás do som. Surpreendi um casal sentado em uma mesa, eles se assustaram quando me viram, ainda mais com a chave de grifo nas mãos.
Explicaram-me o que realmente tinha acontecido, a garota que se chamava Halley Dixon. Explicou que havia perdido o controle da moto, eu bem que imaginei isso, acabou me atropelando sem intenção. Trouxe-me para a oficina, para prestar os primeiros socorros. Logo depois fiquei sabendo que o rapaz era seu irmão, se chamava Peter Dixon, eles eram os donos daquela oficina, levavam a vida concertando motos.
Não sabia muito sobre eles, mas o suficiente para concluir que eram boas pessoas.
Flashback Off
—Não precisa agradecer Jared, fiz o que estava ao meu alcance.
—O trabalho ficou excelente, quanto te devo?
—Lá vem você de novo, sabe que por mim eu não cobraria, você é meu amigo, já me trouxe muitos clientes, posso te dar essa moto sem problemas.
—Não mesmo! Você gastou muito Peter, essas peças foram caras, não insista, o combinado foi esse.
—Tudo bem, aliais por que não ficar pra jantar comigo? A Halley deve chegar daqui a pouco.
—Não Peter, estou encarregado de um novo serviço ai, não posso demorar muito, só vim mesmo pegar a minha moto—Parte do que eu disse era verdade, mas não queria arriscar encontrar Hay por ali, era assim que eu a chamava. Já tínhamos nos envolvido, algo não muito sério pra mim, mas para ela sim, até demais.
—Entendi. Você não que encontrar minha irmã é isso?—Será que ele tinha lido minha mente?
—Isso também, se eu encontrar ela você sabe não é? Ela vai querer me prender o dia todo aqui, e hoje eu não posso, tenho mesmo outras coisas para fazer. Outra hora eu venho vê-la.
—Você quem sabe, eu não me meto nessa relação entre vocês dois—Sorriu me dando um soquinho no braço—Volte sim, para colocarmos o papo em dia, faz tempo que não conversamos direito. Quero saber o que anda fazendo—Era bom mesmo que não soubesse, pelo menos por enquanto.
—Volto sim, preciso ir agora, até mais Peter—Acertei o preço com ele, para mim não ficou muito caro, foi um preço justo pelo serviço. Nos despedimos com um abraço, por fim subi em minha nova moto, estava satisfeito com o trabalho de dele, realmente a moto estava magnífica. Daria gosto de pilotá-la.
Peter abriu a garagem da oficina permitindo minha saída, peguei a estrada de volta para o galpão. Tomei cuidado no caminho, fiquei atento para ver se não estava sendo seguido. Mais no final das costas segui a viajem bem sossegado.
[...]
—Nossa, que moto é essa cara?—Liam olhava maravilhado para minha mais nova xodó—A onde arrumou?
—Bom, essa é minha moto agora, e eu comprei ela com o Peter.
—Maneira—Ele passou as mãos por todas as partes da moto—Esse cara mandou bem.
—Pois é, ele é fera quando se trata de motos, não é a toa que é dono de uma oficina.
—Pensei que fosse demorar mais—Falou ainda namorando a moto.
—Por que disse isso?—Retirei o capacete colocando ele no guidon da moto.
—Talvez fosse estender sua estadia por mais algumas horas, quem sabe uma morena motoqueira não conseguisse prender sua atenção.
—Fala sério Liam, sabe que dispenso esses seus comentários. Se a Hay te pega falando assim dela, já sabe, vai apanhar—Eu já estava caminhando para fora da garagem. Coloquei a chave da moto dentro no bolso da jeans.
—Espera—O garoto passou na minha frente, colocou-se na frente da porta.
—O que é? Mais alguma gracinha?
—Sabe quem perguntou de você hoje mais cedo?
—Não, quem?
—A Melanie.
—Melanie?—Por que logo ela perguntaria de mim? Parecia me detestar, sentimento retribuído da minha parte também.
—Sim, e quando eu disse que você tinha ido ver a Hay, ela ficou cheia das perguntas.
—Você disse o que? Liam não era pra ter falado nada disso, quantas vezes preciso avisar?
—Me desculpe Jared, quando eu vi já tinha saído, não foi proposital—Tomei o ar procurando manter a calma, não queria brigar com Liam, ele nunca fazia nada na maldade, eu procuraria entendê-lo.
—Tudo bem Liam, que sabe? Tudo bem! Esqueça, só não faça mais isso.
—Ficou zangado comigo Jared?—Mostrava-se arrependido.
—Não amigo, eu não estou zangado, só procure medi suas palavras daqui por diante.
—Ok, vou pensar antes de sair falando.
—Espero mesmo, bom vou ver a garota, vou ligar para o pai dela novamente.
—Boa sorte dessa vez, Ah não que saber o que ela perguntou?
—O que Liam?—Suspirei vencido.
—Se a Halley era sua namorada—O garoto sorriu zombeteiro, e eu havia sido pego de surpresa, por que ela perguntaria aquilo? De alguma forma havia ficado incomodada, ou não sairia perguntando isso para Liam.
—O que você disse?
–—A verdade.
—Hum, fez certo—Procurei passar a maior naturalidade— Agora vou indo—Ele saiu de frente da porta, dando-me passagem.
[...]
—Eu preciso mesmo fazer isso? Por que você mesmo não faz, afinal esse é o seu trabalho não é? Chantagear as pessoas?
—Nossa, que severa essas suas palavras, poderia pegar mais leve—A garota estava seca comigo, desde o primeiro momento que pisei em seu quarto, primeiro mal me olhou, não respondeu uma pergunta minha direito, olhava para qualquer parte do quarto me ignorando. Se aquilo era um modo de me atingi, ela teria que melhorar e muito.
—Hahaha, como estou rindo. Porque não demorou mais para voltar? Estava tão bem so-zi-nha—Disse a palavra separadamente.
—Se quiser posso voltar outra hora—Ameaçei sair do quarto, mas ao invés disso, soltei uma risada baixa, ela me fuzilou com os olhos, devia está bem irritada—Mas não vou sair, temos que fazer isso hoje e agora—Voltei para perto dela. Como de costume estava largada sobre a cama.
—Porque não posso ver o Ian?—Ta ai uma coisa que me irrita, escutar o nome do meu irmão nos lábios dela.
—Vem cá, por acaso está apaixonada pelo meu irmão?—Imediatamente seu rosto ficou corado, acho que devia ter usado as palavras de um modo melhor, mais agora já tinha falado. No fundo eu queria saber por que de todo esse interesse dela nele—Está ou não?
—Veja se isso tem cabimento, isso é pergunta que se faça.
—É tão simples, apenas responda.
—Não vou te responder, não pode me obrigar a falar nada que eu não queira.
—Deixa pra lá, isso não me interessa—Há Interessa sim—Vim aqui por outro motivo, vamos ligar para seu pai—Ela ameaçou abri os lábios, mas antes que saísse qualquer palavra, fui rápido—E nem adianta dizer que não vai falar, não faça eu te deixar sem comida, e dessa vez eu deixo mesmo, nem mesmo o Ian vai te ajudar, irá ficar presa aqui sem comida e sem vê ninguém, por muitos dias.
—Vai me matar desse jeito—Cuspiu entre os dentes.
—Vaso ruim não quebra—Arrebatei.
—Estúpido! Só consegue as coisas na base da ameaça—Levantou-se da cama, me dando as costas.
—O que é preciso sim, mas nem tudo, hey volte pra cama, precisamos fazer essa ligação de uma vez.
—Força sua namoradinha a te obedecer também?—O que? Mais o que ela estava perguntando? Ahh Claro!! Liam... Se ele não tivesse falado nada, não precisava ter que dar explicações agora.
—Namoradinha?—Me levantei caminhando para próximo de Melanie.
—Sei lá como você a trata, pra mim sinceramente tanto faz, só acho que não seja cavalheiro o bastante para agradar uma mulher. É um grande grosseiro.
—Grosseiro?—Sussurrei próximo do seu ouvido, notei os pelos daquela região se eriçarem—Tem certeza que me acha mesmo um grosso?
Melanie virou o corpo de uma só vez, ficou algum tempo me olhando, era como se procurasse as palavras na boca, porém ela não conseguiu falar mais nada, fixou seus lindos olhos nos meus, o silêncio foi à única melodia escutada por nós dois, seguida de nossas respirações. Pena que ela recuou o corpo para trás, fazendo-o encostar na porta do quarto.
Segui seus passos, ficando a centímetros dela. Apoiei minhas duas mãos na porta, deixando-a presa entre meus braços. Ela realmente me achava um grosso, talvez eu fosse um mesmo, mas também sabia agi como um homem de verdade. Sei que tinha prometido ignorá-la hoje de manhã, e necessitava cumprir a promessa, porém precisava fazer aquilo antes, precisava vê se ela continuaria com aquela impressão sobre mim.
—Por que me acha um grosso? Heim?—Levei meus lábios para próximo do seu ouvido, sussurrando novamente, não pude deixar de senti o aroma emanar de seu pescoço, um cheiro maravilhoso me invadia, mandando ondas deleitáveis para meu cérebro—Me diz, por que sou um grosso.
Afastei meu rosto observando-a, ela estava com os olhos fechados, os mesmos estavam pressionados com força, desci uma das mãos até seus cabelos, eles eram tão lisos e sedosos, agora eu podia tocá-los sem problema algum, assim como meu irmão fazia na noite passada. Abri os dedos deixando com que eles tocassem sua nuca suavemente, apenas para senti o toque em sua pele.
Acabei com a distância que ainda existia entre nossos corpos. Agora estávamos praticamente colados um no outro, a sensação de está perto dela, fez todo meu corpo tremer, meu coração não sei por que estava saltando, nunca havia sentido algo igual em toda a minha vida, era indescritível descrever aquilo. A nossa aproximação, sua respiração que estava calma, como se ela medisse a entrada e saída de ar que saia de seus pulmões, seu cheiro, o contato com sua pele, tudo estava intenso demais para mim. Procurei não sair do meu foco, aquele contato estava se tornando perigosamente arriscado demais.
—Me responde Melanie, por que me acham um grosso—Ou ela estava com medo de tudo aquilo, ou estava partilhando da mesma sensação que eu. Pois a garota continuava com os olhos fechados, seu corpo estava comprimido contra a porta, acho que ela queria se atravessar a madeira.
Escorreguei minha mão da sua nuca, a mesma caiu sobre seus ombros, dali por diante comecei a percorrer seu braço, a cada lugar percorrido seus pelos arrepiavam, era quase que automático. Aquilo me fez colocar um sorriso no rosto, então meu eu tinha aquele efeito sobre ela? Primeiro o meu sussurro, agora meus toques, talvez eu pudesse investir um pouco mais fundo.
Levei minha mão para próximo da sua cintura, deixei meus dedos apertarem a lateral da região, nada muito forte, inclinei meu rosto levando-o para perto de seu pescoço, inspirei o aroma que estava depositado ali, um cheiro gostoso, embriagador, totalmente envolvente, um cheiro natural, que derivava dela mesmo.
Apertei meu corpo contra o de Melanie, nem mesmo o ar podia passar entre nossos corpos, continuei sentindo seu cheiro, enquanto minha mão alisava sua cintura, a blusa que estava com o pano passado pela calça, foi vagarosamente subindo. Logo senti meus dedos em contato com a pequena região despida. Só aquele simples toque eriçou os pelos do meu braço, senti um ar gélido passar pela minha nuca.
Soprei meu hálito quente em seu pescoço, ora subindo para próximo da orelha, ora descendo para próximo do ombro. O corpo dela que antes estava comprimido contra a porta, tornou-se mais confortável, como se ela estivesse se habituando à posição atual, senti um pequeno toque seu em minha nuca, seu indicador fazia movimentos circulares entre os fios dos meus cabelos. Fui invadido por uma onda de sensações boas, eu não conseguia descrever, era um misto de prazer com conforto, seu toque me trazia conforto, serenidade, era tão bom senti-la me tocando.
Pausei com os sopros quentes em seu pescoço, mesmo sabendo que ela devia está gostando daquilo, afastei meu rosto observando seu semblante, ela não se encontrava mais com os olhos fechados, muito pelo contrário.
Seus lindos olhos azuis estavam abertos, encontraram meus olhos assim que a olhei, aproximei minha testa da dela, deixando nossos narizes próximos demais. Abaixei o rosto fitando seus lábios, sua respiração tocava meu rosto de uma forma apresada, ela não respirava mais calmamente, havia urgência em seu ar agora, talvez estivesse com medo de mim.
—Está com medo de mim agora?—Precisava saber exatamente da boca dela, o que realmente sentia naquele momento, pois o que eu sentia estava intenso e forte demais. Mal a conhecia, mas a química era perfeita, uma ligação viva unia nossos corpos naquele momento, não partia só de mim, algo em seu corpo também retribuía.
—Medo?—Perguntou atordoada, sabia que ela provavelmente ainda estava me olhando.
—Sim... Medo—Desviei meu olhar com muito custo dos seus lábios, aproximei novamente meu rosto de seu pescoço, com muito cuidado deixei meus lábios tocarem o lóbulo de sua orelha, puxei a pontinha dela entre os dentes, nada que pudesse machucar Melanie, e voltei a refazer a pergunta.
—Sente medo? Responde vai...
—Agora eu não estou com medo—Sua voz era mais um sussurro.
—Ah não? Está com o que?—Continuei mordendo o lóbulo da orelha dela. Por um momento até havia esquecido da minha mão em sua cintura, meus dedos estavam em sua pele exposta, pelo menos pela pequena parte da blusa que eu tinha levantado. Rodei minha mão acalcando suas costas, acho que por instinto Melanie arqueou um pouco das costas, toquei a pequena linha vertical que se estendia por toda a extensão da sua pele.
Era um toque sem presa alguma, sem urgência nenhuma, estava aproveitando o momento, não queria assustá-la com nenhum movimento brusco meu. Estávamos tão juntos, que eu podia senti seus batimentos cardíacos, que por sinal estavam bem ligeiros, ela arfava apressadamente, soltava o ar com força, assim como o inalava.
—Não vai me responder?—Soltei a pontinha da sua orelha, voltei a olhá-la de frente, seu rosto encontrava-se vermelho, bem diferente da primeira vez em que tinha olhado. Ela parecia bem mais envergonha agora.
—Por favor! Acho melhor parar com isso—Abaixou o rosto evitando me olhar. Confesso que custei acreditar que ela estivesse pedindo para parar, mas acabei não insistindo, não queria forçar a barra com ela, talvez eu tivesse ido um pouco longe demais. Acho que não podia ter ido tão longe mesmo. Retirei minha mão das suas costas, recuei alguns passos para trás, nossos corpos não estavam mais próximos.
Ainda continuava com os olhos abaixados, possivelmente não queria me olhar, estaria constrangida demais pela situação. O silêncio cortou nossas gargantas, nada mais foi dito durante um bom tempo, estranho porque eu geralmente sempre acabo cortando, não gosto muito desse clima de mudez. Infelizmente naquele momento nem eu sabia o que falar, nada me veio a cabeça, nada que pudesse amenizar ou aliviar o momento.
—Será que posso fazer essa ligação outra hora? Gostaria de ficar sozinha, se não se importa—O silêncio foi interrompido pelas palavras de expulsão dela, ou quase isso.
—Ah, Claro! Volto mais tarde, acho melhor deixar essa ligação para depois, vou sair então—Dei um sorriso sem humor, Melanie já estava com o rosto levantado, porém não demonstrava nenhuma expressão. Recuou alguns passos para o lado, saído de frente da porta, acho que ela queria mesmo que eu saísse.
Alcancei à maçaneta da porta abrindo-a de uma vez, queria sair logo de uma vez, estava me sentindo constrangido também, um pouco desconfortado pelo que tinha feito com ela, não que eu me arrependesse, pelo menos o arrependimento ainda não tinha batido. Dei uma última olhada para Melanie, ela voltou para sua cama, se encolhendo no colchão, atravessei a porta a trancando atrás de mim.
Fiquei por alguns segundos parado na frente da porta, estava com medo de sair dali, não sei por qual motivo, mas seja o que havia acontecido ali, tinha mexido comigo, de uma forma muito estranha e diferente, mas com certeza tinha mexido.
Notas finais
kkkkkkkkkkkkkkkkk
aiaiaiaiai
Logo,logo posto mais...
E em breve posto as fotos dos IRMÃOS PETER E HALLEY.
Bjsss
Fale com o autor