Os Garotos da Liberdade

1 Prelúdio da Liberdade


Notas iniciais
Tenha uma Boa Leitura!

Terralândia. O planeta onde reúne várias espécies de humanos, criaturas, monstros e superdotados, e por aí vai.

Mas em certo reino chamado Soleanna, a noite que a lua cheia trazia, mas os fogos atirados no céu anunciavam o tão aguardado Festival do Sol.

– Olha os fogos! Já vai começar! – Um garoto de cabelo curto e preto, pele clara, olhos castanhos, vestindo um casaco vermelho e uma calça preta, com a parte da cintura até os bolsos azuis, corria até o cercado de pedra de um dos concretos mais altos da praça para assistir o festival bem a tempo.

– Já estou indo, Aeso. – Uma garota de cabelo azul claro, olhos azuis escuro, pele clara, quase branca, acompanhava o jovem. A garota era muito bela para sua idade. 15 anos, a mesma idade do garoto, embora a sua aparência não seja tão belo comparado com a da garota.

– Olha isso Fran. Não é incrível? – Pergunta o garoto para a de cabelo azul, admirado com o cenário.

– Tenho que admitir... é lindo... – Fran respondeu, não conseguindo tirar sua visão daquela vista.

Mas a atração principal ainda estaria por vir. Os fogos só anunciavam a chegada da princesa do reino de Soleanna. Seu nome: Hisui.

Essa era outra beldade. Tinha 17 anos. Seus cabelos eram verdes, na altura do ombro. A cor de seus olhos era a mesma de seu cabelo. Usava uma tiara dourada com um pequeno rubi no centro, um cordão com uma jóia verde no pescoço e brincos nas orelhas. Usava um vestido branco e um tanto curto na parte de baixo, onde demonstrava suas pernas, bem atraentes.

A princesa acenava para seu povo com um sorriso encantador. Fazia questão de olhar em volta para avistar cada cidadão que a admirava. E as pessoas que assistiam sua chegada também a recebia como a celebridade que ela é.

Um ouriço azul corria pela multidão sem ser percebido como um vento sônico. E quando ele encontra o ponto mais alto do local para assistir o festival, ele sorri empolgado com a cerimônia.

– Cheguei bem na hora. – Falou o ouriço.

– Venha Ichigo! Vai começar! – Uma garota de 16 anos puxava outro rapaz. A garota tinha um cabelo ruivo claro, quase laranja, enquanto o cabelo do outro era laranja puro. Ela vestia um colam bem confortável, deixando em destaque seus seios robustos e por baixo usava um shortinho curto da cor preta, assim como sua meia que cobria toda a sua perna.

– Calma, Orihime. Não precisa me puxar! Espera aí...! – Reclamava Ichigo, o de cabelo laranja. Usava um casaco com manga cumprida preto com o feche aberto, deixando a amostra sua camiseta branca.Usava uma calça preta também e um cordão no pescoço.

Orihime puxava Ichigo no meio da multidão. Até encontrar um bom local para ver o festival tão de perto.

A princesa era levada por um barco real até o altar onde a cerimônia principal do festival do sol aconteceria. E quando chegou lá, pegou uma tocha com as duas mãos e fechou os olhos por um momento.

Mas esse misero momento foi o mais apavorante para Hisui. Quando abriu os olhos, viu todo o seu reino coberto pelas chamas.

Larvas, calor, fogo, era tudo o que dominava o local.

Hisui olha em volta apavorada. Até se deparar com uma criatura feita de fogo, mirando sua pessoa. Quando viu que a fera estava prestes a engoli-la, a vitima fecha os olhos e...

– Senhorita Hisui?

De repente a sensação de calor passou. Quando percebeu, estava de volta no altar da cerimônia. Os fogos tinham parado desde a sua chegada no altar, o que fez o silêncio que reinava o local ser perturbador.

– E-estou bem. – Quando se recuperou do transe ela respondeu rapidamente para uma de suas criadas presentes no local.

Aparentemente foi uma espécie de visão. Mas aquilo nunca tinha acontecido antes. E como precisava prosseguir com a cerimônia, resolveu ignorar.

As pessoas no altar abrem caminho para a princesa. A moça ergue a tocha e começa a ditar seus votos, fechando os olhos para falar.

– Somos gratos pelas chamas abençoadas. Que continuam nos dando paz a eras. Oh Sol de Soleanna. Guie e nos observe com sua luz eterna.

E quando terminou, a princesa usa a tocha de sua mão para acender outra ainda maior no altar. As chamas percorreram numa corrida ate acender uma enorme chama.

E assim que foi, a comemoração pelo fato da enorme tocha ter sido acendida foi imediata. A cerimônia foi feita.

Os fogos dominaram os céus novamente. O publico do local vibrava. E a princesa volta a acenar para seu povo, trazendo de volta seu sorriso encantador.

Isto é, até várias bombas atingirem o local.

Apesar de ter feito muito estrago, foram só explosões de aviso. Ninguém se machucou. De repente, o céu noturno dos fogos foi tomado por uma nave. Robôs de guerra eram jogados de lá e cercavam o altar apontando suas armas prontas para disparar em uma única pessoa; Hisui.

E finalmente, o autor desse caos se revela. Ele aparece em uma mini-nave acompanhado por mais alguns robôs que pareciam algas-vivas azuis mortíferas.

– É um tremendo PRAZER, minha querida princesa de Soleanna. Recebeu meus amiginhos? Bem, eu me chamo Dr.MEGAMENTE! E venho aqui apenas para buscar duas coisinhas. Você! E essa jóia bem peculiar também conhecida como ESMERALDA DO CAOS! E um pedido de casamento como brinde. – O vilão se apresentou, de maneira excêntrica. Se aproximava da princesa até terminar sua fala beijando sua mão direita como um perfeito cavaleiro.

A princesa obviamente se soltou e segurou a jóia em seu pescoço no intuito de protegê-la do homem a sua frente. Quer dizer, não sabia exatamente se era um homem, um mutante, uma criatura ou um alienígena. O doutor possuía uma cabeça enorme e careca. Seus olhos são verdes, mas a sua pele é azul puro, quase medonho. Usava uma roupa de couro preta com um misto de roqueiro heavy metal com um lord sinistrão.

– O que você pretende com essa jóia? – Questionou a princesa tentando não demonstrar sua aflição. Mas não poderia correr o risco de seu povo sofrer as consequências.

– Aaah nada, nada, nada... apenas... DiziMAR todas as coisas da face da terra, reconstruir tudo de novo e usar todos os seres vivos daqui como escravos... se houver sobrevivente. – Respondeu o careca azulão.

– Eu nunca permitirei uma catástrofe dessas. – Garantiu a princesa agarrando mais ainda sua jóia.

– Ora não precisa de tudo isso... você vai continuar com seu posto de princesa... – Dizia Megamente se aproximando de Hisui, prestes a agarrá-la.

– Vão! Formação Manji!

Num piscar de olhos, quatro ninjas ficam em volta de Hisui, protegendo-a. Três deles eram jovens. Um era gordo, o outro era magro e o terceiro era uma garota de cabelo verde. O quarto entre eles era o único mais velho.

– Ora, ora, ora... o que temos aqui...? É claro que a princesinha não ia se expor sem seus seguranças.... – Comentou Megamente com um sorriso divertido.

– Quando vou poder bater em um desses robôs, Itachi-sensei? – Perguntou o loiro de cabelo arrepiado. Usava uma roupa azul nos ombros e laranja pelo resto, e uma bandana com o símbolo que representava sua aldeia.

– Lembre-se que o nosso objetivo é proteger a princesa, Naruto. – Lembrou o líder deles. Os quatro estavam de costas para a princesa, segurando kunais em suas mãos, prontos para atacar qualquer inimigo de qualquer direção.

– Poxa... eu nem fiz uma boquinha. – Reclamou o gordinho faminto, mas ainda focado nos robôs a sua volta.

– Como você é guloso, Chouji! Você não tinha lanchado lá em baixo do navio? Como pode estar com fome? – Reclama a ninja de cabelo verde. Sua pele era morena e seus olhos eram laranja.

– Dá um tempo, Fuu. A culpa não é minha se meu estomago reclama toda hora... – Justificou Chouji, manhoso.

– Eu tenho um saco de batatinhas bem aqui, você quer? – Um robô com um corpo de gorila e um aquário no lugar da cabeça, com uma espécie de piranha falante dentro, oferece para o gordinho.

– PARA DE INVENTAR HISTÓRIA, CRIADO! Não devemos ser simpáticos com o INIMIGO! NÓS SOMOS VILÕES! – Megamente logo pegou as batatinhas e jogou no chão, irritado por seu criado ter quase estragado tudo.

– Me desculpe chefinho. – Seu criado se desculpou, manhoso.

– Bem. Tá perdoado. Onde estávamos... AH, lembrei! Estava prestes a mandar meus robôs EXPLODIREM esses caras... – Ameaçou o azulão, pronto para dar a próxima ordem.

Tanto a princesa quanto os ninjas estavam suando frio, preocupados. Um movimento em falso e alguém sairia ferido.

Mas tudo muda quando escutam um barulho de algo caindo vir em sua direção.

De repente, um garoto pousa no local, liberando leves rajadas de energia ao socar o chão, o que provocou um curto-circuito nos robôs que estavam a frente rodeando o local com seu estrondo.

– Cara... Tá difícil criar vilões bons hoje em dia. – Comentou Aeso. O mesmo garoto que assistia o festival ao lado da garota de cabelo azul anteriormente. Agora tinha ficado entre a princesa e os ninjas e o Megamente.

– Ora... então você apareceu... – Dizia Megamente

– Não se espante comigo, princesa. Eu só vim ajudar. Vou te levar para um local seguro. – Garantiu Aeso, segurando Hisui em seus braços, ignorando Megamente.

– COMO VOCÊ OUSA ME IGNORAR! Robôs... ATAQUEM! – Irritado por ter sido ignorado, Megamente dá a ordem. Os robôs começam a disparar vários tiros neles, que conseguem desviar de todos, mas com dificuldade, até um raio azul sônico atropelar um por um.

– Vai uma ajudinha aí? – Quando o dono do raio parou de correr, revelou ser o mesmo ouriço de antes.

– Sonic! Bem na hora. Cuida desses robôs enquanto eu levo a princesa! – Falou Aeso após desviar dos raios.

E assim uma batalha mortal começava. Alguns dos cidadãos que podiam lutar enfrentavam os robôs com seus poderes, enquanto outros que não podiam, controlavam a multidão em pânico.

– Venham! Por aqui! Orihime, você vai por ali! – Dizia Ichigo controlando a multidão.

– Certo! – Assentiu Orihime fazendo o mesmo em outro canto.

– Vamos Charmander! Use o Lança Chamas! – Ordenou um jovem gordinho de 14 anos, ordenando seu Pokémon, que dispara uma poderosa rajada de fogo nos robôs.

– Droga! Meu braço direito não funciona em armas. Mas que azar. – Outro garoto, de cabelos pretos arrepiados, olhos escuros e pele morena, se escondia dos robôs se encolhendo em um local seguro.

Mas de repente aparece mais um robô maligno achando o rapaz acidentalmente.

– RAILGUN!

Uma garota dispara um poderoso raio usando uma simples moeda no robô, salvando o garoto. Essa tinha cabelos curtos marrons, olhos castanhos e usava uma farda de um colégio com um símbolo de Tokiwadai.

– Você é um molenga mesmo, hein cara. – Falou a garota o encarando com um olhar frio.

– Desculpa Misaka. – Se desculpou o garoto.

– Venha Natsumi! Vamos sair daqui! – Um garoto com uma faixa laranja na cabeça puxava a garota que o acompanhava. O garoto era moreno, cabelo marrom e olhos castanhos.

– Não consigo correr nesse salto, Endo! – Dizia a garota com dificuldades de acompanhá-lo devido ao pânico dessa multidão.

– Scooby-doo!! Scooby-doo, meu filho, cadê você! – Chamava um dos cidadãos.

– Estou aqui, Salsicha! – Um cachorro tentava alcançar seu dono, mas a multidão só contribuía para separá-los cada vez mais.

– Venham por aqui! Droga, maldita hora que eu fui tirar férias. Barbara! BARBARA! – Um homem de óculos e cabelo marrom tentava controlar a multidão, até perceber que sua filha tinha sumido. E quando foi procurar, nem percebe a bomba, atirada por um dos robôs, ir para sua direção.

– CUIDADO! – Uma adolescente usando uma roupa que lembrava um morcego, empurra o homem que procurava sua filha e os dois caem no chão após conseguirem desviar da bomba.

– B-batgirl, você por aqui? – Quando o homem a reconheceu, tenta se levantar.

– Não é hora para isso comissário Gordom. Posso não estar em Gotham, mas meu dever ainda é ajudar as pessoas. Sua filha está bem! Controle a multidão! – Falou a garota antes de correr para derrubar outro robô enquanto o comissário volta a controlar a multidão.

– Bora Rony! Vamos dá o fora daqui! – Um rapaz loiro corria desesperado dos robôs, enquanto outro da mesma idade de cabelo ruivo o acompanhava.

– Tô indo, Joey! Porque eu fui esquecer minha varinha logo hoje?! – Dizia Rony fugindo dos robôs.

Enquanto isso, Aeso subia em um prédio até chegar no topo para deixar Hisui.

– Prontinho. Aqui você vai ficar sã e salva. Agora tenho que ir. FUI! – Falou o garoto antes de ir.

– E-espera! Eu posso saber o seu nome? – A princesa chama o garoto, fazendo-o frear e se apresenta.

– Meu nome é Aeso. Aeso Leãofera. Vim diretamente do Brasil pra cá para passar um tempo com um amigo dos meus pais. Então não se preocupe. Sua cidade é minha cidade. E eu vou fazer de tudo para proteger a minha cidade. – Se apresentou o garoto antes de se retirar do local pulando do prédio.

Quando o garoto pousou no chão, ele correu para enfrentar os robôs.

Mas quando viu que tinha milhares deles localizando sua posição, Aeso gela na hora.

– Droga. Vou ter que apelar.

Esticando seu braço direito para o lado, ele concentra energia no punho, até disparar um poderoso raio vermelho no formato de uma face de um leão na ponta do mesmo com seu soco nos robôs.

– MEGA RUGIDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O festival que deveria ser um evento alegre para Soleana, acabou se tornando em um campo de batalha sem igual.

E numa estrada um pouco longe do reino, onde poderia ver as explosões de longe, um rapaz de 19 anos, segurando uma espécie de caderno preto, descia de um caminhão vermelho para ver aquela visão com seus próprios olhos.

– Esse mundo... está realmente podre.

Notas finais
Então... Já deu pra ver quem vai ser o protagonista? Esse foi só uma "introdução" do que está por vir. O verdadeiro começo vai ser no próximo cap. Muito obrigado por ter lido até aqui. Fique com Deus e Até a Próxima!